Em 2007, clube do Morumbi atinge a maior renda da história do futebol brasileiro, superando marca de 2005 do rival
Prévia do balanço tricolor, ainda não finalizado, indica total de receitas de R$ 189 milhões em 2007, com 77% provenientes do futebol
Leão, que aceitou inscrever na Taça Libertadores os estrangeiros recém-contratados pelo Santos, anda em campo do CT Rei Pelé
Às vésperas do clássico contra os santistas, o São Paulo já superou os rivais em pelos menos um quesito extracampo: dinheiro no bolso. Levantamento inicial da diretoria são-paulina mostrou que o clube fechou 2007 com a maior renda de um clube brasileiro na história.
Assim, ultrapassou a marca de 2005 do Santos, que era a mais vultosa até agora.
Uma prévia do balanço do São Paulo, ainda não finalizado, mostra receitas de R$ 189 milhões. Até agora, o recorde anterior era do Santos: 135 milhões, em 2005 -atualizado pela inflação acumulada, o valor chega a R$ 147 milhões.
O futebol, como é praxe, foi o departamento que mais contribuiu para a explosão da arrecadação são-paulina. Um total de R$ 146 milhões foi obtido com o carro-chefe do clube. A diretoria estima que 50% desse valor tenha sido amealhado com as vendas de atletas como Ilsinho, Breno e Josué.
É um componente similar à renda santista em 2005, fortemente influenciada pelos R$ 70 milhões obtidos com a saída de Robinho para o Real Madrid.
A diferença é como cada um administrou seu dinheiro. O Santos teve superávit alto naquele ano, mas torrou com seu ex-técnico Vanderlei Luxemburgo e com atletas como Zé Roberto.
Hoje, o clube tem dívida em empréstimo bancário quase igual à sua reserva.
"Temos muitos investimentos para fazer, no Morumbi, no CT", comenta o diretor financeiro do São Paulo, Oswaldo Vieira de Abreu. Uma boa parte do dinheiro arrecadado já foi investido no clube no ano passado mesmo, já que as despesas também foram altas.
Tanto que, de sobra, o clube teve cerca de R$ 34 milhões. Oficialmente, o superávit deve ficar em R$ 4 milhões. Isso porque, ao aderir à loteria Timemania, o São Paulo confessou R$ 30 milhões em dívidas fiscais-o valor será parcelado.
Segundo a diretoria, a maioria dos setores do clube passou a ter superávit, incluindo o social e o Morumbi. E receitas extras, como os R$ 12,4 milhões da lei de incentivo ao esporte, ajudaram a incrementar o total. Antes, a diretoria estimava que conseguiria R$ 128 milhões, o que deixaria o São Paulo próximo ao Corinthians.
A cada ano, o bicampeão brasileiro aumenta suas receitas até o total atual. "Se você analisar a negociação do Souza, pode-se repetir essa renda neste ano", analisa Abreu.
Não é o que aconteceu no Santos. Daquela receita recorde, houve quedas nos anos seguintes, e atualmente há falta de recursos para contratar.
"Somos mais simples. Li uma manchete que era o rival rico contra o pobre, em outro clássico. Então, vou me comportar como pobre, jogando com três zagueiros", diz o técnico santista, Emerson Leão, comparando a capacidade de investimento do time com a do adversário.
Resta ao Santos esperar de revelações, como Neymar, uma nova bonança. Aos 16 anos, o jogador assinou seu primeiro contrato com o time, até 2010, com multa de 50 milhões.
Após reunião, Leão "engole" estrangeiros
Após um princípio de crise entre os dois, o técnico Emerson Leão e o presidente Marcelo Teixeira sentaram-se ontem, antes do treino, para conversar sobre a relação. Ao final, o treinador aceitou inscrever na Taça Libertadores todos os quatro jogadores estrangeiros contratados pelo clube. Ele havia criticado a chegada deles.
Foi uma concessão do técnico. Em troca, Leão pode ter a contratação do zagueiro Fabão, seu escolhido, que se recupera de lesão e negocia com o clube.
"Eu e Marcelo conversamos: a parte administrativa é dele, e a parte técnica é minha. Acertamos uma possível diferença que tínhamos", afirmou o treinador, que disse que terá reuniões mais freqüentes com o dirigente a partir de agora.
O chileno Sebastián Pinto, o colombiano Jorge Molina, o equatoriano Micheal Quiñones e o argentino Mariano Trípodi serão inscritos na primeira fase da Libertadores. O prazo final é na segunda-feira -o Santos estréia dois dias depois, contra o Desportivo Cúcuta (COL).
Leão admite que não pôde observá-los em treinos. Dois deles foram contratados com dinheiro do empresário Delcir Sonda. Ontem, viajaram para tentar visto de trabalho.
"Se não inscrevesse, seria um tiro no dono deles, que contratou, um tiro no presidente [Marcelo Teixeira] e um tiro no técnico. É muita morte", ironizou Leão para justificar por que incluiria os gringos na lista.
Ao relacioná-los entre os 25 da Libertadores, o técnico, no entanto, não garante que irão jogar. Sua conversa com Teixeira, segundo ele, reafirmou sua independência na escalação.
Já Fabão ficou mais próximo. Muito elogiado por Leão, o jogador, que tem contrato com o japonês Kashima Antlers e foi campeão mundial em 2005 com o São Paulo, quer fechar por dois anos com o Santos. O zagueiro e o lateral Kléber, que se recupera de lesão, são dúvidas para a Libertadores -é provável que sejam inscritos.
Para o clássico, Leão manterá o sistema com três zagueiros. Mas Adaílton, contundido, não está confirmado.
Para melhorar o astral, nada melhor que rever o
massacre do Octa-Campeão Brasileiro.
Todas as vezes que vejo esse vídeo, eu não
aguento: choro mesmo. E agora não está sendo diferente. Como é bom ver
isso. Como é bom saber que nunca perdemos uma final para esses gambás.
Gosto de ver esse vídeo tentando imaginar as reações dos escrotos Chico
Lang, Juca Kfouri, Osmar de Oliveira, Juarez Soares e tantos outros torcedores
do time da Marginal s/ Número.
Que sirva de inspiração para o Santos no
domingo...
Festival de horrores continua: Santos 1 X 0 Marilia
O Mauricio Noriega do Sportv resumiu: o Santos não tem o fundamento de um time de futebol.
Lembrou um pouco o jogo contra o Bragantino: Fábio Costa segurou as pontas lá atrás e na base da correria e da falha do zagueiro do Marília, fizemos 1 a 0.
Se não fosse Fábio Costa é provável que estaríamos na lanterna do campeonato.
Time horroroso. Tabata, Tiago Luis e Alemão perderam gols incriveis. O do Alemão foi uma vergonha. Ele tinha o gol com seus 7 metros e tanto pela frente e conseguiu chutar na trave. Uma vergonha. O tal de Tiago Luis adora a bola. Deveriam dar uma bola pra ele jogar sozinho.
Kléber Pereira fez um gol na marra e na raça, e logo em seguida deu o passe para o tal de Alemão perder um gol feito.
Esses dois garotos, Tiago Luis e Alemão são dois fominhas e jogadores apenas medíocres. Nada mais. O tal de Anderson Sales também é apenas mediano. Adriano jogou o feijão com arroz de sempre. Alex começou bem e depois caiu no segundo tempo. Leva jeito.
Adailton, Betão e Evaldo são perigosissimos. Souto jogou uma partida razoável, como nos velhos tempos de Vasco.
Surpresa boa foi o Dênis, que voltou muito bem.
Fábio Costa e Kléber Pereira foram os dois heróis.
Agora é torcer para esse time melhorar e jogar um pouco no domingo.
O equatoriano Michael Jackson Quinõnez foi contratado por engano.
Mais uma vez o amadorismo, único da história, dessa diretoria, que está transformando o Santos em time de várzea, fez lambança e contratou o jogador errado.
Alguns anos atrás, o Santos contratou um paraguaio, chamado Baez, de forma equivocada. Foi vergonhoso.
Há 2 anos eles trouxeram o De Nigris errado.
E mais uma vez o amadorismo impera no clube e eles contrataram o jogador equatoriano errado.
O equatoriano que eles queriam é o Estuardo Cristian Quiñónez, que joga no Olmedo do Equador, jogador reserva do Olmedo, que fez o gol de seu time na vitória por 1 a 0 contra o Lanús dias atrás.
Ele é atacante e tem 27 anos (foto abaixo).
Os amadores contrataram este abaixo
Daí a surpresa geral no Equador. O Michael Jackson Quinõnez jogava em um time da segunda divisão equatoriana.
O presidente do clube, MT, resolveu abafar o caso e ficar com o Michael Jackson Quinõnes para evitar passar mais vergonha.
Também, o diretor de futebol do clube chama-se Capella.
Torcer contra o Santos é impossivel. Não dá mesmo. Sobretudo quando o time ocupa a zona de rebaixamento. Entretanto, uma vitória hoje prolongará nossa agonia sob o comando desse treinador horroroso. E vencer hoje pode ser algo circunstancial. Fazia tempo que eu não via o Santos perder de forma tão convincente, sem deixar esperança no futuro.
Quando se perde jogando razoavelmente bem, criando oportunidades de gols, a gente tem um alento, uma esperança, que tudo vai mudar, que a situação é passageira.
Mas quando o time é dominado por Juventus, Barueri, Bragantino, a coisa é complicada.
Quando não se vê padrão de jogo, padrão tático, indefinição, quando o ambiente é ruim, quando o técnico fala mais que trabalha, reclama do clube por onde passa, e que se mostra perdido, a esperança é quase nula.
Não consigo torcer contra o Santos em nenhuma circunstância. Mas me parece irreversível a saída do treinador. Então que seja logo. Acho que esse presidente tem que reconhecer que não deu certo, que ele se equivocou. Esse presidente tem que mostrar que seu compromisso é com o Santos, e não com técnicos.
Parece que a era dos técnicos de grife passou. Ontem o Palmeiras do badalado técnico de 500 mil mensais tomou um verdadeiro passeio do Guaratinguetá do deconhecido técnico Guilherme Macuglia.
E Leão, que para mim nunca foi técnico de futebol, vem tomando banhos táticos memoráveis. Leão é isso aí mesmo: jamais conseguiu ser técnico de futebol. Sempre viveu de pose. Sempre se impôs pela truculência. Se em 2002 não tivesse aparecido para o mundo dois meninos geniais, o Santos estaria na fila até hoje, de campeonatos brasileiros ou paulista. Diego e Robinho não jogaram os campeonatos paulistas de 2006 e 2007, mas foi com o legado financeiro que deixaram que o presidente conseguiu montar, com o apoio de Luxemburgo, bons times nos últimos 2 ou 3 anos. E talvez tenha sido decretada nesses últimos 2 anos, o fim da era desses técnicos que a midia chama de top. São verdadeiros enganadores, apitadores de luxo de treinos, falastrões irresponsáveis que vivem de enganar presidentes incompetentes e sem discernimento.
Certa vez o Guarani contratou Leão. O sargento foi apresentado ao grupo de jogadores, e foi para uma reunião com o polêmico Beto Zini. E, como sempre faz, decretou com quais jogadores do Guarani ele trabalharia e quais não estariam em seus planos sempre macabros. Beto Zini o demitiu dois dias depois de ele ter sido contratado. Zini percebeu em dois dias o que esse presidente do Santos não consegue ver em anos.
Os clubes tem que pensar em se estruturar. Estrutura que eu falo é estrutura de pessoas. O Santos sempre se destacou por ter pessoas diferenciadas. Claro que não estou me referindo a dirigentes, pois na história do clube todos foram safados e incompetentes. Mas o clube é abençoado. Surgiu o Rei Pelé e duas gerações de craques fenomenais na década de 60. Mais tarde Pita, Juari, João Paulo, Nilton Batata e Ailton Lira comandaram o Santos do final da década de 70. Na década de 80 montamos um time forte, cascudo, bravo, meio de bandidos e não tinha quem encarava: Serginho, Paulo Isidoro, Dunga, Pita, Dema, Márcio Rossini (como eu gostava desse jogador!), Zé Sérgio e Rodolfão Rodrigues. Quem encarava essa turma? Perdemos um título brasileiro no Maracanã em 1983 com parte desses guerreiros (com Marola no gol) graças à uma atuação desastrosa e tendenciosa desse imbecil da Globo, esse tal de Arnaldo Cesar Coelho, um safado ladrão. Mas no ano seguinte ganhamos o Paulista em cima dos gambás, com o memorável gol de Serginho.
E de 2002 para cá todos sabem da história. Diego e Robinho foram lançados pelo Celso Roth no Rio-SP de 2002 e o resto todos sabem. Jogadores como Léo, Elano, Renato, Fábio Costa, que estavam encostados no clube, foram obrigados a serem reincorporados e escalados por força das circunstâncias da época: o Santos tinha apenas 9 jogadores quando Leão assumiu, como sempre reclamando da vida, reclamando que só havia 9 jogadores profissionais, e dentre eles um "neguinho de canela fininha". Pois esses meninos resgataram o Santos, que ressurgiu das cinzas.
Hoje temos boa infraestrutura física, um imobilizado razoável, que custou muito caro ao clube (talvez uma ordem de grandeza a mais), e não temos bons profissionais de campo.
O clube, por não ter estrutura profissional, fica dependente de técnicos mercenários e sem compromisso. São sangue-sugas que ganham 400 ou 500 mil mensais para apitar treinos, escalar jogadores de capacidade duvidosa, fazer conchavos com empresários. Não sabem sequer ler um jogo de futebol. Esse atual, de todos os técnicos que eu vi no Santos, é o pior de todos. Pior, mas muito pior que Celso Roth, Cabralzinho, Geninho, Candinho e tantas porcarias que já passaram pelo clube. E ganha 400 mil mensais para escalar mal, substituir pior ainda, criar intrigas, semear discórdia, e falar mal do clube. Para ele o clube do MT é um pasto devastado. E MT engole tudo e ainda lhe paga 400 mil mensais, uma pouca vergonha.
Uma vitória hoje pode ser a continuidade desse senhor à frente do time. Ele vai ter uma sobrevida que poderá ser fatal. E poderá trazer consequências desagradáveis, como ele diz, para o futuro do Santos.
Só os jogadores, movidos por um ambiente sadio, criado por um bom gerente que saiba planejar e motivar, podem nos livrar dessa situação desconfortável da zona de rebaixamento. Os jogadores estão mesmo é querendo ver esse cidadão pelas costas, claro que menos os garotos da base, que ainda não tem esse tipo de maldade.
Domingo tem clássico contra os bambis. Nem é preciso dizer o temor que sinto de uma nova goleada histórica como aquela contra os gambás, em circunstâncias parecidas.
E logo em seguida o time embarca para jogar contra o Cúcuta na Colômbia.
Sem a desagradável presença desse treinador, já correríamos sérios riscos de uma eliminação ainda na primeira fase da Libertadores. Com ele isso passa a ser quase uma certeza.
Portanto, vou torcer pelo Santos como faço desde 1962, mas tenho convicção que uma vitória hoje pode trazer muito mais malefícios que benefícios ao nosso amado Santos FC.
Técnico conhecia, sim, Sebastian Pinto, diz agente
O SCCP quase teve um segundo “El Tanque”, maneira como ficou conhecido o atacante uruguaio Santiago Silva, de acordo com o empresário Cristian López. Ele garante que seu cliente Sebastián Pinto, que tem o mesmo apelido do ex-corintiano, é velho conhecido do técnico Emerson Leão.
Na terça-feira, Leão externou seu temor com as contratações de Pinto, do equatoriano Michael Jackson Quiñonez e do colombiano Mauricio Molina. Disse não conhecer nem ter indicado nenhum dos três ao Santos. No dia seguinte, López defendeu Pinto em entrevista ao jornal La Tercera, explicando que o técnico se referira apenas aos outros dois reforços santistas.
“As declarações não foram sobre o Sebastián. Ele conhece bem o jogador. Quando estava no Corinthians, assistiu a vários vídeos seus e ficou muito feliz com a sua contratação, apesar de ainda não tê-lo visto em campo”, argumentou o agente.
De fato, Leão já havia recorrido a DVDs de empresários para sondar estrangeiros quando comandou o clube do Parque São Jorge. Foi assim que aprovou a contratação do atacante boliviano Arce. “Houve uma oferta do Corinthians pelo Sebastián no ano passado, mas ocorreu uma mudança administrativa e não deu em nada. Já conversei com o Leão e não existe nenhum problema com o jogador”, assegurou López.
Segundo o empresário, Leão chegou até a pedir informações sobre Pinto ao atacante argentino Sergio Gioino, que trabalhou com o técnico no Palmeiras e jogou ao lado do chileno pela Universidad de Chile. Preterido na equipe B do Real Madrid, o reforço santista também interessava a Udinese, da Itália.
“A Udinese queria emprestá-lo a um clube da Espanha, e ele queria defender o time que o contratasse. A oferta do Santos foi muito parecida, e ele ainda teria a chance de jogar o Brasileiro e a Copa Libertadores. Preferiu ir para o Brasil”, explicou López.
No CT Rei Pelé, Sebastián Pinto já começou a rotina de treinamentos diferenciados para entrar em forma. Ele fará exercícios físicos durante dez dias, sempre em dois períodos. “El Tanque” completou 22 anos na terça-feira, mesmo dia em que chegou ao Santos e foi questionado por Leão.
Para Denis, jogo contra Marília marca reinício da carreira
Na terça-feira, Denis finalmente sentiu que a sua carreira estava recomeçando, depois de nove meses de sacrifício para se recuperar da segunda cirurgia de ligamentos cruzados anteriores do mesmo joelho, o esquerdo. "Foi o meu primeiro coletivo, depois de tanto tempo. A sensação que tive é de que eu era o único jogador do meu time e que todos os adversários vinham para cima de mim", contou o lateral-direito, nesta quarta-feira. Leão gostou do que viu e confirmou a sua escalação para enfrentar o Marília, nesta quinta-feira à noite, na Vila Belmiro.
Quando sofreu a primeira contusão grave, no dia 11 de outubro de 2006, Denis bateu recordes de recuperação e voltou a jogar em 17 de fevereiro, contra o São Bento, na Vila Belmiro. Foram 10 partidas pelo Campeonato Paulista e a nova contusão no seu sexto jogo pela Libertadores, contra o Caracas, dia 2 de maio. "A segunda cirurgia foi mais complicada porque houve rompimento do enxerto feito na primeira operação. Além disso, aconteceu alguma coisa errada no caminho, mas é melhor não falar sobre isso."
Denis admite que com a mudança da comissão técnica passou a receber maior atenção, o que permitiu a sua volta, com pouco mais de um mês de trabalho, quando teve, inclusive, de recuperar o peso. "Agora, primeiro quero me firmar como titular do Santos e ajudar o clube a sair dessa situação no Paulista e depois voltar a sonhar mais alto", afirmou, lembrando que quando sofreu a segunda lesão estava nos planos de Dunga para ser convocado para a Seleção Brasileira.
Mariano Tripodi
Chegou o quarto estrangeiro para reforçar o Santos no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores. E o centroavante argentino Mariano Tripodi, 20 anos, maior artilheiro das equipes de base do Boca Juniors em todos os tempos. Ele estava emprestado ao San Martin depois de voltar do Colônia, da Alemanha, e o seu empresário conseguiu desligá-lo do Boca. Tripodi deve assinar contrato hoje. O Santos tem até segunda-feira para regularizar a situação dos novos contratados para poder inscrevê-los na Conmebol para a Taça Libertadores da América.
Time para hoje terá novidades
Kléber Pereira, recuperado de uma torção no tornozelo direito, dá novo ânimo ao irregular Santos.
Denis é a principal novidade, depois de nove meses parado em razão da segunda cirurgia no joelho esquerdo, e Alex, um garoto que tanto jogava na meia esquerda como de ala nos juniores, será a nova tentativa de substituir Kléber, que não volta tão cedo.
A zaga será formada por Adaílton, Evaldo e Betão.
Luiz Henrique e Rodrigo Tabata são as opções para a armação (meu Deus, que horror).
No ataque a dupla será formada por Kléber Pereira e fominha Tiago Luís. Como Kléber não vai receber nenhuma bola do fominha, torço para que o Dênis volte bem, e que o ótimo garoto Alex dê conta do recado.
Como Kléber Pereira também tem tendência de ser fominha, deveremos passar raiva.
Técnico não engoliu as contratações do clube e pode não escalá-los; Betão mostra que é bom para o grupo
Áudio do técnico em entrevista à Jovem Pan. Ele não digeriu as contratações e não se sente obrigado a escalá-los. O problema, se ele teimar em não escalá-los, pode ser bem mais sério. Além dos interesses do clube em sair da situação dificil em termos de rebaixamento, envolve interesses de empresários, investidores, que colocaram dinheiro e vão querer retôrno do investimento.
Para ouvir, clique para fazer comentário para desativar o áudio de fundo do blog. Depois é só clicar no botão.
Betão mostra que é útil ao grupo: agregador
Betão carrega Molina no colo: atitude de jogador agregador.
Betão pode não ser um primor de zagueiro, aliás, está longe de ser. Mas vem mostrando que, se não é muito bom para o time, é um jogador de equipe, muito bom para o grupo.
Ao contrário do desagregador, da chiliquenta encrenqueira histérica, Betão é um agregador.
Melhor amigo brasileiro do atacante argentino Tevez, o zagueiro Betão já se escalou para auxiliar na adaptação dos estrangeiros recém-contratados pelo Santos. Ele conheceu o equatoriano Michael Jackson Quiñonez e o colombiano Mauricio Molina na terça-feira, no CT Rei Pelé.
Apesar do pouco tempo que tem no Santos, Betão se considera suficientemente ambientado na Vila Belmiro para se aproximar dos novos companheiros da mesma maneira que fez com Tevez. “No Corinthians, era diferente por toda a minha história lá. Mas aqui também já tenho um ambiente para ajudá-los, até porque estou há mais tempo no clube”, disse.
O zagueiro aproveitou para apoiar Quiñonez, Molina e o chileno Sebastián Pinto, que nem foram apresentados e já enfrentam a desconfiança do técnico Emerson Leão. Ele considera que é benéfico para o clube contar com estrangeiros. “São pessoas bem diferentes de nós. Não que os brasileiros não gostem de trabalhar, mas eles se dedicam muito. A gente costuma pensar que, se não vai à força, resolvemos com a técnica, enquanto é o contrário para eles”, comparou.
Para Betão, é fundamental que um jogador se sinta ambientado em seu novo clube para render, ainda mais quando se trata de um estrangeiro. Dessa maneira, com união, ele acredita que o Santos superará a má fase que enfrenta em 2008. “O conjunto deve ser a nossa maior força. É isso que faz a diferença no futebol brasileiro”, receitou.
Betão está coberto de razão. Não tem como montar um time de futebol com nhem-nhem-nhem, fuxiquinho, com protecionismo e com viadagens. Acho que já passou da hora de perseguir jogadores que vestem a nossa camisa e lutam em campo pelo Santos!
MT está demorando muito prá dar um bico nos fundilhos desse técnico vagabundo. Vai esperar o rebaixamento? Vai esperar a eliminação da Libertadores?
Ou vai esperar pra pagar multa milionária a um safado que desde que chegou prega o ódio, a desunião e a discórdia?
Esse sujeito jamais poderia ter sido contratado.
Mas tem muita gente que apoiou e se estivesse no lugar do presidente teria feito o mesmo. Lamentável a falta de discernimento e visão das pessoas.
Técnico abre o jogo e mostra que a coisa está desagradável
Gringos já treinam no Santos
Depois trazer o equatoriano Michael Jackson Quiñonez e o colombiano Mauricio Molina, o chileno Sebastián Pinto também já treina no CT (vídeo de Sebastian Pinto no post anterior).
O técnico chegou às 6h50 desta terça-feira ao CT Rei Pelé. Ele recebeu os cumprimentos de seus dois novos comandados logo pela manhã. Era a primeira vez que via o volante equatoriano Michael Jackson Quiñonez e o meia colombiano Mauricio Molina.
“Não foram indicações minhas. O Molina a gente ainda conhece um pouco, mas muito pouco, de jogar a Libertadores. Já sobre o outro, que estava na Segunda Divisão do Equador, não sei absolutamente nada”, admitiu Leão. “A situação é séria. Quem tem grande responsabilidade não deveria correr certos riscos”, alertou.
O presidente, no entanto, desesperado, achou por bem aceitar fazer negócio com o dono de uma rede supermercados pelos atletas estrangeiros. A vantagem era que, sem precisar gastar, o cartola daria uma resposta à exigência dos torcedores por contratações. E “o Santos virou o paraíso dos sul-americanos”, como anteviu Leão.
“Já chegaram três ou quatro [quatro, contabilizando o chileno Sebastián Pinto], todos de países diferentes. E poderão vir mais. Essa foi uma ajuda que um proprietário de atletas ofereceu e o Marcelo, pelas circunstâncias, acabou cedendo. O ser humano se deixa levar pelo momento, que é muito ruim”, lamentou o treinador.
Apesar de insatisfeito com o poder de compra do Santos, que não conseguiu satisfazer nenhum de seus pedidos no mercado, Leão evita entrar em conflito com Teixeira e promete trabalhar com o que tiver em mãos. Após a derrota para o Grêmio Barueri, o presidente incompetente havia dito que reforçaria o time com qualidade, não com quantidade.
“Se fez isso ou não, a pergunta deve ser direcionada a ele”, esquivou-se Leão. “Não se deve atritar, principalmente no momento errado. Esses jogadores que chegaram são novidades. Vamos ver como se comportam. Não sou obrigado a escalá-los. Se fosse, não estaria aqui”, acrescentou.
Leão também não critica os reforços do Santos. “Se falar mal, estarei pré-julgando. Preciso ver antes de dizer alguma coisa, porque não os conheço. Eles não têm culpa pelo o que está acontecendo no futebol brasileiro. Os culpados somos nós”, chiou o técnico, que sempre preferiu trabalhar com compatriotas.
Assim como Teixeira, contudo, Leão foi obrigado a ceder. Já indicou o atacante boliviano Arce ao SCCP e, agora, diz estar curioso em conhecer as arriscadas apostas do presidente santista. “Em um futebol como o nosso, o estrangeiro precisaria ser diferenciado para jogar, como era o caso do Pedro Rocha. A não ser que tenhamos caído muito. E isso é fato.”
Parece que teremos problemas. A chiliquenta vai escalar o pessoal uma ou duas vezes e vai dizer que não serve. Ele sabe que os gringos precisariam de meia dúzia de partidas para se adaptarem. Vai ser fácil queimá-los. O presidente precisa demitir a chiliquenta imediatamente ou é segunada divisão mesmo.
Parceria
Traffic já tem em mãos uma lista dos jogadores que interessam ao técnico Leão. Mas não há nenhum compromisso de contratá-los nem negociação em curso para parceria. A empresa botará atletas no Santos se isso atender aos seus interesses.
No Palmeiras, a Traffic pagou entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões ao pelos percentuais minoritários dos direitos de seus atletas, entre eles Diego Cavalieri. O dinheiro foi dado em 2007.
A prerrogativa da Traffic de tirar seus jogadores do Palmeiras a qualquer momento vale desde que exista uma proposta pelo atleta de pelo menos o preço a multa rescisória. E o clube tem a opção de comprá-lo pela mesma quantia para mantê-lo.
Estudam esse mesmo tipo de parceria no Santos.
Mãozinha
Por meio de seu fundo de investimento, o empresário Delcir Sonda ajudou o Santos nas contratações do colombiano Mauricio Molina e do equatoriano Michael Jackson Quiñonez.
Acho que hoje acreditam no que eu comentava no SuperSantos há quase 2 anos atrás, e neste blog há mais de um ano.
Sem contar que as dívidas beiram os 50 milhões de reais. Só para comprar o Rodrigo Souto o clube tomou emprestado 6 milhões de reais.
Deveria ter feito o mesmo no caso do Cléber Santana. O clube precisava de 3 milhões de reais para ficar com 50% do passe. Com a venda de Santana para o futebol espanhol, o clube teria pagado o empréstimo bancário e teria lucrado outros 3 milhões de reais.
Desagradável.
"Mais cedo ou mais tarde, vai acontecer no Santos o mesmo que ocorreu no Corinthians. É preciso o Ministério Público investigar"
Do Sr. LUIS ALVARO DE OLIVEIRA, sobre os erros da gestão do presidente Marcelo Teixeira
Com um time meio juvenil e meio profissional, o
Santos faz seu pior Paulista de todos os tempos. Tudo devidamente previsto aqui
no blog, assim como a eliminação precoce da Copa Libertadores da
América.
Time juvenil é para enfrentar time juvenil.
E parece que o único que sabe jogar bola no time
juvenil, o Paulo Henrique, não terá vez com a chiliquenta.
Essas tres contratações dos gringos deve dar uma
melhorada no time, se o verme os escalar.
Conhecendo um pouco o verme, é bem provável que,
como ele não os pediu e é avesso a gringos, ele vai queimá-los, um por um. Por
falar na chiliquenta, pela primeira vez na internet, e só aqui neste blog, voces
estão tendo a oportunidade de conhecer o Dudu, o amigo de todas as
horas do treinador, conhecido como seu mordomo.
Mesmo que fossem craques, os tres
gringos vão precisar de muito jogos, muitas partidas, para começarem a
jogar bem. No caso dos gringos o período de adaptação, preparação física e
entrosamento, é bem maior.
E é claro que a chiliquenta não vai ter
"paciência" com eles e vai queimá-los, e dizer nas entrelinhas que não pediu e
vai fazer aquelas metáforas nojentas. Afinal, o negócio dele não é o Santos, que
segundo ele pode ter que pagar o preço máximo, que seria o rebaixamento no
Paulista, no Brasileiro e a eliminação precoce da Libertadores. O compromisso
desse animal é consigo mesmo.
Perspectivas sombrias pairam sobre a
Vila.
Molina sabe jogar futebol, mas o que fez de
2004 até hoje? É uma incógnita. Nunca despontou como bom jogador de verdade.
O Michael Jackson eu só conheço o original. Se ele
for tão bom quanto o cantor americano na década de 80 tudo bem. Mas se ele
estiver mais para o Michael atual...hummm...
O El Tank, espero estar errado, mas está me
lembrando o caso De Nigris e do do paraguaio Baez: podem ter contratado o cara
errado. Tem um outro El Tank que passou por times locais aqui, e mesmo o
original não era lá essas coisas. Mas pelos vídeos na internet, El Tank
demonstra ser um goleador raçudo, muito forte, que sabe das coisas. Vejam os
vídeos abaixo:
Podem ser que arrebentem no Santos. Mas pode ser
que arrebentem com o Santos. Se acontecer a segunda hipótese, um eventual
fracasso desses tres gringos, estaremos completamente arruinados, pois esse
time de meninos da Vila é o pior time do Santos desde que eu acompanho futebol,
desde 1962.
É uma coincidência explosiva: pior time da
história, pior técnico do mundo, com o pior de todos os horriveis presidentes
que o clube teve ao longo de sua história.
O site GloboEsporte.com traz a lista de todos os
estrangeiros que jogaram no Santos. O que me chamou a atenção é um jogador que
faz parte da lista dos anos 60. Patito, um meia paraguaio revelado pelo Clube
Atlético Penapolense, um craque, que jogou uma única partida em um sábado à
noite no final dos anos 60's, ou talvez já no começo dos anos 70's. Patito
sofreu um acidente de carro, tal como Manuel Maria, que, segundo consta, o
deixou inutilizado para a prática do futebol. Nunca mais tinha ouvido falar do
menino paraguaio que foi o melhor jogador que teve na Penapolense, depois de meu
pai.
Foram disputados 31% dos pontos do Paulista e o
time segue firme rumo ao rebaixamento histórico.
Parece que todos estão aguardando a queda para a
segunda divisão para depois, como sempre, gritarem palavras de ordem, contra o
presidente, contra o técnico, contra os jogadores. E vamos ouvir muito frases do
tipo "Estou com o Santos onde ele estiver, não sou torcedor de moda" ou coisas
parecidas, o que é até louvável, porém de pouca eficácia. Se o Santos cair no
Paulista será um vexame histórico, e se cair no Brasileiro dificilmente subirá
já que o clube falido terá verbas muito menores em 2009.
Eu agora mudei. Olho a tabela todos os dias, olho
a classificação e vibro quando o Guarani, Paulista, Rio Preto, S. Caetano
perdem. Eu só quero escapar do rebaixamento.
Estou muito preocupado. Já enfrentamos as babas
todas. Agora começarão pedreiras. Os times de baixo da tabela também começam a
se mexer tentando escapar da degola, e será muito complicado.
Acho que esse presidente incompetente deveria
demitir o treinador imediatamente e contratar qualquer um.
Depois deveria renunciar ao cargo e sumir,
desaparecer.
Mas ele não fará nenhuma das duas
coisas.
Ele vai manter o verme lá, custe o que custar. Ele
considera esse verme um professor de futebol, tal como considerava o gagá Carlos
Alberto Silva em 2001.
Os compromissos desses dois inúteis são com
eles mesmos, não é com o Santos FC.
Ele pode até trocar de treinador, mas desde que
pague a multa rescisória. O dinheiro não é dele mesmo! O treinador, safado como
é, disse em entrevista após o jogo de quinta feira, que não estava preocupado
com contrato. Mas o presidente inútil e perdulário está. Ele quer porque quer
assinar logo esse contrato para ter que pagar uma multa milionária a esse verme
mentiroso.
Só nos resta rezar, já que é uma torcida da paz,
uma torcida que brinca com seu próprio destino e sua própria desgraça, uma
torcidinha frouxa que não protesta, não impõe respeito, uma torcida burra que se
deixa enganar pelo mais incompetente e mentiroso presidente que esse clube já
teve desde 1962 (todos foram muito ruins e danosos aos interesses do clube, mas
só esse torrou 150 milhões e deixou o clube nessa situação de penúria e
humilhação).
Torcida, time, treinador e presidente: todos se
merecem mutuamente.
Aposentar a camisa 10 do Santos: uma grande bobagem.
“Tem muita gente por aí que só escreve em estilo pó-de-arroz. Eu prefiro o meu, que é só flecha e curare.” (Millôr Fernandes)
Aos lúcidos e aos que buscam a lucidez: Há muito se canta essa bola. Quando morre o assunto sempre vem alguém, pouco tempo depois, levantar de novo a lebre. Por que o Santos não aposenta a “10 do Pelé” (sic)? Odir Cunha, escritor vinculado a Resgate Santista é, talvez, o maior defensor da idéia, e responsável por trazê-la à tona sempre que o absurdo faz com que ela afunde, naturalmente. Se deixar, por obtusa que é essa idéia, ela naufraga por si só, precisando sempre de alguém que venha em socorro, avivar-lhe o fogo.
O perigo da idéia da aposentadoria da camisa consiste, principalmente, no fato de haver muitos adeptos a ela, já que, uma vez proferida, ela soa como algo brilhante, aquele tipo de coisa que faz o menos crítico pensar: “poxa, como ninguém pensou nisso antes?”, ou “se é tão brilhante assim, por que a idéia não é logo executada?”. Não tenho dúvida alguma de que, caso vencesse as eleições no Santos, a Resgate poria em prática o intento antigo da aposentadoria da camisa, o que seria uma mancha em nossa história tão grande ou igual cair pra segunda divisão no Paulista de 2008, nos apequenando, no presente e futuro, ante um passado glorioso que, com a camisa aposentada, simbolicamente estaria inatingível, inigualável. Mas queremos um Santos tão forte quanto o da década de 60 para o nosso futuro, ou não?
Pelé, uma vez que se ajoelhou no centro do campo, segurando a bola nas mãos, em um longevo jogo contra a Ponte Preta na Vila, deixou de ser o jogador de futebol e passou a ser um símbolo, entrando para a esfera mítica. A partir disso, ao se evocar o nome do Rei, a imagem que vem à mente de qualquer um é a de um super-herói praticamente imbatível, que fez misérias em campo e ganhou todos os campeonatos possíveis. Hoje, por exemplo, não importa mais o que “Pelé tenha feito de fato”, e sim o que “pensamos que Pelé tenha feito”, pois hoje, ser mítico, Pelé é uma imagem que vai sendo moldada, principalmente entre os mais jovens, ao gosto das lendas que se vão criando em torno de um passado que vai ficando cada vez mais enevoado. Os lendários gols contra o Fluminense, no Maracanã, e contra o Juventus, na Javari, valem mais, talvez, que qualquer golaço marcado em uma Copa do Mundo pela Seleção. O Pelé, enquanto mito, é que vai de fato perdurar, sempre mais perfeito enquanto jogador de futebol do que tenha realmente sido (por mais que tenha sido). Dentro da imagem do mito, não há como pensar no Rei cobrando uma falta e isolando a bola a cinco metros acima do gol, embora, não tenho dúvidas disso, o fato devesse ocorrer com uma freqüência normal a um jogador de futebol, mesmo para o maior de todos. Mas, aí me perguntarão os menos críticos: se justamente o Pelé é, hoje, mito, e isso é ótimo pra sua imagem e também pra imagem do Santos, por que não aposentar sua camisa 10 e ajudar a elevar ainda mais esse mito, de forma a suspendê-lo no alto, tornando-o, de fato, inigualável?
Quem vai por esse caminho desconhece a natureza do mito. Não se pode homenagear um ídolo e enfraquecer o Santos. Pelé merece todas as homenagens possíveis, menos essa. Pelé merece oitenta estátuas de bronze circundando a Vila Belmiro, menos a camisa aposentada. Explico: é da natureza do mito a recorrência. O mito não é algo que tenha acontecido num passado praticamente fora da história humana e que fique isolado lá. O mito não pode ser temporal, datado. Qual a força, por exemplo, do mito cristão? O simples fato do personagem de Cristo ter afirmado que um dia voltaria. Ou seja: o cristianismo cresceu na crença da volta do messias. Todos passam a se preparar para a volta do Cristo que virá um dia, novamente, salvar a humanidade. Do mesmo modo se desenvolveu o sebastianismo em Portugal (um mito pra além do personagem histórico, morto de há muito), em que gerações de portugueses chegavam a esperar, na conjuntura do Tejo com o oceano, o navio do antigo rei retornando da batalha. Atualmente, pra se usar um exemplo do Santos, a eterna volta do messias reside na figura do Giovanni: dispensado há mais de dois anos, por deficiência técnica (principalmente isso, por mais que falem qualquer outra coisa), ainda acham que, agora com mais de 35 anos, ele deveria voltar a jogar pelo Santos. Até quando durará isso? Ele já se aposentou, simplesmente, e foi mágico em 95, mas há quase 13 anos atrás, e há dois anos mal conseguir acertar um passe (isso eu vi com meus próprios olhos em Sorocaba, São Bento 1 x 1 Santos, o último jogo do ídolo com a gloriosa camisa). Os que querem a volta do Giovanni, ainda hoje, pensam nele como mito, e não mais como o atleta que, decididamente, já não é faz tempo.
Para alguns indígenas brasileiros, o arco-íris se explica através de uma história mítica de uma índia que subiu aos céus sangrando, deixando um rastro, depois caindo e deixando outro rastro. A história é longa e mais complexa, mas o fato é que, sempre que há um arco-íris no céu, é a história da índia que está acontecendo para os que acreditam nela; no presente, não no passado. Um mito não está no passado; não aconteceu, mas é um eterno acontecendo, e por isso, somente por isso, se mantém vivo. Toda vez que troa um trovão, o mesmo índio ainda crente irá considerar que Tupã está furioso. O trovão que troar daqui a anos trará o mesmo Tupã furioso de séculos atrás. Para os gregos e romanos antigos, seria Zeus ou Júpiter, e só não é ainda porque essas culturas deixaram de existir, só deixando legados. A mandioca, que se originou de uma índia branca que morreu de tristeza por ter sofrido discriminação da tribo, ainda é o resultado da mesma índia, sempre que a tribo arrancar da terra um pé de mandioca.
É um erro, pois, considerar que o mito está no passado. Se ele ainda existe, ainda é vivo, é porque está no presente. Pelé, quando parou de jogar, passou do atleta para a esfera mítica. E como mito, ainda existe hoje, construindo uma imagem mítica, cada vez mais forte à medida que passam os anos, os que o viram em ação vão sucumbindo, e os novos admiradores vão fazendo-o à imagem e semelhança de suas lendas e vídeos empoeirados. Aposentar a camisa 10 do Santos Futebol Clube, por causa do Rei Pelé, seria como dizer: “está no passado! Está sepultado! Não existe mais!”. Seria uma aceitação de que o Santos glorioso, aquele Santos admirável, só existe no passado, não mais no presente. Seria aceitar que, a partir do momento que Pelé parou, o Santos se rebaixa a um plano inferior. Se Pelé hoje é mito, e a natureza do mito é “estar acontecendo”, no presente, o Santos, em qualquer situação, deve entrar em campo com sua camisa 10! É o “acontecendo”, é como se, qualquer um que vista a camisa 10, fosse Pelé novamente a vesti-la.
Um adversário, ao entrar em campo e ver a camisa 10 do Santos do outro lado, treme! A camisa 10, por Pelé, é mítica. É a camisa que fez o que fez dentro do futebol. Algum adversário, ao ver do outro lado a camisa que mais brilhou no futebol, em todos os tempos, não se acovardaria frente a ela? Por outro lado, ao entrar em campo sem sua camisa 10, o que os adversários pensarão do Santos? Simplesmente isto: o Santos que está aí não é mais o Santos que assombrou o mundo. Não há por que temê-lo; não há por que respeitá-lo. O Santos precisa da 10 em campo, sempre, pra evocar (em campo, e não fora dele, oras!!!), o maior time de futebol que o mundo já viu. Não há que se apartar disso, mas esfregar isso na cara do oponente a cada jogo, por mais insignificante que seja! O mito da 10 é um mito sempre acontecendo. Dizer que aconteceu, não acontece mais, é enfraquecer o nosso presente e condenar o nosso futuro. O Santos precisa da 10 para que, sempre que surja um Pita, um Giovanni, um Diego, que vistam tão bem a camisa e nos honrem com futebol arte e títulos, nós vejamos o mito da 10 do Santos novamente acontecendo.
Passamos gerações esperando por isso. Giovanni virou o ídolo que virou muito por vestir a camisa 10. Estávamos quase sumindo pro futebol, e surge um messias redentor pra nos salvar, fazendo mágica em campo com a mágica camisa 10, como Pelé havia feito um dia. Foi a promessa de que “a mágica da camisa 10 um dia sempre volta”, e é isso que alimenta o mito. Não dá pra aposentar o mito. Fazer isso é acabar com ele. Caso Robinho tivesse usado a 10, e não a 7, seria maior do que é, para nós, hoje. Nós, jovens que conhecemos o mito Pelé e não o jogador Pelé, teríamos visto o nosso Pelezinho em ação. A identificação é óbvia: ambos surgiram da base santista, fizeram maravilhas em campo, conquistaram títulos em momentos de vacas meio magras, colocando o Santos acima de qualquer outro clube no Brasil, e são negros. A idéia de aposentar a camisa 10 é tão plausível quando seria a de aposentar qualquer jogador negro habilidoso que surja nas categorias de base do Santos e que seja acima da média. Não pode: só Pelé poderia ser assim.
Querer aposentar a camisa 10 do Santos é um modismo, um lugar-comum com aura de coisa brilhante (estrela de vento/ dentro/ só fermento), mas que não passa de uma grande bobagem impensada. Seria acabar com a camisa 10 do Santos, e acabar, aos poucos, com o Santos, desatrelando sua atualidade da sua grandeza passada, sendo que é justamente a grandeza passada que nos faz ainda fortes, e nos fará voltar ao lugar merecido, dentro do futebol mundial. Mas por que o lugar seria nosso por merecimento se já não somos mais os mesmos que antes? Um Santos sem a 10, que simboliza toda a sua glória, não tem por que reivindicar algo que esteja além da mediocridade, de Corinthians, de Palmeiras, de Portuguesa. Não de Real Madrid, Milan ou Boca Juniors. Que a 10 fique eternamente dentro do campo, não fora dele, e que a Resgate nunca vença uma eleição se for pra fazer essa tamanha idiotice. Não é com factóides ocos que o Santos resolverá seus problemas. E maior homenagem para Pelé que ver um Diego, por exemplo, honrando sua camisa, não há, mesmo que, para isso, tenhamos que agüentar alguns Tabatas pelo caminho. Mas o mito só ganha força quando somos obrigados a esperar um pouco mais por ele.
Marcus Vinícius Benites (Marcus Vinícius é professor de Português da rede pública estadual para Ensino Fundamental e Ensino Médio. Habilitado também em latim, é mestre em Estudos Literários pela Unesp de Araraquara)
Paulista 1 X 1 Santos: horror continua; Projeto Segunda Divisão à todo vapor
O horror continua.
Empatamos com um time abaixo da linha da mediocridade, o time do Júlio César e do Marco Aurélio.
No gol Fábio Costa segurou as pontas como sempre. Tivesse ele em campo na quinta feira, teríamos vencido o Barueri.
Filipi é um zero à esquerda, horrivel, deve ter até na base um melhor. E Thiago Carleto é do mesmo nível que Carlinhos, mas chuta melhor.
O trio de zaga continua causando intranquilidade. Domingão é só chutão mesmo e foi expulso de forma infantil. Betão falhou no gol do Paulista. Adaílton até que fez uma boa partida.
Marcinho Guerreiro corre feito louco, mas produz muito pouco. Toma a bola e a entrega ao adversário. Rodrigo Souto é o único que trata bem a bola, mas sozinho não dá.
O Luiz Henrique é fraquíssimo, muito pior que o Tabata (engraçado é que o técnico ficou observando 15 dias e aprovou - por esse critério adotado pelo Rinus Mitchel da Vila, há 20 anos eu seria aprovado para jogar no Santos).
Tiago e Alemão apenas mediocres, esforçados, mas muito oba-oba e quase nenhum futebol. Tiago é fominha demais. Aos 10 segundos, se ele tivesse tocado a bola pro meio e não tivesse tentado bater no gol, teríamos feito 1 a 0 o que facilitaria as coisas. Mas não passa a bola, corre de cabeça baixa, muito fraco. Alemão conseguiu fazer um gol em jogada do Souto, e só. Parece que estava com o bracinho machucado.
Renatinho, coitado...Moraes, sem comentário.
Do técnico valem os comentários de 2003, 2004, e os de 2008: um inútil.
Pelo jeitão da coisa o Projeto Segunda Divisão é irreversível.
Vamos aplaudir o presidente excepcional que nos tirou da fila.
Domingo vamos enfrentar os bambis no Morumbi, com Filipi, Carleto, Alemão, Tiago, Marcinho Guerreiro, Betão....
Para mim, se não perdermos de goleada tá bom demais.
Esse é o pior presidente da história do clube, disparado.
Logo depois do jogo com os bambis, o time embarca para enfrentar o Cúcuta na Colombia.
Um time rachado: de um lado molecada querendo mostrar serviço, e do outro lado os mais velhos, que não jogam porque não toleram o verme.
E no time do treinador vagabundo, jogam Renatinho, Alemão, Tabata, Luiz Henrique, mas o Paulo Henrique não tem chance alguma.
Provavelmente o Paulo Henrique cometeu algum ato de indisciplina, talvez não deu bom dia ao sargento estúpido.
Enfim, se a garotada é boa de bola mesmo, coisa que eu não acho, essa garotada será queimada pela falta de planejamento e burrice do presidente incompetente e desse ditadorzinho de campo.
Esse é o pior time do Santos que vi. E olha que eu já vi jogos com Totonho de centroavante, já vi um meio de campo com Teodoro e Mifflin, ambos beirando os 40.
O treinador é tão cego e senil que ele treina o time todos os dias e não consegue ver que esse Luiz Henrique não serve nem para o Paulista.
É impossivel que o Paulo Henrique não tenha lugar nesse time de várzea.
Bem antes dessas barbaridades todas, eu já previa uma eliminação precoce na Libertadores. Vamos gastar dinheiro à toa. Vai ser o maior vexame da história do clube.
Esse presidente estúpido e esse treinador ridiculo estão manchando a nossa história gloriosa.
Pior presidente, pior time, e pior técnico da história do clube.