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Blog do Mauro Elias


A volta do amontoado medonho: Sertãozinho 1 a 0; TÚNEL DO TEMPO

Será que as vitórias sobre os gigantes Guarani e Ituano na Vila foram pontos fora da curva?

Parece que o padrão de jogo mesmo é esse: a bagunça generalizada, o time de indios burros que se lançam ao ataque sem se preocupar.

Parece o carrossel holandes às avessas: todos correndo de forma desordenada onde a bola não está.

Ridículo.

Fábio Costa foi o melhor do time, mas mesmo assim quase tomou o segundo gol por não cortar um cruzamento que passou dentro de sua pequena área. Mas não teve culpa na derrota vergonhosa.

Dênis não jogou bem de novo e ainda ficou uns 15 minutos andando em campo. Não tem condição física para aguentar 90 minutos. Leão, que treina o time todos os dias, ainda não havia percebido isso.

Domingão é o grosso que ajuda muito. Corre e luta sempre. Não comprometeu, mas está no limite de sua competência.

Betão foi o mais lúcido da defesa e ainda ajudou o ataque. Fez um lançamento de 30 metros para o Kléber Pereira que não conseguiu marcar.

Carleto foi o pior do time. Como pode um jogador profissional jogar tão mal assim? Leão substituiu certo, mas demorou 45 minutos para perceber que o tal Ricardo Lopes estava deitando e rolando em cima do péssimo Carleto.

Adriano correu e lutou como sempre, mas foi pouco eficaz, principalmente na armação.

Rodrigo Souto: eu estou com uma impressão que sua ótima temporada em 2007 foi obra do acaso. Este ano ele não conseguiu jogar nada. Sua desculpa é que a contusão o impediu de fazer a pré-temporada. É um dos jogadores que mais toca na bola, mas ele, espertamente, fica com a bola alguns milésimos de segundo cada vez que participa do jogo. Só toca de primeira e de lado. É tão rápido para tocar de primeira que invariavelmente surpreende os companheiros que não esperam a bola. A bola mal chega e ele já tocou para o companheiro.

Molina não conseguiu sequer jogar, quanto mais repetir a atuação do último jogo.

Tripodi foi muito mal.

Eu não teria tirado o Molina para colocar o manjadissimo Tabata. O mesmo com relação ao Tripodi: substituir qualquer jogador por Moraes é coisa de maluco.

Tabata e Moraes: sem comentários.

Wesley não foi nem sombra do jogador que assustou o Cúcuta e desequilibrou na Vila contra o Guarani e Ituano.

Kléber Pereira foi o unico que levou algum perigo à defesa do Sertãozinho.

Conseguimos perder para o time do Galeano e do Tuto. Esse Tuto sempre foi motivo de piada em Campinas. Ninguém sabia de onde tinha vindo, parece que surgiu do nada para o futebol, ninguém sabe qual o seu passado como jogador, sequer se sabe se já tinha jogado futebol antes. E ninguém sabia para onde tinha ido. Apareceu por aqui do nada e desapreceu como por encanto. E aí está: como sempre, Lori Sandri, com dois ou tres pernas de pau, ganha do Santos. Lauro, goleiro do Sertãozinho, não fez nenhuma defesa dificil.

Leão continua, para mim, como um dos piores técnicos do futebol brasileiro, mas torço muito por ele. Fazer o quê?

Resumindo a história: derrota vergonhosa.

Vou sugerir aos que fazem piadinhas sobre o Kléber Pereira para que façam piadinhas de feijoada e alcoolismo para o resto do time. Kléber Pereira com 33 anos corre e briga e faz seus gols. E o Carleto com 18 anos? Bebe e come o quê? E o Moraes?

E o Paulo Henrique, hein Senhor Leão?

Gostaria de saber o que o Leão come e bebe!

Cresci vendo o Santos humilhar essas porcarias de timinhos de 5a. categoria. Era de 4, 5, 6, 9 ou 11, dependendo do estado de espirito de Pelé, Zito, Mauro, Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pepe, Toninho Guerreiro (hoje temos Marcinho), Carlos Alberto, Ramos Delgado, Clodoaldo, Edu....

Eu nunca vou me acostumar em ser um perdedor no futebol....

SEÇÃO TÚNEL DO TEMPO (PENA QUE EU AINDA NÃO TINHA BLOG EM 1997)



Parabéns, Kia Joorabchian: presidente da MSI critica o técnico-sargento

Os dois, Kia e o técnico-sargento do SCCP, vem fazendo um ótimo trabalho. O "sargento" chegou, e, de cara, tirou Teves e Mascherano. Mais uns dias e lá se foi Carlos Alberto. Belissimo trabalho. Muito bom para o Santos que viu um de seus principais adversários enfraquecido. Hoje Kia detonou o "sargento". Nilmar e Gustavo Neri não vestirão  mais a camisa do adversário. E o "sargento", boquirroto e metido, acusou Kia de tê-los tirado do clube. Se foi Kia ou não tanto faz. O que importa para nós santistas é que estão saindo mais dois bons jogadores de lá. E com a saída de Nilmar de lá, renova-se um fio de esperança de tê-lo vestindo nossa gloriosa camisa.

E de quebra Kia publicou uma nota à imprensa muito interessante. Parece até que a carta foi escrita por mim. Assinaria embaixo cada palavra do iraniano. O iraniano é nosso. Eis a nota na íntegra:

"A respeito das declarações feitas hoje pelo técnico do Corinthians, sr. Emerson Leão, Kia Joorabchian tem o seguinte a dizer:

São mentirosas as afirmações do senhor Emerson Leão. Não tive interferência na decisão dos jogadores Nilmar e Gustavo Nery de não comparecerem aos treinamentos. O caso Nilmar envolve uma questão jurídica. Foi pessoal a decisão de Gustavo Nery.

Mais uma vez o senhor Emerson Leão mostra sua má conduta à frente do time e sua incompetência para conviver com grandes atletas, uma vez que usa de desculpas para justificar a insatisfação de seus jogadores.

 Ele deveria assumir a responsabilidade pelo mau tratamento dado aos jogadores argentinos Carlitos Tevez, Javier Mascherano e Sebá Domingues, especialmente a Tevez, a quem acusou de não saber falar e de não saber exercer a função de capitão, exatamente a posição que fez dele campeão brasileiro e melhor jogador do país em 2005.

Um treinador não deveria ter o ego maior do que o de seus jogadores e deveria saber como lidar com estrelas. Um técnico não deveria protagonizar brigas infantis em público e durante uma partida, mas sim guiar aqueles que estão em processo de amadurecimento. Também é inaceitável que um treinador desvalorize seus atletas em público como fez com Gustavo Nery.

É fácil, às vésperas da estréia do time no Campeonato Paulista, jogar a responsabilidade sobre problemas a alguém que está fora do dia a dia do futebol do Corinthians há algum tempo. Nunca conversei com o senhor Leão desde que ele foi contratado e em nenhum momento ele me procurou para planejar 2007. Desse modo, a responsabilidade pelos atletas, assumida por ele com veemência, não pode ser atrelada a mim agora, como forma de desviar a atenção do público sobre outros assuntos.

O que se espera do senhor Leão é que ele trabalhe mais pelo Corinthians e fale menos, tentando distrair o público sobre seu comportamento e suas obrigações com acusações falsas e bobas.

Ele deveria, sim, concentrar-se para fazer com que o time que ele montou seja vitorioso nos gramados, em vez de preparar desculpas para eventuais fracassos, como fez não há muito tempo em outras equipes."

 

Perfeito o trabalho de equipe desenvolvido lá. Pena que Kia não disse tudo. Kia poderia ter dito, por exemplo, que por onde esse nefasto sujeito passa ele leva a discórdia e a desunião. Isso aconteceu em absolutamente todos os times que esse sujeito dirigiu, incluindo o Santos e o São Paulo. Outro dia perguntaram ao Souza o que ele achava do treinador. Aí Souza se limitou a contar o que ele fez com o lateral Junior. Durante uma "palestra" (já imaginaram o castigo que seria ouvir uma palestra desse cidadão?), Junior não olhava na direção do enganador. Aí o enganador interrompeu a "palestra" e ordenou que Junior olhasse para ele enquanto ele falava. Junior disse que não precisava olhar pois bastava ouvir. Resultado: banco de reservas. Até Cicinho foi parar no banco. Houve festa no São Paulo quando esse nefasto saiu de lá.

Isso aconteceu no Cruzeiro, no Palmeiras, no Internacional (com Dunga).

Mas nada se compara às humilhações sofridas pelos santistas Diego, Robinho e William.

William havia manifestado sua admiração pelo excelente técnico vitorioso do volei, o Bernardinho. No dia seguinte, antes do treino, o asqueroso chegou com uma bola de volei e deu "gentilmente" a bola pro William e lhe proferiu alguns insultos.

Kia pegou leve. Pena. Mas valeu!

PENA QUE EU AINDA NÃO TINHA BLOG DE 1997 A 2004...



Escrito por Mauro Elias às 19h37
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Souto tem desafio pessoal: recuperar o bom futebol de 2007; El Tank pode sair antes de estrear; Santos vai em busca da terceira vitória consecutiva

Único remanescente do meio-de-campo com Kléber Santana, Zé Roberto e Pedrinho, que fez a diferença na conquista do bicampeonato paulista no ano passado, Rodrigo Souto tem um desafio pessoal: voltar a jogar no mesmo nível de 2007. "Ainda não estou no estágio ideal porque minha preparação ficou prejudicada pela contusão que me deixou fora dos dois primeiros jogos", disse o volante. "Outro motivo é que Santos sofreu mudanças e só agora está evoluindo", acrescentou.

Com as vitórias contra Guarani e Ituano, Souto acha que agora só falta o Santos ganhar o seu primeiro jogo fora da Vila Belmiro para deslanchar. "Precisamos dos três pontos contra o Sertãozinho para aumentar a confiança da equipe para continuar reagindo nas duas partidas seguintes em casa, contra Noroeste e Mirassol", destacou, lembrando que o time vai ficar mais forte quando Kléber - recupera-se de cirurgia - voltar a jogar e Fabão estrear.



FABÃO

Leão não gostou do desempenho de Fabão no coletivo de quarta-feira e resolveu desistir da escalação do zagueiro para enfrentar o Sertãozinho. "Ele ainda não voltou às suas características, que é ímpeto, chegada e que de zagueiro que não deixa para depois, sem ser agressivo", justificou o treinador.



"EL TANQUE"

O centroavante Sebastián Pinto, que participou do seu primeiro coletivo na quarta-feira, pode ser devolvido ao Universidad do Chile antes de estrear. É que o Santos não admite pagar os US$ 250 mil (R$ 420 mil, aproximadamente) exigidos pelos chilenos para assinar o termo de liberação. O clube chileno alega que é o formador de El Tanque, que não jogava há seis meses e chegou ao CT Rei Pelé com cinco quilos acima do peso. O Santos vai brigar pela liberação na Fifa, segundo o gerente jurídico Mário Melo. E se a resposta for negativa, Sebastián Pinto deixará de interessar.

Santos vai em busca da terceira vitória consecutiva

Leão vai mexer o mínimo possível no time, com a esperança de que o Santos repita contra o Sertãozinho, neste sábado, às 18h10, em Sertãozinho, a grande atuação do segundo tempo da goleada por 4 a 1 diante do Ituano, no domingo passado. Domingos entra na zaga no lugar de Evaldo, que está suspenso, e Adriano volta a formar a dupla de volantes de marcação com Rodrigo Souto, no lugar de Marcinho Guerreiro.

Como foi mal nas primeiras rodadas, o Santos, que neste sábado poderá conseguir a terceira vitória consecutiva, não pode mais perder se quiser continuar com possibilidades de classificação para as semifinais do Campeonato Paulista. O objetivo de Leão é somar três pontos contra o Sertãozinho e depois ganhar os dois jogos seguintes, na Vila Belmiro, contra Noroeste e Mirassol, para se aproximar dos quatro primeiros lugares. Embora a partida seja fora de casa, o técnico vai manter o esquema com dois zagueiros, dois volantes de marcação e dois meias, para que Molina tenha maior liberdade e volte a desequilibrar.

"Com essa formação, aumentou o espaço a ser preenchido pelos jogadores e houve maior divisão de responsabilidade. A mudança beneficiou alguns (Molina e Kléber Pereira), mexeu com outros e houve uma melhora geral", explicou Leão, que encontrou em Wesley, um garoto parecia fora dos planos, o jogador-operário para correr por Molina.

Com maior liberdade, o colombiano passou a ser o responsável pela ligação entre os volantes e o ataque, com importantes assistências e até um gol, diante do Ituano. "Molina deixou de ser o meia que apenas preenche espaço, volta para ajudar na marcação e que toca a bola. Agora, ele tem liberdade para explorar todo o seu potencial", acrescentou o treinador.

Outro jogador que ajudou a mudar a cara do Santos depois da derrota contra o então lanterna Rio Preto é Tripodi. Enquanto Wesley se movimenta por todas as partes do meio-de-campo para frente, o atacante argentino cai pelas laterais, atraindo a marcação e abrindo espaços para Kléber Pereira, que deixou de voltar para buscar. "Essa não pode ser a tarefa de um atacante de alto nível e que já passou dos 30 anos (Kléber Pereira faz 33 em agosto). A condição dele não é mais a mesma e por isso tem que ficar mais perto da área", ensina o treinador.

Contra o Guarani, Tripodi - ou Mariano, para Leão - fez o papel que lhe foi dado. Correu em dobro para que Kléber Pereira se desgastasse menos, mostrou que não é de desistir da bola nunca e que é bom finalizador. Arrancou aplausos da torcida e elogios do técnico, que lamentou ter de "sacrificá-lo" aos 22 minutos do primeiro tempo contra o Ituano, para recompor a defesa com a entrada de Domingos, após a expulsão de Evaldo. E a expectativa é de que o quarteto formado por Molina, Wesley, Tripodi e Kléber Pereira volte a desequilibrar em Sertãozinho, para compensar o risco que corre ao apostar na formação mais ofensiva.

SERTÃOZINHO

Em 16.º lugar, com 11 pontos, e sob forte ameaça de rebaixamento, o Sertãozinho tem na estréia do veterano técnico Lori Sandri a principal arma para tentar parar o Santos. “Não temos muito tempo. Vamos tentar mexer pouco na equipe por enquanto, para depois implantar nossa filosofia. O mais importante é deixar os jogadores tranqüilos e, ao mesmo tempo, concentrados somente no jogo”, pregou o treinador.

Sobre o Santos, Lori fez vários alertas aos seus jogadores. “O Santos é um time de tradição, de camisa, que vem passando por um processo de reformulação. Mas tem um elenco forte, tanto que já se recuperou nas últimas rodadas e vai continuar subindo. Só espero que não consiga nos vencer”, disse o técnico, que substitui Luiz Carlos Barbieri, demitido no começo da semana.

A diretoria espera bom público para a partida, em torno de oito mil torcedores. O “jogo do ano” foi mesmo disputado contra o Corinthians, transferido para o Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Na ocasião, a renda ultrapassou os R$ 700 mil, sobrando líquidos para o clube cerca de R$ 500 mil.


 



Escrito por Mauro Elias às 22h27
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Molina pede calma; Timemania; Wesley

Meia Molina pede calma à torcida

O colombiano Maurício Molina está diante de um desafio: repetir contra o Sertãozinho a ótima atuação do domingo, diante do Ituano. O meia reconhece a responsabilidade, mas pede calma aos santistas. 'Sei que todos esperam que eu jogue no sábado (amanhã) como contra o Ituano, mas o que garanto é garra.'

Fabão pode estrear

O zagueiro pode jogar na partida de amanhã, fora de casa. Fabão já se recuperou de uma fratura no tornozelo direito, sofrida em setembro de 2007, quando atuava pelo japonês Kashima Antlers. Ele treinou normalmente durante esta semana. "O Fabão vem progredindo. Ainda tem um pouco de restrições, mas pode atuar com 95% de sua condição", disse Leão.

Politica

Diante de um juiz numa audiência em Santos, o tal de Orlando Rollo chamou os membros do conselho do clube de massa de manobra e vaquinha de presépio do presidente Marcelo Teixeira.

A declaração foi antes de o juiz recusar seu pedido para destituir da presidência do conselho José da Costa Teixeira, para quem a frase foi proferida. Rollo explicava sua recusa em levar o caso para os conselheiros.

Cúcuta e San José empataram em 0 a 0

Bom resultado para o Santos. O Chivas lidera o Grupo 6 com 3 pontos. Cúcuta tem 2 pontos em duas partidas em casa, Santos e San José estão empatados com 1 ponto. Santos e Chivas disputaram apenas uma partida e se enfrentam na terça feira, 4 de março. Uma vitória contra o Chivas será fundamental. Mas vamos ter que jogar muita bola para derrotar os mexicanos.

Timemania

O Fla é o primeiro colocado do ranking nacional com 11,6% do total de apostas, seguido por SCCP (9,2%) e bambis (7,2%). Na disputa regional, o time da Gávea mantém ampla vantagem sobre Vasco (3,7%), Botafogo (2,9%) e Fluminense (2,7%).

Entre os paulistas, atrás de SCCP e bambis aparecem o Palmeiras, com 5,8% das apostas, e o Santos, com 4,4%.

Apesar da liderança, as percentagens das torcidas de Flamengo e SCCP no Timemania ainda estão abaixo de sua média em pesquisas realizadas em outubro de 2007. O Fla liderou as pesquisas da CNT/Sensus (14,4%), Datafolha (17%) e Ibope (18,1%), e agora possui 11,6% na nova loteria. O SCCP apresentou médias de 10,5%, 12% e 13,2% nas pesquisas, e 9,2% na Timemania.

Já as torcidas de equipes como Santos, Atlético-MG e Internacional apresentaram, na Timemania, médias superiores do que as das últimas pesquisas realizadas por CNT/Sensus, Datafolha e Ibope.

Para o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da CAIXA, Moreira Franco, os números vão estimular uma competição saudável entre os torcedores.

- A torcida do Vasco não vai querer ver seu time atrás do Flamengo. Assim como a do Palmeiras não vai querer ficar atrás do Corinthians. Esse é o grande atrativo da Timemania. Além de concorrer a prêmios, o torcedor ajudará seu time e ainda poderá dizer para todo o país que seu clube tem a torcida mais apaixonada - afirma Moreira Franco.

No Sul, a disputa entre gremistas e colorados promete. O Grêmio é o 6º no quadro geral, com 4,4% das apostas, enquanto o rival Inter ocupa a 7ª posição, com 3,8% das indicações dos torcedores. Em Minas Gerais, o Cruzeiro leva vantagem sobre o Atlético-MG, com 3,2% contra 2,4%. Já no Nordeste, o Bahia está na liderança, seguido pelo Sport Recife.

O primeiro sorteio da Timemania será realizado em São Paulo, no próximo sábado (1º de março), às 20h30 (horário de Brasília). As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio.

Wesley

A torcida do Santos está encantada com o que o meia Molina fez no jogo contra o Ituano. O artilheiro Kléber Pereira também desencantou, marcou quatro gols nos últimos dois jogos pelo Paulistão 2008 e voltou a ser aplaudido. Mas um jogador que ainda não caiu nas graças da torcida (pelo contrário, até tem sido vaiado nos últimos jogos) é o que mais tem agradado ao técnico Emerson Leão: o atacante Wesley.  

Segundo o treinador santista, Wesley é o único jogador revelado pelo Peixe nos últimos dois anos que está pronto. Nem os badalados Tiago Luís e Alemão, na visão do treinador, têm tanto potencial quanto o camisa 7. Leão vai além e vê em Wesley  lampejos de Robinho.

- O Wesley ainda não é um Robinho. Mas tem qualidade para vir a ser - afirma Leão, em entrevista ao programa Arena SporTV. 

Sobre as características ofensivas do seu xodó, Leão afirma que quando o time estiver bem encaixado, o garoto passará a atuar mais à frente.

- Aí vou cobrar dele o gol, como fiz com o outro (Robinho). Por enquanto, ele está sendo castrado ofensivamente para o bem do time e está funcionando perfeitamente.

Concordo com Leão.

Após o jogo contra o Cúcuta, eu fiz um comentário parecido com o do Leão: Wesley lembra Robinho em alguns momentos. Claro que está muito longe de ser um Robinho, mas pode se tornar um grande jogador. Está desempenhando função semelhante à que Elano desempenhava em 2002. É mais técnico e habilidoso que Elano, porém ainda não tem o mesmo fôlego. Se Wesley tivesse tido a oportunidade de jogar com Diego e Robinho iria encantar a torcida.

A torcida sequer entendeu a alteração de Leão, tirando Tripodi e colocando Domingos, após expulsão do Evaldo.

Wesley vai surpreender muita gente. 



Escrito por Mauro Elias às 06h46
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Leão não se ilude: 'Ainda estamos no vermelho'

Leão está orgulhoso pela rápida resposta que o Santos deu em campo nos dois últimos jogos, depois de ser visto como um dos candidatos ao rebaixamento, e até acredita na classificação para as semifinais do Campeonato Paulista. Porém, não se ilude. “Sem dúvida, houve uma evolução, mas ainda somos devedores e estamos no vermelho”, analisa o treinador, enfatizando ainda sentir a necessidade de fazer inúmeras correções no time.

A principal delas é a entrada do ex-são-paulino Fabão, a mais importante contratação santista, pedida por ele, para ser o líder da zaga. Na manhã desta quarta-feira, o zagueiro participou sem restrições do seu terceiro coletivo, depois da recuperação da fratura no tornozelo esquerdo. Além de demonstrar resistência física, entrou em divididas sem receio e, se continuar evoluindo, será o substituto de Evaldo - este cumpre suspensão pela expulsão contra o Ituano e vai passar por uma "reciclagem" - para o jogo contra a Sertãozinho, sábado, às 18h10, em Sertãozinho.

“Não podemos nos esquecer de que, até chegar a essa formação, fizemos várias experiências. Mudamos os laterais [inicialmente os titulares foram Filipi na direita; Kléber e depois Alex na esquerda], a zaga, o meio-de-campo e o ataque”, disse o técnico. “Ainda há muita coisa a ser feita. Atingir a perfeição é impossível, mas poderemos melhorar muito”, acrescenta.

Leão vai continuar com as experiências, para descobrir alternativas para quando não puder escalar jogadores que mudaram a cara do time, como Molina, Trípodi e Wesley, além de pensar em Sebastián Pinto para fazer as funções de uma espécie de segundo Kléber Pereira no grupo.

O entusiasmo do técnico é compartilhado pelos jogadores. No começo do ano, o futuro de Denis era incerto, diante da lenta recuperação da segunda lesão grave no joelho. A nova comissão técnica lhe deu atenção especial e, contra o Ituano, ele disputou seu quinto jogo na temporada.

“Ainda não estou 100%, mas tenho melhorado de jogo para jogo. Contra Guarani e Ituano, não apenas eu, mas toda a equipe subiu de produção”, disse Denis, que faz planos para voltar a ser visto como jogador de seleção brasileira, como antes da primeira contusão, quando esteve perto de ser chamado por Dunga.

Denis é considerado peça importante no esquema de Leão, que prefere armar o time com dois zagueiros e dois laterais que apóiem bem o ataque, o que o jogador contratado pelo Santos no Ipatinga-MG acredita já conseguir fazer.

“Fiquei feliz quando acertei o cruzamento para o gol de Kléber Pereira contra o Guarani. Senti que estou voltando a jogar como antes. Na verdade, nem foi um cruzamento, mas uma bola enfiada, que facilita muito para o atacante”, explicou o lateral, que concorda quando Leão o substitui por precaução. “A vontade de voltar a jogar como antes é tão grande que às vezes exagero, correndo além do normal para um jogador que vem de um longo período parado”, completou.

 

NOVO UNIFORME

Será lançado nesta segunda-feira, às 11h30, no Hotel Caesar Business Faria Lima, em São Paulo, o novo terceiro uniforme do Santos,em homenagem à primeira camisa do clube, usada em 1912, que era azul.

Libertadores celebra sucesso externo

Em 2008, o principal torneio do continente será transmitido para outros 135 países, incluindo Espanha, Inglaterra e China, entre outros. O número de nações que assistirão às partidas significa também um aumento de 350% da receita com as vendas de direitos de transmissão da Libertadores para o exterior nos últimos quatro anos.

A Traffic, detentora dos direitos de comercialização da Libertadores, não revela os valores alcançados em 2008, mas comemora o aumento do interesse externo pelo produto.

"Esse crescimento é o resultado dos esforços que temos feito para entregar um produto internacional de primeira categoria. A qualidade do futebol jogado na América do Sul, assim como o cuidado com a produção e pós-produção dos jogos, vêm transformando a Libertadores num evento que não deixa nada a dever aos principais campeonatos europeus", afirmou Jean Marc Schwartzenberg, diretor de negócios internacionais da Traffic.

No exterior, a Traffic comercializa um pacote com 34 jogos ao vivo e 22 resumos semanais de meia hora. Todo o conteúdo é produzido em inglês pela empresa, que detém ainda a exploração comercial das outras competições organizadas pela Conmebol, como a Copa Sul-Americana e a Copa América, além dos jogos da seleção brasileira nas Eliminatórias para a Copa do Mundo.


 

(comentários que danificarem o espaço reservado serão automaticamente deletados )



Escrito por Mauro Elias às 05h39
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Documento de Odir Cunha para informados e desinformados

O palpite infeliz do Leovegildo

Odir Cunha 

O ex-jogador Leovegildo Lins Gama Junior, ou apenas Júnior, nascido em João Pessoa, Paraíba, em 29/06/1954, mas radicado no Rio de Janeiro - onde atuou com sucesso na fase áurea do Flamengo, de 1980 a 87 -, voltou recentemente a trabalhar como comentarista de futebol no canal Sportv. Domingo, no programa "Tá na Área", ao comentar o e-mail de um telespectador que elogiava o colombiano Molina e dizia que com ele o Santos finalmente passava a contar com um jogador à altura de sua famosa camisa 10, Júnior discordou e disse que o Santos era o único caso em que um jogador, no caso Pelé, era "maior do que a instituição".

Como os jornalistas presentes se calaram, o que deixou a impressão de concordarem com a idéia de que Pelé é maior do que o Santos, creio que a bem da cultura futebolística algumas observações se fazem necessárias - para o entendimento do público e, provavelmente, do próprio Júnior, cujo conhecimento esportivo parece limitado ao futebol carioca e, particularmente, ao que se costuma chamar de nação rubro-negra.

Obviamente, Pelé é a maior referência do Santos, assim como é do futebol brasileiro e do próprio País. Quantos brasileiros, em viagem ao Exterior, não foram surpreendidos pela exclamação: "Brasil? Pelé!". Sim, mesmo tendo abandonado o futebol há 30 anos, Pelé continua sendo o brasileiro mais conhecido, idolatrado e respeitado no mundo. Isso não quer dizer, entretanto, que ele seja maior do que a instituição Brasil.

Assim como não quer dizer que Pelé seja maior do que o futebol brasileiro. Se Júnior tiver tempo - e é aconselhável que o consiga, pois a profissão de comentarista exige pesquisa e dedicação - perceberá que os estrangeiros têm a tendência de valorizar tanto Pelé, que às vezes esquecem que um time tem 11 jogadores e que uma andorinha só, mesmo tocada pelos deuses, não faz um verão.

Para exemplificar o que estou dizendo, indico ao Júnior e a todos que me lêem uma olhada em dois filmes no youtube (clique aqui).

Raro, histórico, delicioso para quem ama a história do esporte, o filme, dividido em duas partes, mostra a partida disputada em Hamburgo, em 5 de maio de 1963, entre a Seleção da Alemanha Ocidental, que três anos depois seria vice-campeã da Copa da Inglaterra, e o Brasil, àquela altura bicampeão mundial em 1958 e 62.

Vivia-se o auge do futebol-arte e o auge da Seleção Brasileira, e por isso 71 mil pessoas se comprimiram no Volksparkstadion para apreciar o melhor futebol do mundo.

Percebam, entretanto, que o filme não é anunciado como Brasil versus Alemanha Ocidental, mas sim: "Pele vs. West Germany! The Greatest match in History". Seria justo, então, afirmar que Pelé é maior do que a instituição Seleção Brasileira, ou maior do que o futebol brasileiro?

Claro que não. Pelé é a maior referência, a síntese de todos os grandes craques do nosso futebol, de Friedenreich a Romário, de Leônidas a Ronaldo, de Feitiço a Zico. Mas não pode ser maior pela simples razão, lógica, de que a parte não pode comportar o todo.

O leigo, o torcedor, o desavisado, pode incorrer no erro de julgar que a laranja cabe no seu gomo, mas o analista, nunca. Afirmar que Pelé é maior do que a instituição Santos Futebol Clube que daqui a quatro anos completará 100 anos de história riquíssima, é tão inconseqüente que chega a soar como provocação.

Pelé e o Santos, almas gêmeas
Muitos "analistas" parecem querer extrair Pelé da história do Santos, como se fossem coisas distintas, como se o jogador tivesse passado de passagem por lá. Se realmente amassem o futebol brasileiro, deveriam agradecer eternamente ao Alvinegro Praiano por ter mantido no País o maior atleta de todos os tempos durante toda a sua carreira.

Ao contrário de outras "instituições", que mal conseguiram segurar os seus astros por algumas temporadas, o Santos recebeu Pelé em junho de 1956, quando este tinha apenas 15 anos, e só o deixou ir embora em outubro de 1974, quando este completou 34 anos e resolveu ganhar uns dólares no Cosmos de Nova York.

Claro que o Santos foi abençoado pelos deuses do futebol ao ser escolhido como a manjedoura de Pelé, mas este também teve a sorte de ser encaminhado ao melhor time paulista da época, campeão estadual de 1955, que o menino veria tornar-se bicampeão em 3 de janeiro de 1957, após vitória sobre o São Paulo por 4 a 2, em um Pacaembu com raros santistas.

O time-base do Santos bicampeão em 1955/56 era formado por Manga, Hélvio e Ivã; Ramiro, Formiga e Zito; Tite, Jair, Pagão, Del Vecchio e Pepe. Havia ainda Álvaro, Urubatão, Vasconcelos... Ou seja, só craques, algo impensável nos dias de hoje.

Zito, creio que Júnior tenha ouvido falar dele, foi o médio-volante titular da Seleção Brasileira nas Copas de 1958 e 62; Jair da Rosa Pinto formou no ataque titular do Brasil no Mundial de 1950; Pagão foi, para Chico Buarque de Holanda, o melhor centroavante que ele viu jogar; Pepe é o ponta que mais fez gols na história do futebol mundial, 405 deles só com a camisa do Santos, além de 22 pela Seleção Brasileira.

O garoto Del Vecchio, depois de artilheiro do Campeonato Paulista e convocado para a Seleção nacional, transferiu-se para a Itália, dando a oportunidade de Pelé subir para os profissionais do Santos. Hélvio e Ivã formavam uma dupla de zagueiros de futebol clássico; Ramiro, Formiga e Tite esbanjavam categoria e Manga era um ótimo goleiro.

Pelé foi lançado no profissionalismo no meio desses 'cobras', que o adotaram como um filho. Mesmo quando passou a ser convocado para a Seleção Brasileira, o garoto continuou cercado pelo carinho dos companheiros de clube.

Em sua primeira partida na Seleção, em 7 de junho de 1957, na derrota de 2 a 1 para a Argentina, no Maracanã, Pelé entrou no segundo tempo no lugar de Del Vecchio. Ao seu lado, na ponta-esquerda, estava Tite, outro santista. No meio-campo, seu mentor, Zito, depois substituído por Urubatão, também do Santos.

Mesmo com Pelé, o Santos não foi campeão em 1957, mas de 1958 a 69 construiu o período mais vitorioso de um time de futebol, com dois títulos mundiais e duas Libertadores da América, seis brasileiros, quatro Rio-São Paulo e nove paulistas, sem contar inúmeros torneios internacionais, entre eles uma Recopa Sul-americana e uma Recopa Mundial.

O Santos chegou ao cúmulo de conquistar nove títulos consecutivos entre 1961 e 63. Estava em um patamar tão mais elevado, que se deu ao luxo de não participar de três Taças Libertadores (1966, 67 e 69). Na verdade, em 69 foi proibido de participar pela CBD, pois era a base da Seleção Brasileira que disputou as Eliminatórias com o codinome de "As feras do Saldanha".

Júnior não deve se lembrar, pois tinha apenas 14 anos, mas se pesquisar nos anais do esporte (e a pesquisa, repito, é essencial para um bom analista esportivo) saberá que o técnico João Saldanha, ao assumir a Seleção Brasileira que disputaria as eliminatórias para a Copa de 70, disse: "Não é segredo para ninguém que o melhor time do Brasil é o Santos. Pois a base de meu time será o Santos".

Sem tempo para uma preparação adequada, Saldanha convocou nove santistas, o que impediu o clube de disputar a Libertadores. Dos convocados, seis foram titulares em todos os seis jogos do Brasil nas Eliminatórias: Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Joel Camargo, Rildo, Pelé e Edu.

Na Copa de 70, como se sabe, os santistas Clodoaldo, Carlos Alberto Torres (capitão do time) e Pelé foram titulares. O quarto gol do Brasil na final com a Itália, momento de arte pura do futebol brasileiro em uma Copa do Mundo, teve a participação dos três. A propósito, o time que mais cedeu jogadores para as conquistas de 1958, 62 e 70 foi o Santos.

Essa participação marcante de santistas na Seleção Brasileira começou logo no primeiro título importante do futebol nacional, o Sul-americano de 1919, disputado no estádio das Laranjeiras. Com três convocados, o Santos foi o time que mais cedeu jogadores ao Escrete: o ponta-esquerda e capitão da equipe Arnaldo Silveira, o ponta-direita Adolfo Milon e o meia-direita Haroldo.

Não acredito que Júnior saiba disso, assim como não deve saber que em 1927, ao inaugurar o estádio de São Januário, è época o maior do Brasil, o Vasco convidou o Santos para um confronto assistido até pelo presidente da República, Washington Luis. Goleado por 5 a 3, o clube do Rio quis nova partida, desta vez no campo do América, e sofreu outra goleada, desta vez por 4 a 1.

O Santos tinha um ataque fantástico, a ponto de naquele 1927 tornar-se o primeiro time da América do Sul a fazer 100 gols em uma competição, no caso o Campeonato Paulista. Omar, Camarão, Feitiço, Araken e Evangelista eram insaciáveis. Antes de terminar o ano, o Santos voltou ao Rio para bater o América (4 a 3) e o São Cristóvão (4 a 3), duas equipes de respeito naqueles tempos, e essas exibições na capital fizeram a crônica esportiva carioca considerar o Santos o melhor time do País. Isso, 30 anos antes da chegada de Pelé à Vila Belmiro.

Deve-se admitir que o brilho de Pelé ofuscou outros jogadores maravilhosos e reluziu mais forte até do que clubes e seleções. Mas um jogador, mesmo excepcional, não consegue levar uma equipe a grandes resultados se não for acompanhado por outros de alto nível.

O que o Argentinos Juniors conseguiu com Diego Armando Maradona? Que título o Corinthians obteve, mesmo contando com a genialidade de Roberto Rivellino por mais de uma década? Por que o Botafogo de Garrincha, Nilton Santos, Zagallo, Amarildo e Quarentinha não conseguiu nenhum título nacional e nenhuma Taça Libertadores?

Ora, o futebol, e eu até me constranjo de ter de lembrar isso, é um esporte coletivo, que os ingleses batizaram de football association.

Na verdade, Pelé tinha, ao seu lado, no Santos, alguns dos melhores jogadores da história do futebol brasileiro. A opinião não é minha, nem dos companheiros do Rei. O lendário ponta-esquerda António Simões, considerado o melhor de sua posição na história do futebol português, definiu-me assim, há três meses, o time do Santos que goleou o Benfica por 5 a 2 na final do Mundial Interclubes de 1962:

"É muito difícil encontrar tanto craque como naquele time. Comparo o Santos de 62 com a Seleção do Brasil de 70. São as duas melhores equipes de futebol que vi até hoje. A Seleção de 70 é a confirmação de um modelo de jogo que o Santos já demonstrava há muito tempo".

Gabriel Hanot, ex-jogador francês e depois editor do L'Equipe, nascido no final do século XIX, que acompanhou o futebol moderno desde a sua origem, disse após a final do Interclubes de 1962: "Desde há muito acompanhando o Santos pela Europa, julgo-o o melhor time do mundo, superior, inclusive, àquele famoso do Honved (maravilhoso time húngaro dos anos 40)".

Então, a verdade a que Júnior chegaria, caso conhecesse menos superficialmente a história do futebol, é que não só Pelé foi e é o melhor jogador de todos os tempos, como o Santos dos anos 60, por ter um elenco extraordinário, além da cereja do bolo chamada Pelé, foi o maior time de futebol que já existiu.

Em tempo: aquela Seleção Brasileira que enfrentou a Alemanha Ocidental em 1963, filme que está no youtube com o título "Pele vs. West Germany", atuou com nada menos do que oito titulares do Santos: Gilmar, Lima, Zito, Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Para quem não sabe, Gilmar foi o goleiro mais vitorioso da história do futebol, com quatro títulos mundiais, dois de seleções e dois de clubes; Lima foi titular da Seleção tanto na lateral-direita, como no meio-campo, posição em que atuou na Copa de 1966; Zito, além dos quatro títulos mundiais, como Gilmar, era um líder nato e fez o gol da vitória na Copa de 62. Quanto a Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, é a linha ofensiva mais conhecida do futebol. E será para sempre, pois nunca mais os times jogarão com cinco atacantes.

Quanto ao jogo em Hamburgo, a Alemanha abriu o marcador. Coutinho empatou com uma jogada individual, e Pelé fez o 2 a 1 definitivo, após receber passe de Mengálvio e fuzilar de fora da área (o Brasil voltou a jogar com oito titulares do Santos em junho de 1969, no Maracanã, na despedida do goleiro Gilmar. O adversário era a Inglaterra, campeã do mundo, derrotada por 2 a 1 por um time que atuou com os santistas Gilmar, Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel, Rildo, Clodoaldo, Pelé e Edu).

Sem Pelé, entre os maiores
Seria engraçado, se não revelasse uma pressão odiosa para alterar os fatos a favor dos clubes populistas (populismo está na moda, perceberam?), mas a verdade é que muitos "analistas" insistem em cortar da história do Santos os 18 anos em que o clube contou com Pelé. Como se dissessem, tal qual aquelas crianças que perdem o ânimo para brincar diante da derrota iminente: "Ah, com Pelé não vale".

O Santos semeou, amparou e fez desabrochar o Rei do Futebol. Depois, cuidou dele e o manteve no Brasil, apesar de propostas milionárias de clubes europeus, como a Juventus e a Internazionale.

Clube que melhor pagava no País (o dobro do Botafogo e quatro vezes mais do que o Corinthians), o Santos manteve um time digno de Pelé e assim lhe deu a oportunidade de mostrar todo o seu talento. Enfim, o Alvinegro fez por merecer a magia do melhor jogador de todos os tempos.

Como é impossível comparar qualquer time com "O Santos de Pelé", então parecem querer tirar Pelé da história do Santos. Será que Júnior pensa em tirar Zico da história do Flamengo? Claro que não. O Flamengo formou Zico, assim como Santos formou Pelé. Está certo que Zico, apesar de fantástico, ainda ficou longe de ser um Pelé, mas é a grande referência da história do Flamengo, assim como Pelé é a do Santos. Ponto. O resto é tentar inverter os fatos.

Por falar em fatos, espero que o comentarista Júnior saiba que a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, entidade alemã que acompanha os resultados das principais competições, escolheu o Santos como a quinta melhor equipe de 2007 e a primeira das Américas.

Por ter chegado às semifinais da Libertadores, ter sido vice-campeão brasileiro e bicampeão paulista, o Santos somou pontos suficientes para ultrapassar o Boca Juniors, sexto colocado; ficar dez posições à frente do São Paulo, décimo-quinto, e 19 à frente do Flamengo, vigésimo-quarto.

Como o Leovegildo ficou fora do mercado por alguns anos, talvez não saiba que nas últimas seis temporadas o Santos foi duas vezes campeão brasileiro e duas vezes campeão paulista, duas vezes vice-campeão brasileiro e uma vez vice-campeão da Taça Libertadores.

Nesse período revelou Robinho, um dos mais destacados jogadores do momento, além de Diego, Alex, Elano, Renato, Léo...

Mesmo sem Pelé há 34 anos, o Santos continua sendo o time que mais gols marcou na história do futebol mundial. Em outubro de 2005 superou a marca de 11 mil gols, ainda não alcançada por outra equipe. Em 2004, além de campeão brasileiro, bateu o recorde de gols na competição (103) e também teve a maior média de público por partida.

Por falar em público, segundo uma pesquisa do Ibope, em outubro de 2004 - mesmo antes do título brasileiro daquele ano e do bicampeonato paulista de 2006 e 2007 - o Santos tinha 4,9 milhões de torcedores no País, exatamente a soma das torcidas de Fluminense e Botafogo.

Esses 4,9 milhões representam 600 mil a mais do que os torcedores da Internazionale de Milão, 700 mil a mais do que os do Manchester United e apenas 300 a menos do que o Real Madrid (fonte: La Republica, edição de 24 de agosto de 2007). No ano passado, o Santos foi o time cujas partidas tiveram o maior índice de audiência na tevê.

Carismático, o Alvinegro Praiano inspirou outros clubes a adotarem o seu nome, entre eles o Santos Laguna, que já foi campeão do México e chegou a uma semifinal de Libertadores; o Santos da África do Sul, que também conquistou um título nacional; o de Angola, fundado pelo presidente angolano, um santista roxo; o Santos da Irlanda, e alguns nos Estados Unidos, entre outros (é interessante notar que esses times não foram batizados como "Pelé Futebol Clube", e sim como Santos).

O clube tem melhorado sua estrutura, com um hotel-concentração confortável, ao lado do centro de treinamento, um moderno departamento de fisioterapia, memorial das conquistas, centro de treinamento para as divisões de base e um estádio reformado com um ótimo gramado e iluminação, novos camarotes e capacidade suficiente para receber jogos contra as maiores equipes do País.

Claro que há muito a evoluir para se chegar ao nível dos grandes clubes do mundo. O número de sócios é pequeno. Apenas 20 mil. Também é preciso buscar o equilíbrio financeiro. O Santos tem dívidas de 60 milhões de reais. Nem parece muito, se comparada a de outros clubes brasileiros - como a do Flamengo, três vezes maior -, mas mesmo assim é um aspecto que preocupa.

No dia 14 de abril de 2012, o time fundado por jovens santistas da orgulhosa terra dos Andradas, completará 100 anos. Um século de uma história riquíssima. Pois, se sem Pelé o Santos se equipara aos grandes clubes do futebol, com o Rei ele alcançou um nível jamais igualado por nenhum outro.

Pode-se dizer, com certeza - e aí assim produzindo uma frase verdadeira, bem diferente daquela proferida pelo ex-jogador Leovegildo Lins Gama Junior no último domingo -, que pelos anos todos que contou com Gilmar, Zito, Pepe, Coutinho, Pagão, Carlos Alberto Torres, Gilmar, Mauro Ramos de Oliveira, Dorval, Mengálvio, Clodoaldo, Edu e, entre tantos outros, o incomparável Pelé; por tudo que fez e por todas as portas que abriu ao futebol brasileiro, o Santos deve ser reverenciado, sim, como a maior instituição do nosso futebol.



Escrito por Mauro Elias às 04h51
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Torcida uniformizada desiste da campanha contra Leão

Presidente do Santos, Marcelo Teixeira, convence torcedores a desistirem de protestos

Terminou a crise entre Leão e a "turma do carnaval". Depois de decidir em reunião que iria continuar fazendo campanha contra o técnico, mesmo nas vitórias, os dirigentes da uniformizada foram convencidos pelo presidente do clube, Marcelo Teixeira, no fim da noite de segunda-feira, a mudar a postura. Antes de tomar conhecimento da trégua da facção da torcida, Leão também considerou o episódio encerrado.

"Depois do que aconteceu no jogo contra o Ituano [torcedor vaiando torcedor], da minha parte esse é um assunto encerrado. Não tenho mais nada a falar ou a responder. Está encerrado o ciclo de troca de ofensas e agora o torcedor tem que torcer e eu vou continuar o meu trabalho", disse Leão.

Empolgado com a resposta que o time deu nos dois últimos jogos, Leão agora aposta numa seqüência de oito resultados positivos e na classificação para as semifinais do Campeonato Paulista. "Estamos começando a semana bem porque terminamos a passada maravilhosamente. O time está armado taticamente para que haja menos erros. A orientação é fazer o mais simples", disse o treinador que considerou os jogos contra o Guarani e Ituano divisores de água para o Santos no Campeonato Paulista. "Pelo que fizemos nas duas últimas partidas, ficou provado que é possível que podemos continuar ganhando."

Mesmo com a grande atuação do time contra o Ituano, chegando à goleada por 4 a 1 depois que o adversário chegou ao empate e Evaldo foi expulso, Leão viu alguns defeitos que pretende corrigir na semana livre. Na manhã desta quarta-feira, ele vai dar um coletivo mais longo para avaliar melhor as condições de Fabão, contratado para fechar a defesa.

"Fabão vem tendo uma evolução acentuada. Nesse treino, espero ver o Fabão mais Fabão e menos preocupação. Mas tenho que ir com cuidado porque na semana passada, num dia esperava contar com Kléber contra o Guarani e no outro recebi a notícia de sua cirurgia", afirmou o treinador. Sua idéia é escalar Fabão contra o Sertãozinho, sábado, para que ele tenha melhores condições diante do Chivas Guadalajara, terça-feira, na Vila Belmiro, pela Libertadores.

Depois da folga da segunda-feira, os jogadores se reapresentaram na tarde desta terça-feira, no CT Rei Pelé. Antes de entrar em campo, o grupo foi reunido no auditório do hotel Recanto dos Alvinegros e ouviu uma preleção de Leão sobre as possibilidades santistas. "Não houve lavagem cerebral. Apenas mostramos a realidade." Ele disse que por enquanto não vai dar maior importância à Taça Libertadores da América. "A nossa responsabilidade é o Paulista e a Libertadores, o desejo. Se conseguirmos a vaga para a próxima fase, ai poderemos pensar."

O técnico analisou duas situações distintas vividas por dois zagueiros contratados com o seu aval. Evaldo, que saiu de campo sob intensa vaia no domingo, após ter falhado no gol do Ituano e ter sido expulso, em razão de uma falta violenta. E Betão, que apesar da perseguição que vem sofrendo de parte da torcida, voltou a jogar bem e fez o seu primeiro gol pelo Santos.

"Gosto de beque simples e costumo usar até o termo rebatedor. Quando o zagueiro quer sair da defesa driblando e dá azar, fica evidenciado que não simplificou. E Evaldo pagou caro por isso", disse Leão, apenas ressaltando que a falta do zagueiro era para cartão amarelo e não vermelho e penitenciou-se por ter desistido de sua substituição em seguida a falha no gol. "Agi mais com o coração." Para ele a atuação de Betão outra vez foi perfeita. "Além do gol, disputou uma excelente partida, pela firmeza e simplicidade." A escalação do time para enfrentar o Sertãozinho, sábado à noite, em Sertãozinho, só deve ser anunciada após o treino de sexta-feira cedo, mas Leão disse que o substituto imediato de Evaldo é Domingos. "Mas também tenho Marcelo e Anderson Salles."



Escrito por Mauro Elias às 19h38
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Santos quer TV própria até maio

A administração do Presidente Marcelo Teixeira parece que começa a dar sinais que está no caminho do profissionalismo e da modernidade.

Um dia depois de verificarmos progressos dentro de campo do time profissional comandado por Émerson Leão, após presidente, comissão técnica e jogadores apararem arestas, algumas noticias importantes começam a aparecer na Vila Belmiro. Ontem o clube anunciou reforços em seu time de futebol feminino. Parece pouco importante, mas não é. Atende desejo da CBF de se criar no Brasil uma liga de futebol feminino já que o esporte vem recebendo apoio cada vez maior da FIFA. O Presidente Marcelo Teixeira está, com isso, melhorando o relacionamento do clube com a CBF e a FIFA.

Ontem também se falou que a CBF ajudará o Santos a desenvolver investidores para captação de recursos com o objetivo de transformar a nossa querida Vila Belmiro, e a cidade de Santos, em sede oficial da Copa de 2014 (ver matéria abaixo). Assim, o projeto de ampliação da Vila para 45 mil lugares pode se tornar realidade, um sonho de todos os santistas. Esse projeto não inviabilizaria a Arena de Diadema.

Depois de Flamengo e Corinthians implementaram seus projetos de um canal de televisão próprio, o Santos deve entrar na onda de transmissão de imagem exclusivas a seus torcedores.

Essa é uma antiga solicitação minha à diretoria do Santos, e faz tempo.

O clube recolocou em pauta o projeto de criação da TV Santos, que já havia sido discutido no ano passado e que estava paralisado desde então. Segundo Dagoberto Fernando Santos, diretor executivo do clube, as análises de viabilidade do projeto já voltaram a ser feitas.

"Ainda estamos discutindo a TV, analisando como fazer, se será um canal pela internet ou numa TV fechada. Por volta de abril ou maio devemos ter uma definição", afirmou.

Segundo o executivo, o projeto não é tocado pela DB4, produtora de Diogo Boni, o mesmo que ancora as TVs pela web de Flamengo e Corinthians.

"Estamos fazendo tudo com recursos próprios, dentro de um projeto nosso. Temos como base para fazer essa análise de viabilidade a TV Santa Cecília [canal local que é propriedade da família de Marcelo Teixeira, presidente do clube]".

Uma das discussões dentro do clube é a maneira como o canal de notícias será exibido. Um dos estudos é sobre a viabilidade de lançamento em TV fechada já neste primeiro momento, ou então apenas no decorrer do andamento do projeto.

Esse empreendimento pode se tornar uma importante fonte de receita para o clube já no curto prazo.

Eu estimo que de 50 a 100 mil santistas serão assinantes da TV Santos já no primeiro ano. A R$ 10,00, poderemos ter uma receita bruta de até R$ 1 milhão mensais só em assinaturas, sem contar publicidade.

Governo faz lobby por Santos na Copa-14



Divulgação A candidatura do Santos como sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014, no Brasil, ganhou um reforço de peso. Uma reunião realizada no último dia 18, entre o secretário estadual de Esportes, Lazer e Turismo, Claury Alves da Silva, e o deputado estadual Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que também é conselheiro do clube, confirmou o apoio por parte do Governo Estadual de São Paulo à cidade de Santos.

Segundo Barbosa, a estadia de uma delegação estrangeira participante da Copa do Mundo na cidade deve aumentar ainda mais o turismo internacional, além de incrementar o aporte financeiro em toda a região.

"Santos possui excelente infra-estrutura hoteleira capaz de receber satisfatoriamente todos os visitantes. Será um acontecimento com cobertura internacional que ajudará divulgar a cidade, a região e o estado em todas as parte do mundo", afirmou o deputado.

Para se credenciar, o Santos realizou diversas reformas no seu centro de treinamentos, criando novos campos, instalações para a preparação técnica e um hotel que serve como concentração dos atletas. Além disso, a Vila Belmiro também passa por obras esporádicas para elevar a qualidade do seu gramado e garantir o conforto dos torcedores, como a criação dos camarotes térreos.

Até o dia 31 de outubro deste ano, serão escolhidas entre 10 a 12 cidades que irão sediar os jogos do Mundial brasileiro. Estão na disputa Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife/Olinda (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).


Luxemburgo tumultua Vila

Ajuda do treinador palmeirense para o bloco de organizada santista em desfile faz o desafeto Leão crer em vaias orquestradas

As vaias da Torcida Jovem do Santos a Emerson Leão respingaram no desafeto Vanderlei Luxemburgo. E o palmeirense, que já enfrenta resistência interna por não fazer o Palmeiras decolar, ganhou outra dor de cabeça antes da estréia amanhã, em Campo Grande, contra o Cene, na Copa do Brasil.

Desde que as críticas começaram, o santista afirmou tratar-se de um movimento orquestrado, pago por gente interessada em prejudicá-lo. Mas nunca citou nomes.

Ontem, porém, a assessoria de Luxemburgo admitiu que ele ajudou financeiramente a Torcida Jovem. Foi para ela preparar o desfile do bloco carnavalesco dela.

Num de seus desabafos, Leão dissera, sem maiores explicações, que as vaias vinham da "turma do Carnaval".

A confirmação da assessoria aconteceu após a "Rádio Transamérica" exibir gravação com torcedor identificado como membro da Torcida Jovem. Ele alegou que Luxemburgo ajudou a organizada.

"O Vanderlei gosta de samba, desfila no Salgueiro e já ajudou outras torcidas e escolas no Carnaval", declarou o assessor de imprensa Luís Lombardi. "Mas ele não precisa disso. As torcidas vão com o Vanderlei porque ele ganha títulos", disse.

Lombardi falou que, provavelmente, Luxemburgo já doou dinheiro para as escolas de samba da palmeirense Mancha Alviverde e da corintiana Gaviões da Fiel. De acordo com o assessor, Leão tem obsessão em denegrir a imagem de Luxemburgo. O santista não quis responder à declaração.
Assim que chegou ao Santos, Leão criticou a estrutura deixada por Luxemburgo. E a Torcida Jovem distribuiu comunicado dizendo que o treinador se preocupava em denegrir a imagem do antecessor.

Já Luxemburgo evitou o tema. "Eu tentando melhorar o time na tabela e você vem falar de Santos? Vamos falar de Palmeiras que é melhor", respondeu o treinador.

Portas fechadas

Sem querer, Vanderlei Luxemburgo deu argumento para Emerson Leão, seu desafeto, sustentar a linha-dura que implantou no CT do Santos. Foi ao dizer que o árbitro Paulo Roberto Ferreira tentou vender-lhe produtos de um banco no vestiário do CT, quando treinava o clube. Reservadamente, Leão comenta que o CT e o hotel eram freqüentados por vendedores e amigos de jogadores. Proibiu a entrada de todos. Quem fura o bloqueio é interrogado pelo treinador. Parte dos atletas torce o nariz para as medidas.

Rachado

O apoio dos torcedores santistas a Leão para sufocar apupos da Torcida Jovem virou piada entre gente da diretoria. A brincadeira é que o técnico, acusado de desagregador pela organizada, desagregou até a torcida.


 




Escrito por Mauro Elias às 03h41
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Coluna do Marcus Benites

A crise que fez a roupa suja ser lavada... O tapete foi por engano para o varal e olha só quanta sujeira havia debaixo dele! Há que se investigar quem cuidava do tapete... Enquanto isso, no tapete do gramado, os atletas vão dando o suor e conseguindo o futebol.

 

 

 

O jogo de ontem talvez tenha sido o mais importante para o Santos no ano. Se houver alguma chance de plena recuperação e arrancada, a partida terá funcionado como um divisor de águas. O que causa entusiasmo são coisas que funcionaram dentro de campo (o que não vinha ocorrendo), e outras ficando claras fora dele (onde antes era pura neblina).

Em campo, há que se destacar a atuação de gala do colombiano Molina. Em terra de cego, como se diz, o gringo mostrou dois olhos lúcidos, o que serve de diferencial em um futebol nacional tão nivelado; por baixo.  A volta do bom futebol (ou mesmo do futebol) do azarado lateral Dênis também cria boa expectativa. De resto, um regular e bom Rodrigo Souto, um regular Fábio Costa (falhando no gol, mas não o fazia há três partidas, tá dentro da média dele), três úteis meia/atacantes (Pereira, Wesley e Trípodi), e uma garotada raçuda e de qualidade: Adriano e Carletto. Se ainda há tempo feio, no entanto, isso fica por conta de uma zaga em que não se confia (nem se deve), em que o limitadíssimo Domingos parece ser, por absurdo que possa parecer, o jogador que menos calafrios causa à torcida. Mas se espera que, com a chegada do Fabão, o problema ao menos seja amenizado. Se teremos que agüentar o Betão, que já falhou em cinco gols em onze jogos até aqui, ou o Evaldo, que realizou um lance de causar inveja na dupla Camilo & Pedro Paulo ontem, que ao menos a presença do novo xerife torne a coisa “passável”. Um outro problema existe com relação a outro não-atleta que temos no elenco: Marcinho Guerreiro. Ele não tem técnica nem inteligência pra jogar futebol. Não sabe se posicionar, não tem o tempo da bola, não sabe sequer passar uma bola, é violento e gosta de reclamar com a arbitragem: um absurdo que seja profissional. Mas o bom futebol do garoto Adriano (o “juvenil” do treinador anterior, que não deixou Valdívia jogar), ainda gera certa esperança de que nos livremos do jogador, esperamos que para sempre (Marcinho Eterno... no banco).

Mas, além da melhora nítida do Santos em campo, há que, talvez, se comemorar coisas que passamos a perceber fora das quatro linhas. Mesmo o técnico Leão tendo um passado reconhecidamente desagregador, parece que a crise falou mais alto e o grupo de jogadores está fechado, focado na recuperação da equipe. Uma vez que o treinador, nas entrevistas, parece tanto defender o clube em que trabalha, o fato está contagiando o elenco. Ele errou ao receber mal os gringos, mas ao mesmo tempo foi franco com eles, não falou nada pelas costas, e está dando as oportunidades para que atuem. O colombiano Molina encarou isso como um desafio, e era clara a sua alegria quando do gol, uma pedra enorme tirada de sobre as costas. Já o argentino Trípodi pode ser acusado de tudo, menos de não se doar à equipe em campo. Esse espírito de luta, ao lado da raça habitual de atletas como Adriano, Carletto e Rodrigo Souto (até o Domingos), está transformando o time em campo. Qual o resultado? Times que atuam com garra, com raça, tendem a ganhar o torcedor. É o que começou a acontecer ontem na Vila, quando a torcida de verdade (não a quadrilha) apoiou muito a equipe e aplaudiu bastante ao final do jogo. Fica um contraponto ao time do ano passado que, mesmo vice-campeão nacional, não conseguia ganhar a simpatia do torcedor: era uma equipe displicente e amarelona (principalmente em clássicos), bem ao estilo do antigo treinador, o “amigão” dos atletas. O principal defeito do Leão é desagregar grupos. Se, mais por obra das circunstâncias do que por esforço pessoal (embora ele tenha sido outro ontem na entrevista), o grupo de atletas está “fechado” com ele, como se diz, já é um problema a menos. Os outros vão se resolvendo com o tempo. A obviedade fará o Adriano jogar no lugar do Marcinho Guerreiro, por exemplo. Não precisamos nos descabelar.

Fora isso, outra coisa “extra campo” que veio à tona, ontem, como perspectiva boa de que ao menos algo ruim dos bastidores seja varrido de Vila Belmiro, foi o caso da compra da torcida organizada. Melhor do que “caso”, seria chamar de “escândalo”. Só não ganhou maiores proporções pela propensão da imprensa em perseguir o atual treinador do Santos, e a mesma propensão a paparicar e proteger o atual treinador palmeirense. É caso de polícia. Caso de punição para que o marketeiro enganador seja banido do futebol. Que a compra da torcida é uma verdade, acho que é escusado dizer. O Leão não levantaria aquilo do nada, levianamente. É um fato, uma verdade. Conhecemos como o antigo treinador é. Sabemos que até adulterar a própria identidade já foi expediente para que conseguisse benefícios. Sabemos que negociou contrato com o Santos, em 2004, quando Leão ainda era o treinador da equipe. Milton Neves e Morsa deram a entender que o palmeirense “já era do Santos” duas semanas antes de Leão cair, e ainda se olharam e deram risadinhas cúmplices no programa de tv. Desde então, Leão não fala com o outro, e não faria isso sem motivo. Estamos lidando com alguém que passou por uma CPI, com alguém acusado várias vezes de lucrar com negociatas de atletas, e que, como Paulo Malluf, saiu incólume de cada acusação.

No entanto, mesmo parecendo tão óbvio que o caso da compra da torcida seja verdadeiro, há que provar as coisas na justiça, o que dificilmente ocorrerá; estamos no Brasil. Mais fácil o marketeiro ganhar um processo contra alguém que escreva sobre isso (um pobre professor, por exemplo) do que ele ser punido sobre o caso. Também não sei se caberia punição pela lei. Mas, pela ética, a FIFA deveria proibi-lo de continuar a exercer a função de técnico de futebol, uma vez investigado o caso, é claro. O que não pode é não haver investigação, ficar por isso mesmo. O fato é que, nos últimos dois anos, não houve uma reação sequer da Torcida Jovem contra o time do Santos, contra qualquer jogador que seja. Ontem, quando o time deu sinais de recuperação, a mesma torcida tentou, na base da força, correr com o atual treinador. Parece que, não fosse a recuperação que se pinta agora, eles não o teriam feito; parece que torcem pelo mal da equipe, para justificar a revolta contra o treinador que, pelo que estamos vendo, tem razões monetárias, e nada de paixão de torcedor. Isso é que dá dar muita liberdade pra quadrilha organizada. Ao invés de cadeia, arquibancada. Lamentável.

Ainda assim, sentimos um alívio quando percebemos que uma figura tão nefasta, tão funesta ao clube, tenha deixado o Santos. É sabendo dessas coisas que ficamos um pouco mais tranqüilos: “um já foi”. Leão não é um bom treinador. Mas se fizer esse serviço de “limpa” das coisas desonestas que existiam no clube, já terá feito alguma coisa. Temíamos que o preço a se pagar fosse um rebaixamento, o que não justificaria sua permanência. Mas parece que desse mal não sofreremos mais. Sendo assim, que os podres venham, cada vez mais, à tona, e que nosso clube se livre para sempre de figuras que só fizeram denegrir sua imagem. Em meio a uma administração incompetente e obscura, ao menos é um pequeno alento. Torçamos pela equipe em campo, e vibremos quando houver a raça que houve ontem. Mas fiquemos com os dois olhos abertos pras coisas que passam a surgir fora dele.

 

PS: espero que o goleiro e o artilheiro, com uma semana de folga, não apareçam três quilos acima do peso no sábado que vem... Não há reação que resista à falta de profissionalismo.

 

Marcus Vinícius Benites

Escrito por Mauro Elias às 19h15
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Nota 1000 para o presidente Marcelo Teixeira

Não sou de criticar sistematicamete ninguém. Isso é perseguição. Tampouco sou de ficar elogiando sempre. Isso é puxa-saquismo. Não sou adepto de nenhuma das duas práticas. Critico e elogio o que prá mim está certo e que vai colaborar para o crescimento de meu clube, na minha visão.

E hoje me deparei com uma noticia que não poderia deixar passar sem enaltecer o presidente santista Marcelo Teixeira. Trata-se do nosso time feminino.

Peixe apresenta seu time feminino

Alvinegro reforçou a base vencedora. Agora são 13 as selecionáveis do Alvinegro

Que coisa linda que é a Érika: como é bom ver uma bela garota com a camisa alvi-negra. E quando é para representar nosso Santos elas ficam ainda mais lindas.

O Santos apresenta nesta segunda-feira, às 11h (horário de Brasília), na Vila Belmiro, sua equipe de futebol feminino para a temporada 2008. 

Peixe é o único clube grande de São Paulo que há 10 anos mantém uma equipe feminina. Neste ano, as meninas passam a contar com o patrocínio da universidade de propriedade da família do presidente do clube, Marcelo Teixeira, e terão bolsa para cursos universitários.

Além disso, o Peixe quer utilizar sua experiência para formar novas jogadoras. A partir deste ano, o clube alvinegro, em parceria com a Associação Atlética dos Portuários de Santos, passará a administrar uma escolinha de futebol específica para meninas.

Campeão Paulista e da Liga Nacional de 2007, o time feminino do Santos é reconhecido como um dos melhores do país. A base do ano passado foi mantida e reforçada. Vieram para o Peixe a zagueira Aline Pelegrino, capitã da seleção brasileira, e a volante Ester, também jogadora de seleção. Ambas conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio, ano passado.

Além das duas selecionáveis, outras oito jogadoras foram contratadas: Maurine e Raquel (laterais), Carol Gaúcha e Bruna Ferreira (meias), Rilany (atacante), Adrielle (goleira), Carol Arruda (volante)e Janaína Cavalcante (zagueira). Com estas contratações, a equipe ficou composta por 27 atletas. Dessas, 13 já vestiram a camisa canarinho.

 

Divulgação 
Aline é um dos reforços do time feminino do Peixe para a temporada
 
Escolinha

As inscrições para a escolinha de futebol feminino do Peixe já estão abertas. As aulas serão sempre às terças e quintas-feiras, das 9 às 11 horas, e das 15 às 17 horas nos campos do Portuários, que ficam localizados na Rua Joaquim Távora 424, Jabaquara, em Santos. Poderão participar garotas de dez a 18 anos e as aulas começam assim que as turmas forem definidas.

O valor da mensalidade é de R$ 40. Sócias do Santos e da Associação dos Portuários pagam metade. As inscrições podem ser feitas na Secretaria Social do Santos, na Vila Belmiro (Rua Princesa Isabel 77, 2º Andar) ou na secretaria da Associação Atlética dos Portuários.

As interessadas deverão uma foto 3x4, certidão de nascimento ou RG e, se menores de idade, deverão apresentar também RG e CPF do pai ou responsável. Os telefones são (13) 3257-4031 e (13) 3252-6711.

 



Escrito por Mauro Elias às 12h07
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Em noite de Molina, Santos bate Ituano na Vila por 4 a 1

Show de Molina e Santos goleia o Ituano

Em noite de gala de Molina, o Santos bateu o Ituano na Vila por 4 a 1.

O jogo parecia fácil em seu começo. Molina abriu o placar e Kléber Pereira fez 2 a 0. Mas, para não fugir à regra, o gol de Kléber Pereira foi anulado pela arbitragem. Normal.

Depois, após jogada infeliz do coitado do Evaldo, o Ituano empatou. Logo em seguida, após uma falta, para no máximo cartão amarelo, o juiz expulsou o Evaldo. Que dó que eu fiquei desse rapaz! Leão foi obrigado a sacar Trípodi e colocar Domingão para recompor o sistema defensivo. Leão tirou, sim, o jogador certo, embora a torcidinha tivesse protestado querendo que ele sacasse o ótimo Wesley.

Primeiro tempo terminou em 1 a 1, o que foi bom, pois o Ituano tirava vantagem de ter um jogador à mais.

No vestiário Leão trabalhou direitinho. Tirou Marcinho, que estava pendurado com cartão amarelo, e colocou Adriano.

E eis que Molina começou a jogar bola.

Os bobalhões, que já começavam a falar um monte de bobagens contra Molina, tiveram que assistir caladinhos a grande apresentação de Molina.

Molina fez várias jogadas de gols, e foi de uma jogada sua que saiu o segundo gol.

Lá atrás, Betão também jogou muito bem hoje, aliás foi impecável e acabou fazendo o terceiro gol. Foi aplaudido.

E fiquei muito feliz com o Dênis, que jogou muita bola, como nos velhos tempos. Ganhamos um grande lateral direito.

Carleto manteve sua regularidade, joga muito bem, sempre com muita raça.

Kleber Pereira marcou 6 gols em 3 jogos. Fora os anulados. Os críticos de Klebão vão ter que dormir meio que de cabeça inchada. Klebão continua bebendo muito; é encontrado bêbado pelas noites de Santos, devora duas feijoadas por dia, mas faz dois gols por jogo, fora os anulados. Mas bom mesmo é Adriano bambi. Kléber Pereira vai ficar na Vila comendo feijoadas e bebendo cachaça provavelmente por mais uns 2 anos.

Wesley foi outro que arrebentou com o jogo. Hoje ele não fez gol, mas jogou até de zagueiro. Leão pediu prá ele voltar para compensar nossa inferioridade de um jogador à menos desde os 20 minutos da etapa inicial. E ele apareceu nas duas áreas, defendendo e atacando. É mais um que vai calando a torcidinha.

Isso é que eu acho bacana: Betão, Kleber Pereira, Molina e Wesley deixando os que pensam que conhecem futebol meio sem entender o que está se passando. É divertido.

Rodrigo Souto foi outro que teve boa participação, e comandou o meio campo mais uma vez.

Basta vencer os jogos na Vila e mais o Sertãozinho no próximo sábado, e empatar todos os jogos fora, que ainda dá prá sonhar com o tri.

SHOW DE MOLINA

Apesar de ansioso e com um jogador a menos, o Santos continuou dominando o jogo e conseguiu voltar a liderar o placar logo no começo do segundo tempo, curiosamente, aos oito minutos. Molina fez boa jogada pela esquerda, passando pelo marcador e cruzando na medida para Kleber Pereira, que cabeceou firme na segunda trave para fazer.

Molina estava mesmo inspirado. Aos 16, ele fez grande jogada pelo meio, se livrou do zagueiro e bateu por cobertura. A bola explodiu na trave, bateu nas costas do goleiro e saiu pela linha de fundo.

Dois minutos mais tarde, novamente o camisa 10 foi fundamental. Foi dele o cruzamento que foi espalmado por Marcelo. Na sobra, Betão chutou de bico para fazer o seu primeiro gol com a camisa do Santos.

Para fechar, aos 43, Molina fez grande passe de primeira e botou Wesley cara a cara com Marcelo. O santista driblou o goleiro, mas se atrapalhou com o zagueiro que vinha na cobertura. A bola espirrou e sobrou para Kleber Pereira, que estufou a rede para decretar a goleada.

Mesa-redonda improvisada


Lula e Pelé: papo de torcedor entre o corintiano e o santista

Na segunda-feira, em pleno gabinete presidencial, houve uma espécie de mesa-redonda improvisada de mais ou menos uma hora – enquanto isso, os convidados da cerimônia que lançou a Timemania esperavam no salão. Além de Lula, o bate-papo reuniu Pelé, o ministro Orlando Silva e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Lá pelas tantas, Lula queixa-se da situação do Corinthians. E Pelé manda esta: "Lula, estive outro dia na Fifa e eles elogiaram muito o Corinthians estar entre os quinze". Lula não entendeu: "Entre os quinze, Pelé? Estamos na segunda divisão". E o santista Pelé, rápido, emendou fazendo o gol: "Sim, Lula, entre os quinze: o XV de Jaú e o XV de Piracicaba...".

 



Escrito por Mauro Elias às 19h28
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