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Blog do Mauro Elias


Dono do Santos mostra-se cada vez mais incompetente e incapaz; Alex, mesmo destino de Jerri; Molina cai nas graças da torcida; árbitro para Santos e Cúcuta; morreu Ary Leal.

Publicidade criativa

A tradicional loja Hut-Weber via que as vendas de chapéus estava em queda. Por isso, resolveu apostar em publicidade para voltar a vender.

Encomendou então para a agência
Serviceplan Hamburg que fizesse um anúncio criativo.

A agência fez então essa obra-prima.

Comparou dois personagens, em princípio, incomparáveis: Adolf Hitler e Charles Chaplin. E chegou à conclusão que a diferença deles é o chapéu. Brilhante.


Dono do Santos mostra-se cada vez mais incompetente e incapaz

Pais de jovens tratados como diamantes pelo Santos queixam-se de que os garotos são sobrecarregados para divulgar um colégio da família do presidente e dono do clube. Além de futebol, eles têm que jogar futsal com o logo da instituição na camisa. Entendem que os meninos, a maioria com menos de 16 anos, estão mais expostos a contusões. A diretoria responde que só precisam jogar uma competição de futsal pelo colégio para justificar a bolsa escolar. Alguns têm vencimentos mensais maiores do que os dos juniores.

Como se vê, a molecada do Santos tem que jogar pelo colégio da família do dono do clube.

Uma vergonha.

Sempre digo que o Santos tem dono. E ele é descarado, falastrão, sem-vergonha, mentiroso, incompetente e despreparado.

"Robinho" disputou com os bambis e trouxe Tcheco e Zé Roberto, trouxe uma comissão técnica caríssima e vitoriosa, trouxe 4 títulos importantes para o Santos de 2002 para cá. "Robinho" montou o CEPRAF, construiu CT, enfim, enquanto tínhamos "Robinho", a coisa ia bem.

Quando a coisa é com o cidadão dono do clube, quando ele tem que mostrar competência, quando ele tem que mostrar serviço é isso aí: não consegue nem contratar um jogador apenas medíocre ainda, como é o Edno, que o Atlético Paranaense dispensou, um Lenilson da vida ainda, e consegue perder o jogador para um time de 2a. divisão, como é a coitadinha da Lusa.

Isso são sinais claros da falência que se aproxima, da tempestade que está à caminho da Vila, que pode se transformar em um furacão devastador nos próximos meses. O furacão caminha à uma taxa de 20 milhões de reais por ano, e logo chegará à  costa de Santos.

Pobre Santos. Olha no que foi transformado: não consegue contratar um jogador que está sendo disputado pela Portuguesa. Não que Edno fosse resolver nossos problemas, longe disso. Mas é uma solicitação modesta, humilde, do técnico Leão para enfrentar a dureza das competições Libertadores e Brasileiro. Outro dia levantei a hipótese aqui: e se o Molina se machucar? Pois ele se machucou. Tem lesão muscular. Se, na base do desespero, for escalado, a contusão pode se agravar e poderemos perder o jogador para o resto da Libertadores. Não temos um simples substituto meia-boca. Leão queria usar o Edno já na 5a. feira, o que mostra a situação desesperadora do técnico, que sabe que será cobrado por um eventual fracasso diante do Cúcuta.

A situação lembra muito 2005 e aquela vergonha da eliminação do time diante do Atlético Paranaense, quando ele resolveu tomar para si a responsabilidade de contratar jogadores e trouxe Osvaldinho, Gallo, e Nelsinho.  

Como pensa pequeno esse cidadão mentiroso e incompetente que já vendeu 40% do Neymar, e ninguém percebeu.

A conquista da Libertadores vale 7 milhões de dólares, que somados às trasferencias de Souto e Kléber, daria para amenizar a situação falimentar do clube. Talvez ele nem precisasse vender os outros 60% do garoto na bacia das almas para entregar para os bancos.

Mas eu entendo a situação: ele nunca trabalhou na vida, nunca estudou, nunca adquiriu experiência profissional alguma como executivo, como poderia ser bem sucedido como tal? Ele deveria ter se cercado de alguns profissionais competentes. Mas a falta de estudo, de qualificações profissionais, de experiência, não permitem que ele tenha tal discernimento. Isso, é claro, aliado à uma falta de honestidade de propósitos que a cada dia se mostra mais presente em sua administração.

Situação de Edno

A Portuguesa de Desportos promete dificultar o acerto do meia Edno com o Santos e avisou ter documentos assinados pelo atleta que o amarraria ao time do Canindé pelas próximas cinco temporadas.

Edno conversou com dirigentes do Santos na quinta-feira, onde negou ter fechado contrato com a Lusa.

Relacionado para o duelo entre Noroeste x Barueri, neste sábado, na primeira das finais do Torneio do Interior, Edno está pendurado com dois cartões amarelos e poderia dar adeus ao time de Bauru já no sábado caso seja novamente advertido.

Conforme destacou à rádio Record o vice-presidente de futebol da Portuguesa, Luís Iauca, Edno teria firmado compromisso com o clube e, portanto, é aguardado na segunda-feira em São Paulo para ser apresentado como jogador da equipe rubro-verde.

Para vestir a camisa da Lusa já na segunda, Edno teria de receber cartão amarelo contra o Barueri, o que o afastaria da segunda final, agendada para 3 de maio. O Noroeste proibiu Edno de conceder entrevista à imprensa na véspera das finais do Torneio do Interior.

Contando com Edno para as oitavas da Libertadores, o Santos assegura que a negociação está próxima do fim, lamentando apenas a negativa do lateral-esquerdo Carlinhos, que seria colocado como moeda de troca ao Atlético-PR, clube que detém parte dos direitos federativos de Edno. Moraes e Vítor Júnior foram oferecidos.

"O Edno está próximo, mas ainda não definido. Não queremos atrapalhar o Noroeste. Não sei se o Molina poderá atuar na quinta. Se não puder, poderemos usar o Tabata ou quem sabe o próprio Edno", acredita Leão.

Apesar do imbróglio, Leão mantém excelente relação com dirigentes da Lusa e não acredita que o caso envolvendo o meia Edno termine de forma traumática.

Alex, Jerri, e o pseudo-treinador

Tem coisas que só acontecem no Santos mesmo: os sabidões, liderados pelo péssimo treinador, contrataram o tal de Luis Henrique, um razoável batedor de corners, de quase 25 anos, e dispensaram o jovem e talentoso Alex, de nossa base. Alex era um dos poucos dessa base que eu gostava de ver jogar, pelo toque refinado, pela técnica. Faltava-lhe preparo físico, coisa simples, já que técnica, habilidade,  inteligência para jogar ele tinha. Jerri, um canhoto de habilidade e técnica incomuns (Diego era reserva dele) também teve o mesmo fim. Faltava aquele algo mais que só os grandes treinadores, como Cilinho e Telê Santana, no passado, conseguiam incutir nos jogadores. Coincidentemente, tanto Jerri como Alex foram fritados pelo mesmo incompetente, esse atual treinador do time. O cara ganha como Luxemburgo, mas transformou o bi-campeão paulista em sétimo.

Molina cai nas graças da torcida e luta para jogar na quinta feira

Em pouco mais de dois meses de Santos, Molina já é o colombiano que mais caiu no gosto da torcida. Muito mais do que Aristizabal (fim dos anos 90) e do volante Freddy Rincón, no inicio desta década. E para provar sua gratidão ao clube, vem se submetendo a duas sessões diárias de fisioterapia para se recuperar a tempo de ajudar o time contra o Cúcuta Deportivo, na quinta-feira, na estréia das oitavas-de-final da Caça Libertadores da América.  

"Não tive folga no fim de semana e ainda obriguei o fisioterapeuta a trabalhar. Estou morando no CT", brinca. O meia que chegou cercado de desconfiança e mudou a cara do time de Leão, aponta o Santos como favorito para ganhar a Libertadores e considera Boca Juniors, River Plate, San Lorenzo, Fluminense e Flamengo como as outras forças.

- O que se pode esperar do Santos, agora no mata-mata?

Molina - Acredito que vamos ganhar os dois jogos e passar à fase seguinte. O Cúcuta começou mal, empatando dois jogos em casa, mas é um time forte. E como se classificou em primeiro num grupo difícil, está confiante.

O que é preciso fazer para superar as duas linhas de quatro deles?

Molina -Não podemos repetir os erros do último jogo, procurando entrar pelo meio. A melhor maneira de abrir esse tipo de marcação é usar mais as laterais.

Você tem noção de sua importância para o time?

Molina -Sou apenas mais um na equipe, um jogador que procura dar o máximo de si em benefício do time. Futebol é esporte coletivo, por isso todos têm sua importância e condições de decidir uma partida. Sou um afortunado porque tive a sorte de vir para uma grande equipe como o Santos, onde posso mostrar o meu futebol. Estou bem agora graças à continuidade que o professor Leão vem me dando, desde o início quando encontrava dificuldades para me adaptar. Com o passar dos jogos, foi conseguindo a confiança da comissão técnica e dos companheiros. Mas ainda falta muito para eu me considerar importante. Consegui coisas que julgava ser impossíveis em tão pouco tempo, como me tornar titular, mas posso melhorar.

E quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou?

Molina -Foi a responsabilidade ofensiva. Leão é um técnico que exige do meia que chegue à frente para dar o passe para o gol ou para finalizar e que volte rapidamente para ajudar na marcação defensiva. Para mim era difícil porque estava abaixo do nível de preparação dos demais jogadores. Também eram muitos jogos seguidos e no começo eu às vezes esquecia de voltar para marcar.

Como você prefere jogar?

Molina -Como meia, por trás dos dois atacantes porque tenho a oportunidade de dar passes para gols e chegar de trás para finalizar.

Quem é favorito nessa Libertadores?

Molina -Santos, o primeiro de todos, sempre o Boca Juniors, um outro que pode estar entre Fluminense e Flamengo e o que sair de San Lorenzo e River (Plate).

Como é seu convívio com os jogadores do Santos?

Molina -Em poucos dias tive a impressão de que estava há anos no clube. Todos brincavam comigo e não há descriminação. Não sou visto como um gringo. Em outros lugares foi diferente. Era um estrangeiro e tive problemas para me ambientar. Pior foi no México. Lá nunca tive chance de jogar duas ou três partidas seguidas. Muitas vezes, entrava faltando cinco, 10 minutos, e não dava tempo para mostrar o meu trabalho.

Quando você vai bem, como contra o San José, da Bolívia, qual é a repercussão na Colômbia?

Molina -Os jornais destacam e falam na televisão nas emissoras de rádio. Ouve-se falar muito, o que para mim é motivo de orgulho. E isso pode me ajudar a ser lembrado para a seleção do meu país. Tenho uma história com a camisa da Seleção e o sonho de todo jogador é jogar pelo seu país. Sei que jogar bem aqui pode me ajudar lá. Mas é preciso que o diretor-técnico precise de um jogador com as minhas características.

CSF anuncia árbitros para jogos da oitavas

A Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF) anunciou nesta sexta-feira a lista dos trios de arbitragem para as partidas de ida das oitavas-de-final da Copa Libertadores, na semana que vem, com cinco brasileiros em campo.

Na quarta, o Cruzeiro encara o Boca Juniors em Buenos Aires com arbitragem do uruguaio Jorge Larrionda, auxiliado por seus compatriotas Pablo Fandiño e Miguel Nievas.

No mesmo dia, o Flamengo visita o América na Cidade do México com o chileno Carlos Chandia como árbitro. Lorenzo Acuña e Patrício Basualdo, também do Chile, serão os assistentes.

Já o Fluminense enfrenta o Nacional em Medellín, na Colômbia, também na quarta-feira. O uruguaio Martín Vázquez será o árbitro, com seus compatriotas Walter Rial e Mauricio Espinosa auxiliando.

Em Montevidéu, os bambis fecham a lista de brasileiros em ação na quarta jogando contra o Nacional. O chileno Rubén Selman apita, enquanto Osvaldo Talamillo e Sergio Román, também do Chile, atuam como assistentes.

Na quinta, o Santos recebe o Cúcuta Deportivo na Vila Belmiro com trio mexicano na arbitragem: Marco Rodríguez apita, com José L. Camargo e Arturo Velázquez como assistentes.

Um trio brasileiro estará em ação na terça, na partida entre LDU e Estudiantes de La Plata, em Quito. O gaúcho Leonardo Gaciba será o árbitro, com o paulista Ednílson Corona e o paranaense Roberto Braatz como auxiliares.

Relação completa:

29/04/08: Lanus (ARG) x Atlas (MEX), em Buenos Aires (ARG)

Árbitro: Víctor H. Rivera (PER)

Assistentes: Juan Sulca (ARG) e Luis Abadie (PER)

29/04/08: Liga de Quito (EQU) x Estudiantes (ARG), em Quito (EQU)

Árbitro: LEONARDO GACIBA (BRA)

Assistentes: EDNÍLSON CORONA e ROBERTO BRAATZ (BRA)

30/04/08: Boca Juniors (ARG) x CRUZEIRO (BRA), em Buenos Aires (ARG)

Árbitro: Jorge Larrionda (URU)

Assistentes: Pablo Fandiño e Miguel Nievas (URU)

30/04/08: América (MEX) x FLAMENGO (BRA), na Cidade do México (MEX)

Árbitro: Carlos Chandia (CHI)

Assistentes: Lorenzo Acuña e Patrício Basualdo (CHI)

30/04/08: San Lorenzo (ARG) x River Plate (ARG), em Buenos Aires(ARG)

Árbitro: Héctor Baldassi (ARG)

Assistentes: Horacio Herrera e Sergio Cagni (ARG)

30/04/08: Atlético Nacional (COL) x FLUMINENSE (BRA), em Medellín (COL)

Árbitro: Martín Vázquez (URU)

Assistentes: Walter Rial e Mauricio Espinosa (URU)

30/04/08: Nacional (URU) x SÃO PAULO (BRA), em Montevidéu (URU)

Árbitro: Rubén Selman (CHI)

Assistentes: Osvaldo Talamillo e Sergio Román (CHI)

1/05/08: SANTOS (BRA) x Cúcuta Deportivo (COL), em SANTOS (BRA)

Árbitro: Marco Rodríguez (MEX)

Assistentes: José L. Camargo e Arturo Velázquez (MEX)

Morreu Ary Leal

Conheci Ary Leal em Santos, em uma festa na Sta Cecilia, em 2003.

Bonachão, folclórico, bem-humorado, brincalhão e muito sensível, Ary era o representante do Santos à época junto à Conmebol. 

Quando ele soube que Santos e Boca fariam a final da Libertadores de 2003, reeditando, 40 anos depois, a final antológica de 1963,  Ary chorou como criança.

O site oficial do clube divulga uma nota de pesar pelo falecimento de Ary Leal.

Segundo a nota, Ary Leal nasceu em 11 de outubro de 1949. Completaria 30 anos de associação no dia 01 de setembro deste ano. Foi diretor de Relações Públicas do clube em diversas gestões. Foi também um dos artífices do reconhecimento dos títulos da Recopa Sul-Americana e Mundial de 1968 pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

Enfim, um grande santista, que parte precocemente. Presto minhas sinceras homenagens ao Ary e que Deus conforte sua esposa e filhos.

Que Deus o tenha.



Escrito por Mauro Elias às 13h39
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Gols e jogadas de Lima, o mais novo reforço do Peixe; balanço financeiro dos bambis; Grêmio TV, um ano de muito sucesso

Jogadas de Lima, novo jogador contratado pelo Santos

Balanço financeiro dos bambis 

 

Cumprindo suas obrigações legais, o clube do J Leonor publicou nessa semana as informações relativas a seu balanço de 2007.

 

Em razão de ser o clube do J Leonor reconhecido (por paga paus vira-latas que se dizem santistas) por sua estrutura administrativa, acho que vale a pena analisar alguns aspectos específicos.

 

Abaixo apresento o faturamento do departamento de futebol do São Paulo. Observem a enorme participação das receitas derivadas da venda de atletas (repasse de direitos federativos) em relação à receita total.

 

 

 

  

Portanto, mais da metade (sim, metade!) de toda a receita que o futebol do clube obteve em 2007 foi resultado da venda de atletas, especialmente com o excelente negócio (ao menos do ponto de vista financeiro) conseguido com a transferência de Breno.

 

Esse é um triste retrato de nosso futebol. Até o clube com o maior faturamento do país depende excessivamente dos recursos resultantes da venda de seus atletas para equilibrar suas contas. Ao mesmo tempo em que a receita foi fortemente impactada por esse fator, o volume de dinheiro investido no futebol explodiu, passando de R$ 70 milhões em 2006 para R$ 110 Milhões em 2007. A ser mantido esse nível de despesas, os bambis estarão em apuros no caso de não realizar transações de jogadores em valores substanciais nos próximos exercícios. Igualzinho ao Santos FC. Sempre disse aqui neste blog que só paga-paus e vira-latas, sobretudo aqueles que não entendem absolutamente nada de negócios, é que acham que lá tem gestão profissional. É uma estrutura tão amadora quanto a do Santos.

 

Destaque nas contas do futebol para o crescimento de 34% nas receitas derivadas de licenciamentos, mesmo que seu volume absoluto ainda seja pequeno. Por outro lado, as receitas com bilheteria sofreram uma queda acentuada, de quase 33%, em boa parte pela eliminação precoce na Taça Libertadores da América.

 

Como fatores positivos, cito o equilíbrio das contas do departamento social e de esportes amadores, que gerou superávit de quase R$ 1,5 Milhão em 2007, na contra-mão da grande maioria dos clubes brasileiros.

 

Entre as receitas não contabilizadas no departamento de futebol, destaco a captação de R$ 12,44 Milhões através da lei de Incentivo ao Esporte, e que deverão ser aplicados no CT de Cotia, destinado às categorias de base. Veja abaixo quadro com o resultado total de 2007:

 

 

 

 

 

Por fim, observo que o estádio do Morumbi cada vez mais se configura como uma importante fonte de receitas, como se pode ver no quadro abaixo:

 

 

 

 

O valor obtido com camarotes e cadeiras cativas no Morumbi saltou de R$ 4,8 Milhões em 2006 para R$ 7,1 Milhões no ano passado. Também se conseguiu cerca de R$ 1,4 Milhão a mais com aluguéis.

 

Para quem ainda questiona a importância de possuir um estádio próprio com o objetivo de ampliar as receitas do clube, o Morumbi, mesmo com suas limitações atuais, é um exemplo muito positivo, já que a receita cresce ano após ano e tem um impacto importante na receita total do clube do J Leonor.

 

 

Grêmio TV, um ano de muito sucesso

 

Nesta quinta-feira (24/04), a Grêmio TV comemorou 1 ano da primeira transmissão ao vivo pela Internet, que ocorreu em 24 de abril de 2007, na pré-hora do jogo contra o Cerro Porteño pela Libertadores.

Logo Grêmio TV

Pioneirismo: Grêmio TV entrou no ar em março de 2006

Naquele dia estreou o Conversa Tricolor, um dos programas de maior sucesso da TV gremista na web. A transmissão online antes das partidas foi uma ação pioneira do Grêmio e teve recorde de acessos, reforçando o potencial da Internet, ainda pouco explorado pelos clubes brasileiros.

Para comemorar o 1º ano de sucesso da iniciativa, a Grêmio TV fez uma transmissão especial ao vivo nesta quinta, a partir das 17h30.

Bastidores da Grêmio TV

Quer pagar quanto? - Grêmio TV tem caído nas graças da torcida gremista, que não paga nada pelo serviço

Ao contrário das TVs de Flamengo e curintia, lançadas este ano, a Grêmio TV é grátis. Qualquer pessoa que tenha Internet pode acessar a programação. Essa diferença talvez explique o sucesso e a repercussão da “emissora gremista” junto aos torcedores.

Uma das grandes sacadas da Grêmio TV foi transmitir (também ao vivo) a reunião do Conselho Deliberativo de 28 de março último, que escolheu a proposta do consórcio português TBZ para construir a nova arena do clube no bairro Humaitá.

Entre os programas disponíveis na Grêmio TV vale destacar o GrêmioMania (que mostra produtos licenciados e novidades da loja do clube), o GrêmioNews (com notícias e entrevistas diárias) e, mais recentemente, o Grêmio Arena (semanal, com informações sobre a construção do novo estádio).

Em breve devem estrear mais dois programas: Base Gremista (sobre as categorias de base) e Tricontando (que vai abrir espaço para as mulheres).

Duas parcerias foram fundamentais para viabilizar a Grêmio TV: uma com a PGM, produtora de video responsável pela captação de imagens e pelo estúdio de TV, e outra com a Hot Media, responsável pelo suporte tecnológico das transmissões online.

Não há dúvida de que a Grêmio TV merece muitos elogios, principalmente pelo pioneirismo e pela ousadia da iniciativa, mas faço aqui algumas críticas construtivas:

  • As vinhetas e os cenários poderiam ser mais bonitos e bem elaborados, à altura da importância do Grêmio.
  • Deveria haver uma opção de busca dos videos, por data ou programa, para facilitar o trabalho do internauta.
  • A versão em inglês do GrêmioNews precisa ser repensada. Tenho certeza de que a intenção foi das melhores, mas a pronúncia da repórter não ajudou muito.

Faz muito tempo que insisto nessa idéia. Já falei com o Peres sobre isso. Parece que existe vontade de algumas pessoas no clube para um projeto da Santos TV sobre plataform IP, tal como eu venho sugerindo há mais de um ano. Vamos ver...



Escrito por Mauro Elias às 17h52
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Jogadas de Lima; Santos ganha mais um dia para recuperar Molina; Santos contrata Lima do Juventus; dívida do Guarani chega a R$ 81 milhões; sem Molina, pode haver invenção; conta furada

Jogadas de Lima, novo jogador contratado pelo Santos

 

Primeiro jogo diante do Cúcuta, pelas oitavas-de-final da Libertadores, acontece na quinta-feira, dia 1.º de maio

O Santos terá um dia a mais para recuperar o colombiano Molina, com uma lesão de primeiro grau no músculo da coxa direita, para a estréia nas oitavas-de-final da Taça Libertadores da América. É que a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) confirmou para a próxima quinta-feira (dia 1º. de maio), às 20h30, na Vila Belmiro, o primeiro jogo - inicialmente seria na quarta-feira (dia 30) -, contra o Cúcuta Deportivo, da Colômbia.

O principal responsável pela reação santista na reta de chegada do Campeonato Paulista e o artilheiro do time na Libertadores, com cinco gols, Molina está sem aparecer em campo há nove dias. Ele terminou o jogo contra o Cúcuta, na última rodada da segunda fase da competição sul-americana, se arrastando em campo, em razão da contusão na coxa. Também sofreu um corte no nariz, suturado com dois pontos, mas fez questão de permanecer em campo até mesmo quando Leão mandou Tripodi fazer o aquecimento muscular para substituí-lo, ainda no primeiro tempo. Hoje, Molina deve ser reavaliado e tem possibilidades de voltar treinar em campo na segunda-feira para readquirir ritmo de jogo.

Como Domingos cumprirá suspensão pela expulsão no jogo passado, Leão formou a dupla de zaga com Fabão e Marcelo e manteve Betão improvisado na lateral-direita, no coletivo de ontem cedo no CT Rei Pelé. Devido à ausência de Molina, o meio-de-campo criou pouco e o ataque, com Kleber Pereira e Tripodi, não funcionou.

Fabão, que torceu muito pela vitória dos clubes brasileiros na rodada de quarta-feira, acredita que Cúcuta das oitavas vai ser bem mais difícil do que o time dos dois primeiros jogos contra o Santos.  "Mas, não tem segredo. Temos que ganhar de qualquer jeito em casa e depois segurar o empate na Colômbia. Até o empate por 0 a 0 não chega a ser um mau resultado porque poderemos nos classificar com outro empate, desde que seja com gols, lá", analisou o zagueiro.

As negociações com o Atlético-PR para a contratação Edno (disputou o Campeonato Paulista pelo Noroeste) estão paradas porque o jogador teria um pré-contrato com a Portuguesa de Desportos. O Santos oferece um jogador entre Vítor Júnior, Moraes e Carlinhos, em troca por empréstimo. Quanto a Lima, do Juventus, não há novidade. E Wesley considerou muito baixa a proposta do Santos para que ele renove o contrato que termina no dia 22 do próximo mês.

Santos contrata Lima do Juventus

O Santos aguarda o departamento jurídico do clube concluir detalhes finais da documentação do atacante Lima para anunciar oficialmente sua contratação. Lima defendeu o Juventus no Paulistão e precisa ser inscrito até terça-feira na CBF como atleta do time da Vila para poder atuar nas oitavas da Libertadores.

Os direitos federativos do atleta pertencem ao Astral Esporte Clube, do Paraná, time do Grupo Massa (controlado pelo filho do apresentador Ratinho).

Em reunião com a diretoria santista nesta quinta-feira à noite, em São Paulo, o clube paranaense autorizou Lima a fazer exame médico na sexta-feira, no CT Rei Pelé. O atacante já acertou salários com o Santos, mas não assinou contrato. Lima deve ser apresentado oficialmente na segunda-feira.

A diretoria santista espera agilizar os envios dos documentos do atleta à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e Conmebol para que Lima esteja regularizado já para o duelo contra o Cúcuta Deportivo, quinta-feira, na Vila, pelas oitavas da Copa Libertadores.

Lima marcou cinco gols no Paulistão, um deles sobre o Santos, na vitória do Juventus por 3 a 1. Desde esse jogo, o atleta passou a ser acompanhado pelo técnico Emerson Leão, que solicitou a contratação do avante.

Dívida do Guarani chega a R$ 81 milhões

O Guarani publicou hoje o balanço patrimonial de 2007, no qual consta que o clube fechou o ano passado com uma dívida de R$ 81.129.391,00 (passivo a descoberto). Em seu parecer, a auditoria independente Higuchi & Assurance PC SS declarou que "não existem perspectivas do clube em saldar os passivos e as contingências apenas com as receitas decorrentes de suas atividades, principalmente o futebol profissional".

Ainda segundo esse parecer, "a diretoria deve avaliar em conjunto com os seus conselheiros e associados a possibilidade de alienar ativos do clube", confirmando assim os planos da negociação envolvendo o Brinco de Ouro.

No balanço apresentado, a diretoria do Guarani informa o valor de R$ 38.122,202,00 como provisões para contingências, que se refere a uma reserva que o clube poderá ser obrigado a pagar em razão de ações trabalhistas e cíveis. "O balanço demonstra a real situação do Guarani em 31 de dezembro de 2007. Mas a cada mês este valor aumenta em razão das taxas de juros que incidem sobre os impostos devidos", disse o vice-presidente financeiro, Jurandir Assis.

No ano passado, o Bugre revelou que adquiriu R$ 4.869.268,00 de empréstimos, que têm como principais credores o Clube dos 13, do qual faz parte, e a Federação Paulista de Futebol.

A dívida do Santos cresce à uma taxa de R$ 20 milhões por ano...se nada for feito em 2 anos a gente chega lá...

Sem Molina, pode haver invenção do professor

O professor Pardal que fazer experiências em jogo decisivo. Sem Molina ele quer testar Trípodi, em formação 4-3-3 usada nos anos 70.

Sem o meia colombiano, contundido, o time treinou ontem no 4-3-3, com Wesley, Kléber Pereira e Trípodi formando o trio ofensivo. Na defesa, Leão optou pela manutenção de Betão como lateral-direito, com Fabão e Marcelo na zaga, já que Domingos está suspenso e não pega o Cúcuta no jogo de ida das oitavas da Libertadores.

Resultado: o time titular perdeu dos reservas por 1 a 0, gol de Tiago Luis. É....

Conta furada

O caso Nilmar, que o curintia dava como página virada, voltou a tirar o sono dos diretores do clube.

O clube descobriu que não terá dinheiro para pagar em junho a segunda das três parcelas da dívida com o Lyon. Ao todo são 6 milhões (cerca de R$ 15,8 milhões). Andres Sanchez foi à federação paulista pedir adiantamento para poder fazer o pagamento. Para diretores, falta dinheiro porque o marketing não arrecadou o esperado. Pressionado, Luiz Paulo Rosenberg diz que só vende bem se o time for vencedor.

Mau agouro

A quebra da imagem de São Jorge preocupa cartolas corintianos. Acreditam que parte dos atletas é supersticiosa. Pode achar que dará azar e entrar contra o Goiás sugestionada. 

 



Escrito por Mauro Elias às 18h46
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Confrontos das oitavas; a farsa do gás de pimenta e a verdadeira história desse clube mais conhecido como bambi; Kléber Pereira recusa proposta "irrecusável"

 

 

Conheça a verdade sobre a história de um clube chamado São Paulo Futebol Clube, popularmente conhecido como BAMBIS.

Segue o relato histórico sobre a realidade do clube representante da parte mais nojenta da elite paulistana.

VOCÊ SABIA...

FALÊNCIAS 

- Que o Bambis foi fundado em 1930 e faliu em 1935 por dívidas acumuladas ?

- Que diante da enorme dívida os dirigentes sãopaulinos liderados por Paulo Machado de Carvalho sugeriram extinguir o clube e serem incorporados pelo Clube de Regatas Tietê, que pagaria as dívidas e ficariam com o patrimônio do clube, incluindo a Chácara da Floresta, vizinha ao C.R.Tietê ?

- Que alguns sócios se rebelaram contra a decisão, mas acabaram aprovando a fusão em Assembléia, pois do contrário teriam que assumir a dívida, e com a incorporação pelo Tietê, se livraram dela ? [Assembélia realizada em 14/01/1935]

- Que desta forma, o título paulista de 1931 pertence legal e oficialmente ao Clube de Regatas Tietê, que usou o nome de "C.R.Tietê-São Paulo" até 1940 ? E que existindo o clube até hoje, este permanece como detentor oficial do Paulista de 1931 ?

- Que em 1935 o atual São Paulo foi fundado, sem dívidas, mas também sem qualquer patrimônio ?

- Que o time era tão fraco que nos dois primeiros anos terminou o Campeonato Paulista em 8º [1936] e 7º [1937] ?

- Que o que salvou o clube de uma nova falência foi a fusão em 1938 com o C.A.Estudantes da Mooca, que tinha um elenco muito melhor. O novo time titular foi composto com 9 atletas do Estudantes e 2 do Bambis, que passou a mandar seus jogos na Mooca, sede do Estudantes ?

- Que para "ajudar" financeiramente o São Paulo, em 1938, Palestra e gambazada disputaram o famoso "jogo das barricas", assim chamado pois colocaram barricas na entrada do Palestra Itália para o povo jogar dinheiro. Os dois clubes nada receberam e ainda doaram a renda para ajudar o Bambis a pagar suas novas dívidas ?

- Que neste "Jogo das barricas", Porfírio da Paz - Presidente do Bambis, andou no meio das torcidas adversárias com uma bandeira esticada, para que os torcedores atirassem algumas moedas para ajudar o Bambis ?

TOMADA DO PATRIMÔNIO ALHEIO

 -Que em 1942, com apenas 7 anos de vida e sem patrimônio, foram salvos pela II Guerra Mundial com a entrada do Brasil declarando Guerra ao Eixo ?

-Que vislumbraram no decreto do governo permitindo a desapropriação de patrimônios de súditos de alemães, italianos e japoneses [1942], a grande oportunidade de obterem o patrimônio que sempre desejaram, mas nunca conseguiram de forma honesta ?

- Que após a desapropriação de bancos alemães e cias aéreas, a possibilidade de tomar o patrimônio dos italianos se mostrava real ? animando os sãopaulinos e assustando os italianos ?

- Que tentaram a todo custo se apropriar do Palestra Itália já que o Brasil havia declarado Guerra ao Eixo, e o governo havia baixado decreto permitindo a desapropriação de patrimônios de súditos de alemães, italianos e japoneses ?

- Que usando a influência e relacionamento com os ditadores que governavam o Estado e o Esporte, exigiram que o "Palestra de Bambis" mudasse de nome, sob a ameaça de tomada do clube, mesmo sabendo ser Palestra uma palavra "grega" ?

- Que na semana em que o Palestra mudou de nome, de Palestra para Palmeiras, os dois clubes se enfrentaram em final histórica e épica no Pacaembu, valendo o título de "Campeoníssimo", e que o Bambis acabou fugindo do gramado para não ser goleado pelo Palmeiras ?

- Que não conseguindo tomar o Palestra, se contentaram com um alvo mais fraco, a "Associação Alemã de Esportes" também conhecida como "Deustsch Sportive", que ficava na região do Canindé, e com a ajuda da ditadura, ganharam finalmente uma Sede em 29/01/1944, registrando a escritura em Cartório de propriedade de Cicero Pompeu de Toledo.

A MARACUTAIA DO MORUMBI

 Voce sabia ?

- Que em dezembro de 1950 a Imobiliária Aricanduva [cujo dono era o Adhemar de Barros] conseguiu empréstimo do Governo do Estado [o governador era o próprio Adhemar] para terraplanar e criar toda a infraestrutura em uma gleba na região do Morumbi ? Um escândalo de corrupção na época, dentre vários do Adhemar, que viria a ser cassado anos depois. O bairro com todas as benfeitorias passa a se chamar justamente JARDIM LEONOR, nome da esposa do Ademar de Barros.

- Que em dezembro de 1951, um ano depois, o Bambis convidou Laudo Natel [político ligado a Adhemar de Barros] para tesoureiro e este negociou a compra de 68 mil m2 na região, e "ganhou" (!!) do Governo do Estado mais 90 mil m2, isso mesmo GANHOU do Governo do Estado 90 mil metros quadrados !!

- Que em 1955, três anos depois, o Bambis VENDEU ao Governo do Estado o terreno do Canindé [aquele que ganhou 11 anos antes], sem qualquer benfeitoria adicional. O Governo comprou e repassou à Portuguesa que se viu obrigada a construir campo e arquibancada para começar a usar, pois estava completamente abandonado.

- Que em 1966, em pleno regime de ditadura militar, Laudo Natel, o ex-secretário da Maracutaia já havia se tornado Presidente do Bambis, e ao mesmo ocupava o posto de vice-Governador do Estado quando o seu chefe, Adhemar de Barros, foi cassado por corrupção. O clube passava a contar com um Presidente que ao mesmo tempo era Governado do Estado, em plena Ditadura.

- Que o tal Governador da ditadura, que acumulava as funções de Presidente do Bambis, determinou que os estudantes da rede pública vendessem carnês chamados "paulistão", para ajudar nas suas formaturas, e ao mesmo tempo coletando parte do dinheiro para a construção do Estádio.

- Que é justamente neste período da ditadura, da censura aos jornais, que sem explicar a origem do dinheiro, sem um clube de associados que pudesse gerar receita, sem rendas pois jogava em estádios praticamente vazios pela péssima campanha, que construiram um estádio que custou uma fortuna, que nem nos dias atuais de direitos de TV, patrocínios, venda de atletas, conseguiriam construir algo parecido... de onde veio o dinheiro ?!

- Que para as festas de inauguração do estádio, com mêdo de um vexame, pediram emprestados 2 jogadores do Palmeiras (Julinho e Djalma Santos), 2 do gambazada (Almir e Ari) e 1 do Santos (Pelé que contundiu não compareceu), para reforçar o time em partida contra o Nacional do Uruguai.

- Que O Palmeiras foi o primeiro campeão do Morumbi, pelo Brasileiro de 1969...

- Que no início dos anos 70, o Governador biônico Laudo Natel, não-eleito, imposto pela Ditadura, acumulava o cargo de Presidente do clube, e se sentava no banco de reservas nas partidas para ajudar a tirar o time da fila, na pressão aos árbitros e Federação.

- Que nos dois jogos entre Bambis e Ponte Preta pelo Paulista de 1970, o Governador teve participação decisiva no resultado ? No primeiro jogo, em Campinas, o Bambis perdia e no intervalo o Governador chegou de helicóptero, pousou no meio do gramado, foi ao vestiário dos árbitros, e no segundo tempo o Bambis "virou" com uma sucessão de erros da arbitragem... e no segundo turno no Morumbi, Arnaldo Cesar Coelho "operou" a Ponte, com Laudo Natel supervisionando o esquema na beira do gramado.

- Que em 1971 esta pressão fez tanto efeito que o gaveteiro Armando Marques cometeu um dos maiores assaltos na final do Campeonato Paulista, contra o Palmeiras. A atuação foi tão escandalosa que é comentada até hoje nos sites oficiais do próprio Bambis.

- Que em 1972 o Presidente do Palmeiras comprou a briga e fez com que a final - novamente entre as duas equipes - fosse transferida para o Pacaembu, pagando anúncio de página inteira nos principais jornais da cidade explicando que o Morumbi nunca foi nem nunca será um campo neutro, e que abdicava da renda maior pelo direito de ter um jogo justo. E que graças a esta histórica e corajosa decisão, o Palmeiras conquistou mais este título.

- Que na final do brasileiro de 1977, o Bambis conseguiu nos bastidores a suspensão do atacante Reinaldo do Atlético Mineiro, artilheiro do campeonato, e entre outros acontecimentos, viu o volante Chicão quebrar a perna do meia Ângelo do Atlético. Não satisfeito, Chicão ainda pisou na perna quebrada do jogador enquanto este rastejava para fora do gramado...

- Que nas semi-final do brasileiro de 1981 o Bambis contratou 3 seguranças da Ponte Preta, Brandão, Maurinho e Chitão, para um trabalho especial no Morumbi. Jogavam Bambis e Botafogo. O Botafogo havia vencido o jogo de ida no maracanã, e vencia novamente o Bambis, em pleno Morumbi, por 2 a 0. No intervalo, os 3 seguranças tiveram o acesso facilitado ao vestiário dos árbitros, que foram agredidos e receberam ameaças ainda maiores para o final do jogo. No segundo tempo o Bambis virou a partida, se classificou, e os seguranças foram levados de volta para Campinas... O árbitro Bráulio Zannoto, declarou ao longo da semana que foi agredido no vestiário por homens armados, e admitiu ter errado ao não paralisar o jogo ou ao menos relatar o ocorrido na súmula, por medo das consequências...

- Que em 1986 o Bambis teve novamente a ajuda decisiva da arbitragem [Aragão] na conquista do Campeonato Brasileiro, não somente no penal não marcado para o Guarani, mas pela inversão de faltas, provocações e pressão sobre os jogadores do Guarani, conforme depoimento dos jogadores que atuaram aquela partida.

- Que em 1990 o Bambis foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Paulista, mas com o apoio dos dirigentes da FPF, conseguiram reverter no tapetão a fórmula de 1991. Disputaram a divisão inferior, mas conseguiram fazer com que esta indicasse vaga para as finais, e ainda considerasse esta campanha da segunda divisão para os critérios de desempate na finais de 1991.

- Que em 1994, irritada com o ostracismo provocado pela rivalidade Palmeiras e gambazada, e principalmente pela supremacia do Palmeiras, bi-campeão paulista e brasileiro daqueles anos, a Diretoria do Bambis mandou esburacar o gramado do Morumbi para impedir que o último jogo do campeonato, de entrega de faixas, entre Palmeiras e gambazada, fosse realizado no Morumbi.

E Sabia também...

- Que o Bambis nunca disputou a Taça Brasil, pois este torneio admitia somente os campeões estaduais...

- Que o Bambis é o único clube grande da capital que NUNCA conquistou a Copa do Brasil...

- Que o Bambis é o único clube grande da capital que NUNCA vestiu a camisa da Seleção Brasileira...

- Que o Bambis é o time grande da capital com menor média de público nos últimos brasileiros...

- Que o recorde do Morumbi é de uma reunião dos Testemunhas de Jeová [162.957 em 1985]...

- Que o 2º maior público do Morumbi foi quando o gambazada perdeu da Ponte em 1977 [138.032]. Sim, o recorde foi no domingo, quando o gambazada perdeu da Ponte. Na quarta, no jogo em que sairam da fila de 23 anos, a torcida amarelou e o público foi bem menor [86 mil] ou seja, cerca de 50 mil "fiéis" perderam a confiança...

- Que o 3º maior público do Morumbi foi um Palmeiras e Santos em 1978 [123.318].

- Resumindo, a torcida do Bambis só aparece no próprio estádio, no 8º maior público da história do campo, ainda assim porque jogou contra o gambazada nesta data [1982].

- E que o Morumbi não é, nem nunca foi o maior estádio particular do mundo. Medido de forma padronizada pela FIFA, o Morumbi com seus 80 mil aparece na 28ª posição no ranking mundial, bem atrás por exemplo do Nou Camp do Barcelona, que comporta 98.787 ...

E Sabia também...

- O time dos quatrocentões, da extrema direita paulistana, dos políticos sempre relacionados com a ditadura, que sempre cresceram nos piores momentos do País, conseguiu amealhar um bom patrimônio, mas nunca venceu sua maior dificuldade ...

- Com uma história propositadamente mal contada, envergonhados do próprio passado, os dirigentes lutam por criar uma identidade que não existe, um clube sem alma e sem história de superações e heroísmos de seus antepassados, restando criar o simbolismo de "clube da moda", de embalo, na eterna luta de tentar transformar "simpatizantes" em "torcedores reais". - O verdadeiro vínculo, a verdadeira paixão, o marketing não consegue resolver, pois é na adversidade que se criam e fortalecem os vínculos reais e eternos. Não por acaso, o Bambis faz campanha na TV para que seus "simpatizantes" tentem transformar seus filhos em sãopaulinos, em uma ação que os rivais fazem por identidade, alma e paixão !!

Kléber Pereira

Kleber Pereira repetiu três vezes, nesta quarta-feira, na sua primeira entrevista após ter renovado contrato com o Santos até dezembro de 2009 uma frase: "Recusei uma proposta irrecusável do Corinthians". Ele não quis revelar os valores, mas confirmou o encontro que teve com o nazi numa pizzaria de Santos, na quinta-feira da semana passada, um dia depois de ter acertado com dirigentes santistas a renovação e na véspera de assinar o novo contrato com o Santos.

"A proposta do SCCP, que já era muito boa, foi melhorada. Era irrecusável mesmo, mas não quis voltar atrás no que tinha acertado com o Santos, que sempre teve a minha preferência", disse Kléber. "Foi o que eu disse à diretoria do curintia. Conversei com o meu irmão e depois me sentei com o presidente [MT] e chegamos a um acordo que foi bom para mim e também para o clube."

Daniel Pereira conta que tem um DVD com 85 minutos só com gols do irmão e que e depois assisti-lo as pessoas não compreendem como Kleber Pereira ainda não foi convocado para a Seleção Brasileira. "São gols de todos os jeitos, um mais bonito do que o outro. E não tem truque de montagem. Mostrei ao Oscar [ex-zagueiro da Ponte, São Paulo e Seleção] e ele me falou que um jogador como Kleber tem que jogar na seleção."

Por causa do DVD alguns dirigentes do futebol árabe demonstram interesse na contratação de Kleber Pereira, de tempo em tempo. A primeira vez foi quando o atacante, que faz 33 anos de idade no dia 13 de agosto, ainda jogava no México. "Ofereceram uma fortuna, mas os mexicanos primeiro se negavam a liberar Kleber e depois queriam quase todo o dinheiro do contrato. Por isso, no México meu irmão não joga mais." E a última foi há menos de um mês, de um clube dos Emirados Árabes.

Pelo documento que assinou com o Santos e que tem validade até 31 de dezembro de 2009, Kleber Pereira não poderá jogar por nenhum outro clube brasileiro. "Essa é uma das cláusulas, mas há outras. Não é meu pensamento agora voltar a jogar no exterior, mas se aparecer alguma coisa especial, o Santos receberá uma compensação e me libera."

Se quando estava apalavrado com o Palmeiras, no ano passado, acabou mudando de rumo para ganhar mais no Santos, alegando que tinha como objetivo um dia trabalhar com Vanderlei Luxemburgo, desta vez o dinheiro não falou mais alto.

"O principal motivo para eu preferir continuar no Santos foi que quando eu voltei ao Brasil depois de cinco anos no México, fui bem recebido. Tenho amizade com os jogadores e meu dou bem com o técnico. Também conversei com minha família, que gosta muito da cidade. São Paulo é mais complicada, trânsito ruim, causando dificuldade até para se ir a um restaurante."

Embora admita que ter sido assediado até na noite anterior à assinatura do novo contrato com o Santos, Kleber Pereira não vê nada demais no seu encontro com o racista, com quem conviveu diariamente no Centro de Treinamento Rei Pelé até dezembro do ano passado. "Jantar ou almoçar com Antônio Carlos não é nenhuma novidade. Somos amigos e sempre que é possível nos encontramos para falar de família e de outros assuntos." E aproveitou para agradecer a confiança que os dirigentes do SCCP demonstraram pelo seu futebol.



Escrito por Mauro Elias às 17h24
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Leão está irritado com assédio do Palmeiras sobre Wesley; FPF confirma primeira final em Campinas; casa pesa mais para Ponte; perícia aguça suspeita dos porcos; mais..

Depois dos maloqueiros tentarem até o último minuto tirar o artilheiro Kleber Pereira do Santos, agora é a vez dos porcos que tentam levar Wesley para o Parque Antártica. Ao receber a informação de que o gerente de futebol do chiqueiro, Toninho Cecílio, está negociando com o empresário do meia-atacante, Roberto de Almeida, Leão demonstrou irritação.



O pior é que dificilmente os dirigentes santistas conseguirão segurar o jogador, que, por ganhar pouco, tem multa contratual de apenas R$ 1,5 milhão. O contrato de Wesley termina no dia 22 do mês que vem e os dirigentes já o procuraram para discutir a renovação.

"A ética no futebol morreu e algumas pessoas perderam a vergonha. Primeiro foi o encontro do ex-jogador [o nazista lazarento] com Kleber Pereira na pizzaria, em Santos, depois dele ter acertado o novo contrato com o Santos. E agora foi o outro", desabafou o treinador santista, referindo-se a Toninho Cecílio, e lembrando que o nazi-filho-da-puta-racista despediu-se do Santos há poucos meses, fazendo juras de amor ao clube.

Wesley subiu para os profissionais do Santos no ano passado, a pedido de Vanderlei Luxemburgo, mas teve poucas chances, embora o treinador elogiasse o seu futebol. Com a volta de Leão ao clube, em pouco tempo o garoto se transformou num dos mais importantes titulares do time, principalmente porque aceitou correr e marcar em dobro para que Molina atue com maior liberdade.

Na tarde desta terça-feira, Wesley disse que gostaria de permanecer no Santos, onde conta com a confiança de Leão, mas não descartou a possível mudança de clube. "Meu futuro a Deus pertence. Não fui procurado por ninguém de outro clube e esse tipo de assunto deixo para o meu procurador cuidar. Não tenho porque pensar em voltar a jogar com Vanderlei Luxemburgo. Estou no Santos e quero pensar nas coisas daqui", afirmou o jogador.

Esse foi um dos principais assuntos da reunião que Leão teve com o presidente santista, Marcelo Teixeira, ontem à noite. Ele aproveitou para cobrar mais agilidade na contratação de pelo menos dois reforços: um meia e um atacante.

"Lima [centroavante do Juventus] e Edno [meia do Noroeste no Campeonato Paulista] foram pedidos há mais de um mês, mas até agora não aconteceu nada. Espero três, mas podem ser dois ou apenas um. Se não vier ninguém, faço as trocas com jogadores do próprio grupo", disse Leão, que tem até a antevéspera da estréia nas oitavas-de-final da Copa Libertadores da América para substituir três jogadores na lista dos 25 inscritos. A princípio, Adoniran e Marcelo substituirão Sebastián Pinto e Adailton.

FPF confirma primeira final em Campinas

Após quatro participações em decisões fora de Campinas a Ponte Preta vai jogar a final do Campeonato Paulista pela primeira vez no Estádio Moisés Lucarelli, na primeira partida, no domingo, às 16h, contra o Palmeiras. O jogo de volta será no dia 4 de maio, no Parque Antarctica, também às 16h. A decisão foi tomada nesta terça-feira pela manhã, em reunião com representantes dos dois clubes e o comando da Federação Paulista de Futebol (FPF), na Barra Funda, em São Paulo.

Com a decisão, o time terá apoio da torcida (que terá direito a uma cota aproximada de 15.600 ingressos) e um retrospecto favorável contra o Verdão em jogos disputado no Majestoso. Nas últimas dez partidas entre as equipes em Campinas, a Ponte ganhou cinco vezes, empatou outras quatro e perdeu somente uma, por 6 a 2 no Brasileirão de 2005. Resultado devolvido pelo time paulistano, pois cinco anos antes, na Copa João Havelange, a Macaca aplicou 5 a 1. Há dois anos e cinco meses que a Ponte não perde para o Palmeiras no Moisés Lucarelli.

O presidente da Ponte Preta, Sérgio Carnielli, elogiou a postura da entidade que comanda o futebol no Estado. "Foi deixado para que os clubes decidissem e tudo foi acertado de maneira satisfatória para ambos. Jogando em casa, a Ponte Preta vai ter ainda mais condições de brigar pelo título. Foi uma vitória, em dez anos tivemos altos e baixos, mas parece que, agora, as coisas estão encaminhando" , comemorou. 

Casa pesa mais para lado da Ponte

No Moisés Lucarelli, campineiros, com ataque forte, só caíram uma vez

Diferença de gols marcados e aproveitamento dentro e fora de sua arena é menor para o time alviverde, que fez jogos parelhos no Parque

Palmeiras e Ponte Preta vão decidir o Paulista em seus estádios. Pelo que aconteceu até agora no torneio, melhor assim para o time de Campinas.

A Ponte é muito melhor no Moisés Lucarelli do que fora dele. No caso do Palmeiras, a performance da equipe varia menos no Parque Antarctica em relação a outras arenas.

Foram 11 jogos em seu estádio, onde a Ponte só perdeu uma vez. Até mais do que a diferença no aproveitamento (79% em casa e 50% fora), o que impressiona é o apetite ofensivo dos campineiros quando atuam na condição de mandantes.

No Moisés Lucarelli, a equipe teve média de 2,27 gols por jogo, mais do que o dobro das vezes em que foi visitante. Em seis partidas, a Ponte marcou pelo menos três vezes em casa.
O Palmeiras ainda não perdeu neste Paulista no Parque Antarctica, cujo novo gramado é motivo de fortes críticas. Mas jogou lá só cinco vezes. E não teve vida fácil em nenhuma delas.

Foram duas vitórias por um gol de diferença e duas por dois, além de um empate contra o fraco Rio Preto.

O aproveitamento de 87% impressiona, mas não fica tão longe dos jogos que o time do técnico Vanderlei Luxemburgo atuou como visitante, quando conquistou 67% dos pontos que disputou. Antes de a reforma do Parque Antarctica terminar, o Palmeiras atuou, de forma irregular, como mandante em estádios alugados.

A média de gols dos palmeirenses em sua arena é só um pouco maior do que longe dele -1,80 contra 1,69.

No ano passado, o Parque Antarctica não foi essencial para o desempenho do Palmeiras no Campeonato Brasileiro.

Na arena, o clube conquistou 55% dos pontos que disputou, contra 47% registrados em outros campos.

Também na última temporada, o Moisés Lucarelli foi essencial para a Ponte Preta se manter na Série B. No campo, o clube perdeu apenas 3 dos 19 jogos que fez lá. No mesmo número de confrontos como visitante, acumulou nove derrotas.

Perícia aguça suspeita dos porcos

Peritos da Polícia Científica que vistoriaram o Parque Antarctica anteontem e ontem concluíram que, provavelmente, o gás que empesteou o vestiário são-paulino não foi lançado pelo lado de fora.

Pela análise, para ter sido jogado por um dos dutos de ventilação, o spray teria de ter longo alcance, o que, de acordo com os peritos, é pouco provável.

As conclusões alimentaram a desconfiança dos palmeirenses de que bambis, o clube mais imundo e nojento do mundo, podem ter armado essa situação.

"Essa hipótese é a mais absurda. Pode ter vindo do encanamento", afirmou o vice de futebol do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Ontem, o procurador do TJD Antônio Carlos Meccia vistoriou o estádio palmeirense. Hoje, ele escutará cinco testemunhas, nenhuma testemunha bambi, e até sexta-feira pode oferecer denúncia. "Vou levantar algumas provas."

Se isso ocorrer, o Palmeiras vai a julgamento na segunda e pode perder o mando de campo ou ter o estádio interditado.

O clube, porém, aguarda o laudo da polícia para apresentar como prova e tentar adiar o julgamento. O laudo, segundo a delegada-assistente do 23º DP, Renata Corrêa, deverá ficar pronto somente em 30 dias. "Tudo está sendo levado em consideração", afirmou a delegada.

"O auditor que julgará o caso é quem vai decidir se o laudo é fundamental para adiar o julgamento", disse Meccia.  

As chances da Ponte aumentariam bem com um jogo em Campinas, onde dificilmente perde, e outro fora do Palestra.

Ah e a porcada ainda tem um joguinho complicado na 5a. feira pela Copa do Brasil.

 

Mais 

Pela primeira vez, cartolas de alta patente no Morumbi têm dúvidas se Juvenal Juvêncio resistirá a pressões para demitir Muricy Ramalho. Isso se os bambis não forem à segunda fase da Libertadores. Avaliam que a insatisfação do presidente com os resultados está perto do limite, apesar de não considerar o treinador o principal culpado. Quem conhece bem o técnico diz que sua paciência com os corneteiros também está no fim. Um apaziguador disse ao técnico que Leco, o vice de futebol, não está entre os incendiários.

Gás de pimenta Opositores são-paulinos e até dirigentes do Palmeiras dizem que Juvenal fraquejou ao deixar o Parque Antarctica após o episódio do gás. Abandonou o fronte no momento em que o soldados mais precisavam do general. 

Para o Palmeiras, como não houve falhas na segurança dos torcedores, não há motivo para seu estádio ser vetado em jogos com a bicharada. Não admite mais ser mandante no Morumbi.

Na tabela do Brasileiro, Palmeiras (mandante) x bambis aparece com local a definir, diferentemente dos outros jogos. O clube não sabe o motivo. Virgílio Elísio, o responsável na CBF , explicou que não estava na entidade e não poderia esclarecer. 

Contratos de gaveta

Rinaldo Martorelli, do sindicado dos atletas de São Paulo, diz ter denúncias de três jovens do Santos de que o clube coloca contratos de gaveta para assinarem sem ler no meio de um bolo de papéis. O clube sempre disse que eles sabem o que assinam.

O Sindicato de Atletas Profissionais denunciou o Santos à Delegacia do Trabalho por realizar contratos de gaveta com jogadores. A diretoria da equipe da Vila Belmiro tem firmado com atletas seguidos acordos sem registro na CBF e com validade posterior a sua assinatura. Foi assim com os atacantes Kléber Pereira e Alemão e com o lateral-direito Denis. O Santos não falou sobre o caso. Ontem, o treinador Emerson Leão criticou a diretoria do Palmeiras por supostamente assediar Wesley.

 






Escrito por Mauro Elias às 20h37
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Palmeiras é adversário esportivo; bambis e gambás são inimigos mortais, dentro e fora do campo; presidente incompetente não consegue viabilizar reforços

Ninguém no Palmeiras assume ter soltado gás no vestiário das barbies. Mas as dificuldades enfrentadas pelos rivais foram festejadas por cartolas do clube. Argumentam que foi o sinal de uma nova era, após a saída de Mustafá Contursi. Agora, quando for provocado, o clube vai reagir. E se sentiu provocado com a falha de Paulo César Oliveira no primeiro jogo. No Bar Inglês, ponto de encontro de dirigentes e conselheiros no Parque Antarctica, o tom da conversa ontem era que houve vingança por décadas de provocação.

Os bambis também reclamam de que tiveram problemas na tribuna reservada a eles no Parque Antarctica. Milton Cruz e Tata, auxiliares de Muricy Ramalho, deixaram o local ainda no primeiro tempo. Disseram que uma coluna prejudicava a visão. 

A bicharada queixam-se ainda de uma série de quedas de energia em seu vestiário, todas antes de a partida decisiva começar. 

Gambás-malacos são adversários esportivos do Palmeiras. Já os bambis são inimigos mortais dentro e fora do campo. Ao menos dois cartolas alviverdes defendem a tese.

Para este blog, o Palmeiras é um adversário esportivo; gambás-maloqueiros (do Osmar de Oliveira, Chico Lang, Neto, Benjamin Back,  Juarez Soares, e outras indecências) e bambis prepotentes (que dizem a toda hora que serão tetra-mundial, o clube barbie do MAC, narigudo, e milhares de imbecis que eu conheço) são inimigos mortais. Por isso tudo de mal que possa acontecer com essas duas quadrilhas  é pouco perto do mal que já fizeram aos outros clubes do futebol brasileiro. O Palmeiras deu o que essas bibas merecem. Acho até que foi pouco.

As ausências do presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, e do chefe dos juízes, Marcos Marinho, no jogo de anteontem viraram piada entre cartolas são-paulinos. Afirmam que a dupla sabia que haveria gás tóxico. E evitou o risco de contaminação.

Os jogadores bambis não são os únicos que consomem energéticos antes das partidas. Pelo menos uma das duas latas vazias que estavam no vestiário anteontem foi esvaziada pelo presidente Juvenal Juvêncio, que tem esse hábito.

A bicharada da cúpula bambi evita falar publicamente, mas não perdoa Marco Polo Del Nero por marcar o segundo jogo no Parque Antarctica. Não rompe relações porque precisa dele no projeto do Morumbi na Copa-2014.

Para completar a semana, só falta o Atlético de Medellin despachar as barbies coloridas da Libertadores amanhã.

Só "tapetão" pode tirar final do Palestra

Os clubes querem jogar em casa. A Federação Paulista de Futebol concorda desde que os laudos estejam em dia. Mas deverá ser o TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) estadual o fiel da balança na decisão sobre os mandos de campo para as finais do Paulista-2008.

Após os incidentes ocorridos na semifinal entre Palmeiras e São Paulo, anteontem, quando um gás tóxico foi lançado no vestiário do visitante, os palmeirenses podem perder o Parque Antarctica para o segundo jogo da decisão, no dia 4 de maio, contra a Ponte Preta.

"Vai depender do que for apurado no inquérito. Se apurar que o Palmeiras foi responsável pelo que ocorreu, será apenado com o mando de jogo ou a interdição do estádio", afirmou Antônio Carlos Meccia, procurador do TJD.

Indagado se haveria tempo hábil para terminar o processo até a próxima segunda-feira, data utilizada para os julgamentos no tribunal, Meccia preferiu não arriscar.
"Minha idéia é começar amanhã [hoje] o processo. Geralmente "mato" meus processos em uma semana. Existe um prazo para a defesa [72 horas].
Vou fazer de tudo para dar tempo", disse o procurador. Meccia explicou que só o fato de haver o relato do incidente na súmula do árbitro Wilson Luiz Seneme já permite ao tribunal iniciar o processo sem que haja uma parte reclamante.

Na súmula também foi registrada a queda de energia ocorrida aos 40min da etapa final e que deixou o clássico paralisado por 16 minutos. Preocupado, o Palmeiras solicitou ontem à tarde que a polícia fizesse nova perícia no Parque Antarctica.

No dia do clássico, já havia sido feita uma vistoria depois de o São Paulo ter registrado boletim de ocorrência no Jecrim, juizado utilizado no estádio. Em seguida, foi instaurado inquérito no 23º DP.

"Como foram levantadas diversas possibilidades, achamos melhor checar todas essas acusações", declarou o diretor de futebol Genaro Marino.
"O time mandante tem que zelar pela segurança no estádio".

De acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva, ele tem que comprovar que não teve culpa, mas pode escapar de punição desde que comprove que tomou todas as medidas de segurança", disse o desembargador Miguel Marques e Silva, coordenador do Jecrim.

Os finalistas e o Ministério Público irão se reunir hoje, às 11h30, na sede da FPF.

O presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, não se opõe à idéia de os times jogarem em seus estádios. "É evidente que cada clube quer jogar no seu estádio. Se existe um laudo com todas as especificações técnicas e de segurança liberando o estádio, o clube tem todo o direito de jogar lá."

Antes das semifinais, os dois clubes da capital travaram uma batalha nos bastidores para decidirem onde iriam jogar. Com o laudo da PM em mãos, o Palmeiras convenceu a FPF, que, anteriormente, queria os dois confrontos no Morumbi.

Para o promotor Paulo Castilho, o esquema de segurança montado no clássico de anteontem possibilita a realização de jogos "em qualquer lugar". Mas ponderou. "Esse trabalho ocorrerá em todos os jogos no Parque Antarctica? E o custo de uma operação dessas para o contribuinte? E olha que o estádio de Campinas tem uma estrutura ainda pior que a do Parque Antarctica", disse Castilho.

Bicharada fica à espreita

As bibas do J. Leonor já tem traçado um arsenal jurídico (tanto esportivo quanto comum) para reagir aos transtornos sofridos dentro do vestiário do Parque Antarctica -em que sofreu um ataque com gás-, mas vai esperar definição do Tribunal de Justiça Desportiva paulista.

Para tratar do assunto, a diretoria teve duas reuniões ao longo do dia, capitaneadas pelo presidente JJ, que disputa hoje um novo mandato em eleição do Conselho Deliberativo. Seu oponente é o ex-judoca e vereador Aurélio Miguel.

Fontes ligadas à diretoria disseram que o clube não dará um passo antes que o TJD tome alguma atitude.

Como o árbitro Wilson Luiz Seneme registrou os eventos do vestiário na súmula, a cúpula bambi entende que não será preciso pressão para que a Justiça Desportiva aponte sanção ao Parque Antarctica. O advogado do time, Roberto Armelin, é o encarregado de traçar a estratégia nessa esfera.

A parte da Justiça comum também se encaminhou ontem mesmo, quando o técnico Muricy Ramalho foi fazer exames toxicológicos e de corpo de delito no Instituto Médico Legal. O técnico foi um dos que mais sofreram com o gás, chegando a vomitar no banco de reservas.

Ainda ontem, o fisiologista do clube, Turíbio Leite de Barros, e o meia Jorge Wagner declararam que o incidente prejudicou, e muito, o time no intervalo do clássico.

"Não conseguimos fazer a reidratação necessária programada", afirmou Turíbio. "Temos produtos que ficam no vestiário que são repassados aos atletas. Além disso, o Muricy Ramalho não pôde dar sua preleção."

Para Jorge Wagner, que tenta se focar para o jogo de amanhã contra o Nacional de Medellín, a agressão foi única. "Nunca passei por isso em dez anos como profissional. Espero nunca mais ter que passar por isso."

O time precisa vencer os colombianos para avançar às oitavas da Libertadores. Caso empate, dependerá do tropeço do chileno Audax Italiano, que encara no Paraguai o limitado Sportivo Luqueño. "A eliminação seria uma verdadeira tragédia, até pela importância que a Taça Libertadores tem para todos aqui no São Paulo", ressaltou Jorge Wagner. "Depois do jogo contra o Audax, fizemos uma grande partida contra o Palmeiras. Podemos repetir isso." O duelo com o Nacional será no Morumbi, às 21h50.

Enquanto as barbies esperam, já há sugestões internas de retaliação que envolvem até um aluguel mais alto caso o Palmeiras queira mandar o jogo no Morumbi. Algo em torno de 40% da renda, o suficiente para evitar que o estádio vire palco para os rivais -real intenção do pedido.

Mas, segundo o assessor especial da presidência, João Paulo de Jesus Lopes, a diretoria não se opõe à cessão do Morumbi. "Não há nenhum problema em alugar o estádio ao Palmeiras, caso eles nos paguem bem."

Detalhe: ninguém, nem os sem-estádio malacos da marginal sem número, depende desse elefante-branco para viverem.

SANTOS: ADRIANO VOLTA A TREINAR COM BOLA

Adriano está liberado após se recuperar de lesão no joelho direito e deve fazer hoje seus primeiros treinos com bola. Sem um lateral-direito no elenco, Adriano é a alternativa para a posição.

Diretoria não consegue trazer reforços

Leão vai ter que se virar com o que tem: incompetencia do presidente pode por tudo a perder

Sai Denis e entra Adoniran. A troca de laterais na direita é, por enquanto, a única mudança que o Santos vai apresentar nas oitavas-de-final da Libertadores. Se os pedidos do técnico Leão fossem atendidos, o time entraria no mata-mata com mais dois novos titulares. Um centroavante de presença de área, formando a dupla de atacantes com Kleber Pereira, e um meia de criação.

"Quando se contrata no meio de uma competição, o jogador escolhido precisa ter qualidade e estar pronto para entrar no time e não sair mais", define Leão, que não revela, mas diz ter na cabeça os nomes que poderiam mudar o perfil da equipe santista nas próximas etapas da Libertadores.

Porém, o presidente mais incompetente da história do clube tem a desculpa pronta para dizer não: não há bons jogadores disponíveis no mercado interno. Sem contar que o clube está endividado e fez um grande esforço para atender às exigências Kleber Pereira para não perder o artilheiro para o arqui-rival Corinthians.

A única saída que resta a Leão para passar a ter um time competitivo e com regularidade de produção é intensificar os treinos técnicos e táticos para corrigir erros individuais e coletivos nos oito dias que separam o retorno dos jogadores hoje à tarde da estréia nas oitavas da Libertadores, dia 30, na Vila Belmiro.

A dramática vitória, de virada, por 2 a 1 contra o Cúcuta Deportivo, da Colômbia, na Vila Belmiro, pode até ter encoberto a fraca campanha do time na segunda fase para o torcedor. Mas não para o técnico. Antes do jogo da semana passada, Leão lembrou que sua equipe foi prejudicada por juízes e por problemas de altitude, porém ressaltou que se o Santos tivesse derrotado o San José em Oruro, o jogo da última rodada seria um simples amistoso.

Pior do que as derrotas em Oruro e Guadalajara foi a constatação de que quando atacada com insistência, o que invariavelmente acontece nos jogos fora de casa, a defesa santista se perde por completo. A exceção tem sido Betão, que evitou gol certo e a derrota contra o Cúcuta, na Colômbia. Como Evaldo, BÃO, ainda não mostrou futebol para justificar a sua permanência no time, Leão procura queimar etapas para escalar Fabão, contratado para ser o novo xerife da defesa santista.

"Confesso que tive medo de escalar Fabão contra o Cúcuta. Era um jogo decisivo, que não permitia erros e não podíamos correr riscos, mas felizmente ele jogou bem, mas precisa continuar evoluindo para ser outra vez o Fabão que eu conheci no São Paulo", analisou o treinador.

Assim, o que era dúvida transformou-se em certeza. Resta saber como o técnico vai armar a zaga: Fabão e Domingos ou Fabão e Betão? Nos jogos na Vila Belmiro, Leão deve optar pela formação com dois zagueiros e fora escalar o trio.

Com a entrada de Adoniran na lateral, o time perderá um apoiador pela direita, mas em compensação ganha em marcação e na cobertura da zaga, o que poderá transformar o lateral Kleber quase num atacante, jogando do meio para frente, mas sempre junto à linha lateral. "Se ele entra por dentro, ficamos sem a opção pelo lado", explica Leão. "E temos que explorar bem a maior qualidade de Kleber, que é o cruzamento preciso para o aproveitamento dos atacantes, meias e zagueiros na área adversária."

Do meio para frente há pouco a ser feito, em razão da falta de recursos. A cobrança constante de Leão tem sido para que Wesley não se limite a correr por Molina e também tente fazer. A tendência é que Rodrigo Tabata seja confirmado como titular para que Molina tenha maior liberdade e possa atuar mais perto da área adversária porque daqui para frente o time vai precisar ganhar por mais de um gol na Vila Belmiro para ter bom saldo no jogo fora.




 



Escrito por Mauro Elias às 05h18
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Narigudo culpa a bola pelo frangaço; Luxemburgo defende final em Campinas; entrada das meninas; bambis saem do Palestra sem banho; Sérgio Guedes acredita que a Ponte pode conquistar o titulo; Leão

Narigudo culpa a bola

O narigudo, ídolo bambi, teve mais uma vez que cumprir a dificil tarefa de explicar uma falha, ao permitir que a bola entrasse no meio da baliza, no primeiro gol palmeirense.

Frangaço: narigudo culpa a bola

Dessa vez ele achou um culpado inusitado: a bola. "Não vi o chute. A bola balançou demais, caí para o lado direito, ela veio para o lado esquerdo. Essa bola foi feita para fazer gol", disse o camisa 1 bambi no intervalo, com sua arrogância e prepotência típicas, embora reconhecendo a falha no lance.

Não teve uma tarde feliz ontem, no Parque Antarctica. Em reposições de bola com o pé, cometeu erros nada habituais em sua carreira e, no segundo tempo, em hesitou em sair num cruzamento da esquerda, numa bola relativamente fácil que passou por toda a área. Valdivia recebeu sozinho e fuzilou, mas para fora. Com o meia chileno, porém, o goleiro teve ainda uma discussão.

Após o gol, logo que a queda de luz ocorreu, Rogério chegou até Valdivia, que provocou os são-paulinos, e passou a mão em seu rosto. Recebeu o cartão amarelo que o impediria de atuar no primeiro jogo da final, caso tivesse se classificado.

"Não tenho o que falar de Valdivia. Ele não acrescenta em nada à minha vida", encerrou o capitão bambi.

Luxemburgo defende final em Campinas

O Palmeiras bateu o pé para jogar em casa a semifinal. E agora não vai torcer o nariz caso a Ponte Preta exerça seu direito de fazer o primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.

Pelo menos foi isso que o treinador Vanderlei Luxemburgo falou ontem nos vestiário palmeirense após a partida.

A declaração dele foi uma resposta aos dirigentes bambis, que ontem criticaram o Parque Antarctica.

"A Ponte Preta tem o direito de jogar na sua casa. Nós fizemos o nosso jogo no Parque Antarctica porque era um direito nosso. O Morumbi só é neutro dentro de campo. Mas não quando você entra no estádio deles", falou o treinador.

O técnico palmeirense voltou a lembrar da sua chegada à casa do São Paulo para justificar o seu argumento no jogo de domingo passado, quando sua equipe foi derrotada por 2 a 1.

"Logo na chegada, fui cumprimentado pelo Edison Zago, procurador do TJD [Tribunal de Justiça Desportiva] da federação e que me denunciou três vezes. Ora, se eu estou na sua casa, você só vai abrir a geladeira se eu der permissão", disse ele, referindo-se ao fato de o procurador ser também conselheiro são-paulino.

Para Luxemburgo, a choradeira das barbies não tem razão de ser. "Estão falando muita coisa, mas ganhamos a partida dentro de campo. Vencemos o jogo porque jogamos mais bola do que eles", falou.

Com uma grande atuação, o goleiro Marcos disse que está na hora de dar um basta nas polêmicas em semanas de clássico. "Aconteceu o que tinha de acontecer. Foi expulso quem tinha de ser e venceu quem mereceu", afirmou.

O goleiro, que volta a disputar uma final de campeonato depois de um longo período de recuperação de seguidas contusões, lembrou que agora vive um momento especial.

"No ano passado, eu dava entrevista como um ex-jogador. Agradeço aos amigos, aos meus familiares e às pessoas que acreditaram em mim. Virei titular num momento em que nem eu esperava [derrota de 3 a 0 para o Guaratinguetá]. Só tenho que agradecer por tudo isso", falou o agora camisa 12.

Agora como favorito, Marcos falou que o espírito da equipe tem de ser mantido para os dois jogos diante da Ponte Preta. "Temos de jogar bola e esquecer fator extracampo. Quando fizemos isso, sempre conseguimos cumprir o nosso objetivo", falou o goleiro.

Um dos principais jogadores do clássico de ontem e autor do gol que abriu o caminho da vitória sobre o São Paulo, Léo Lima disse que o time está consciente. E ilustrou a confusão de Rogério com Valdivia para mostrar que está mais sereno.

"Não sei quem foi para cima do Valdivia, e fui correndo para separar. Em outros tempos, não ia chegar para separar. Já ia para brigar também."

Desacreditado por suas passagens recentes pelo Grêmio e pelo Flamengo, Léo Lima falou que agora está no melhor momento da carreira.

"Jogamos futebol, e acho que merecemos a vitória sem questionamentos. Todo mundo se dedicou e conseguiu fazer o seu papel em campo", falou o atleta, que tem um contrato de produtividade no Palmeiras.

Vice-artilheiro do Paulista, com 12 gols, Alex Mineiro disse que o time voltou para casa com o objetivo concretizado. "Sabíamos que tínhamos uma grande equipe capaz de reverter o resultado", resumiu o atacante, que terá ainda dois jogos para tentar se igualar a Kléber Pereira (13 gols) na artilharia.

"São dois jogos e estou a um gol dele apenas. Se marcar, vai ser bom, mas é claro que o objetivo principal é conquistar o título", afirmou. 

Gás, grama, pêra e apagão colocam Parque em xeque

Altamente debatido como palco do jogo, o Parque Antarctica serviu como fator casa para o Palmeiras. Mas presenciou incidentes que foram da condenável presença de um gás que provoca irritação nos olhos e narinas no vestiário tricolor até uma fruta atirada em Muricy Ramalho. Some-se ainda uma queda de luz por 17 minutos.

Mas o que já virou caso de polícia ontem mesmo foi o gás no vestiário. A diretoria bambi, que costuma assistir aos jogos no vestiário por uma TV, saiu do estádio e foi acompanhar o restante da partida no CT tricolor, na Barra Funda.

Os bambis fizeram um boletim de ocorrência no Jecrim, juizado que funcionava no estádio. E o vestiário passou por uma perícia da polícia técnica.

"Quando o Muricy ia começar a palestra, sentimos o cheiro de gás, vindo da janela. Ficou impossível respirar, era altamente irritante para as narinas e olhos", disse o médico do time, José Sanchez.

"Foi um ato criminoso, estamos inconformados com tudo o que aconteceu", declarou Carlos Augusto de Barros e Silva, vice dos bambis, ao Uol.

O mais provável, segundo o tenente-coronel Botelho, é que o gás -um genérico do gás pimenta, segundo o militar- tenha sido jogado pelo duto de ventilação. "É alguém que conhece o vestiário. Com certeza, foi premeditado", dando a entender que havia interesse palmeirense no incidente -ocorrido justamente no intervalo.

"Pode ter sido alguém que trouxe no bolso, pode ter sido escondido em algum vão do estádio. Em tese, pode tudo."

Ele vistoriou o vestiário no início da segunda etapa. Checou as entradas de ar. Após examinar as duas primeiras, concluiu que não havia vestígios de gás. Disse então que poderia ter sido solto do lado de dentro.

Aí houve bate-boca com o gerente dos bambis, José Carlos dos Santos. "Não vou permitir que falem um absurdo desses."

O tentente-coronel seguiu com a vistoria. Antes de dar sua palavra final, disse que provavelmente o gás veio da última entrada checada. "É impossível alguém ter jogado gás lá", disse o dirigente palmeirense Toninho Cecílio, antes da vistoria.

"É difícil a gente falar, porque, se perdermos, dirão que é desculpa. Agora, as pessoas tem que tomar cuidado. Gás pimenta é muito forte. Eu nunca tinha sentido esse negócio, e a ânsia de vômito é grande", disse o técnico Muricy Ramalho.

Ele ainda foi acertado por uma pêra, ao voltar para o gramado. "Tomei uma "perada", veio de trás, eu senti uma pancada forte na perna."

Aos 40min do segundo tempo, a luz se apagou no Parque Antarctica. Na penumbra, Rogério tomou cartão amarelo, após pôr a mão no rosto de Valdivia. E o jogo parou.

A preocupação com o gramado se justificou. A chuva deixou o campo com grandes falhas.

Do lado de fora, os torcedores são-paulinos, no portão de entrada dos visitantes, se deparavam com um provocação de rivais pichada em um muro: "entrada das meninas". Ainda haviam postes pintados de rosa.

Se o Palestra for vetado pelos incidentes, seria ótimo para a Ponte mandar seu jogo em Campinas e jogar a decisão no Morumbi. Aí a Ponte teria chances reais de título.
 

Revoltados, bambis saem sem banho

Em cada rosto de jogador são-paulino, mais que abatimento pela derrota, a vergonha de sair de um estádio sem sequer tomar banho. Alguns, como Miranda, saíram descalços do vestiário.

Como o cheiro parecido ao do gás pimenta permaneceu no vestiário tricolor, os atletas não deram a habitual entrevista coletiva na saída do jogo. Nem no mais precário estádio do Paulista, segundo os atletas, havia passado por situação semelhante.

Para falar com os jogadores, era preciso acompanhar a apressada fila indiana que os levaria ao ônibus, que seguiu ao CT da Barra Funda.

Alguns, como Miranda, recusaram-se a falar. Outros desabafaram. "Só vi isso quando jogava nos juniores", disse Dagoberto. "É um absurdo isso acontecer aqui."

Alex Silva foi mais incisivo. "É vergonhoso. Isso me faz lembra de quando eu jogava na várzea. E ainda querem fazer Copa do Mundo aqui."

"O São Paulo fez bom jogo, buscou o gol, mas o Palmeiras foi melhor e mereceu vencer", disse Muricy Ramalho. Durante o apagão, o técnico disse que o gás não teve nada a ver com o resultado.

Alex Silva discorda. "Imagina um técnico que sai do primeiro tempo perdendo, quer acertar o time e precisa passar instruções. Chega ao vestiário, não dá para ficar. Aí tem que voltar ao gramado e lá tem uma torcida gritando o tempo todo."

Do lado palmeirense, porém, levantou-se a hipótese de simulação. Vanderlei Luxemburgo foi um dos que insinuaram isso após a partida.

"Não afirmei que foi o São Paulo [que soltou o gás]. Existe uma possibilidade. Jogaram uma pilha aqui no ano passado que não houve, e depois uma câmera mostrou que foi uma simulação [do goleiro Bosco, do São Paulo, que acabou suspenso pelo STJD]", afirmou o técnico.

Alex Silva riu da declaração. "O Vanderlei é esperto. Ganha jogo até fora de campo. Lá no Morumbi não ocorre isso. Tem café, tem chuveiro, tem tudo para eles."

Mas o vice do Palmeiras, Gilberto Cipullo, sustentou argumento semelhante -lembrando a simulação de pilha lançada em Bosco no Brasileiro-2007, desmentida pela TV. "Houve um trabalho perfeito da PM e da nossa segurança. O material foi jogado por qualquer pessoa. Tem que ser apurado. O batalhão estava a 4 m do local. Como disse, se houve o arremesso de fora para dentro, pode ter sido lançado por palmeirenses ou são-paulinos."

O vice de futebol do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, irritou-se. "Será que a diretoria do Palmeiras não vai perceber que o Parque Antarctica não pode receber um jogo desses? Na hora em que se faz 2 a 0, a luz acaba, enquanto toda a redondeza está iluminada."

Cipullo discorda. "Aqui é seguro. Falta de luz ocorre em todo lugar."

Torço para que o Palestra seja interditado e o primeiro jogo em Campinas.

Sérgio Guedes acredita que Ponte pode conquistar o titulo paulista

Após a classificação para a final do Estadual, o técnico Sérgio Guedes, da Ponte Preta, declarou que sua equipe pode "ir além da decisão".

"Não estou satisfeito apenas com a vaga. Sei que nosso elenco pode mais. Esse algo a mais precisa sair do fundo da alma de cada atleta. Hoje, nós não somos favoritos. Mas as condições da partida podem ajudar a mudar esse cenário", disse.

O treinador declarou que, durante a semana, ele e seus atletas vão escutar que não são favoritos, que sua equipe será a vice-campeã. "Sei que tudo isso vai ocorrer. Todos vão falar que já perdemos, mas ninguém ganha com palavras. Será preciso jogar e, para nos vencer, vai ter que suar", disse ele.

Herói da partida contra o Guaratinguetá, com sete defesas difíceis, incluindo um pênalti, o goleiro Aranha, afirmou que a Ponte atingiu sua meta no torneio. "Não posso me considerar o herói. Aqui todos trabalham sério para isso. O resultado é fruto dos treinos e de nosso conjunto. Conseguimos nossa meta no campeonato. Agora queremos mais", falou.

"Estou muito feliz. Tudo isso [as defesas na partida] é resultado de muito trabalho. Não existe mágica. Temos uma equipe vitoriosa. Esse momento é especial para todo o nosso grupo", acrescentou o goleiro.

A diretoria da Ponte irá trabalhar para realizar a primeira partida das finais para seu estádio, o Moisés Lucarelli. Como a Ponte se classificou na quarta posição, terá de decidir fora.
Para o primeiro jogo, o time não terá o meia Elias, machucado, além do meia Renato e do lateral Eduardo, suspensos.

Leão acredita que desconfiança acabou

Para o técnico Leão, o clima negativo no Santos chegou ao fim após a classificação na Libertadores.

"A melhoria até agora foi muito grande e dá para perceber", falou o treinador, citando melhora no relacionamento entre os atletas. "Por isso digo que a parte da desconfiança, até externa, deixou de existir. Estamos caminhando bem. Se o ambiente estivesse ruim, o Kléber [Pereira] não teria ânimo para renovar", disse, citando o artilheiro do time.

Leão não é nem sombra daquele que dirigiu o São Paulo, Corinthians, entre outros diversos clubes, quando acumulou polêmicas e desafetos. Seu começo no Santos deu sinais de que não seria muito diferente de antes.

Quatro meses após sua terceira passagem na Vila, o treinador superou atritos, reconhece que deixou de ser "chato" e celebra o fato de, enfim, ter o time nas mãos.

Tranqüilo também com a imprensa, Leão afirma não guardar mais rancor de alguns desafetos (um deles é o ex-jogador Neto, atualmente comentarista esportivo).

"Eu sinto que eu mudei, de verdade. Não sei se é porque pela primeira vez eu passei a contar com um assessor [de imprensa] ou se foi o tempo. Coisas que antes eu acabava explodindo, agora não mexem tanto", conta.

Informado de que o Cúcuta e o São Paulo aparecem com grandes chances de encarar o Santos nas oitavas da Libertadores, o treinador evita fazer projeções no torneio, destacando apenas que os times brasileiros são os que mais preocupam.

UOL entrevista:

UOL Esporte - O Santos começou derrapando em 2008, cuja queda poderia ser reflexo de um complô para lhe derrubar. Houve problemas com os jogadores?

Leão - Não sei por qual motivo, mas muitos atletas que jamais haviam trabalhado comigo me enxergavam com desconfiança. Não vou citar nomes, mas mais de uma vez já veio jogador chegar para mim e dizer: 'Você não é aquela pessoa que falavam'. Quando eles passam a conhecer meu trabalho, a desconfiança acaba".

UOL Esporte - E o ambiente atual no Santos?

Leão - A melhoria até agora foi muito grande e dá para perceber. A outra melhoria que nem todos percebem é a melhoria de relacionamento. Por isso digo que a parte da desconfiança, mesmo que externa, deixou de existir. Se o ambiente tivesse ruim, o Kléber Pereira não estaria tentando renovar".

UOL Esporte - A diretoria por mais uma vez o procurou para registrar contrato até o final do ano. Já assinaram vínculo?

Leão - O Mário Mello [advogado do clube] cansou de me cobrar para eu ir à Vila assinar documentos. Acontece que não estou tendo tempo. Mas já abri a conta. Meu capital de giro estava acabando, mas a diretoria fez o primeiro depósito recentemente.

UOL Esporte - Imaginou-se que a convivência entre Leão e Fábio Costa seria curta. Por outro lado, atletas como Denis e Alemão, que vislumbravam oportunidades no ano, estão afastados do time principal. O que houve de fato?

Leão - Repito que eu nunca tive problema direto com o Fábio. Mas em uma semana ele discutiu com três ou quatro pessoas. Vejo que o 'cartão vermelho' que eu dei para ele foi benéfico. Na hora que você aprende a entender o Fábio, passa a existir uma relação harmoniosa. Quanto ao Alemão e o Denis não houve qualquer atrito. Existe sim uma determinação administrativa.

Mais...

Os bambis mais exaltados querem, no mínimo, constranger o governo do Estado. Como o gás em seu vestiário no Parque Antarctica virou caso de polícia, pedem uma investigação que esclareça quem liberou o estádio. Estão certos de que a ordem para a PM dar o aval partiu do governador José Serra, palmeirense. Ontem, já houve aquecimento. Enquanto a PM vistoriava o vestiário e, inicialmente, suspeitava de teatro, gente do São Paulo tentava telefonar para o promotor Paulo Castilho, que vetara a arena verde.


Enquanto saía do Parque Antarctica, o presidente do bambi, Juvenal Juvêncio, teve de aturar um torcedor palmeirense que furou o bloqueio de seguranças e lhe disse: "Tinha gás pimenta mesmo. Aqui é o Palestra".

A FPF pensou em colocar Juvenal e seu estafe no gramado, depois da confusão por causa do gás. Desistiu porque chovia.

Jornalistas da Folha entraram no vestiário são-paulino cerca de 20 minutos após o episódio do gás. O cheiro era forte, fazia o nariz arder e causava tosse. "Isso é gás comprado na rua 25 de Março. Se fosse de verdade, você não estaria aqui", disse o tentente-coronel Carlos Botelho.

Energéticos  Em cima dos armários dos atletas bambis, podia-se ver duas latas vazias de energético. Nos bastidores, o consumo da bebida pelos bambis é criticado do lado alviverde.

O presidente do Palmeiras, Affonso della Monica, desceu para o vestiário bem na hora que acabou a energia elétrica do Parque Antarctica. Na escuridão, torcedores festejavam: "Acabou o jogo". O presidente berrou: "Acabou nada. Se não voltar a luz, tem que jogar de novo".

INTERDIÇÃO

Se a Justiça Desportiva interditar o Parque Antarctica, a diretoria do Palmeiras não vai achar ruim. Isso porque os dois jogos com a Ponte poderiam ser no Morumbi, com rendas maiores. E não correria o risco de se indispor com sua torcida.

Assim a Ponte sairia prejudicada.

O correto é realizar o 1o. jogo em Campinas. Aqui não teria moleza e dificilmente a Ponte perderia. E poderia levar a decisão para o Morumbi.

 



 



Escrito por Mauro Elias às 06h30
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Bibas eliminadas do Paulista; Ponte na final; Mundial AM 860; Engenhão pode ter payback acima de 150 anos; raça, inteligência e disciplina, a fórmula para o resto da Libertadores

Bibas eliminadas do Paulista, e com frangaço do narigudo

Como previsto por este blog após o primeiro jogo, se o Palmeiras jogasse um pouquinho de bola eliminaria esse time prepotente e asqueroso. E não deu outra. O jogo desse time indecente é alçar bolas na área. Foram umas 30 bolas alçadas na área do Palmeiras, todas rebatidas, ora pelo goleiro Marcos, ora pelo Martinez, e na maioria das vezes pela dupla de zaga Henrique e Gustavo.

Sobre o Henrique: Luxemburgo indicou esse zagueiraço para o presidente incompetente do santos, que, é óbvio, como não era de graça, não quis. Tem o estilo, e até a aparência física, do Oscar, um dos melhores zagueiros centrais que eu vi jogar. Oscar surgiu nas categorias de base da Ponte, e foi zagueiro titular da seleção brasileira no final da década de 70 e começo dos anos 80.

Luxemburgo vai disputar mais um título Paulista. Nesse ritmo ele vai ultrapassar Lula.

Foi ótimo ver essas barbies eliminadas com um frangaço do narigudo. Aliás, o narigudo sempre entrega em decisões. Ano passado ele andou entregando na goleada de 4 do São Caetano. Antes, na final da Libertadores de 2006, contra o Inter, ele deu uma entregada memorável no Beira-Rio. Esse é o ídolo dos bambis e dos bambis enrustidos ou paga-paus.

Mas a Ponte não chegou até aqui para ser sparring do Palmeiras, não.

Espero que a FPF marque o primeiro jogo aqui para Campinas. A Ponte dificilmente perde no Moisés Lucarelli. Quem sabe a Macaca não belisca uma vitória aqui!?

Depois, no Palestra, com um time bem armado, a Ponte jogaria no contra-ataque e poderia surpreender.

O Palmeiras deve dar uma relaxada nessa semana.

E assim como a Ponte não terá Renato e Elias, o Palmeiras não terá Martinez, que é muito bom. Pierri, que deverá jogar como volante no lugar de Martinez, é bom marcador, mas não sabe sair jogando como Martinez.

Enfim, minha torcida, desde que o Peixe foi eliminado e as semifinais definidas (queria mesmo uma final Ponte e Guará), era para uma final entre Ponte e Palmeiras, e aí está. Serei Ponte até a morte.

Agora só falta mesmo o Atlético Nacional de Medellin ganhar e eliminar essas barbies escrotas da Libertadores na próxima quarta feira. O que não está dificil. O jogo delas é 100% chuveirinho na área para o Adriano cabecear. Quando o Adriano sair no meio do ano, o que será que elas vão fazer?

 

Ponte na final do Paulista

Diz-se que a final do Paulistão deveria ser a semifinal deste domingo, entre Palmeiras e São Paulo. Mas, duvido que essa decisão seria mais emocionante e bem jogada do que a que nos proporcionaram Guaratinguetá e Ponte neste sábado.

Foi um jogo de toques, envolvimento, bem marcado e melhor ainda desmarcado, com as duas equipes se atirando à luta com raça e técnica.

No início, a Ponte mais perigosa, embora se ressentisse da ausência de Elias, seu principal jogador. Mas, Renato, na armação, e Luís Ricardo zanzando ali pela área, bastavam para manter a Macaca com os dentes afiados.

De seu lado, o Guará, disparando estocadas velozes com Alessandro e Dinei, enquanto Michael desmontava a marcação adversária aos dribles e enfiadas surpreendentes, respondia à altura.

Mas, em três ou quatro minutos, a partir dos 24, o jogo atingiu a vertigem de quatro lances sensacionais: a cabeçada de Alessandro aparada por Aranha, o disparo de Marcelo Neco defendido por Marcelo e os dois gols em sequência.

No primeiro, Nenê, em rápida estocada, surge livre na cara de Aranha para abrir a contagem. No segundo, Luís Ricardo desvia de cabeça córner cobrado por Renato da esquerda.

Logo após, pênalti em Alessandro, que Michael cobra para defesa estupenda de Aranha. E aqui foi o divisor de águas. Pois, ao mesmo tempo em que Michael, o craque do Guará durante todo o campeonato e até aquele momento, abateu-se ás lágrimas, Aranha assomava como a principal figura da partida, sobretudo, no segundo tempo, quando, com um a menos no seu time, pegou tudo e algo mais.

Aranha: partida impecável em uma das melhores atuações que eu já vi de um goleiro.

E, para maior desgraça do Guaratinguetá, aos 33 minutos, três depois de sua entrada no lugar de Renato, Wanderley fechou o placar, em falha de saída de bola do adversário, bem aproveitada por Luís Ricardo, o segundo nome do jogo.

Um jogo, enfim, para ser recortado e colado no álbum de recordações dos amantes do verdadeiro futebol.

E, aos que gostam de indicar jogadores para o Peixe, aqui vão alguns: Aranha, além de fechar o gol, coloca a bola, com as mãos, na grande área adversária; Luis Ricardo, centroavante da Ponte; Michael, do Guaratinguetá, um craque, o meia atacante que precisamos hoje (bom e barato) para jogar ao lado do Molina.

8 6 0 - M U N D I A L

A Rádio Mundial em breve estará de volta com uma nova programação.

Ela foi adquirida pelos famosos radialistas Paulo Giovanni e Paulo Lopes.

Nos 860 do dial, a Mundial marcou a minha geração. Era uma rádio do Rio. Com som limpo e forte, em freqüencia exclusiva, ela cobria todo o país, especialmente no período da noite, quando a situação climática favorece. A gente ficava esperando o anoitecer para sintonizar a rádio.

Me lembro do programa RITMOS DE BOATE, com Big Boy (era um gordo, enorme, que morreu bem jovem), sempre à meia noite. O cara só tocava músicas importadas e todas em lançamento. Eram as pauleiras da época. Sucessos das badaladas revistas Billboard e Cash Box. Big Boy só falava rapidamente os nomes das músicas e seus interpretes, sempre em inglês, acho que nunca se ouviu o Big Boy falando em português, ou falando outra coisa, que não fosse os nomes das músicas, que ele pronunciava rapidamente e com sotaque britânico perfeito.

Inesquecível o locutor Jorge Majestade, voz padrão da emissora por muito tempo e também noticiarista. Linda diccção, um mestre. Cid Moreira e Sérgio Chapelin confessam que se espelhavam em Jorge.

Jota Carlos, "o repórter que fareja noticia", outra marca registrada da Mundial. De hora em hora ele aparecia com suas notas super interessantes.

Quanta saudade.

Que bom saber que a Mundial está de volta. A melhor rádio que eu já ouvi. Mas será muito dificil voltar com a mesma qualidade e classe.

Engenhão pode ter payback acima de 150 anos

Projeção realizada pela Casual Auditores demonstra que o estádio mais caro do futebol brasileiro poderá se pagar somente em 2166

Estádio João Havelange: exemplo de como NÃO se deve explorar uma arena

Desde que o Brasil foi escolhido para receber a Copa de 2014, criou-se no país a tese de que basta construir novas arenas para o público brasileiro voltar a freqüentar os jogos dos clubes e de que as receitas geradas com os novos estádios multiplicarão os recursos gerados pelos clubes com matchday.

Além disso, com essa nova realidade em torno dos jogos dos clubes, o payback (retorno sobre o investimento) dos grupos interessados em construir os novos estádios se dará de forma tranqüila.

Infelizmente essa não parece ser a realidade atual de nosso mercado. Para isso a Casual Auditores realizou uma análise do público presente e receitas líquidas geradas nos jogos do Botafogo no Estádio João Havelange, o Engenhão, construído para o Pan 2007 e com custo estimado de R$ 350 milhões e cedido para o clube da Estrela Solitária mandar seus jogos em todas as competições que participar.

Um dos pontos que chamou a atenção é que apenas a abertura do estádio, no jogo com o Fluminense no dia 30 de junho de 2007, o Botafogo recebeu um clássico regional, com excelente público. Todos os demais jogos contra os times grandes do Rio de Janeiro foram no Maracanã, o que tem impactado negativamente as receitas geradas pelo clube em sua casa e afetando decididamente o retorno financeiro do investimento no estádio.

Considerando que houve um investimento de R$ 350 milhões e partindo do princípio que esse investimento público tivesse que seguir o mesmo padrão de payback praticado pela iniciativa privada e que esse retorno fosse realizado pelo clube responsável por mandar seus jogos no novo estádio, o Engenhão deveria no mínimo gerar em receitas anuais em torno de R$ 40 milhões líquidos para o Botafogo, para oferecer um retorno de pouco mais de 8 anos.

Para atingir essa receita anual o Botafogo deveria ter um público médio de 30 mil torcedores por jogo e implementar uma série de iniciativas de marketing esportivo como a exploração comercial dos serviços no estádio como licenças e royalties de exploração de bares e restaurantes (catering), camarotes corporativos, naming righhts, estacionamentos, visitas guiadas, que poderiam ampliar muito as receitas com o estádio.

Além disso, o clube provou ser possível lotar o Engenhão, já que além do jogo de abertura contra o Fluminense com público de 40 mil pagantes, o clube em 2007 levou 39.500 torcedores contra o River Plate da Argentina pela Copa Sul Americana.

Entretanto, pela projeção realizada pela Casual Auditores, o estádio gera em receitas líquidas cerca de R$ 1,8 milhão ao ano para o clube, descontados todos os encargos para a realização dos jogos, além das penhoras de parte de suas rendas.

Desta forma, considerando todas as competições que o clube disputa no ano, até o momento o retorno sobre os R$ 350 milhões investidos demorará nada menos que 196 anos. Caso consideremos os R$ 432 mil que o clube paga ao ano pelo uso do estádio, o retorno apresentado será de 158 anos, fazendo com que o estádio somente se pague no ano de 2166.

O Botafogo já demonstrou ter potencial de atrair público ao Engenhão, como nos jogos contra o River Plate e Fluminense. Mas para que as receitas líquidas anuais com o estádio se ampliem é indispensável que o clube receba sempre grandes jogos em sua nova casa e desenvolva projetos efetivos de marketing para que sua média de público e receitas se ampliem consideravelmente durante o Campeonato Carioca e Série A.

Essa é uma condição indispensável para que o estádio mais caro do Brasil prove ter sido um bom negócio para nosso mercado e em particular para o futebol do estado do Rio de Janeiro.

Raça tem que acontecer fora da Vila também

Conquistar a Libertadores é tarefa dificilima. Sobretudo com um time com várias carências, como é o Santos. Faltam um lateral direito, um meia e um segundo atacante, no minimo.

Entretanto Libertadores é o tipo de torneio que a raça pode superar ou complementar a técnica.

Aliás, raça no futebol de hoje conta muito. Há um equilibrio muito grande. Em geral quem mostra mais vontade e raça ganha o jogo.

Mas em especial, na Libertadores, é preciso muita raça e coragem para conquistá-la.

O time de 2003 era espetacular. Mas faltou raça. E faltou tambem inteligência.

Esse time atual do Santos pode surpreender se jogar com raça e inteligência.

Mas tem que levar essa coragem, inteligência e raça que teve na última quarta feira para longe da Vila, para os distantes gramados sul-americanos, como o de Oruro, Bombonera, Monumental de Nuñes, para os esburacados gramados do Paraguai e do Uruguai.

Eu gostei da idéia de decidir fora. Isso me lembra 2002. Fazíamos o resultado na Vila e jogávamos com inteligência fora. O memoravel jogo contra as barbies no Morumbi, que vencemos por 2 a 1, em um dos jogos mais espetaculares que eu vi, onde eliminamos um time que tinha Luis Fabiano, Reinaldo, Kaká, Ceni, Julio Batista, Lugano, realmente uma seleção, foi um exemplo de como aliar técnica, disciplina tática, raça e inteligencia.

Se hoje não temos muita técnica, podemos jogar com raça, disciplina tática e inteligência, que o resultado virá, pois ninguém é muito superior tecnicamente.

Mas precisamos estender essas qualidades para fora da Vila também.

Assim teremos chances e poderemos surpreender muita gente. 

A regra é fazer um bom resultado aqui na Vila e jogar com muita inteligência e raça fora de casa.

É preciso muito treino para saber explorar um resultado favorável.

Leão precisa treinar isso.

A bola tem que chegar limpa para o meia Molina, ou Kléber, jogadores com ótima técnica que põem a bola onde querem, e esses tem que ligar rapidamente o Wesley, que precisa ser mais objetivo e cruzar ou tocar para o matador Kléber Pereira. Pronto, Kleber Pereira vai perder um ou dois gols, mas vai fazer no minimo um.

Ganhando o primeiro jogo na Vila, o contra-ataque é nosso. Tem que ter muita disciplina tática para nunca nos expormos aos contra-ataques, porque eles é que terão que se abrir e vir com tudo. Chega de tática de ataque de indios, que já nos custou uma Libertadores.

Inteligência, disciplina e muita raça: essa é a fórmula do sucesso nessa Libertadores daqui para a frente. 


 



Escrito por Mauro Elias às 06h08
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