O Goiás, comandado pelos masters Iarley, Ramalho, e Paulo Baier, não teve muito trabalho no treino hoje no Serra Dourada.
Mas não vou criticar muito os jogadores, nem o Márcio, pois será com essa turma que teremos que ir até o fim do campeonato, já que Rafael Sóbis não veio (eu tinha convicção que ele viria pois acredito piamente no Teixeirinha). Ops, esqueci, temos sim um reforço, Reginaldo, ex Marília, Sport, Barcelona, Real Madrid, Milan..
Não vou perder meu tempo, não. Estou sem tempo e sem paciência para tratar de tanta mediocridade.
Kléber Pereira diz que está no melhor momento de sua vida; mudança de diretor remunerado
Kléber Pereira diz que está no melhor momento de sua vida
Kléber Pereira é um gozador e sabe se divertir. Não rasga nota de 100 reais, mas tem pouco apego a dinheiro. Ao final dos treinos no CT Rei Pelé, seu passatempo favorito é desafiar os goleiros em cobranças de pênaltis. Se ele errar e perder a aposta, paga R$ 50 por tentativa. E perder não significa defesa do rival. Basta ele tocar na bola, mesmo que ela entre.
Klebão pode se tornar o maior goleador de uma edição do Campeonato Brasileiro. Ainda está longe, mas suas contas e aproveitamento são convincentes. Ele tem 18 gols e mais 13 jogos para disputar. Assim, tem chances de superar Washington, que fez 34 gols em 2004, e ser o maior artilheiro de um único torneio. Precisa fazer 17 gols - mais de um por jogo.
Mas quem disse que ele liga para isso? "Não me preocupo com recorde, não. Tem gente que fica fazendo contas, mas eu não estou pensando nisso. Estou no melhor momento da minha vida. Isso é o que interessa de verdade", afirmou o camisa 9 do Santos.
Kléber Pereira é avesso às entrevistas (não gosta de se ver na TV), mas tem conversa fácil. Não foge de nenhuma pergunta nem fica em cima do muro nas respostas. A mesma calma que usa para balançar a rede o socorre nas perguntas mais enroscadas. E possivelmente nenhuma o incomoda mais do que aquelas sobre a fase ruim do Santos no Brasileirão. "É uma coisa que não quero passar nunca mais. Você imagina o que é ter de sair pela porta dos fundos da sua própria casa (a Vila Belmiro)? Graças a Deus já passou", diz o atacante, aliviado.
O artilheiro demora algum tempo para se soltar. E não perde o cacoete: se está desconfortável com alguma pergunta, oferece um sorriso amarelo e solta seu bordão "É complicado". Simples para ele é fazer gols. O que o leva a comparações inevitáveis com outros grandes "matadores" da história do Brasileirão. Na média de gols, Kléber Pereira está em quinto lugar. Perde para Washington (0,72), Careca (0,71), Serginho Chulapa (0,65) e Romário (0,62) - o santista tem 0,60.
Por isso que o tema "recordes" é uma constante em suas entrevistas. Ele desconversa porque se depara com a contradição de querer ser visto como alguém normal, mas ao mesmo tempo confessa que se espelha em grandes nomes da história do esporte. Para Kléber Pereira, as referências são Kobe Bryant (maior jogador de basquete da atualidade), Larry Bird (astro aposentado do basquete), Roger Federer (tenista suíço que ficou 237 semanas como número um do mundo) e, acima dos todos, Michael Jordan, o maior jogador de basquete da história.
"Você tem que se mirar nos melhores, nos que chegaram no topo. Mas isso não significa que eu seja super-herói. Às vezes, as pessoas me vêem de um jeito diferente. Queria deixar marcado no torcedor a imagem de uma pessoa normal, como todas as outras. Sou um sujeito comum", diz Kléber Pereira, antes de soltar um "é complicado".
Mudança de diretor remunerado
Tentáculos. Então diretor de futebol, Luiz Ruas Capellas deve ser o novo gerente remunerado de futebol do Santos, na vaga de Ilton José da Costa. Com isso, comentam alguns cartolas, a influência de Vanderlei Luxemburgo, próximo de Capella, irá aumentar ainda mais no clube da Baixada.
Exagero. Dizem até que o caminho está aberto para Luxemburgo voltar à Vila.
Kléber Pereira almeja artilharia histórica; estudo da vida fora do nosso planeta: um exercício de especulação
Kléber Pereira almeja artilharia histórica
O Santos tem muito a comemorar no segundo turno do Brasileiro. Em seis partidas, não amargou derrotas, figura como único time invicto do returno e conseguiu se afastar da zona de rebaixamento, onde esteve por 19 rodadas. Mas o atacante Kléber Pereira tem motivos extras para vibrar. Principal responsável pela arrancada da equipe santista -dos 9 gols no returno, 7 foram dele- e artilheiro da competição, com 18 tentos, Kléber Pereira tem a oportunidade de fazer história no Nacional. Se o campeonato terminasse hoje, o atacante, que marcou 60% dos gols do Santos, só seria superado por Paulinho McLaren e Túlio se o critério fosse o aproveitamento dos artilheiros em relação aos tentos de seus respectivos times no Brasileiro. Em 1991, McLaren, também pelo Santos, terminou o campeonato tendo anotado 15 dos 23 gols do time da Vila -média de 65,2%-, segundo levantamento do Datafolha. Dois anos antes, o atacante Túlio foi artilheiro do Nacional com 11 gols. Como o Goiás só fez 17 no torneio, o camisa 9 foi responsável por 64,7% dos tentos da equipe no Brasileiro de 1989. "Eu não sabia desses números, mas eles mostram que estou fazendo o meu melhor pelo Santos", afirmou Kléber Pereira, que anotou 18 dos 30 gols do time no campeonato. Ele afirmou não ter como prioridade, no momento, bater marcas pessoais, apesar de saber que recordes são sempre muito importantes para a carreira. "Claro que seria bom se eu terminasse como o primeiro dessa lista [dos que mais concentraram gols], mas não vou ficar pensando nisso no momento do jogo. Se der para marcar o gol, eu marco. Se não for eu, que seja um colega. O importante é o Santos vencer e não passar sufoco", completou o artilheiro do Nacional. O atacante, que marcou 17 dos seus 18 gols na Vila Belmiro, diz que, apesar de sua boa fase, sente-se incomodado com o fato de não ter bom desempenho quando atua fora de casa. "Eu fico chateado porque eu não marco e o time perde. Se eu não fizesse gol e o time vencesse sempre fora de casa, seria mais tranqüilo", declarou. Há exatos 56 dias o atacante santista não sabe o que é fazer gol fora da Vila Belmiro. Aliás, a única vez em que obteve tal façanha nesta edição do Brasileiro foi na derrota de 4 a 2 para o Palmeiras, na 14ª rodada. Para acreditar que no segundo turno será diferente, Kléber Pereira se apega ao fato de estar marcando com mais freqüência no segundo turno do torneio. "A equipe vem num ritmo muito melhor, mais consistente, estamos conseguindo transformar nosso esforço em resultado, então dá para acreditar em mais vitórias e em mais gols dentro dentro e fora de casa", afirmou o jogador de 33 anos. Na primeira fase, Kléber Pereira anotou 11 gols ao longo das 19 rodadas. Uma média de 0,58 gol por jogo. No returno, até o momento, ele marcou sete vezes nos seis jogos do Santos (média de 1,16 gol por partida).
Estudo da vida fora do nosso planeta: um exercício de especulação
A ausência de uma explicação satisfatória para o surgimento da vida na Terra torna a exobiologia, o estudo da vida fora do nosso planeta, um exercício de especulação
A solidão de Drake
O astrofísico americano Frank Drake criou, na década de 60, uma equação cujo resultado daria um número mágico: a quantidade de planetas onde existem civilizações capazes de se comunicar com a Terra por meio de ondas de rádio. O valor de alguns dos fatores muda conforme o gosto de quem calcula, o que faz da equação uma especulação estatística.
N = R* x fp x ne x fl x fi x fc x l
Onde N = número de civilizações capazes de se comunicar na galáxia
R* = número de estrelas que se formam na galáxia a cada ano
fp = fração dessas estrelas com planetas em sua órbita
ne = média desses planetas considerados habitáveis
fl = fração desses planetas em que a vida surgiu
fi = fração desses planetas em que a vida inteligente se desenvolveu
fc = fração desses planetas em que a inteligência criou civilizações capazes de se comunicar com outras civilizações
l = tempo em que essas civilizações mantém a capacidade de se comunicar com outras civilizações
Aplicada à Via Láctea e atribuindo-se valores otimistas, o resultado seria:
N = 1 x 90% x 20% x 90% x 10% x 10% x 10.000 = 16,2 planetas
Incluindo a Terra, haveria então na Via Láctea 16,2 planetas (ou luas com características de planeta) habitados por seres capazes de receber e mandar mensagens através do espaço.
Mas isso seria solidão. Veja porquê:
Se o menos distante dos planetas orbitasse Próxima Centauri, a estrela mais perto do sistema solar, as ondas de rádio teriam de viajar 39,9 trilhões de quilômetros. Como a comunicação tem ida e volta, seriam necessários quase nove anos para que terrestres e centáurios trocassem uma mensagem de rádio.
O planeta mais próximo da Terra com possibilidades reais de abrigar uma civilização tecnológica é Gliese 581c, que está a 20,5 anos-luz da Terra. Um “oi” tecnologicamente correto (ondas eletromagnéticas viajando à velocidade da luz) e correspondido pelos habitantes de Gliese demoraria quarenta anos para ter resposta.
Críticos da equação de Drake, como o evolucionista Ernst Mayr (1904 – 2005), um dos mais respeitados especialistas da área, dizem que as tentativas de contatar extraterrestres são inúteis. A chance de uma civilização evoluiro suficiente para enviar mensagens ao espaço é ínfima. Na Terra, onde há milhões de espécies, apenas uma tem essa capacidade e demorou 4,5 bilhões de anos para desenvolvê-la.
A busca da vida fora da Terra baseia-se em dados superficiais. Se apenas os fatores mais
acurados da equação de Drake fossem usados, apenas o fp da equação é conhecido com certeza. O resto é chute.
Os principais candidatos
Marte
O que ajuda
É a maior aposta na busca de vida extraterrestre simples. A topografia rochosa lembra algumas regiões da Terra. Há indícios da existência de gelo na superfície e de água liquida no subsolo. A temperatura media de Marte, cerca de 60 graus negativos, é relativamente amena.
O que atrapalha
A atmosfera tem apenas 1% da densidade da terrestre, o que diminui a retenção de calor e de gases importantes para a vida existir no planeta.
Titã
O que ajuda
Essa lua de Saturno apresenta varias semelhanças com a Terra, como o relevoe as nuvens. A atmosfera, mais densa que a terrestre, facilita a retenção de calor e gases, o que é vantajoso para lugares frios. Há indícios de existência de metano liquido na superfície, o que favoreceria o aparecimento de bactérias.
O que atrapalha
A temperatura é muito baixa, cerca de 178 graus negativos. A atmosfera é constituía principalmente de metano, hidrogênio e nitrogênio, o que torna a tóxica para seres vivos mais evoluídos.
GL 581c
O que ajuda
Localizado a 20,5 anos-luz da Terra, o planeta está na região mais propícia à existência de vida do sistema planetário da estrela Gliese 581, a qual ele órbita. Acredita-se que tenha temperatura amena, o que, em principio, favorece a vida.
O que atrapalha
O planeta está fora da Via Láctea, o que dificulta a obtenção de informações. A existência de atmosfera e de substancias necessárias à vida continua sem resposta.
FABIANO ELLER QUER RECUPERAR CONDIÇÃO FÍSICA; despachos do macumbeiro Teixeirinha; Crise histórica de confiança provoca fuga dos mercados; alerta do ex-presidente do BNDES é preocupante
FABIANO ELLER QUER RECUPERAR CONDIÇÃO FÍSICA
O zagueiro Fabiano Eller, que atuou contra o Fluminense, no domingo, sentindo dor na coxa esquerda, voltou a treinar ontem. Ele afirmou que, apesar de estar livre de lesões, tem uma preocupação: quer recuperar o condicionamento físico para poder "correr em dobro" diante do Goiás caso o substituto do zagueiro Domingos -Adaílton ou Fabão- demonstre falta de ritmo.
Despachos do macumbeiro Teixeirinha
Esses são os despachos do macumbeiro Teixeirinha na presidencia do Santos FC.
Trabalho. A contratação do pai-de-santo Robério de Ogum não foi bem recebida pelos jogadores evangélicos do Santos. Eles sempre torceram o nariz para os despachos que pessoa ligada a Teixeirinha costuma fazer antes dos jogos.
Indicação. Comenta-se na Vila Belmiro que o convite a Robério de Ogum ocorreu após almoço entre o presidente santista e Vanderlei Luxemburgo, que já usou os serviços do pai-de-santo.
Esse tal de Teixeirinha já passou dos limites. Olha no que esse verme transformou o Santos FC.
Para Márcio Fernandes, futebol do Santos é moderno
Principal responsável pela recuperação do Santos no Campeonato Brasileiro, Márcio Fernandes classifica de moderno o futebol do seu time na série de seis jogos sem derrota no returno do Campeonato Brasileiro.
"Não concordo com os que dizem que o Santos teve que começar a jogar como pequeno para voltar a ser grande. Nossa equipe é organizada", definiu. Ao ser efetivado no início da madrugada de 7 de agosto, em seguida o pedido de demissão de Cuca, em razão da derrota de virada (2 a 3) contra o Atlético-MG, na Vila Belmiro, ele encontrou os jogadores cabisbaixos e que entravam em campo sem confiança. "O primeiro passo foi recuperar a auto-estima do elenco", revela.
O técnico santista soma na temporada três vitórias, quatro empates - o primeiro foi contra o São Paulo, na Vila Belmiro, entre a saída de Leão e a chegada de Cuca - e sofreu apenas a derrota por 1 a 0 contra o Náutico, no Recife, na última rodada do primeiro turno.
Mas nem por isso toma a iniciativa de reivindicar contrato de treinador de clube grande. "Deixo a critério da diretoria", esquivou-se.
Veja a entrevista com o treinador:
- Você pegou o time na penúltima colocação e depois de seis rodadas do segundo turno está em 14º lugar. A que você atribui esse sucesso?
MÁRCIO FERNANDES - Trabalho e muita conversa. Procuramos usar os jogadores de acordo com as características de cada um. Na primeira etapa do trabalho, demos ênfase à organização do sistema defensivo, exigindo muita marcação e concentração durante os 90 minutos. Não é verdade que o Santos joga como pequeno. O futebol do nosso time é moderno.
(Márcio Fernandes não deveria sequer responder à perguntas desse tipo. São perguntas provocativas feitas pela imprensa invejosa e nojenta - na matéria de ontem isso foi bastante discutido - e que a torcidinha nhem nhem nhem aplaude porque é uma torcidinha repleta de babacas, vira-latas e com imbecis de toda espécie. Márcio deveria assumir que o Santos joga em um esquema inteligente, joga feio, joga privilegiando o sistema defensivo, e que tem a certeza que fará gols porque tem um grande jogador no ataque, o melhor do futebol brasileiro, e que lhe garante um ou dois gols por jogo, que isso chama-se jogar objetivamente e por resultados, e mandar a imprensa invejosa pra PQP, e de quebra, mandar a torcidinha nhem nhem nhem, que quer ver espetáculo, para o circo mais próximo. Márcio Fernandes está certíssimo: primeiro se defender, depois deixar com Klebão que ele resolve. Sou extremamente defensivista. Depois que Márcio Fernandes, um técnico defensivista e moderno, assumiu, o Santos não perdeu mais. Espero que Márcio nunca abra mão disso. Deixe a torcidinha se rasgar toda querendo espetáculo e a imprensa suja provocar à vontade. Acho que a imprensa nojenta já percebeu que um Santos organizado e que não toma gols, dará muito trabalho aos seus timecos de coração e vão tentar, com perguntinhas provocativas como essa, mudar a cabeça do Márcio. A coisa é simples e funciona: zagueiros tem que jogar na sobra, na cobertura de tres volantes pegajosos; de posse da bola, os volantes procuram o meia, que busca o ponta de lança, que prepara a jogada para o matador; simples e eficaz; mortal; o resto é conversa para boi dormir de jornalistazinho torcedor e torcidinha imbecil).
- No momento em que deixou de ser auxiliar e passou a ser o técnico, como você sentiu o grupo?
MF - Com a auto-estima lá embaixo, em função da difícil situação que o time atravessava. Mostrei aos jogadores que o elenco é bom e que pela grandeza e tradição do Santos tínhamos que pensar em objetivos maiores e não simplesmente sair daquela zona (nega-se a falar a palavra rebaixamento). Passamos a pensar na classificação para a Copa Sul-Americana. Agora que estamos perto de atingir o que pretendíamos, podemos pensar em algo maior, que é uma vaga para a Libertadores. É difícil, mas quem imaginava que depois de seis jogos precisaríamos de apenas um ponto para conseguir vaga na sul-americana?
- Qual a parcela de Serginho Chulapa e Nenê Belarmino nesse processo de recuperação?
MF - Grande porque são dois profissionais identificados com o Santos e pessoas da minha inteira confiança. Parte do que sei e uso como treinador aprendi com os dois, que foram meus técnicos em 1996 na volta da Portuguesa Santista à primeira divisão do Campeonato Paulista.
- Sexta termina o prazo para a inscrição de jogadores para o restante do Brasileiro. Você tem esperança de ainda receber algum reforço?
MF - Tenho. Os dirigentes estão tentando a contratação de um atacante de velocidade para lugar de Maikon Leite, que sofreu grave lesão e vai ficar muito tempo parado. Eles têm olhado bastante, mas o mercado está restrito.
- O pai-de-santo Robério de Ogum ajudou o Santos a sair do fundo do poço?
MF - Sinceramente não sei nada sobre isso. Acredito que a diretoria é quem pode falar sobre o assunto.
Crise histórica de confiança provoca fuga dos mercados
Procura por porto seguro leva juro de título americano a ficar próximo de zero
Preocupação com quebra derruba as ações de Morgan Stanley e Goldman Sachs nos EUA; Bovespa recua 6,7%, e Dow Jones, 4%
Uma crise de confiança histórica atingiu ontem os mercados globais e motivou uma corrida inédita, desde o crash da Bolsa de Nova York (1987), para investimentos livres de risco. O pânico aconteceu mesmo após o socorro, na véspera, do Fed [BC dos EUA] à seguradora AIG, que parecia poder acalmar os mercados. Foi o terceiro dia seguido de perdas nas Bolsas, que varreram estimados US$ 3,6 trilhões do valor de mercado das empresas pelo mundo. Em meio a uma desconfiança sobre a saúde financeira de bancos de investimento como Goldman Sachs e Morgan Stanley, fundos de pensão e grandes investidores institucionais se livraram de ações e de dívidas corporativas para se refugiarem em papéis da dívida pública americana de curto prazo. A procura foi tão alta que alguns desses papéis chegaram a ser negociados com juro próximo de zero, na menor taxa desde a Segunda Guerra. Ou seja, o investidor chegou a pagar ágio para comprar papéis que praticamente não trarão nenhum rendimento, mas que são refúgio contra perdas. Apenas ontem o retorno dos papéis de três meses do governo americano recuou 0,61 ponto e teve taxa de 0,03%, a menor desde janeiro de 1941. Ao mesmo tempo, os juros dos empréstimos entre bancos privados dispararam, levando as taxas ao maior patamar desde 20 de outubro de 1987, data que entrou para história de Wall Street como a "segunda-feira negra" do crash da Bolsa nos anos 1980. A Bolsa de Nova York terminou o dia com perda de 4,06% no índice Dow Jones e de 4,71% no S&P 500. No Brasil, a Bovespa teve baixa de 6,74% e voltou a marcar 45.908 pontos no Ibovespa. O dólar comercial subiu 2,41% e terminou a R$ 1,868. Na Ásia, a Bolsa de Tóquio abriu hoje com baixa de 3,15%. Para suprir a demanda do mercado, o Fed retirou US$ 40 bilhões de circulação por meio de um leilão extra de títulos de 35 dias. O dinheiro foi para suprir ajudar na capitalização da seguradora AIG, na qual o governo dos EUA se comprometeu a injetar US$ 85 bilhões e a assumir participação de 80%. Após a quebra do Lehman Brothers e a venda da Merrill Lynch, os investidores levantam dúvidas sobre a viabilidade de bancos de investimentos como Goldman Sachs e Morgan Stanley, os dois únicos entre os grandes que continuam sem um parceiro estratégico com um pé sólido no varejo. O Morgan Stanley informou que considera fazer uma fusão com o Wachovia ou com outros bancos. As ações do Morgan Stanley recuaram 37% na Bolsa de Nova York. Já os papéis da Goldman Sachs recuaram 21%. Para limitar as apostas contra as ações de bancos, a SEC (CVM dos EUA) restringiu as regras para operações conhecidas como de "venda a descoberto", em que o investidor vende o papel antes mesmo de comprá-lo. Na operação, quanto maior a queda do papel, maior o lucro do especulador. A corrida para investimentos de baixo risco levou até a uma apreciação do ouro, metal que costumava se valorizar em épocas de guerra. Em Nova York, o metal subiu 9,03%. Para Marcelo Vozz, economista-chefe da corretora Liquidez, os mercados não passavam por uma crise de confiança tão séria desde 1997, época da crise da Ásia. "O dia foi um completo horror. O mercado está travado. Só tem ordem de venda. Em termos de choque, o que está acontecendo é o pior desde a crise da Ásia. Só perde para o crash de 1987", disse. O economista Alexandre Jorge Chaia, especialista em risco do Ibmec-SP, vê a chamada "corrida por qualidade" de ontem como conseqüência de um reposicionamento de fundos de pensão e de hedge que estão retirando seus recursos de bancos de investimento. Chaia lembra que alguns desses fundos têm a obrigação estatutária de não manter o dinheiro parado, o que muitas vezes leva ao pagamento de ágio para ter o dinheiro guardado em títulos seguros do governo. "Estamos no meio de uma crise de liquidez. Estão todos procurando garantir uma saída [para seu investimento]. É exagero dizer que não vai mais ter banco de investimento sem um banco múltiplo por trás. Qualquer análise feita no olho do furacão é precipitada", disse. Para Luiz Jurandir, consultor da Fipecafi, o mercado de títulos americanos "sucumbiu à irracionalidade" ontem ao negociar papéis com juros próximos de zero. "Em situações normais de mercado, isso não acontece. Você não paga US$ 1.005 numa dívida para receber US$ 1.000 em três meses. Só em situações de pânico, quando você acha que pode perder o dinheiro, é que isso se explica." O matemático financeiro José Dutra também não viu nenhuma racionalidade na negociação de títulos com juro zero ontem nos EUA. Para o professor, operações como essa só se justificam para prazos maiores, quando há uma expectativa de que os juros vão ser reduzidos. "Nesse caso, o papel se valoriza lá na frente e o investimento volta a ficar positivo", disse.
Lessa vê crise profunda e Brasil sem salvaguardas
Ex-presidente do BNDES, o economista Carlos Lessa traça um perfil sombrio para os efeitos da crise financeira sobre o Brasil e acha que o país não tem instrumentos para se proteger.
"O Brasil vai entrar pelo cano porque não possuimos salvaguarda nenhuma. Os 200 bilhões de dólares (em reservas internacionais brasileiras) que o Meirelles (presidente do Banco Central) bate no peito são pó em relação ao tamanho da crise que está se avizinhando", disse Lessa à Reuters.
Para ele, o Brasil só conseguiria reter a parte de capitais de curto prazo elevando a taxa de juros, mas a situação externa vai puxá-los para fora do país.
Lessa acha que a atual crise reproduziu em escala mundial o que aconteceu no Japão nos anos de 1990, quando a acumulação financeira se baseou em valores inflacionados dos imóveis que não se sutentaram. "Isso gerou uma crise imobiliária de proporções colossais. Os imóveis mais caros do mundo viraram pó. Até hoje o Japão não se recuperou desse golpe", afirmou.
Segundo ele, o que aconteceu nos Estados Unidos foi parecido. O ganho financeiro se remunerou sem a correspondente geração de economia real, rompendo os limites do jogo econômico.
"Se a economia real caminha separada da acumulação financeira, como aconteceu lá e no Japão, você estabelece uma precariedade na construção e chega um momento em que ela cai."
BOLHINHA E BOLHONA
A extensão da atual crise é difícil de prever, na opinião de Lessa, mas sugere ser muito mais profunda do que se imaginava.
"De qualque maneira virá um novo período de estagnação mundial, o que para o Brasil é muito ruim", avaliou, apontando a falta de um projeto nacional de desenvolvimento para compensar a dificuldade externa.
Para Lessa, o mínimo que vai acontecer ao Brasil será a inflação, já que a taxa de câmbio foi o principal instrumento para combatê-la.
"Na hora em que o jogo financeiro começa a puxar os recursos para fora, a taxa de câmbio se desvaloriza. É o que está acontecendo, o real já está se desvalorizando ante o dólar", citou Lessa. Ele ressaltou a ironia de a moeda brasileira estar se desvalorizando perante o dólar, "que está à beira do crack", quando a economia norte-americana vai mal e a brasileira está indo bem.
O ex-presidente do BNDES no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva alertou para a criação de uma bolha de crédito no Brasil que pode estourar se a economia deixar de crescer.
"Um carro é financiado em 90 prestações baseado em que as pessoas pagarão se a economia crescer. Mas se não crescer e houver desemprego, não pagarão", advertiu.
O economista considera insustentável subordinar o crescimento econômico ao endividamento em massa das famílias. "A dívida das famílias só é um bom ativo para os bancos se elas continuarem a ter renda. A situação é similar à bolha de crédito imobiliário norte-americano. Só que a nossa é uma bolhinha e a deles é uma bolhona."
A torcidinha nhem nhem nhem, aquela que vaiava Diego e Robinho, e já ousou vaiar Pelé, é pior que prostituta. Aliás, nem sei porque eu faço esse tipo de comparação, coitadas das prostitutas.
Kléber Pereira é uma unamidade nacional. Onde quer que eu vá ouço elogios ao Klebão. Bambis, gambás ou porcos, todos sonham em ter nosso centroavante no ano que vem.
A midia, que conhece bem a torcidinha nhem nhem nhem, faz o jogo que interessa aos adversários, os seus clubes de coração, afinal, foi por isso que a maioria desses boçais "estudou" nas "renomadas e reconhecidas" faculdades de jornalismo espalhadas nas periferias.
Ao invés de explorar a incrivel capacidade de Kleber em fazer gols (é o melhor atacante do futebol brasileiro no momento), a midia explora o lado que julga negativo. Para ela, Kléber é o rei do impedimento. Detalhe: mais da metade dos impedimentos assinalados contra o craque, não são impedimentos. Faço questão de observar atentamente esses lances: em cerca de 50% das vezes Kléber não está impedido, mas sim na mesma linha do zagueiro adversário, o que não caracteriza impedimento. Há uma recomendação da FIFA para que, em caso de dúvida, deixar o lance prosseguir. Mas, no país da safadeza, os velhacos fazem o que lhes convém: param o lance. Por essa e por muitas outras eu cada vez gosto menos de futebol. Mas prá variar, a midia escrota e nojenta tem a companhia da torcidinha nhem nhem nhem, que morde a isca, que acha Kléber um bom jogador por um lado, mas é de fato o rei do impedimento. Kléber Pereira, para esses doentes mentais, é uma anta, não sabe se colocar em campo, não presta atenção no jogo, é um indolente. Para a torcidinha, ele é um bom jogador, mas com ressalvas. Baseado na concordância estúpida da torcidinha nhem nhem nhem, a midia deita e rola. Explora o lado negativo e minimiza o lado bom. E a quem isso interessa, a quem tentam beneficiar? Os clubes do coração dos jornalistazinhos marginais, todos, absolutamente todos, de péssima formação.
Ninguém está pedindo para que não digam o que é errado, mas sim pedindo que tratem o lado bom com a mesma ênfase. Pede-se justiça.
Sempre comparei torcedor de futebol a prostitutas. Mas começo a mudar meu conceito. Elas não merecem tal comparação. Peço dusculpas a elas pela comparação injusta. Não há nada mais repugnante que torcedor de futebol, sobretudo os manipulados pela mídia.
Já tem gente por aí indagando se Fábio Muralha Costa deve voltar ao gol do time. Estão todos encantados com Douglas. As "prostitutas" (é só uma ilustração, peço desculpas a elas pela comparação) já estão assanhadas. Douglas é o cara. Fábio Muralha Costa, como num passe de mágica, ficaria bem na reserva do Douglas. As "prostitutas" nhem nhem nhem já se esqueceram que há 4 jogos atrás a situação era tão desesperadora que até tentaram colocar o Fábio com estiramento muscular, o que agravou a contusão que evoluiu para uma distensão muscular. Mas as "prostitutas" já se esqueceram disso (mais uma vez peço desculpas: elas não merecem, elas tem uma certa dignidade). Podem esperar pela enquete dos sabidões da oposição: quem deve ser o titular do gol do Santos, Fábio Costa, com seus inúmeros frangos ou Douglas, que tomou apenas um gol em quatro partidas? As enquetes de lá são dignas de gargalhadas, não pelas enquetes em si, mas pelas alternativas que tentam direcionar as "prostitutazinhas", que invariavelmente, sem discernimento, embarcam na idéia (se bem que em quase todas as enquetes há falta de alternativas viáveis - imaginem se esses estúpidos fossem preparar provas de multiplas escolhas!).
As "prostitutas" estão todas revoltadas com a maneira cruel com que Robinho, ao cumprir seu contrato com o clube mais mutreteiro e sem ética do mundo, se transferiu para o Manchester City. Coitadinho do Real Madrid: o clube não merecia tal crueldade! Que falta de ética do Robinho! Que brutalidade! Nossa! Até o presidente mais indecente da historia do futebol ficou abalado com a maneira pouco gentil e rude com que Robinho deu um bico nos mutreteiros e foi ganhar o dobro no Manchester City. Mas as "prostitutas" se assanharam quando souberam que Robinho, de novo, reforçaria o cofre do clube, arrasado por Teixeirinha. Todas as "prostitutas" esfregaram as mãos e se esqueceram da rebeldia de Robinho, que na opinião delas deveria ficar no clube espanhol até o fim de seu contrato. Mal sabem elas que Robinho cumpriu o contrato até o fim, pois lá existe uma cláusula de terminação, colocada pelos espanhóis, que previa a saída do jogador, seja por deliberação deles ou por vontade do craque. Se Robinho tivesse saído por vontade dos espanhóis, as "prostitutas" diriam que o clube estava no direito dele de vender pois havia cláusula de terminação no contrato. Vá entender as "prostitutas"! Mas como Robinho entrou com dinheiro, as "prostitutas" pararam de criticar o garoto e estão discutindo o quanto vão ganhar.
Vai ter "prostitutazinha" revoltada, dizendo que eu quero esconder as coisas erradas, justo eu que sempre condeno as coisas erradas no clube. As "prostitutazinhas" não entenderam a observação: se Kléber é artilheiro mas se coloca em impedimento, por que não explorarem o lado positivo também? Por que não dizem que Kléber caminha para ser um dos 10 maiores artilheiros da historia do clube em todos os tempos? Por que fazem uma materia porca dizendo que Kléber é o rei do impedimento sem fazer referencia ao artilheiro do Brasil?
Mas também pouco importa se as "prostitutazinhas" apoiam ou não as matérias dos jornalistazinhos mequetrefes que elas adoram!
Kléber não vai deixar de fazer seus gols por conta disso.
E se Klebão continuar nessa média de gols, pode ficar impedido 4 ou 5 vezes por jogo que isso faz parte do futebol, está na regra. Taí uma boa enquete para os sabidões: quem deve ser o centroavante do Santos? (a) Moraes, que fica impedido 2 vezes por jogo; (b) Tiago Luis, que fica impedido 1 vez por jogo; (c) Kleber Pereira, que fica impedido 8 vezes por jogo? Enquete lá é assim: inteligente e sutil.
Se os bandeirinhas ajudarem essa media de impedimentos do Klebão cairá pela metade.
As "prostitutazinhas" não sabem, mas Pelé, Pagão, Coutinho, Toninho Guerreiro, Tostão, Jairzinho, Dário, Romário, Túlio, enfim, os grandes artilheiros do futebol mundial, ficavam impedidos em todos os jogos. Serginho Chulapa então nem se fala. As "prostitutazinhas" já se esqueceram que por causa de impedimentos mal assinalados, o Santos teve 15 gols anulados em 2004, só o Deivid, o rei do impedimento de 2004, na visão curta das "prostitutazinhas", teve 11 gols anulados em 2004 e por pouco não perdemos o campeonato para os bandeirinhas. As "prostitutazinhas" também se esquecem que no ano passado fenômeno inverso aconteceu em favor dos bambis, e o clube teve 18 pontos conquistados por conta de erros de arbitragens.
Mas as "prostitutazinhas" fazem parte do futebol de hoje conduzido e manipulado por uma midia nefasta e suja repleta de cafajestes. Elas, as "prostitutazinhas", são meros produtos desse modismo. Por isso cria-se cada vez mais bambis e gambás. Reconheço que os jornalistazinhos de fundo de quintal cumprem bem esse papel de divulgar e defender os interesses de seus clubes de coração. Só não esperava que a torcidinha nhem nhem nhem fosse tão volúvel e imbecil. Nem os cafajestes da midia esperavam tanta facilidade na manipulação das "prostitutazinhas". Cada um no seu papel: os espertos e os bobos.
As contas do lado de lá...para efeito de comparação
Saiu na Folha. Eis as contas do lado de lá. Antes que perguntem: é assunto de interesse do Santos saber como andam seus "co-irmãos", como Teixeirinha gosta de tratá-los.
Longo prazo
O perfil da dívida do SCCP, de R$ 93,6 milhões, segundo a diretoria, mostra que o clube passará ao menos os próximos quatro anos pagando seus credores. Pelos cálculos, ainda em 2008, o clube terá de quitar R$ 22,8 milhões. Em 2009, são mais R$ 15,1 milhões. Em 2010, R$ 17,1 milhões, e em 2011, R$ 15,7 milhões. A partir de 2012, esse valor sobe para R$ 23,4 milhões. Mas, segundo o clube, esse último débito refere-se a dívidas com governos, que serão quitadas com os recursos provenientes da Timemania.
Memória. Apesar da confiança em acertar o débito a partir de 2012, o SCCP, que perdeu o prazo para a inscrição na Timemania, ainda não viu a cor do dinheiro que vem da loteria federal.
Estica. O clube também adiantou R$ 5 milhões da cota de TV, referentes aos Brasileiros do triênio 2009/2011. O clube informa que os descontos ocorrerão só a partir de 2009, e isso será contabilizado ao longo de três anos.
O clube "co-irmão" fatura mais que o dobro que o Santos.
Um dia após obter a terceira vitória no segundo turno do Campeonato Brasileiro, o elenco do Santos ganhou folga.
A equipe do técnico Márcio Fernandes retoma os treinos hoje pela manhã, quando começa a preparação para o jogo contra o Goiás, no sábado, o qual pode confirmar, de uma vez por todas, sua boa fase no campeonato.
Isso porque, embora o Santos não perca há seis jogos, ainda precisa mostrar que consegue vencer longe da Vila Belmiro.
Mas, antes de partir para o confronto, o técnico santista tem um outro desafio. Precisa encontrar um substituto para o zagueiro Domingos, suspenso pelo terceiro cartão amarelo após ser advertido diante do Fluminense.
Há poucos dias, o técnico afirmou que Domingos é o maior guerreiro da equipe dentro de campo.
E saiu na Folha...
Panela. Conselheiros palmeirenses reclamam de que o técnico Vanderlei Luxemburgo dá privilégios a jogadores indicados por ele. Citam como exemplo a escalação de Lenny, expulso anteontem contra o Cruzeiro e que ainda não marcou nenhum gol.
Encostado. Enquanto Lenny recebe chances, Jorge Preá prossegue encostado. O atacante fez apenas seis jogos pelo time, recebeu três propostas para sair, mas Luxemburgo não quis liberá-lo.
Desilusão. Opositores são-paulinos dizem que a contratação de André Lima, propalada pela diretoria como a mais importante do ano, foi o último fora de Juvenal Juvêncio. Comparam o jogador a Juninho e Carlos Alberto, que não emplacaram no clube.
Inflado. Lima, que fez dois gols na estréia e depois acabou no banco, foi comparado a Amoroso e Ricardo Oliveira, dois dos principais atacantes do clube nos últimos anos.
Novo credor. O empréstimo de R$ 12 milhões feito pelo SCCP tem como credor o banco BMG. O dinheiro foi usado, diz a diretoria, para pagar os débitos que venceram neste ano, como as dívidas com Nilmar e Passarella.
Prazo. O vice de finanças corintiano, Raul Corrêa da Silva, explica que o débito tem garantia de seis meses e poderá ser quitado em três anos. A justificativa dele para recorrer ao empréstimo bancário foi a de que o clube precisava de "dinheiro novo" porque não vendeu jogadores.
De fora. A amigos, o meia Elano, artilheiro do Manchester City no Inglês, com três gols, disse achar estranho o fato de ter ido para a reserva. Gente ligada ao jogador lembra que a barração ocorreu após atrito com o agente Giuliano Bertolucci, que ajudou a levar Robinho e Jô ao clube.
Litígio. Ainda quando era do Shakhtar Donetsk, Elano assinou procuração para Bertolucci que previa comissão em caso de venda para o Real Madrid ou Chelsea. Como ele foi para o City, o agente não ganhou nada. Bertolucci foi à Justiça contra o atleta e, há cerca de um mês, perdeu.
No inicio era....
...um ponto minúsculo que concentrava toda a energia do cosmo. Tentar entender como daí nasceu o universo levou a humanidade à sua mais extraordinária aventura intelectual, que chega ao ápice neste ano
Como era o universo antes da súbita expansão inicial, o Big Bang? Nenhum cientista sabe e talvez nunca venha a saber. O que ocorreu para que uma semente de energia estável menor que um próton, um dos componentes do átomo, entrasse em furioso desequilíbrio e passasse a ocupar com jorros de partículas, em poucos minutos, uma região de trilhões de quilômetros? A ciência está a um passo de comprovar na prática os modelos teóricos que mostram como era o universo nas primeiras frações de segundo depois do Big Bang. O que segue é um resumo ilustrado do que já se sabe a respeito do universo e da investida mais ousada da ciência no campo da cosmogênese – a ser feita em uma "máquina de brincar de Deus", o LHC (sigla em inglês para Large Hadron Collider), instalado em Genebra, na Suíça. Os cientistas querem encontrar o bóson de Higgs, partícula fundamental que, em tese, dotou todas as outras de massa logo depois do Big Bang. Nessa missão, a ciência testa seus limites e vê-se obrigada a equilibrar-se para não resvalar em noções religiosas como o infinito e o eterno.
Do Big Bang à nossa casa...
...foi a sorte grande. Caso o ritmo de expansão depois do Big Bang fosse uma fração de milésimo de segundo mais lento, nosso planeta, a Terra, teria se cozinhado nas vizinhanças do Sol e hoje seria apenas uma pedra tórrida circulando o astro. Uma fração de segundo a mais e nossa casa não seria nossa casa, pois a Terra poderia estar muito além de Netuno, o mais longínquo e gelado dos planetas, sem possibilidade de vida. Que forças calibraram o ritmo de expansão do Big Bang para que a Terra se acomodasse justamente na terceira órbita desse Sol generoso e estável? Ninguém sabe ao certo. Mas a ciência, com a ajuda do LHC, explicará pelo menos como surgiram os primeiros átomos e, a partir deles, as estrelas, galáxias e planetas como este tão hospitaleiro e frágil que é a nossa casa.
A rocha ganha vida...
...depois de bilhões de anos inóspita, cortada por tempestades elétricas esterilizantes e com uma atmosfera venenosa. Aos poucos a Terra começa a se transformar em um ambiente propício ao surgimento, à manutenção e à reprodução de formas orgânicas. De moléculas cada vez mais complexas surge o primeiro ser unicelular capaz de fazer uma cópia idêntica de si mesmo, de se reproduzir. Isso é vida. E vida sustenta mais vida. Logo as bactérias se espalharam pelo planeta. Até que, há mais de 500 milhões de anos, um fenômeno tão poderoso e misterioso quanto o Big Bang deixou seus registros fósseis. Examinados hoje, eles revelam uma súbita expansão da diversidade e da complexidade nas formas primitivas de vida. Foi a Explosão Cambriana, retratada artisticamente nestas páginas e assim chamada por ter ocorrido naquele período geológico. Os cientistas explicam adequadamente a evolução geológica do planeta, mas não têm todas as respostas sobre essa explosão, nem mesmo sobre como das moléculas orgânicas complexas apareceu o primeiro ser vivo.
Os bípedes dominadores auscultam o céu...
...em busca de sinais de outros bípedes tão sortudos e espertos quanto eles, capazes de ter enfrentado e derrotado, em outro planeta que não a Terra, todos os perigos da caminhada evolucionária e criado um aparelho de rádio qualquer que possa emitir ondas eletromagnéticas. Essa estrutura gigantesca incrustada no meio da floresta tropical de Porto Rico é o mais formidável esforço tecnológico do bípede esperto de cérebro grande e complexo, que batizou a si mesmo de Homo sapiens, para tentar achar sinais de vida humana inteligente no espaço. Esse é o maior radiotelescópio do mundo. Estamos sós no universo? Se tem boas respostas para o que ocorreu frações de segundo depois do Big Bang e começa a entender a origem da vida, o esperto bípede dominador da Terra pode apenas conjeturar sobre a inteligência alienígena – nada mais.
Data marcada para ser rico
Graças à economia aberta e à estabilidade política, o Chile já pode fazer as contas: em 2020, o país terá padrão de renda de Primeiro Mundo
JEITINHO DE XANGAI O edifício mais alto da América do Sul está em construção em Santiago: reflexos da riqueza
O Chile vive uma perspectiva de deixar os vizinhos mortos de inveja: a de entrar para o time dos países ricos em curtíssimo prazo. Mantido o ritmo atual de crescimento, faltam apenas doze anos para o país atingir 21000 dólares de renda per capita. Esse patamar de renda – o triplo do brasileiro – é o mínimo exigido para um país ser considerado de Primeiro Mundo. A previsível mudança de categoria na comunidade internacional é fruto de duas décadas em que a economia chilena cresceu a uma média anual de 5,2%, superior ao índice regional de 2,6%. Nesse período, as taxas de criminalidade e de pobreza tornaram-se as mais baixas da América do Sul. Estima-se que em 2020, quando o país deve entrar no grupo dos desenvolvidos, seus indicadores sociais estejam iguais aos da Nova Zelândia, um dos melhores do mundo.
A receita de sucesso – que bem poderia ser adotada como referência pelos vizinhos – é um modelo econômico e político cuja estabilidade se mantém há duas décadas. O Equador, com a mesma população do Chile, teve sete presidentes nos últimos dez anos. A renda dos equatorianos, que na década de 80 era igual, hoje é um terço da chilena. Desde 1990, os índices de pobreza no Chile despencaram de 38,6% para 13,7% da população e a indigência está próxima de ser erradicada. Cada ponto porcentual de aumento do PIB representou uma diminuição de 1,5 ponto na taxa de pobreza. Nenhum outro país da América Latina conseguiu ganhos tão rápidos na área social ou tem chance de chegar em tão curto prazo ao Primeiro Mundo.
Com a redução da pobreza, o Chile conseguiu criar uma classe média robusta. A classe C, considerada a porta de entrada para a sociedade de consumo, representa 51% da população, contra 46% no Brasil. Se morasse aqui, essa parcela de chilenos seria contada como classe A ou B, pois sua renda média familiar é quatro vezes a brasileira (2 500 dólares, contra apenas 620 dólares). Três em cada quatro chilenos moram em casa própria. A desigualdade social, medida pelo índice Gini, ainda é alta, mas está em queda desde 2000. A ascensão da nova classe média chilena pode ser testemunhada nos bairros mais afastados da capital. Em Colina, uma antiga favela na periferia de Santiago, a taxa de pobreza caiu de 29% para 12% em apenas seis anos. O foco na educação é o que vai dar sustentação de longo prazo para a redução da pobreza. Hoje, os jovens chilenos de bairros pobres têm 2,5 vezes mais anos de estudo que seus avós e 50% mais que seus pais. A educação primária e a secundária foram universalizadas, e sete em cada dez universitários são os primeiros de suas famílias a alcançar esse nível de ensino. Há no país um sistema que estimula a concorrência de escolas públicas e privadas por alunos e verbas do governo.
As medidas econômicas que colocaram o Chile à frente de seus vizinhos foram impostas em um contexto autoritário pelo general Augusto Pinochet. O ditador pôs um freio à nacionalização de empresas e à coletivização de terras do presidente anterior, o socialista Salvador Allende, aboliu o controle de preços e privatizou mais de 400 estatais. Com cortes no gasto público e um banco central independente, o país controlou a inflação, que chegou a alcançar três dígitos na década de 70. Essas foram as sementes para a criação de um ambiente excepcional para negócios no país, aprimorado a partir de 1990. "A sabedoria dos governos democráticos foi reconhecer a qualidade da política econômica da ditadura e conservá-la", disse o ministro das Relações Exteriores, Alejandro Foxley. Segundo um ranking do Fórum Econômico Mundial, o Chile tem uma economia mais competitiva do que a de países europeus como Espanha e Itália.
Em uma região onde a atenção externa é roubada por populistas como o venezuelano Hugo Chávez, as regras claras para negócios no Chile fazem do país um local seguro para os investidores. Não por acaso, o Chile desfruta há mais de uma década o grau de investimento que o Brasil tanto comemorou neste ano. O americano Hans Schmidt, dono do Marco Group, construtora de barcos fundada em 1953 em Seattle, transferiu a produção de megaiates da empresa nos Estados Unidos para o estaleiro de Iquique, no norte do país. "Já tive experiências com outros países da América do Sul e sei que o Chile é de longe o melhor para fazer negócios na região", diz Schmidt. Essa qualidade permitiu ao país superar as limitações do pequeno mercado interno – de apenas 16 milhões de habitantes, menos de um décimo da população brasileira, com um PIB menor que o do estado do Rio de Janeiro – para se tornar uma economia de exportação. Como resultado, o Chile livrou-se de sua dependência em relação ao cobre, cuja participação nas exportações passou de 70%, nos anos 70, para 45%, hoje. Entre 1990 e 2002, o número de produtos na pauta de exportações aumentou 63%.
A contribuição do governo chileno para esse modelo de sucesso está na busca incessante e pragmática por novos parceiros comerciais. Segundo a Fundação Heritage, dos Estados Unidos, o Chile é uma das dez economias mais abertas do planeta. Com o tratado de livre-comércio com a Austrália, firmado em julho, o Chile conta agora com acordos bilaterais com 57 países. Para os empresários chilenos, isso significa poder vender com tarifas reduzidas a 85% do PIB mundial. Nos últimos anos, o foco dos acordos comerciais chilenos voltou-se para a Ásia. "Além de aumentar o volume de comércio e atrair mais investimentos da região que mais cresce no planeta, o Chile quer ser um ponto de articulação e de passagem entre a América do Sul e a Ásia", comenta Carlos Furche, diretor-geral de relações econômicas internacionais do Chile. Furche já participou da negociação dos tratados de livre-comércio (TLCs) com os principais países asiáticos – China, Japão e Índia. Vietnã, Malásia e Tailândia serão os próximos. Como sempre, o governo inclui nos tratados o vinho como um dos produtos a ganhar o benefício da tarifa zero. A estratégia fez com que, nos últimos vinte anos, o Chile se tornasse o maior exportador de vinhos do continente americano, superando a Argentina e os Estados Unidos.
Há, no Chile, um consenso de que esse é o rumo que o país deve continuar tomando daqui para a frente. "Já não existem reformas grandes a ser feitas, apenas ajustes pequenos em setores específicos e uma melhora na eficiência do estado", diz a economista Rosanna Costa, que trabalha em um centro de pesquisas ligado à Aliança por Chile, coalizão de centro-direita, de oposição. Nos últimos meses, um inimigo público uniu os chilenos: a inflação anual atingiu a taxa de 9,5%, a quinta mais alta da América do Sul, atrás de Venezuela, Bolívia, Equador e Argentina. Esse índice é mais do que o dobro do limite de 4% estipulado como meta pelo banco central. "O Chile, que já vinha pressionado pelo excesso de demanda interna, foi pego de surpresa pela alta do preço dos alimentos e dos combustíveis no cenário internacional", explica Rosanna. Para piorar, demorou para que o banco central começasse a elevar as taxas de juro e o governo da presidente Michelle Bachelet continuou aumentando os gastos públicos. Se não se cuidarem, os chilenos correm o risco de ver anos de trabalho engolidos pelo dragão inflacionário. Seria uma pena para uma economia cuja exuberância está até ganhando um monumento de aço e concreto na capital, Santiago: o maior edifício da América do Sul, um centro comercial em fase de construção cuja torre principal terá setenta andares e 300 metros de altura – apenas 20 metros menos que o Chrysler Building, de Nova York.
OCDE = Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico
Morre Richard Wright, um dos fundadores do Pink Floyd
Morreu Rick Wright. Cresci ouvindo os acordes de seus teclados, que fizeram
do Pink Floyd uma banda inigualável, ímpar...
O Jornal Nacional não será o mesmo sem o criador dos acordes de Summer 68.
Desde que foi criado o Jornal Nacional mantém os acordes mágicos do teclado de
Rick Wright.
Há menos de 2 anos morreu Syd Barret, o criador do Pink Floyd.
Syd foi substituído pelo genial David Gilmour, um dos melhores guitarristas
da história do rock, e a formação do Pink se manteve com Gilmour, Mason, Waters
and Wright, por várias décadas.
Depois de alguns entreveros, Waters, o baixista e principal compositor da
banda, deixou o grupo.
A formação do velho Pink Floyd ficou Mason, Gilmour e Wright. A banda
excursionava pelo mundo com alguns músicos contratados.
Isso até hoje.
Sem Wright, o charme dessa banda fantástica não será mais o mesmo.
Em seu site oficial, Gilmour lamenta profundamente a morte de seu colega
músico e amigo de décadas.
Eu confesso que hoje senti que um pouco de mim se foi também. Cresci ouvindo
essa banda.
Eu estudava para o vestibular ao som de Summer 68, em 1972...
Aqui um raríssimo momento: Pink Floyd ensaiando...sensacional
E aqui, um momento épico, mágico, os quatro genios tocando nas ruinas de
Pompéia, para mim o momento máximo, sublime dessa banda fenomenal.
O jogo começou complicado. O gol do artilheiro Kléber no finalzinho do primeiro tempo deu um alívio. Mas, como vem acontecendo em todos os jogos, o nosso time tem uma fase de assistir o adversário jogar e, nessa fase, quando estamos no sufoco, o time faz mais um gol e praticamente garante a vitória. Só que hoje houve um relaxamento excessivo. O Fluminense fez um gol aos 90 minutos e deu um branco geral no time que não viu a cor da bola nos 4 minutos finais, e por muito pouco não toma o gol de empate, o que seria catastrófico.
Douglas foi perfeito de novo. No lance do gol do Fluminense, a bola desviou no Brum e entrou. Ele não teve culpa. Nota 9.
Wendel, de novo, fez uma grande partida pela lateral direita, um verdadeiro trator, ataca e defende muito bem. Nota 8.
Domingão foi muito bem de novo; desnecessário dizer que ele jogou com raça e com vontade. Nota 8.
Eller foi simplesmente perfeito, sem falhas, o zagueiro perfeito, nota 10.
Kléber ficou devendo de novo, está jogando com vontade, mas a má fase não acaba. Nota 5,5.
Souto fez uma partida de regular para bom, nota 7.
Brum faz o que se espera de um volante, joga sério, marca bem, e até sabe sair jogando, nota 7.
Bida estava meio sonolento quando fez o segundo gol, que melhorou e muito a sua participação. Nota 7,5.
Molina fraco, nota 4,5.
Pará entrou no lugar de Molina e deu uma movimentação maior ao meio de campo. Bom jogador, nota 7.
Fábio Santos entrou no lugar de Bida e nem pegou na bola.
Cuevas hoje foi muito bem até o fim do jogo. Deu o passe para o primeiro gol e leva 7.
Kléber Pereira quase fez um golaço de placa, mas abriu caminho para a vitória, como sempre, tornando as coisas mais fáceis. Nota 8.
Carleto entrou, pegou na bola duas vezes e fez duas grandes bobagens. Na primeira tentou sair driblando, perdeu a bola e quase tomamos um gol. Na segunda deu um carrinho violento, em um lance praticamente perdido, e na sequência, na cobrança da falta, por muito pouco não tomamos o gol de empate. Nota 1.
Saímos da zona da degola. Mas continuamos com um pé dentro. Uma derrota em Goiás e o desespero poderá voltar. É preciso vencer em Goiás. E temos time para isso.
Caixinha
Saiu na Folha
Discórdia. Atletas do Santos não se conformam com a caixinha criada para ajudar a pagar o advogado de Castelão, acusado de agredir o técnico Leão. Dizem não ter nenhuma relação com o ex-chefe de segurança do clube.
Relação. Mesmo após ter sido demitido do clube, ainda quando Leão era técnico, Castelão continua a prestar serviços a alguns atletas do time.
Há menos de três meses, o técnico Cuca fazia sua estréia na Vila Belmiro pelo Santos (derrota de 4 a 0 para o Goiás). Hoje, às 18h10, o treinador volta ao estádio para, agora no Fluminense, enfrentar o ex-time. A rápida passagem de Cuca pelo clube ficou marcada pela má campanha -foram 13 jogos, com duas vitórias e quatro empates- e pelas ameaças de perda de cargo. O estopim foi a derrota, na Vila, para o Atlético-MG (3 a 2), quando a torcida ameaçou invadir o camarote do presidente Marcelo Teixeira e entrou em confronto com a polícia. Antes, o treinador já havia pedido demissão e sido convencido a permanecer. "Não tenho nada contra ninguém. O problema foi que a equipe não alcançou os resultados esperados", falou o técnico sobre sua passagem no Santos. Dias antes de deixar o clube, Cuca disse que ainda não se sentia à vontade no time e que não tinha ainda feito amigos, apenas colegas. Após sua saída, o clube, que já havia sido dirigido por Leão neste ano, apostou na fórmula caseira. Márcio Fernandes, treinador da base santista e que fazia parte da comissão de Cuca, foi o escolhido. Com um esquema classificado pelo técnico como simples e até defensivo, o time conseguiu deixar a zona do rebaixamento. Sobre o ex-treinador, Fernandes pediu aos atletas que não comentem a passagem de Cuca no Santos. "O jogo é contra o Fluminense. Vamos com o objetivo de sempre: vencer." Antes da solicitação, alguns jogadores santistas criticaram o esquema tático adotado pelo ex-treinador, classificado de complexo. Também disseram que Cuca fazia muitas alterações no time, que, por isso, não tinha uma "identidade". "Passei para os jogadores que no futebol tudo é detalhe. E [com essas críticas] nós poderíamos dar força para eles [Fluminense]", falou Fernandes. Tentando se esquivar de falar sobre o trabalho do colega, o treinador santista acaba por concordar com seus jogadores. Diz que montou um time simples, até defensivo, e que tenta mudar poucas peças. Se a passagem de Cuca pelo Santos foi apagada, no Fluminense teve um início bem melhor -está invicto após cinco partidas. Para o jogo de hoje, o treinador não terá o atacante Washington, suspenso, e o goleiro Fernando Henrique, machucado no ombro. No Santos, a dúvida é se o zagueiro Fabiano Eller e o meia Michael, machucados, jogam.
Saiu na Folha...
Chapa. O técnico Márcio Fernandes, do Santos, tem conversado com freqüência com Cuca, seu ex-chefe e adversário de hoje pelo Brasileiro. Mas diz que não falam sobre o clube da Vila Belmiro.
Medo. Opositores à atual administração do Santos temem ser agredidos como foi o técnico Emerson Leão. Alguns dizem que até já foram à polícia em busca de proteção.
A máquina de brincar de Deus
O maior acelerador de partículas do mundo vai reproduzir os fenômenos que sucederam ao Big Bang, a "súbita expansão" inicial do universo
O detector CMS: equipamento de 12 500 toneladas para analisar colisões de partículas com um trilionésimo do tamanho de um grão de sal
Aatmosfera pastoril na vizinhança do maior laboratório de física da Europa, o Cern, na periferia de Genebra, na Suíça, esconde a descomunal liberação de energia que se ensaia nos subterrâneos da região. Ali está sendo preparado o mais ousado experimento da história da física. Cem metros abaixo da superfície, físicos, engenheiros e técnicos fazem os acertos finais para pôr em operação a maior máquina já construída em todos os tempos – o acelerador de partículas LHC (sigla para Large Hadron Collider). O hádron, palavra grega que significa grosso, é uma partícula subatômica com massa – um próton, no caso. Ele é uma alegria para os cientistas por ser fortemente interativo. Os físicos, tanto quanto os paparazzi de celebridades, estão sempre interessados em flagrar interações. Sob essa ótica, o LHC é um reality show que vai produzir e acompanhar as interações mais íntimas do interior da matéria jamais observadas pelo homem. O LHC demorou catorze anos para ser construído e custou 8 bilhões de dólares. Previsto para outubro, o começo do funcionamento do LHC vem dominando as atenções da comunidade científica mundial. Seus responsáveis vão recriar as condições que existiam no universo quando ele tinha apenas um trilionésimo de segundo de existência. Isso é um feito de extraordinárias conseqüências práticas e teóricas. Equivale a lançar uma sonda capaz de viajar 13,7 bilhões de anos no tempo e registrar o espaço a sua volta, transmitindo dados para o mundo atual instantaneamente. Os químicos e biólogos nunca tiveram uma ferramenta tão poderosa a sua disposição. Para os primeiros, equivaleria a ter um microscópio que pudesse captar e mandar imagens das primeiras moléculas orgânicas, surgidas há 4 bilhões de anos, transformando-se em células capazes de fazer cópias perfeitas de si próprias. Para os biólogos, seria como estar numa arquibancada de cerca de 540 milhões de anos atrás, assistindo ao evento singular e misterioso batizado de Explosão Cambriana, quando a evolução se acelerou de forma espetacular no planeta. Ao final da Explosão Cambriana, a vida na Terra passou a ser dominada por animais e plantas que qualquer humano de hoje reconheceria como tais.
O acelerador LHC: nesse tubo de 27 quilômetros de extensão, as partículas subatômicas serão aceleradas a 99,9% da velocidade da luz
Os físicos vão brincar de Deus com o LHC. Eles acelerarão seus hádrons em sentidos opostos dentro de anéis gigantescos, levando-os a 99,9% da velocidade da luz. Então, com a ajuda de um poderoso ímã, vão obrigá-los a mudar de sentido e se chocar. O choque espatifará os hádrons diante de placas sensíveis, que vão registrar e analisar o resultado da trombada – restos de matéria e energia miraculosamente encapsuladas, cada um produzindo uma assinatura de sua natureza e de sua hierarquia no momento da criação do universo. De todas as partículas a ser produzidas na colisão monunental, a que mais interessa aos físicos detectar é um certo "bóson de Higgs", que por enquanto existe apenas nas equações geniais de um físico inglês de 79 anos chamado Peter Higgs. O termo bóson designa um tipo de partícula que foi batizada em homenagem ao físico indiano Styendra Nath Bose, morto em 1974. Os bósons podem ir do genérico fóton de luz ao especialíssimo bóson de Higgs, que, na teoria, deu ao universo aquilo que mais nos interessa, a matéria, sem a qual os espertos bípedes surgidos na savana africana há 100 000 anos não estariam aqui hoje especulando sobre seu passado e a origem do mundo e da vida. Ele foi a partícula mensageira que carregou a energia de um campo que também tem o nome de Higgs. É por meio da interação com esse campo que as outras partículas ganharam massa no começo de tudo. Quanto maior a interação, maior a massa da partícula.
O bóson de Higgs é vital não apenas para sustentar o universo. Se ele não se materializar nas trombadas do LHC em Genebra, o que desmorona é a reputação de gerações e gerações de físicos festejados como gênios na academia. O bóson de Higgs é também chamado de "Partícula de Deus". Mas, sem ela, quem está em apuros não são as religiões e suas versões para o gênese, e sim a ciência. Encontrar a assinatura do bóson de Higgs nas placas detectoras do LHC em Genebra provaria a teoria amplamente aceita no mundo científico. Também forneceria uma peça-chave no complicado quebra-cabeça que tenta explicar a origem de tudo. "Se o bóson de Higgs existir, da maneira como a teoria prevê, ele vai aparecer no LHC", disse o físico Wolfgang Hollik, diretor do Instituto Max-Planck para a Física, na Alemanha. A certeza de Hollik vem de cálculos realizados por ele e seus colegas para determinar a massa do bóson de Higgs. Segundo os físicos, as colisões produzirão energia mais do que suficiente para recriá-lo em grandes quantidades.
Como os cientistas têm tanta certeza de que as trombadas de prótons do novo acelerador darão origem a partículas que nunca foram vistas? Simples. Com seus 27 quilômetros de circunferência, o LHC é a pista perfeita para acelerar prótons a uma velocidade próxima à da luz, aumentando sua energia. Depois de completamente acelerado, um único feixe de prótons, com cerca de 100 bilhões de partículas, terá energia equivalente à de um trem de 400 toneladas viajando a 150 quilômetros por hora. Quando se imagina que cada feixe será um pouco maior que uma agulha de costura, a concentração de energia é gigantesca. Segundo a famosa equação de Einstein E=mc2 (energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado), massa e energia podem ser transformadas uma na outra. Ao baterem de frente, os prótons terão energia de sobra para criar mini-Big Bangs e reproduzir as partículas presentes na infância do universo, incluindo o bóson de Higgs.
Cristais de chumbo e tungstênio:os metais tiveram sua estrutura manipulada para ser mais sensíveis às marcas deixadas pelas partículas
A intensidade energética atingida no LHC será sete vezes mais forte que no Tevatron, o acelerador mais poderoso em operação, do laboratório americano Fermilab. Se uma pessoa entrasse na frente de um dos feixes de prótons do LHC, ela seria instantaneamente vaporizada. Tamanho poder vem por um preço alto. Enquanto estiver funcionando, o LHC consumirá eletricidade suficiente para abastecer quarenta shopping centers. O consumo só não será maior porque se resfriará o acelerador a 271 graus negativos, usando-se hélio na forma líquida. A temperatura, mais baixa que a do espaço, fará com que os materiais do LHC se tornem supercondutores, ou seja, eles oferecerão menor resistência à eletricidade e não dissiparão energia na forma de calor. Se fosse operar com a mesma potência sem o resfriamento, o novo acelerador gastaria quarenta vezes mais eletricidade.
Acelerar e colidir partículas é apenas a primeira parte do trabalho. Cada colisão produz milhares de novas partículas, que são analisadas por enormes aparelhos, os detectores. No total, são quatro detectores – Atlas, CMS, Alice e LHCb – instalados em cavernas cavadas ao longo do túnel subterrâneo onde está instalado o LHC. Um único detector, como o Atlas, pesa 7000 toneladas em equipamentos. Quase todas as peças dele tiveram de ser baixadas por um guindaste através de um poço. As muito grandes precisaram ser colocadas de lado para passar pelo túnel. Uma vez no subsolo, as peças são conectadas por engenheiros e técnicos. É como montar um daqueles navios que vão dentro de garrafas. Algumas partes, depois que você colocou, não tem mais como tirar".
O detector Atlas: com 25 metros de altura, o equipamento analisará milhões de colisões por segundo em busca do bóson de Higgs
A parte mais complicada é ligar e testar os milhões de fios que enviam os dados das colisões a uma central de computadores. Cada trombada de prótons gera uma cascata de novas partículas que "batem" nas placas dos sensores, onde dados como sua energia e velocidade são transformados em sinais digitais que seguem para os computadores. Cerca de 600 milhões de colisões ocorrerão por segundo nos núcleos dos detectores do LHC, mas os computadores vão selecionar somente uma centena delas para ser armazenadas, usando critérios preestabelecidos pelos físicos. Os dados seguirão para uma rede mundial de computadores, chamada de Grid, montada exclusivamente para guardar os dados produzidos pelo acelerador. Uma vez no Grid, as informações sobre as colisões estarão disponíveis para cientistas do mundo todo. Em apenas um ano de funcionamento, o LHC gerará 15 milhões de gigabytes de informação, que precisariam de 3,2 milhões de DVDs para ser armazenados.
Com tamanha quantidade de dados obtidos em apenas um ano, era de esperar que o bóson de Higgs aparecesse logo nos primeiros meses de funcionamento do LHC. Infelizmente, não é bem assim que funciona. Além de nunca ter sido detectado, ou seja, os cientistas não sabem exatamente o que vão encontrar porque há várias teorias, o bóson de Higgs é o que os físicos chamam de partícula instável. Se for criado depois das colisões, o bóson durará somente algumas frações de segundo e logo depois decairá em outros tipos de partícula mais estáveis. Em outras palavras, ele não é diretamente registrado pelos sensores, o que dificulta o trabalho dos cientistas. Para encontrá-lo, os físicos precisarão analisar a montanha de dados das colisões e procurar por perturbações energéticas que indiquem sua presença. A estimativa mais otimista é que a existência do bóson de Higgs seja confirmada um ano após o LHC entrar em funcionamento.
E se o bóson de Higgs não aparecer? Os físicos terão de rever sua explicação para o universo como o conhecemos. Isso porque o bóson de Higgs é uma peça-chave do Modelo-Padrão, sistema usado pelos cientistas para explicar a organização dos tijolos fundamentais que formam a matéria. Sem o bóson de Higgs, ou algo parecido com ele, o Modelo-Padrão, que tem sido testado e aprovado nos últimos quarenta anos, terá de ser revisto ou descartado. Disse a VEJA Benjamim Allanach, físico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. "Para mim, a ‘brincadeira’ fica mais excitante se não acharmos o Higgs, porque teremos de encontrar outras explicações para o início de tudo."
Da teoria à prática
Andy Parker é um físico experimental (do Laboratório Cavendish, na Universidade de Cambridge, Inglaterra). Isso significa que se dedica a comprovar por meio de experiências aquilo que os teóricos explicam apenas por meio de equações e raciocínios. Quando ele começou a trabalhar na construção do detector Atlas, do LHC, o enorme equipamento era apenas uma idéia num pedaço de papel.
Como o senhor define seu trabalho? Eu vou da teoria à prática. Meu trabalho é realizar as melhores experiências para testar as novas teorias que tentem explicar como o mundo funciona. Algumas vezes isso significa fazer descobertas, o que é muito empolgante. Na maior parte do tempo, os físicos experimentais provam que as teorias estão erradas.
Vai ser fácil encontrar o bóson de Higgs no LHC? Higgs é a única partícula do Modelo-Padrão que não encontramos até agora, e não foi por falta de tentativa. Não sabemos exatamente quanto pesa, então precisamos procurá-la em toda parte. É como tentar achar algo no escuro. Num cenário favorável, nós encontraremos Higgs em um ano. Se a partícula for leve, a busca será mais difícil e poderá levar três anos ou mais.
O que acontecerá se a partícula de Higgs não aparecer? Todo o nosso modelo de física de partículas se baseia no Higgs. Sem ele, seria difícil justificar nossas teorias. Então precisaremos encontrar algo novo para pôr em seu lugar. Para mim, seria muito mais interessante tentar encontrar esse algo novo do que uma coisa já esperada.
Qual seria a maior descoberta do LHC? Encontrar outras dimensões do espaço. Seria tão excitante quanto descobrir uma "quinta dimensão", como aquela dos filmes de ficção científica. Há muitas teorias prevendo a existência de outras dimensões. Elas são a chave para a criação de uma teoria unificada da física que junte as quatro forças fundamentais da natureza.
O senhor passou quase trinta anos trabalhando no projeto do Atlas. O que o manteve motivado? O desafio diário de projetar e construir o melhor detector de partículas possível, e também a possibilidade de revelar o que a natureza manteve escondido de nós.
O que há de tão excitante em provocar a colisão de partículas? É uma maneira de ver o desconhecido ao recriar as condições que existiram logo depois do Big Bang. Com um acelerador, nós podemos explorar os menores tijolos da matéria. E, claro, os aceleradores de partículas são uns "brinquedinhos" bem interessantes.
Estamos nos aproximando do ponto em que não haverá mais nada para ser descoberto? Não creio nisso. Toda vez que subimos na escala de energia dos aceleradores, encontramos novas coisas. A natureza sempre dá um jeito de nos surpreender e a ciência vai continuar fazendo novas perguntas, porque o homem é uma espécie curiosa.