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Blog do Mauro Elias


Henry e Ben no escuro; Wagner Ribeiro ganhou R$ 7,2 milhões na transferência de Robinho; Santos cogita oferecer carta branca para ter Luxemburgo; Márcio diz não crer em estabilidade

Henry e Ben no escuro

 

Henry Paulson, secretário do Tesouro, e Ben Bernanke, presidente do Fed: plano de 700 bilhões de dólares para estancar a crise

A notícia do ataque japonês à base naval americana de Pearl Harbor, no dia 7 de dezembro de 1941, encheu de alegria o líder inglês Winston Churchill, que combatia quase sozinho a máquina de guerra nazista na II Guerra Mundial: "Naquela noite, dormi o sono dos salvos e agradecidos". Churchill sabia que a traição japonesa arrastaria os Estados Unidos para a guerra, tornando a derrota alemã inevitável. Depois da crise de Wall Street, que não sem razão foi comparada a Pearl Harbor, o mundo sonha em ir dormir com a mesma certeza de que do evento cataclismático no centro financeiro do capitalismo brotará uma vitória contra as bolhas especulativas que de tempos em tempos fazem terra arrasada da economia. Por enquanto, isso é apenas um sonho. A crise ainda está em sua fase de pesadelo. A semana acabou sem que o Congresso americano se colocasse de acordo com os termos do bilionário plano de salvação orquestrado pelas autoridades monetárias dos Estados Unidos, Henry Paulson, secretário do Tesouro, e Ben Bernanke, presidente do Fed, o banco central. Não houve acordo pelas dúvidas quanto à adequação, à eficácia do plano e, claro, pelo gigantismo do pacote – 700 bilhões de dólares, ou 2 300 dólares para cada homem, mulher e criança dos Estados Unidos.

Nenhuma ação anterior de salvamento das finanças americanas e mundiais teve tamanha envergadura. O valor supera em 200 bilhões de dólares a soma de todos os empréstimos já feitos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) desde sua criação, em 1944. Em torno do pacote multiplicavam-se na sexta-feira passada dúvidas de toda natureza. Indagava-se sobre o impacto de tal gasto no já gigante déficit fiscal americano de 500 bilhões de dólares. Questionava-se se, deixada à sorte da livre iniciativa, a economia não caminharia naturalmente para uma solução de mercado. Exigiam-se punições e que fossem identificados todos os culpados pela debacle. Enquanto isso, o terremoto financeiro vitimava mais um banco. O Washington Mutual, a sexta maior instituição financeira dos Estados Unidos, foi fechado pelo governo, na maior falência de um banco na história. Depois de perder 16,7 bilhões de dólares em retiradas feitas por clientes em pânico, o WaMu, como é conhecido, foi vendido ao JPMorgan Chase por 1,9 bilhão de dólares. O JPMorgan tornou-se o maior banco americano.

O POVO CONTRA WALL STREET


"Esta crise é diferente de todas as outras. Ela surgiu no coração do capitalismo", diz, em uma entrevista exclusiva a VEJA, Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI. Quando Roma arde, todo o império fica em suspense. Por essa razão, pelas movimentações tectônicas que varrem do mapa do dia para a noite instituições centenárias, como foi o caso da Lehman Brothers, espera-se que o sofrimento não seja em vão. Mais de 4 trilhões de dólares já evaporaram das bolsas de valores em todo o mundo, mexendo com o bolso e com as convicções de centenas de milhões de poupadores nos cinco continentes. Os ânimos estão acirrados. As opiniões tentam superar em histeria os ruídos da própria crise. Ninguém o fez com tanta ênfase quanto Nicolas Sarkozy, presidente da França: "A idéia de um mercado todo-poderoso operando sem regras e sem nenhuma intervenção política é uma loucura. Os tempos de auto-regulação do mercado, do laissez-faire, chegaram ao fim. Acabou o mercado que está sempre certo". Novas regras para as transações financeiras são certas. Elas virão atreladas ao pacote de salvação de Washington. Disso ninguém duvida. Mas que ordem financeira emergirá depois que o pêndulo voltar a sua posição de descanso e a crise tiver saído da fase do pesadelo? Alguns dos mais estridentes comentaristas do momento atual, como o megainvestidor George Soros, vão se sentir um pouco constrangidos de ter enxergado nos extraordinários eventos de Wall Street os contornos revolucionários. Gary Becker, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 1992, resumiu bem a questão na semana passada: "A crise final que vai matar o capitalismo tem sido vista em toda recessão profunda ou desarranjo financeiro grave desde que Karl Marx profetizou o colapso do sistema. Desta vez não seria exceção".

Que mudanças podem ser esperadas? A primeira e mais imediata é a redução do tamanho do mundo financeiro como proporção da chamada "economia real". No auge de 2003, os serviços financeiros representavam 40% de todos os lucros corporativos americanos. Essa proporção já caiu para 20% no ano passado. Em 2008, deverá ficar abaixo de 10% com o tombo de instituições tradicionais como Lehman Brothers, Bear Stearns e Merrill Lynch. Não se trata apenas do resultado da quebra de bancos, mas, principalmente, de um processo de "limpeza" de seus balanços.

Kenneth Rogoff, professor da Universidade Harvard e ex-economista-chefe do FMI, reconheceu em entrevista ao repórter Kalleo Coura que a regulação dos mercados voltou ao ponto zero e hoje é insuficiente para dar conta de uma indústria que se transformou radicalmente nos últimos trinta anos. Rogoff acredita que o primeiro e mais importante passo é conter os lobistas econômicos que hoje dominam Washington: "Quaisquer que sejam as medidas econômicas adotadas, elas não terão efeito se a questão política do poder dos lobistas não for atacada". O professor é contra a simples injeção de dinheiro no sistema sem que os culpados pela crise paguem caro por sua irresponsabilidade. Diz ele: "Wall Street precisa ter a chance de curar a si mesma, os líderes das grandes empresas financeiras mal gerenciadas têm de perder seu cargo, investidores que ignoraram riscos têm de perder dinheiro. O sistema, enfim, tem de vergar sob o peso dos erros que cometeu". O maior desafio, segundo Rogoff, é como fazer isso sem piorar ainda mais a liquidez financeira, o crédito, que é o sangue a manter vivo qualquer sistema financeiro. A sugestão dele é que os Estados Unidos adotem a mesma estratégia da Suécia, quando aquele país se viu diante de uma crise de insolvência semelhante nos anos 90. Explica Rogoff: "A Suécia simplesmente encampou as empresas financeiras falidas, restabeleceu seu patrimônio e reestruturou o sistema financeiro. Tudo muito rápido e muito doloroso, mas em um ano ou dois o país estava de novo crescendo com solidez". E o exemplo a evitar? "O do Japão", diz Rogoff, "que se recusou a reestruturar o sistema financeiro, evitou a falência das empresas e, por causa disso, ainda sofre os efeitos da crise ocorrida quinze anos atrás."

Descobriu-se, tarde demais, que o nível de alavancagem dos bancos de investimento chegou a trinta vezes o valor do patrimônio. Foi com a alavancagem feita com "ativos tóxicos" que Wall Street conseguiu criar a megacrise das últimas semanas. Com 1 trilhão de dólares em hipotecas, foram criados 40 trilhões em investimentos complexos em que dívidas eram dadas em garantia de outras dívidas cada vez mais fluidas, maiores e mais distantes do valor original do imóvel que, em tese, garantia todo o sistema. Como se faz isso? Primeiro, é preciso crer que o valor original da hipoteca nunca será questionado – ou seja, que o imóvel dado como garantia não perca valor e, idealmente, continue se valorizando com o tempo. Essa era a parte simples da aposta, pois os imóveis nunca em tempo algum se haviam desvalorizado nos Estados Unidos. Ocorre que, para que a mágica funcionasse, não bastava que os imóveis continuassem se valorizando, era preciso que a curva de valorização apontasse para o céu, e por um tempo indeterminado. Bastou que a fagulha da dúvida assaltasse alguns poucos investidores para que o incêndio da Roma financeira logo se instalasse.

Como as autoridades deixaram que esse esquema prosperasse? A resposta a essa pergunta já embute uma segunda mudança estrutural decorrente da crise. Já se configura um novo desenho de supervisão bancária no qual a Securities and Exchange Commission, o órgão criado para regrar o capitalismo após o crash de 1929, terá muito mais recursos e poder. Nos últimos vinte anos, a SEC diminuiu-se perante a exuberância do mercado financeiro. Fechou os olhos para a prática de criar fundos de investimento específicos para absorver os papéis que todos sabiam ser "tóxicos". O ímpeto regulatório parece insaciável. Na última semana, sugeriu-se a criação de uma espécie de superagência internacional para controlar não só os excessos do mercado financeiro mas também regular e até diminuir o próprio fluxo de capitais entre os países – um dos principais motores da prosperidade mundial nas últimas três décadas. Argumenta-se que os Estados Unidos, com seu enorme déficit, são obrigados a atrair 3 bilhões de dólares por dia de investidores estrangeiros para fechar suas contas. Estaria aí a motivação para a fabulação de tantos instrumentos monetários exóticos criados em Wall Street, vendidos aos chineses, brasileiros e europeus. O diagnóstico está correto, mas não o medicamento prescrito. Segundo os oponentes dessa idéia, bastaria aos Estados Unidos diminuir seus enormes déficits, fiscal e externo, para reduzir naturalmente a exuberância de Wall Street. Bem, o certo é que mudanças virão. As mudanças para o bem, porém, não virão apenas das novas regras. Em plena crise, o mercado deu uma mostra de sua resiliência quando Warren Buffett, reconhecido como o mais capaz e seguro investidor da história, adquiriu por 5 bilhões de dólares parte do banco de investimento Goldman Sachs. A compra do WaMu pelo JPMorgan é outro sinal de que, como a natureza, o capitalismo abomina o vácuo criado pelos terremotos financeiros. Toda crise traz sabedoria aos agentes reguladores. Da mesma forma que novas regras não são suficientes para sair do buraco agora, é um erro imaginar que os crashes decorram única e exclusivamente da falta de regulação. Diz o economista Claudio Haddad: "O vírus da crise, assim como o da gripe, sofre mutações, e é fútil pensar que o conhecimento adquirido – ou uma nova, abrangente e ‘sábia’ regulação – vai evitar outro surto da doença".

Wagner Ribeiro ganhou R$ 7,2 milhões na transferência de Robinho

Ex-empresário do jogador ficou com parte do valor da transação do atleta para o inglês Manchester City

Fontes ligadas a Robinho negam que o rompimento do jogador com o empresário Wagner Ribeiro, depois de seis anos, foi em razão do recebimento de propina pelo empresário e agente Fifa para facilitar a sua contratação pelo Manchester City, da Inglaterra, sem esperar pelo limite do prazo para que o Chelsea chegasse aos 40 milhões de euros que o Real Madrid pedia. Na negociação, o agente, como era previsto em contrato, ficou com parte do valor da venda, no caso 3 milhões de euros (R$ 7,2 milhões).

A notícia dada nesta sexta-feira em uma coluna do The Independent, da Inglaterra, de que agentes ficaram com 5,2 milhões de euros na transação, causou a estranheza de um dos assessores de jogador.

"O principal motivo foi que Ribeiro demorou a tirar Robinho do Real e também houve alguma coisa em relação a ele não ter esperado um pouco mais pela palavra final do Chelsea", confirmou o assessor. Ele explicou que Robinho reconhece a importância que Ribeiro teve na sua carreira, mas que agora pretende abrir um escritório em Londres e outro em São Paulo e deixar que o seu pai (Gilvan de Souza) cuide de seus negócios.

O último contrato entre Robinho e Ribeiro terminou há dois anos. Ultimamente o compromisso entre ambos era apenas verbal e há algum tempo o jogador vinha amadurecendo a idéia de seguir os passos de Kaká, desligando-se do empresário e passando a se encarregar dos seus interesses com apoio do pai.

Como aconteceu com Robinho no Santos, Ribeiro forçou a saída de Kaká do São Paulo, negociado com o Milan por US$ 8,5 milhões em 2003. A diferença é que o ex-são-paulino abandonou o empresário logo em seguida à mudança de clube e país, alegando que seu pai passaria a cuidar de sua carreira.

Santos cogita oferecer carta branca para ter Luxemburgo

Para o Santos, 2009 já começou. O clube faz planos para a próxima temporada, embora Teixeirinha não entre em detalhes. Elogia o trabalho de Márcio Fernandes, mas não confirma a permanência dele. Isso porque o mandatário santista alimenta o sonho de levar Vanderlei Luxemburgo de volta para a Vila Belmiro.

"O ideal seria que estivéssemos classificados para a Copa Libertadores. Mas mesmo sem esta competição eu acho que vale a pena tentar", disse um dirigente santista, pedindo anonimato.

O projeto é montar um time forte para a próxima temporada. Uma equipe capaz de conquistar títulos e apagar a má campanha do Campeonato Brasileiro atual. A disposição de Teixeira é fazer isso com ou sem o dinheiro do fundo de investimento. A avaliação é que a pessoa ideal para levar o time adiante é Luxemburgo, que já trabalhou no Santos em 1997, 2004 e entre 2006 e 2007. Além da competência profissional, funcionaria como pára-raios para um presidente desgastado pelas cobranças sofridas neste ano.

Além de oferecer ao técnico a possibilidade de manter a rotina de títulos, o Santos acena com uma carta branca: controle de todo o departamento de futebol do clube. Desde o sub-13 até os profissionais.

Segundo dois cartolas ouvidos pela reportagem, o sonho acabaria definitivamente em duas situações: em caso de rebaixamento da equipe ou se o treinador for convidado para dirigir a seleção brasileira.

INTACTO
Praticamente toda a estrutura montada por ele até o fim do ano passado está intacta. Serginho Chulapa, que foi seu auxiliar na Vila, está de volta. Com a saída de Ílton José da Costa, Luiz Antonio Ruas Capella, com quem Luxemburgo sempre se entendeu bem, é o supervisor de futebol. Os funcionários do CT levados pelo treinador ainda estão lá.

Mas o alvo do clube não quer ouvir falar do assunto. Questionado sobre o interesse do Santos, se irritou: "Não existe nada disso". Mas, enquanto sonhar não pagar imposto, o objeto de desejo santista para 2009 será Luxemburgo.

Márcio Fernandes diz não crer em estabilidade

A saída da zona de rebaixamento, a discreta melhora do time e as promessas da diretoria não foram o suficiente para o técnico Márcio Fernandes crer em estabilidade no Santos. Ainda se mostra reticente em fazer planos para o futuro.

O treinador tem 48% de aproveitamento à frente do Santos, número superior aos 37,2% da equipe em todo o campeonato. O time saiu da zona da degola em suas mãos.
Durante a semana, o presidente santista, Marcelo Teixeira, afirmou que o via como o treinador do clube pelo menos até o final do ano. E até conversou sobre planos para 2009, embora sem lhe dar garantias.

"Acho que tudo o que se fala de treinador é mentira. Está garantido até dezembro? Mentira. Se perder, nada. Está em cima de resultado", analisou o técnico do Santos.
"Vocês [jornalistas] e a diretoria têm que ver se o trabalho foi bem-feito. Além disso, acho que é papo-furado."

As duas próximas partidas serão chaves no destino do Santos e de Fernandes.

Em casa, o time enfrentará a Portuguesa, amanhã, e o Atlético-PR, ambos adversários na luta contra o rebaixamento.

"Meu pensamento é ter tranqüilidade em relação a essa zona de baixo", contou Fernandes, que almeja se livrar da degola antes do final. Para isso, estima serem necessários mais 16 pontos, em 12 rodadas, chegando a pelo menos 45 (a conta dele está correta, conforme este blog já analisou).

Para a partida de amanhã, Fernandes confirmou o retorno do zagueiro Domingos, que foi substituído por Fabão na goleada sofrida para o Goiás (4 a 1), no último sábado.

Sua dúvida é entre Pará e Micheal no meio-de-campo. Ambos são canhotos e atuariam como armadores da equipe.

O primeiro é mais técnico, e o segundo, mais veloz, de acordo com a avaliação do técnico.




 



Escrito por Mauro Elias às 23h53
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Congresso dos EUA não chega a acordo sobre o pacote de socorro ao mercado; Brasil sentirá o golpe; Robinho anuncia rompimento com agente Wagner Ribeiro; Domingão falando grosso; técnico

Congresso dos EUA não chega a acordo sobre o pacote de socorro ao mercado

Os candidatos John McCain e Barack Obama reunidos com o presidente Bush para discutir plano para a economia

O presidente americano, George W. Bush, disse nesta quinta-feira, durante uma reunião sobre a crise financeira, organizada na Casa Branca, que espera chegar "muito rapidamente" a um acordo com os parlamentares sobre o plano de resgate do sistema bancário.

"Minha esperança é que possamos chegar a um acordo muito rapidamente", declarou Bush durante o encontro com membros do Congresso, do qual também participaram os candidatos à eleição presidencial de 4 de novembro, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain.

Apesar do otimismo de Bush, os legisladores americanos ainda têm muitos temas a resolver antes de se chegar a um acordo sobre o plano de socorro, estimou Jim Manley, porta-voz do senador Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado.

"Ainda há muitas questões a serem resolvidas. Estamos avançando, mas ainda há muito o que discutir", afirmou o porta-voz após o encontro na Casa Branca.

Já Barack Obama disse acreditar na aprovação, no Congresso, do plano de socorro financeiro, depois da reunião convocada por Bush: "Penso que chegaremos a um acordo".

Além disso, os democratas insistem na aplicação de um projeto de socorro, de 56,2 bilhões de dólares, destinado a ajudar as famílias americanas abaladas pela crise financeira.

"Não podemos nos esquecer da classe média em nossas tentativas de resolver a crise de Wall Street", alertou Reid, em nota com o senador democrata Robert Byrd.

"Temos de adotar rapidamente outro plano de resgate econômico, que criará centenas de milhares de bons empregos americanos e evitará que serviços cruciais sejam prejudicados".

Mais cedo, os parlamentares americanos anunciaram ter chegado a um acordo sobre as grandes linhas do plano de resgate do setor bancário, de 700 bilhões de dólares.

"Obtivemos um acordo fundamental sobre um conjunto de princípios", disse o presidente da Comissão Bancária do Senado, o democrata Christopher Dodd, após a extensa reunião entre os líderes de ambos os partidos.

O senador Dodd comentou que, depois de três horas de discussões cruciais entre parlamentares democratas e republicanos, os negociadores dos dois lados resolveram submeter o texto de seu acordo aos responsáveis do Departamento do Tesouro.

"Chegamos a um acordo fundamental sobre uma série de princípios", completou Dodd, acrescentando que isso dará ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, "a autoridade e as verbas que pediu para agir".

A presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, disse hoje que a Casa Branca concordou com os princípios que seu partido quer incorporar ao plano, especialmente sobre o perdão envolvendo proprietários inadimplentes e a limitação das indenizações aos diretores de bancos.

"Está claro para a administração (Bush) que (...) os quatro princípios dos quais falamos são: a indulgência (com os proprietários de imóveis insolventes), a transparência, a igualdade e a indenização dos dirigentes de empresas financeiras", disse Pelosi.

"O presidente as aceitou ontem à noite, e é, portanto, um progresso", avaliou a líder democrata.

A classe média americana foi duramente abalada pela crise imobiliária, pela disparada dos preços do petróleo e dos alimentos e pelo aumento do desemprego, que atingiu 6,1% em agosto, seu nível mais alto em cinco anos.

Crise americana afetará a economia brasileira

Eis como a crise mundial chega ao Brasil, em primeiro lugar. Aliás, já chegou: pela falta e/ou encarecimento de capitais e financiamentos para novos investimentos.

Um exemplo que interessa diretamente: as empresas brasileiras que já ganharam licitações da Petrobrás para a construção de navios e sondas de exploração de petróleo estão, neste momento, negociando financiamentos de bancos internacionais.

Segundo reportagem do jornal “Valor Econômico” de hoje, bancos estrangeiros suspenderam, provisoriamente, por enquanto, operações para financiar R$ 12 bilhões – operações que já estavam em andamento.

Isso porque, no mercado internacional, a taxa de juros pela qual os bancos captam dinheiro subiu fortemente, pela simples razão de que há menos dinheiro disponível.

Eis um exemplo da alta dos juros. A companhia brasileira Braskem fechou recentemente um financiamento internacional, pagando taxa de juros de 1,75% ao ano acima da Libor, taxa de juros que os bancos cobram entre si no mercado de Londres. É a taxa de referência. Pois bem, no empréstimo que fez à seguradora AIG, o Fed, banco central dos EUA, cobrou Libor mais 8,5% ao ano.

Outro exemplo: o risco Brasil, que havia caído para 190 pontos, subiu para perto dos 350 pontos – isso significa que as empresas brasileiras, ao tomarem empréstimos externos, pagam agora a taxa de juros dos títulos americanos, mais 3,5% ao ano, contra 1,9% antes da crise.

Para um país que necessita de capitais para novos investimentos – e que não os tem no país – a crise financeira internacional afeta , e muito.

Robinho anuncia rompimento com agente Wagner Ribeiro

Depois de seis anos, chegou ao fim a ligação do atacante Robinho, atualmente no Manchester City, da Inglaterra, com o empresário e agente Fifa Wagner Ribeiro. O jogador, que esteve no início da semana em Santos para providenciar a mudança da família para Londres, mandou sua assessoria distribuir no Centro de Treinamento Rei Pelé, nesta quinta-feira, um comunicado confirmando o rompimento.

"Sou grato a tudo que Wagner fez por minha carreira até o momento. Mas nosso ciclo de trabalho terminou e é momento de cada um seguir a sua vida separadamente. Tenho novas metas para minha carreira defendendo o Manchester City e chegou o momento de ter o pai (Gilvan de Souza) ao meu lado, participando diretamente das minhas decisões", explicou o atacante.

Ribeiro passou a gerenciar a carreira de Robinho no início de 2002, quando o agente Fifa comprou por R$ 50 mil uma procuração do ex-centroavante Aluísio Guerreiro, tornando-se dono de uma pequena porcentagem dos direitos federativos do jogador, que dava os primeiros passos como profissional no Santos.

No documento, Robinho não explica o verdadeiro motivo do rompimento. Os comentários são de que ele teria ficado descontente com algumas decisões do seu então empresário nas negociações para a sua saída do Real Madrid e na tentativa de contratação pelo Chelsea. Ribeiro teria se antecipado, aceitando a proposta do Manchester City.

Bem feito. Esse tal de Wagner Ribeiro mereceu.

Entretanto, apesar de nós, torcedores, não gostarmos do agente, é inegável que ele soube conduzir a carreira de Robinho de forma muito profissional. Em suas mãos Robinho se transformou em um dos jogadores mais conhecidos do mundo. E um dos mais bem pagos, também.

Com a carreira já decolada, Robinho deve ter aprendido muito com ele, e não precisa mais dele. Vamos ver como Robinho conduzirá sua carreira sozinho.

Domingão fala grosso na hora de renovar

Domingão está certíssimo. Se Fabão, Adaílton, Fabiano Eller ganham salários milionários, por que ele iria aceitar ganhar menos, já que é titular absoluto do time? 

Eu, se fosse o Domingão, baseado nos salários dessa turma, pediria uns 100-120 contos prá renovar. Detalhe: Domingão não se machuca! Ganha para jogar! Justifica seu salário! Poucos nesse time justificam seus salários. Domingão, é hoje, sem dúvida, o que mais justifica seu salário no Santos, ao lado de Kléber Pereira.

O momento é agora, Domingão! Aproveita que voce é importante para o time hoje! Excelente oportunidade de fazer seu pé de meia, bravo guerreiro santista: três anos de contrato, 120 contos por mês, e seu futuro está garantido. Torço muito pelo Domingão!

Clube aguarda mercado para definir técnico

Apesar do trabalho de recuperação que o treinador Márcio Fernandes vem fazendo à frente do Santos, a diretoria (isto é, Teixeirinha) ainda não sabe por quem vai optar para liderar a equipe na temporada de 2009.

Como o contrato de Fernandes se encerra após o Brasileiro, Teixeirinha vai aguardar as mudanças no mercado para ver que profissional estará disponível.

Uma corrente no clube defende um nome de ponta. Fernandes seria a opção enquanto essa alternativa não surge.

Além da indefinição quanto ao treinador, Teixeirinha já pensa em reforços para o primeiro semestre de 2009. A prioridade, no entanto, é manter a base do elenco atual. Entre os jogadores que devem permanecer estão os volantes Wendel e o meia Bida. Se ele conseguir, com sua eficiência, segurar esses dois, e mais Domingão e Fábio Costa, já vai sair dizendo que fez milagre.

Mas eu acredito que o fantástico presidente vai trazer mesmo é o Rafael Sóbis. Esse Teixeirinha é cheio de nos fazer surpresas.

E se perder ou empatar com a Portuguesa na Vila a segundona ficará bem próxima. É bom os craques entrarem acordados.

Jogos na Vila que dá para ganhar são raríssimos. À rigor só quatro: Portuguesa, CAP, Figueirense e Náutico. Palmeiras e Internacional são jogos para empate e olha lá.

Os jogos fora a gente não conta. Se conseguir esses 14 pontos somará 43 no total, e contará com um pouquinho de sorte, já que teria 3% de chance de cair.

Se tropeçar em um desses jogos a segundona se tornará uma realidade.

E quem critica nosso craques por dormirem jogando futebol, tem coisa pior por aí, coitadinhos.

Pilotos dormem durante o vôo e são suspensos

Dois pilotos que pegaram no sono durante um vôo tiveram suas licenças suspensas, informa nesta quarta a versão online do jornal The Guardian. Eles pilotavam uma aeronave que ia de Honolulu para Hilo, no Estado americano do Havaí, e deixaram de responder às tentativas de contato feitas por controladores de vôo.

Os pilotos estavam encarregados de um vôo curto da empresa havaiana Go!, quando deixaram de responder a dezenas de ligações dos controladores de vôo em um período de 17 minutos.

Em gravações divulgadas à imprensa, um controlador pode ser escutado tentando repetidas vezes contatar os pilotos. Ele inclusive chega a falar com outro piloto da empresa na esperança de alcançar o vôo 1002. "Eu estou preocupado que ele possa estar em uma situação de emergência", diz o controlador.

Finalmente, após 44 minutos de um vôo que geralmente tem 45 minutos de duração, o controlador conseguiu fazer contato por rádio. Nesse momento, o avião já tinha passado cerca de 25 km do ponto onde deveria pousar. Os pilotos conseguiram reverter o curso e pousar a aeronave, que transportava 40 passageiros, com segurança no aeroporto de Hilo.

A dupla foi demitida pela companhia aérea e suspensa pela Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) por "operação negligente e irresponsável da aeronave".

O capitão Scott Oltman, 54 anos, que também foi advertido pela FAA por falhar em manter contato por rádio, teve sua licença suspensa por 60 dias. Já o primeiro-oficial Dillon Shepley, 24 anos, foi suspenso por 45 dias.

Oltman depois foi diagnosticado com distúrbio do sono severo, que provoca seguidas falhas de respiração e evita que a pessoa descanse durante o sono. No entanto, ainda não há explicação sobre como os dois pilotos dormiram ao mesmo tempo.

Nenhuma ação legal foi tomada contra a companhia aérea, já que ela permitiu aos pilotos um intervalo de 15 horas antes do turno deles, quase o dobro do determinado pelas normas.

Pensam que é fácil jogar 90 minutos de bola a cada 7 ou 10 dias? Cansa, viu! Pensam que é fácil se manter acordado jogando futebol? Não é fácil se manter acordado com o silêncio dos estádios, e praticando um esporte que de vez em quando tem que dar uma corridinha. Pega no sono mesmo...

 

 

 

 



Escrito por Mauro Elias às 00h16
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CBF acerta contratos milionários; Clube dos 13 faz acordo bilionário; EUA chegam a um acordo sobre pacote anticrise

CBF acerta contratos milionários

Duas rentáveis partidas jogadas pela CBF estão quase chegando nos 45 minutos do segundo tempo: a renegociação do contrato com a Vivo e o anúncio do Itaú como novo patrocinador da seleção brasileira.

...com a Vivo...

Há mais de um ano a CBF e a Vivo protagonizavam um pesado litígio judicial. A CBF achava que os 4 milhões de dólares que recebia anualmente da operadora eram uma ninharia. Queria um reajuste para que o patrocínio ficasse no patamar dos outros da seleção, como o da AmBev. Há uns três meses, Vivo e CBF acenderam o cachimbo da paz. Começaram a negociar. E a Vivo passará a pagar 15 milhões de dólares por ano até 2015. A assinatura do novo contrato se dará nas próximas duas semanas.

...e com o Itaú

O namoro com o Itaú começou este ano. E deverá ser um casamento duplo para o Itaú - com a CBF e com a Fifa. O acordo de patrocício da seleção brasileira está fechado: hoje, o contrato começa a ser analisado pelos advogados das duas partes. Em outubro será anunciado oficialmente. Renderá cerca de 15 milhões de dólares aos cofres da CBF até 2015.

De olho na Copa de 2014

Em paralelo há um início de negociação com a Fifa para que o Itaú seja também um dos patrocinadores da Copa de 2014.

Acordo bilionário

A decisão de o Flamengo, enfim, assinar o contrato com a Globo cedendo os direitos de transmissão para os próximos três Basileirões, era a deixa que o Clube dos 13 precisava para fazer um carnaval – carnaval bilionário, ressalte-se. Agora, todos os grandes clubes assinaram com a Globo o que o Clube dos 13 chama de “o maior contrato de cessão de direitos de transmissão de TV da história do futebol brasileiro”.

Aos números, que é disso que está se falando aqui: esses acordos renderão, no mínimo, 1,4 bilhão de reais entre 2009 e 2011. Um volume de reais 60% maior que o do último contrato. Eis o que consta do pacote: a venda dos direitos para TV aberta, fechada, pay-per-view e de placas publicitárias.

Com endereço certo
No seu carnaval, o Clube dos 13 destacará, e muito, a “concorrência inédita” promovida pela entidade. E por que a entidade chama a atenção para este aspecto? Para defender-se do Cade, que até o final do ano deve julgar um processo em que pode punir o Clube dos 13 justamente, entre outras coisas, por não fazer concorrências.
 
EUA chegam a um acordo sobre pacote anticrise
 

Parlamentares democratas e republicanos dos Estados Unidos chegaram nesta quinta-feira a um acordo sobre o pacote de ajuda ao sistema financeiro do país proposto pelo governo no último fim de semana. Após uma reunião de três horas no Capitólio, um grupo de congressistas dos dois partidos anunciou que o plano de resgate já pode ser encaminhado ao Congresso para votação urgente, como desejava o presidente George W. Bush e o secretário do Tesouro e autor da proposta, Henry Paulson. Com grandes chances de passar nas duas casas legislativas, o socorro pode começar a ser votado já nesta sexta-feira.

Os legisladores não forneceram detalhes sobre o acordo, mas fontes próximas ao governo consultadas pelo The Wall Street Journal dão conta de que os 700 bilhões de dólares pedidos pelo Tesouro para salvar instituições em risco e evitar novas quebras serão fornecidos em parcelas. O órgão teria acesso imediato a 250 bilhões de dólares – pagos pelo contribuinte americano – para comprar ativos contaminados com as dívidas podres do setor imobiliário.

Outros 100 bilhões também ficariam à disposição caso a prestação inicial não dê conta do recado. O Congresso, entretanto, teria a possibilidade de vetar a última parcela numa nova votação, caso o pacote não satisfaça as suas exigências.

O pacote incluiria ainda outras exigências dos parlamentares. Entre elas, a limitação da concessão de bônus a executivos dos bancos ajudados pelo dinheiro oficial. Discute-se ainda alguma maneira de o governo recuperar o dinheiro gasto para ajudar a liberar os mercados de crédito, e eventuais mudanças na legislação de falências dos Estados Unidos. Os congressistas devem submeter o proposta a Henry Paulson ainda nesta quinta-feira.



Escrito por Mauro Elias às 14h16
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Leite de maconha; Teixeirinha garante Bida e Wendel para 2009; Teixeirinha reconhece que faz excelente administração, mas admite que Santos pode cair; Brasil recebeu US$ 34 bi; ampliação da Vila

Leite de maconha

Durante muito tempo, o leite de soja foi uma opção para as pessoas que não gostavam ou não podiam ingerir leite animal. Mas agora no Canadá, a soja ganha um novo e forte concorrente: a maconha.

A empresa Living Harvest  lançou o Hempmilk, leite de maconha, em três sabores : chocolate, baunilha e normal. Outra companhia canadense também aposta no setor, a Manitoba Harvest, que colocou no mercado iogurtes feitos de maconha.

A princípio, tal iniciativa pode parecer estranha. Mas é bom esclarecer que o leite de maconha é feito com as sementes da planta, assim como o de soja. A plantação, legalizada no Canadá, é restrita aos usos industrias da planta: fibras, alimentos, entre outros produtos.

O nível de THC (substância existente na maconha que causa efeitos alucinógenos) é praticamente zero. Ou seja, o leite não contém qualquer substância que cause efeitos psicoativos. Em outras palavras, não deixará o consumidor drogado.

Os benefícios do leite de maconha são a maior quantidade de proteínas, a ausência de colesterol, o alto índice de vitaminas e das gorduras ômega 3 e ômega 6, substâncias necessárias para o bom funcionamento do nosso organismo, mas encontrada em poucos alimentos. Além disso, o produto também é rico em ácido gama-linolênico que, segundo alguns cientistas, ajuda na luta contra o câncer, a tratar inflamações e estimular o sistema imunológico.

O produto já é sucesso total nos supermercados canadenses, tanto que agora o leite e o iogurte começam a ser exportados para os Estados Unidos.

Teixeirinha garante Bida e Wendel para 2009

A torcida do Santos tem grandes possibilidades de continuar a ver o lateral-direito Wendel e o volante Bida jogando pelo time em 2009. Teixeirinha disse nesta quarta-feira que já está providenciando os detalhes para a permanência dos jogadores no elenco santista. Segundo ele, apesar de ainda se preocupar com a situação complicada da equipe no Brasileirão, o acerto está planejado.

"Neste momento a nossa atenção está voltada para o time, mas esperamos começar a definir alguma coisa em outubro. Ao contrário do que foi dito, não teremos que pagar US$ 4 milhões (R$ 7,4 mi) da multa contratual de Wendel ao Palmeiras. Vamos exercer a nossa preferência, conforme consta do contrato de empréstimo do jogador, e comprar os direitos federativos por US$ 1,5 mi (R$ 2,8 mi). Com Bida a situação é igual e parece que o valor estipulado é de US$ 1 milhão (R$ 1,8 mi)", explicou Teixeirinha.

Além de Wendel e Bida, Teixeirinha disse que as negociações para a renovação do contrato do zagueiro Domingos estão adiantadas. O goleiro Fábio Costa é outro que deve continuar no clube. O jogador, porém, só aceita discutir o novo acerto depois de voltar a jogar, provavelmente contra o Atlético-PR, no dia 4 de outubro, na Vila Belmiro.

Para o comando técnico, a intenção é mesmo manter o treinador Márcio Fernandes para 2009. "Nossa mentalidade é trocar pouco de treinador, e o Márcio não é mais um interino. Pelo trabalho que vem desenvolvendo, ele já é um técnico com vida própria", disse Marcelo Teixeira. O presidente ainda adiantou que já tem um compromisso assumido com o técnico para mantê-lo no cargo na próxima temporada.

Excelentes noticias. Fico orgulhoso ao ver Teixeirinha garantir Wendel, Bida e Domingão, além de Márcio Fernandes.  Teremos um timaço em 2009.

Teixeirinha reconhece que faz excelente administração, mas admite que Santos pode cair

Com o Santos rondando a zona de rebaixamento do Brasileirão, Teixeirinha admitiu nesta quarta-feira que o perigo de queda à Série B é real. Em vez de adotar o discurso do otimismo, Teixeirinha preferiu ser realista e não descartou o possível descenso do time santista.

Reparem na elegância da construção da frase de Teixeirinha:

"Por muito bom que seja um trabalho, qualquer clube pode cair para a segunda divisão. O Grêmio é o maior exemplo. Outro dia estava na segunda divisão e, agora disputa títulos seguidamente. Os clubes passam por ciclos e fases diferentes, embora não estamos acostumados com esse tipo de classificação", disse Teixeirinha.

Teixeirinha tem razão em se preocupar com o rebaixamento.

Para mim dificilmente ultrapassaremos os 43 pontos. E com 43 pontos teremos que jogar com a sorte pois teremos 3% de chance de cair. Se fizermos 42 pontos, a chance de cair sobe para 10%. Mas com uma dormidinha à mais dos craques poderemos contabilizar apenas 41 pontos, e aí as chances de cair são de 25%. Com 40 pontos a coisa fica dramática, e as chances de rebaixamento seriam de 50%.

Brasil recebeu US$ 34 bi em investimento externo

O Brasil é o quinto destino mais popular para os investimentos internacionais, de acordo com uma pesquisa feita pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).

O país está atrás de China, Índia, Estados Unidos e Rússia como um destino atraente para os investimentos estrangeiros, segundo a pesquisa divulgada nesta quarta-feira, e feita com as intenções de investimento de 226 companhias. No sexto lugar da lista está o Vietnã.

A América Latina e Caribe receberam investimentos de US$ 126 bilhões em 2007. No Brasil, o valor foi de US$ 34,6 bilhões, 84% a mais do que os US$ 18,8 bilhões registrados em 2006, superando o México.

"É notável que o Vietnã esteja no sexto lugar, principalmente por causa da disponibilidade de mão-de-obra qualificada e barata, e pela razão de que o país é a segunda maior economia em crescimento no mundo, perdendo apenas para a China", informou o secretário geral da Unctad Supachai Panitchpakdi.

Os influxos de investimentos globais atingiram um recorde de 1,83 trilhão de dólares em 2007, mas devem cair 10% no ano devido a uma queda profunda nas fusões e aquisições entre empresas de países desenvolvidos e com as companhias retraindo seus planos de investimento, afirmou o relatório da Unctad.

Ampliação da Vila

OBRA EM NOVO SETOR ENCOLHE A VILA

Devido às obras no setor destinado a fãs que comprarem ingresso via internet, parte da Vila Belmiro estará interditada nos próximos jogos, incluindo o de domingo, contra a Portuguesa. A carga de ingressos, por isso, terá 1.700 bilhetes a menos que a habitual.

Parece que o novo espaço terá 1500 lugares. Estaria Teixeirinha reduzindo a capacidade da Vila em 200 lugares? Tudo bem que o preço dos ingressos desse novo setor pode até compensar esses 200 lugares à menos, mas para a CBF, FPF, Sul-Americana, o que importa é a capacidade do estádio.

Não sei detalhes desse novo projeto do Teixeirinha, mas por acaso ele estaria acabando com aquela turma que xinga o bandeirinha, a turma do alambrado? Seria uma pena!



 



Escrito por Mauro Elias às 22h56
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O começo do fim; Lula admite preocupação com presença de frota americana no litoral brasileiro; Resgate e a Bossa Nova; planejamento para 2009; Atlético Min; Luxemburgo

O começo do fim

Fonte: Revista Veja (Roberta de Abreu e Thomaz Favaro)

Complemento: Mauro Elias

 

O lançamento do Volt, da GM, é o primeiro sinal claro de que a indústria automobilística já contempla o término da era do petróleo

A General Motors celebrou 100 anos de existência na semana passada com uma festa em sua sede, em Detroit, nos Estados Unidos. O fato de completar um século, por si só, já é motivo para soltar foguetes – apesar de o momento ser especialmente difícil para a companhia. Os balanços da GM acumulam um prejuízo de 70 bilhões de dólares desde 2005 e a japonesa Toyota ameaça roubar-lhe o posto de maior fabricante de carros do mundo. A grande atração da festa, contudo, não foi propriamente o centenário da empresa, mas a apresentação do Chevrolet Volt – o carro híbrido com que a GM pretende reverter suas perdas e também antecipar o futuro da indústria automobilística. O Volt já foi exibido em vários salões no ano passado e estará no Salão de São Paulo, no mês que vem. Agora, cravou-se que ele será lançado em 2010, com a pretensão de transformar o nicho dos carros híbridos num segmento de mercado popular. A importância do lançamento vai muito além de qualquer estratégia de marketing. Trata-se do primeiro sinal claro de que a indústria automobilística já contempla o fim da era do petróleo.

A princípio, a missão do Volt será desbancar o primeiro carro híbrido a alcançar sucesso de vendas, o Prius, fabricado justamente pela Toyota. Lançado em 1997, o modelo já ultrapassou a marca de 1 milhão de unidades vendidas. O Prius anda prioritariamente com um motor elétrico – quando o motorista precisa de mais potência, um segundo motor, a gasolina, começa a funcionar. Assim como o carro da Toyota, o Volt tem um motor elétrico e outro a gasolina, mas só o primeiro faz o carro rodar. Com ele, é possível percorrer até 64 quilômetros. Ao se atingir essa marca, o motor a gasolina começa a funcionar para ativar um gerador que produz energia e recarrega a bateria do veículo. O Chevrolet Volt é um modelo plug-in, ou seja, sua bateria se alimenta na rede elétrica doméstica – basta ligar um fio na tomada. Apesar do entusiasmo da GM com seu novo modelo, sabe-se que a fábrica ainda não dispõe de toda a tecnologia necessária para produzir um carro elétrico com tudo o que ele promete. O maior problema é a bateria de íons de lítio, uma versão avantajada das que equipam celulares e laptops. Pesando cerca de 200 quilos, ela será a maior e mais cara peça do automóvel. Deverá custar em torno de 10 000 dólares, dobrando o preço do Volt com relação ao dos sedãs convencionais. Estima-se que ele vá custar 35 000 dólares. Os engenheiros se cercam de cuidados para que a bateria não se aqueça além da conta como as dos laptops e tenha uma vida útil de pelo menos dez anos. Não é tarefa fácil. As baterias de íons de lítio disponíveis hoje duram em média apenas um terço disso em equipamentos eletrônicos. "Atualmente testamos a vida útil das baterias carregando-as e descarregando-as continuamente", disse a VEJA Jonathan Lauckner, um dos engenheiros que coordenam o projeto do Volt. Os testes das baterias devem ser concluídos apenas sete meses antes do lançamento do Volt.

Minha tese de mestrado teve como tema o estudo de um cristal, o β-LiAlSiO4, conhecido como β-eucryptite (beta-eucryptite, para quem for pesquisar no Google), por Espalhamento Raman. Esse cristal alcançava um ponto, chamado de ponto de transição para a condutividade iônica, em cerca de 200 graus Celsius. Em poucas palavras, nessa temperatura os íons de lítio migravam pelo cristal entre os átomos de silicio, oxigenio, e aluminio, passando de uma estrutura cristalina para uma estrutura amorfa. Essa migração de íons tornava o cristal um excelente condutor iônico. Isso foi feito na década de 80, mais precisamente em junho de 1980. Foi um dos primeiros estudos sobre a utilização do lítio como fonte de energia. Hoje todos já ouviram falar em baterias de lítio. Mas os estudos começaram lá atrás, há quase 30 anos.  Foram estudos precursores, que serviram de base para o desenvolvimento das atuais baterias de lítio. Antes que me interpretem mal: não foi a minha tese de mestrado que serviu de base para o desenvolvimento das baterias de lítio, mas sim as intensas pesquisas e estudos que começaram na década de 80, há quase trinta anos, portanto. Sempre é bom esclarecer. Se alguém quiser ler a tese, ela está disponível no site da UNICAMP (mas aviso: leitura desagradável e não recomendável pelo autor).

A General Motors aposta no Volt também para promover uma reviravolta na sua imagem como empresa. Nos últimos anos, o Prius rendeu à Toyota, junto aos consumidores, a fama de indústria ambientalmente responsável – mesmo que ela fabrique também caminhonetes beberronas. Já a GM adquiriu a reputação de pouco amiga do ambiente. Um dos seus carros mais vendidos é o Hummer, um 4x4 usado pelo Exército americano na Guerra do Golfo que virou mania nos Estados Unidos, apesar de rodar apenas 5 quilômetros com 1 litro de gasolina. Com o preço do barril de petróleo nas alturas, as vendas do Hummer não param de cair. A General Motors pretende se livrar do modelo em 2009, vendendo-o para uma companhia menor. Com isso, arrecadará alguns bilhões para cobrir o rombo nas contas e distanciará sua imagem do 4x4 beberrão. Os diretores da GM querem que o Volt lidere uma nova família de veículos com pelo menos dois terços de híbridos, a chegar às ruas na próxima década. Além do Volt, está nos planos lançar versões plug-in de híbridos que já existem no mercado americano, como o sedã Saturn e o 4x4 Tahoe. A GM avalia que, dessa forma, será possível recuperar o tempo perdido no terreno dos carros híbridos ou puramente elétricos.

 

Em meados dos anos 90, a empresa investiu 1 bilhão de dólares para criar o EV1, um veículo elétrico de dois lugares. Foram fabricadas 1.100 unidades do modelo, comercializadas através de leasing. No fim, a GM acabou concluindo que o mercado não estava pronto para veículos desse tipo e destruiu os EV1 – sob protestos de muitos entusiastas desse automóvel. Desde que a GM abandonou o EV1, a concorrência avançou em seus projetos de carros híbridos ou elétricos. A Honda anuncia para 2009 o lançamento de um híbrido supercompacto e com preço bem mais baixo que o do Prius. A americana Tesla Motors já colocou à venda o Tesla Roadster, o primeiro superesportivo elétrico. Com autonomia de 395 quilômetros, o carro alcança 100 quilômetros por hora em quatro segundos. Cada unidade custa 110 000 dólares. "As fábricas que conseguirem produzir carros verdes dotados de bom desempenho a um preço acessível passarão a liderar a indústria automobilística", disse a VEJA o americano Alexander Edwards, presidente da divisão automotiva da consultoria Strategic Vision, especializada em consumo. Essa é a trilha que a General Motors pretende seguir com o lançamento do Volt.

Lula admite preocupação com presença de frota americana no litoral brasileiro

Lula disse na quinta-feira passada que está preocupado com a reativação da Quarta Frota da Marinha dos Estados Unidos, cuja área de patrulha é a América Latina. Lula disse ver problemas na proximidade dos militares estrangeiros dos recém-descobertos campos de petróleo do pré-sal. Ele afirmou que já conversou com o presidente George W. Bush sobre o assunto.

- Estamos preocupados sim. Eles dizem que não é nada, que é só para pesquisa. Mas eles estão muito próximos das plataformas e dos campos de pré-sal - afirmou.

No discurso, Lula ressaltou a importância da Marinha brasileira em proteger as plataformas de extração de petróleo e os campos de pré-sal:

- Já está aí, a Quarta Frota está quase em cima do pré-sal. A nossa Marinha tem que guardar muito bem as nossas plataformas, porque se não qualquer dia pode chegar um espertinho e falar: "É meu. Está no fundo do mar, é meu" - disse o presidente.

Teremos problemas. Os americanos não vivem sem guerra e sem petróleo.

Guerras movimentam a gigantesca indústria bélica americana, que apóia tanto os republicanos como os democratas.

Bill Clinton também fez guerra.

E o petróleo movimenta o país.

Esses poços do pré-sal podem ter importância vital para a economia americana. O preço do petróleo é abusivo e é um dos responsáveis pela enorme dívida pública americana. E quando a economia americana vai mal, o mundo sofre as consequências, como estamos vendo agora.

O preço do petróleo vai cair, podem ter certeza. Há quem diga que cairá abaixo de 70 dólares o barril. Isso daria um gás enorme à economia americana.

ZEE (Zona Econômica Exclusiva) de 200 milhas? Os americanos não reconhecem!

O comandante da Marinha Brasileira, almirante Julio de Moura Neto, avisou que "em hipótese alguma" permitirá que a IV Frota ameace os direitos do Brasil sobre suas reservas de petróleo e gás no Atlântico Sul. "Assim como defendemos a autodeterminação dos povos, exigimos ser tratados da mesma maneira", asseverou o oficial.

A preocupação das Forças Armadas tem boas razões, pois 80% das nossas reservas de petróleo estão nas chamadas águas jurisdicionais brasileiras, definidas pela Convenção de Montego Bay, assinada pelo Brasil e várias nações em 1982. Segundo a Convenção de Montego Bay, cada país tem mar territorial de 12 milhas e ZEE (Zona Econômica Exclusiva) de 200 milhas. Na sua respectiva ZEE, cada país detém direito exclusivo de explorar a pesca e extrair minérios, petróleo e gás.

A ZEE pode ainda ser ampliada até 300 milhas, se existir prolongamento da chamada plataforma continental no fundo do oceano. Isso pode ser verificado por exames técnicos. Feitos os exames, eles são apresentados à Comissão de Levantamento da Plataforma Continental da ONU, a chamada LEPLAC. Se os argumentos do país forem aceitos pela LEPLAC, a ZEE é ampliada e reconhecida. O Brasil conseguiu isso em 2007. Acontece que os EUA não aceitam a validade da Convenção de Montego Bay, fato já frisado pelo almirante Julio de Moura Neto, que observou: "Toda riqueza acaba atraindo cobiça".

O contra-almirante José Eduardo Borges de Souza, secretário-executivo da Comissão Interministerial do Brasil para Recursos do Mar, foi mais adiante: "Essa cobiça já se faz presente. Prova cabal disso foi a contestação apresentada pelo governo dos EUA na LEPLAC quando o Brasil pediu a ampliação de sua plataforma continental", reclamou o militar.

No mês passado, o presidente dos EUA, George W. Bush, pediu ao Congresso que revogue a proibição das companhias americanas de extrair petróleo em alto mar, proibição esta existente desde 1983. Como os EUA não reconhecem a validade da Convenção de Montego Bay, o conceito americano de "alto-mar" abrange, em tese, a ZEE do Brasil.

Resgate e os 50 anos da Bossa Nova

Os nobres oposicionistas da Resgate estão em pé de guerra. Estão dizendo lá que a Globo desrespeitou o Santos FC em programa comemorativo dos 50 anos da Bossa Nova. Segundo o site, a Globo teria citado que na mesma época da criação da Bossa Nova, Pelé dava ao Brasil o primeiro titulo mundial.

É o velho complexo de perseguição e de inferioridade, dessa vez associada a uma lamentável desinformação.

Mostram que não sabem nada de Bossa Nova.

"Chega de Saudade", de João Gilberto, de 1958, é considerada a canção que deu inicio à Bossa Nova. E, de fato, em 1958, Pelé dava ao Brasil seu primeiro título mundial .

O que o Santos tem a ver com isso?

O Santos conquistou seu primeiro Mundial Interclubes em 1962.

Estão falando até em enviar e-mails de protesto. Estão revoltados.

Deveriam usar o tempo que vão gastar redigindo e-mails de protesto para estudar um pouco de história, para se informar um pouco sobre Bossa Nova, e um pouco de Santos FC...

A incompetência que envolve esse clube não se limita a Teixeirinha e ao time dentro de campo.

Todos são metidos à bestas: direção do clube, jogadores, torcidinha, e oposição.  Todos se merecem mutuamente.

Planejamento para 2009

Pensando em não repetir uma temporada frustrante como tem sido a de 2008, o Santos realizou nesta terça-feira duas reuniões, afim de iniciar o planejamento para o ano que vem. A primeira ocorreu na Vila Belmiro, entre Teixeirinha, o vice Norberto Moreira da Silva, o supervisor Luiz Antônio Ruas Capella e o gerente José Ely Miranda (Zito). A outra foi em um hotel, da cúpula do futebol santista com o técnico Márcio Fernandes. A contratação e a dispensa de jogadores foram os principais assuntos da pauta.

Com a convicção de que permanecerá no cargo em 2009, Márcio Fernandes alegou que o Santos não pode esperar o fim do Brasileirão para começar a tomar as providências necessárias. De acordo com o técnico, o projeto-2009 prevê a permanência do time na Série A (a que ponto chegou Teixeirinha) e a necessidade de um elenco forte (brincadeira) para, na pior das hipóteses, disputar quatro competições: Paulista, Copa do Brasil, Brasileiro e Sul-Americana. Mas ele não descarta a possibilidade de ainda conseguir uma vaga à Libertadores. "Restam 12 jogos e muita coisa ainda pode acontecer. Continuo pensando grande", afirmou (aviso ao Márcio Fernandes: Libertadores não dá mais).

As principais preocupações do comandante santista são com as saídas iminentes do lateral-direito Wendel e do meia Michael, que chegaram ao Santos por empréstimo. Além de peças de reposição para estes jogadores, Márcio Fernandes ainda conta com a contratação de dois zagueiros e um atacante de velocidade, para a vaga de Maikon Leite, que sofreu uma grave contusão. Apesar de não admitir, o treinador também deve recomendar a negociação de pelo menos dez jogadores do grupo atual que não estão sendo aproveitados.  

Atlético Min sem comando

Dois dos quatro vice-presidentes do Atlético Mineiro oficializaram nesta segunda-feira seus pedidos de renúncia ao Conselho Deliberativo. Renato Moraes Salvador Silva, vice-financeiro, e Roberto Soares de Vasconcellos Paes, vice-jurídico, seguiram o ex-presidente Ziza Valadares, que deixou o clube na última semana.

"Tendo em vista o momento pessoal e profissional que exige minha completa dedicação e atuação na condução dos negócios de minhas empresas me vejo impedido de assumir o cargo de presidente", afirmou Salvador, que era o primeiro na linha sucessória.

A situação pode se complicar ainda mais caso as expectativas de renúncias dos outros dois vices - Ronaldo Vasconcellos e Gil César Moreira de Abreu - sejam cumpridas.

Com campanha regular no Campeonato Brasileiro deste ano, Salvador teme que o caos político possa interferir na atuação da equipe no restante da temporada. Por isso, o ex-dirigente sugere que, caso nenhum vice assuma a presidência, as eleições sejam realizadas após o torneio, em dezembro. Até lá, o comando interino do clube ficaria nas mãos de João Baptista Ardizoni.

Márcio Fernandes e Luxemburgo

Folha

Corneta. Parte da oposição do Santos acredita que o clube não deveria seguir com o técnico Márcio Fernandes, mesmo que ele livre o time do rebaixamento. Argumenta para isso que as categorias de base do clube, das quais ele era técnico, não revelam há tempos.

A cobrar. Na Vila Belmiro, comenta-se que são comuns os telefonemas de jogadores e membros da comissão técnica a Vanderlei Luxemburgo até durante os treinamentos do time no CT Rei Pelé.



Escrito por Mauro Elias às 20h12
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Madonna renderá R$ 2 mi ao São Paulo; Grêmio projeta arena com OAS; Santos tem 1 chance em 5 de cair; mercados sob espectativas

Madonna renderá R$ 2 mi ao São Paulo

O São Paulo irá faturar com a presença de Madonna na capital paulista. As três apresentações da cantora no Morumbi renderão cerca de R$ 2 milhões ao clube, segundo informa a coluna Painel F.C., da Folha de S.Paulo, de ontem.

A previsão é de que o estádio feche o ano com faturamento de R$ 22 milhões, de acordo com Júlio Casares, vice-presidente de comunicações e marketing são-paulino, citado na coluna.

O valor é 57% superior ao registrado em 2007, quando o São Paulo arrecadou R$ 14 milhões com o Morumbi.

Pois é, o S. Paulo faturará só com o Morumbi, quase metade dos R$ 50 milhões que é o orçamento anual do Santos desde que Teixeirinha assumiu.

Grêmio projeta arena com OAS 

Peça fundamental no lançamento da arena do Grêmio, a portuguesa TBZ está fora do projeto. Por questões internas, o consórcio que administraria o novo estádio foi desfeito, e a construtora OAS, que estava no plano inicial, vai tocar a obra sozinha.

A diretoria do clube gaúcho afirma que o cronograma e a futura arena não serão alterados. Sem a administradora portuguesa, a brasileira OAS será responsável por toda a construção, especialmente na parte financeira.

Se num primeiro momento o financiamento seria feito por um banco português, as mudanças de rumo alteraram também os parceiros. Com a saída da TBZ, o Santander transformou-se em avalista do projeto.

Com a nova arena pronta, a composição societária continua a mesma. A Grêmio Empreendimentos permanece com 65% dos direitos, enquanto a OAS controla totalmente os 35% que, a princípio, dividiria com a TBZ.

O único empecilho que a alteração traz ao projeto é a falta de uma operadora de estádios, papel que a companhia portuguesa cumpriria. A idéia do Grêmio é contratar uma empresa especializada na etapa final da obra.

Responsável pelos direitos de licenciamento de clubes como Sporting, Benfica, Porto e Real Madrid, a TBZ vem enfrentando uma série de problemas judiciais na Europa. Os órgãos responsáveis em Portugal e na Espanha investigam a empresa por fraudes financeiras e emissão de cheques sem fundos.

Santos ainda corre sério risco
 

 

Time
Conquista
do Título
Classificação para
a Libertadores
Classificação para
a Sul-Americana
Rebaixamento
para a Série B
Grêmio 71.8 % 98.9 % 1.1 % menor que 0.01 %
Palmeiras 17.6 % 86.8 % 13.2 % menor que 0.01 %
Cruzeiro 6.5 % 71.0 % 29.0 % menor que 0.01 %
São Paulo 1.7 % 44.0 % 56.0 % menor que 0.01 %
Flamengo 1.3 % 37.7 % 62.3 % menor que 0.01 %
Botafogo 0.7 % 27.2 % 72.8 % menor que 0.01 %
Coritiba 0.3 % 17.3 % 82.6 % menor que 0.01 %
Sport 0.07 % 100 % 0 % menor que 0.01 %
Internacional 0.07 % 8.5 % 91.4 % menor que 0.01 %
Vitória 0.05 % 5.7 % 93.9 % menor que 0.01 %
Goiás 0.01 % 2.8 % 96.3 % 0.01 %
Atlético MG menor que 0.01 % menor que 0.01 % 56.7 % 8.4 %
Náutico menor que 0.01 % menor que 0.01 % 41.3 % 17.1 %
Santos menor que 0.01 % menor que 0.01 % 36.4 % 20.7 %
Vasco menor que 0.01 % menor que 0.01 % 23.0 % 35.7 %
Fluminense menor que 0.01 % menor que 0.01 % 15.4 % 46.2 %
Figueirense menor que 0.01 % menor que 0.01 % 12.9 % 51.1 %
Atlético PR menor que 0.01 % menor que 0.01 % 10.7 % 54.5 %
Portuguesa menor que 0.01 % menor que 0.01 % 4.5 % 73.6 %
Ipatinga menor que 0.01 % menor que 0.01 % 0.7 % 92.6 %

Mercados sob espectativas

O pacote de 700 bilhões de dólares anunciado pelos Estados Unidos ainda não foi aprovado e muitos já questionam se ele será suficiente para aplacar a fúria da crise já instalada. A incerteza e a desconfiança impedem qualquer reação das bolsas de asiáticas pelo mundo. Nesta terça-feira, as bolsas da Ásia encerraram –mais uma vez - o pregão em baixa. O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, terminou a sessão com queda de 3,87%. O mercado de valores de Xangai caiu 1,56%. Na Austrália, a bolsa fechou em baixa de 2%. A Bolsa de Tóquio (Japão) não abriu devido a um feriado.

As bolsas européias seguiram a tendência de queda, abrindo em baixa nesta terça-feira. Nesta segunda, o cenário internacional foi parecido. E no Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também fechou em queda de 2,86%, a 51.540 pontos. No mês, as perdas já somam 7,43% e no ano 19,32%.

Toda a expectativa do mercado agora está concentrada aprovação do plano de socorro ao sistema financeiro anunciado pelo secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson. O pacote de auxílio prevê mais 700 bilhões de dólares em socorro aos mercado interno no país. Mas ainda não há consenso entre democratas e republicanos no Congresso sobre sua aceitação.

Nesta segunda, o presidente George W. Bush disse que não agir rapidamente neste caso teria "largas conseqüências". Nesta terça ele fará um discurso na abertura do encontro da Assembléia Geral da ONU. Analistas apostam que ele vai abordar a atual turbulência dos mercados diante de da expectativa internacional. 



Escrito por Mauro Elias às 08h11
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Braitner é o próximo; é bom os indolentes se cuidarem: corremos sério risco de rebaixamento

É o time da indolência, do ócio, da vagabundagem, da preguiça, do desleixo, da negligência, do descuido.

Como isso não muda nunca, é fácil concluir que não é algo particular desse grupo de jogadores. Trata-se de uma cultura única no mundo do futebol.

Cultura do vagar, da lentidão. Não se vê isso em outros times de futebol.

São raros os times de futebol que tomam dois gols em 2 minutos, e 3 gols em 10 ou 15 minutos. Mas no Santos isso é frequente. A cada intervalo de 2 ou 3 meses isso acontece. A última vez tinha sido contra o Palmeiras, com aquele goleiro infeliz cooperando para a vergonha. Ontem foi geral.

Vagabundagem, sonolência, soneira, é quase que uma exclusividade do Santos.

Não adianta: faz parte da cultura desse clube frouxo.

Podem esperar que os dois próximos jogos serão de muita garra e vontade. Sobretudo porque serão na Vila e contra adversários fracos. Todos vão deitar e rolar.

Mas, em mais 4 ou 5 rodadas, levarão uma goleada histórica como a de ontem. Porque é cultura. Porque eles nasceram pra perder. Porque o objetivo desse time é só escapar do rebaixamento mesmo. Do presidente ao massagista, passando pelos jogadores e comissão técnica, no fundo vão brigar mesmo é para não cair.

Frieza, insensibilidade, indiferença, preguiça, indolência, ociosidade, inércia, negligência, descaso, incúria, relaxo, grosseria, desatenção são alguns adjetivos para qualificar esse time.

Pior é que eles sempre reconhecem e dizem que aprenderam.

O sono atrapalhou o Santos na derrota de 4 a 1 para o Goiás, neste sábado, no Serra Dourada. Dormindo em campo, o time dos frouxos sofreu três gols em menos de 15 minutos e não teve chances de reagir. O elenco condenou a postura do início do jogo e sabe que precisa mudar.

- O Goiás é uma excelente equipe, mas vacilamos, entramos com sono. Quando um time toma um gol se desarruma. Nos contra-ataques tomamos a goleada. Temos que corrigir tudo isso, não adianta nada lamentar - disse o zagueiro Fabiano Eller, um dos piores em campo. Eu, particularmente, suspeito que ele tenha entrado em campo sem condições físicas adequadas.

Apesar do apagão na primeira metade do jogo, o Santos teve uma postura melhor na seqüência. Roberto Brum reconheceu a melhora do time, mas cobrou mais atenção para os dois próximos jogos, na Vila Belmiro, contra Portuguesa e Atlético-PR, adversários diretos na luta contra o rebaixamento.

- Antes dos 25 minutos não fomos o Santos. Depois conseguimos fazer uma atuação digna do nome do clube. Foram esses primeiros minutos que selaram nossa derrota, mas isso não pode se repetir em casa - afirmou o volante santista, apoiado por Fabiano Eller:

- Não quero dizer que os outros entraram com sono e eu não, estou me incluindo nisso. Temos de ter consciência dos erros que cometemos para que eles não se repitam em casa.

Eles sabem, mas vão fazer isso de novo, é só aguardar.

Observem a sequência de jogos e vejam o que pode acontecer.

Nos próximos dois jogos eles vão virar machos de novo e devem ganhar da Lusa e do CAP na Vila.

Depois dessas duas vitórias de machos, na sequência, eles estarão iniciando a nova fase da preguiça, indolência e do ócio. E vão ao sul enfrentar o Grêmio. Não é preciso dizer nada.

E logo em seguida pegam o Botafogo no Engenhão. Não é preciso dizer o que vai acontecer.

Bom, aí eles virarão machos de novo para jogar contra o Figueirense na Vila. Mais uma vitória e já vão começar a se achar de novo.

Mas em seguida vão visitar o Sport lá em Recife, e deverão voltar murchinhos e com os rabinhos entre as pernas.

O problema é que o jogo seguinte na Vila será contra o Palmeiras. Jogo com cara de empate.

Aí vão a São Januário enfrentar o Vasco lutando para fugir do rebaixamento. Além do soninho que poderá acometer os bravos jogadores, pode entrar em cena uma outra característica do bravo time de Vila Belmiro: o espirito Robin Hood que sempre aflora quando um clube co-irmão está em dificuldades. Nem é preciso dizer o que deverá acontecer em São Januário.

Na sequência temos um jogo na Vila. O time vai virar macho de novo. Só que o adversário é o Internacional de Porto Alegre. Jogo com cheiro de empate ou 2 a 0 para o Inter.

Depois a parada é complicadíssima: o Coritiba de Keirrison lá no Couto Pereira. O Coritiba é o oposto dos sonolentos. Tem uma vontade incrivel de vencer e vai estar lutando por uma vaga na Libertadores.

Em seguida um jogo complicado contra o Atlético Mineiro no Mineirão. Imaginem o Galo empurrado por 60 ou 70 mil pessoas! Olha...e se Domingão não jogar!

E na última partida vamos virar machos de novo contra o Náutico na Vila.

Futebol é um jogo com grande componente do imponderável.

Mas, se tudo transcorrer sem muitas perturbações, vamos fazer 14 pontos até o fim do campeonato.

Temos 29 pontos, com 14 terminaríamos o campeonato com 43.

Só nos resta torcer contra Ipatinga, Fluminense, Vasco, Portuguesa, CAP, Náutico, e Figueirense...

É o time que mais fala de vergonha na cara, atitude, hombridade, etc..e o que menos tem vergonha na cara, atitude, hombridade, etc...

Precoce

Pessoas ligadas às categorias de base do Santos afirmam que o jogador Braitner, destaque do clube recentemente em torneio na Europa, deve ser o próximo a sair.

Esperar o que de Teixeirinha?

E, conforme mostrado acima, ainda dá! O projeto 2a. divisão de Teixeirinha, que parecia sepultado, retornou com força total. O texto acima, analisando cada adversário, suas características, nossas dificuldades, e os cenários, não deixa dúvidas!


 

 



Escrito por Mauro Elias às 23h03
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Time de jogadores irresponsáveis; a maior intervenção da história do capitalismo

A maior intervenção da história do capitalismo

Veja

O mundo financeiro parecia derreter na semana passada quando George W. Bush e seu secretário do Tesouro, Henry Paulson, comandaram a maior intervenção da história do capitalismo. Salvaram o dia, o sistema e nossos bolsos

Se as novelas de televisão são sempre histórias sobre ricos com problemas que o dinheiro não resolve, a maior crise dos mercados financeiros do século XXI é uma história sobre ricos e pobres com problemas que o dinheiro resolve – pelo menos em parte. A crise eclodiu na segunda-feira passada, quando um dos mais tradicionais bancos de investimento de Wall Street, o Lehman Brothers, foi a pique e afundou sem que seus pares ou o governo americano lhe estendessem uma mão salvadora. O naufrágio do Lehman foi fagulha no arsenal. Outro banco tradicional, o Merrill Lynch, correu para debaixo das asas do Bank of America, vendido por 50 bilhões de dólares, dois terços do seu valor de mercado. Lehman Brothers e Merrill Lynch, para quem não é familiarizado, eram astros de primeira grandeza. Logo outras estrelas começaram a se descolar do firmamento e cair sobre a cabeça dos investidores não mais apenas nos Estados Unidos, mas do outro lado do Atlântico. A maior hipotecária inglesa, o HBOS, foi vendida às pressas ao Lloyds.

O pânico virou terror quando a operação de salvamento pelo governo americano da maior seguradora do mundo, a AIG, teve o efeito de aumentar ainda mais a já ebuliente ansiedade geral. No meio da semana parecia que o mundo financeiro havia perdido a consistência interna e, sem as leis universais que o mantinham coeso, ameaçava derreter. Na quinta-feira, quando as bolsas mundiais já perdiam no total quase 4 trilhões de dólares, Washington mandou a cavalaria. Henry Paulson, secretário do Tesouro americano, anunciou que os Estados Unidos estavam dispostos a "gastar centenas de bilhões de dólares" para "desintoxicar" os bancos com dívidas podres em seus balanços. A promessa de mais dinheiro, o soar do clarim e o tremular da bandeira transformaram o pânico em euforia, e a semana terminou com as bolsas em altas histéricas em todo o mundo. O sistema voltou a acreditar em si mesmo. O capitalismo está salvo. Fim do primeiro capítulo.

A novela continua. Seu final depende de que os investidores também voltem a acreditar no sistema a longo prazo. Sim, porque a euforia do fim da semana passada, que deu às bolsas a maior valorização da história na sexta-feira, é apenas o reverso do pânico. É o outro lado do mesmo sentimento. Os especialistas têm até um termo para o fenômeno – panic buying, em inglês, como é todo o vocabulário desse universo em mutação. Nessa voracidade para comprar, exatamente como as donas-de-casa na famosa liquidação anual do Magazine Luiza, os investidores ignoram fundamentos e correm em busca das ações que eles acreditam terem se desvalorizado demais. Para vendê-las no dia seguinte, não mudam a cara. Recuperar a confiança no sistema é outra história. Apenas como exemplo, examine-se o ocorrido com os dois únicos bancos de investimento de primeira linha dos Estados Unidos que escaparam da crise – o Morgan Stanley (MS) e o Goldman Sachs (GS). O MS perdeu quase um quarto de seu valor em bolsa, suas ações caíram 24% e o banco agora procura furiosamente uma fusão com alguma instituição comercial tradicional.

O Goldman Sachs, o primeiro de sua classe, perdeu 14% de valor em bolsa. É o único que deve continuar existindo com o próprio nome e gerência depois da segunda-feira negra da semana passada. Sendo o melhor, o mais sólido e o mais reputado dos bancos de investimento, o Goldman Sachs serve como base para a análise do sistema financeiro mundial atual, o que esta reportagem e as seguintes se propõem a fazer. O sistema se apóia em duas pernas. Uma, bem fininha, chama-se liquidez – ou seja, a capacidade de devolver aos investidores o dinheiro investido e os lucros quando eles assim o desejarem. Se um banco tem capacidade de devolver cada dólar a cada um dos investidores de uma só vez, ele tem 100% de liquidez. Um banco assim não precisa ter a segunda perna de sustentação do sistema, a confiança. O Goldman Sachs tem apenas 1 dólar para cada 25 dólares investidos. No jargão técnico, ele tem uma alavancagem de 25 – em termos reais são 40 bilhões de dólares em dinheiro de clientes para 1 trilhão de dólares de investimentos. Relembrando, o Goldman Sachs é o mais sólido e o único que sobreviveu incólume. Imagine-se, então, a alavancagem dos que sucumbiram.

Pelos cálculos da consultora McKinsey, a alavancagem média do sistema financeiro americano é de 10 – ou seja, em caso de um colapso total cada pessoa salvaria 1 dólar de cada dez investidos. Um gráfico desta reportagem tem vários exemplos desse tipo de alavancagem, entendida como a produção de riqueza financeira a partir de riqueza real ou a partir até de dívidas. A produção de riqueza financeira sobre dívidas, a securitização, está na base de toda a questão sobre a credibilidade do sistema e ajuda a explicar a crise de confiança da semana passada. Em resumo, algumas brilhantes mentes de Wall Street encontraram um meio de transformar dívidas, principalmente imobiliárias, em investimentos. Até aí nenhuma ousadia especial. O pulo-do-gato, que caiu de costas na semana passada, foi misturar em um mesmo pacote "dívidas podres", ou incobráveis, com dívidas contraídas por pessoas com vontade e capacidade de honrá-las. E, claro, empacotar e rotular tudo como dívida boa. Isso equivale a misturar água de esgoto a água filtrada e vender o volume total do líquido como soro fisiológico. Assim, um título da dívida assinado por um comprador de casa honesto e com bom salário passou a ter o mesmo valor (ou quase, para sermos exatos) de um título de um comprador deliciosamente apelidado de Ninja (no income, no job, no assets), alguém sem salário, sem emprego e sem patrimônio.

A McKinsey mostrou que há menos de vinte anos esse universo financeiro era muito menor e bem menos complexo. Para um PIB real global de 10 trilhões de dólares em 1980, havia de ativos financeiros no planeta cerca de 12 trilhões de dólares. Em 2006, enquanto o PIB real mundial chegava a 48 trilhões de dólares, os ativos financeiros batiam em 170 trilhões de dólares – a maior parte desse valor fabricada com aquela mistura de dívidas boas e dívidas ruins de que se falou acima. O planeta finanças tornou-se gigantesco e formado por gases tóxicos misturados a gases respiráveis. Não por acaso, a expressão usada pelo secretário Henry Paulson foi "desintoxicar" os balanços dos bancos de modo a identificar as dívidas podres. O governo americano vai bancar essas dívidas e procurar devolver ao sistema não apenas sua credibilidade, mas sua liquidez, além de, no processo, tentar que essas duas características não andem mais tão separadas.

Com o mundo salvo pela ação do governo americano, tem-se folga para calcular quanto vai custar a operação "desintoxicação" do sistema, imaginar como ele vai funcionar daqui para a frente e refletir sobre que efeitos positivos no mundo real teve a farra financeira. Comecemos pela última questão. Bolhas destroem riquezas quando estouram, mas também criam, e muitas, quando são infladas. É justamente o caso da bolha que estourou na segunda-feira passada. Na sua fase de crescimento, essa mesma bolha, esse mesmo sistema tóxico e demonizado da semana passada, foi o que produziu a liquidez mundial capaz de tirar da miséria centenas de milhões de pessoas na China e no Brasil, principalmente. Graças ao sistema financeiro, quase meia centena de países antes estagnados hoje cresce a taxas de 7% ou mais por ano. O aumento do nível e da qualidade de consumo no Brasil, a economia pujante do país e, por conseqüência, a popularidade recorde do presidente Lula se devem a cabeças brilhantes e maquiavélicas de Wall Street que inventaram esses gigantescos instrumentos de liquidez mundial. Por esse prisma, é uma pena que a bolha tenha estourado. Limpar a bagunça vai custar cerca de 1 a 2 trilhões de dólares – o mesmo custo de cinco a dez anos de guerra no Iraque. Quem vai pagar? O contribuinte americano. Mas boa parte disso será recuperada pelo Tesouro americano no mercado – e, a se fiar em operações salvadoras anteriores, com lucro. Finalmente, como vai funcionar o sistema daqui para a frente? Será menor, sem dúvida. No começo, com mais cautela e mais regulação. Depois, ninguém sabe. Com a palavra, Alan Greenspan, ex-presidente do Fed, o banco central americano: "Se um banco concede um empréstimo sem saber se o cliente pode pagar, quem vai saber? O governo? Impossível".

Depois da farra

O americano Norman Gall, diretor executivo do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, sugere quatro ajustes para evitar que os mercados produzam novas bolhas de irracionalidade financeira. Seu ensaio "Dinheiro, ganância, tecnologia" foi publicado no Braudel Papers, jornal do instituto.

Qual é o papel dos governos nessa crise?
Os bancos centrais precisam eliminar os juros negativos, para refrear o excesso de demanda e parar a inflação. Segundo indicadores financeiros publicados semanalmente pela The Economist, 24 de 41 países listados mantêm taxas de juros negativas, liderados pelos Estados Unidos, Japão, China, Índia, Rússia, Chile e Arábia Saudita. Cinqüenta países já têm inflação anual acima de 10%. A eliminação dos juros negativos pode ser politicamente difícil para as nações individualmente, mas uma ação coletiva e cuidadosamente explicada de vários governos e bancos centrais a facilitaria.

E as taxas de câmbio?
As taxas de câmbio subvalorizadas têm de ser eliminadas. Se as taxas de juros se tornassem positivas, as taxas de câmbio subvalorizadas subiriam para níveis mais realistas, reduzindo as distorções no comércio mundial e nos fluxos financeiros e refreando a escalada da inflação mundial. Apesar da valorização recente, a taxa de câmbio da China ainda estaria entre um terço e metade abaixo do que seria necessário para o equilíbrio com seus parceiros comerciais. Outros exportadores asiáticos relutam em elevar seus juros, temendo perder competitividade se a China não agir primeiro.

Como regular o mercado financeiro?
É preciso livrá-lo de atividades perigosas e frívolas, como a securitização irresponsável e a proliferação cancerosa de derivativos exóticos. Os contratos de derivativos que podem ser implementados devem ser limitados a instrumentos padronizados, comercializados em bolsas de compensação reconhecidas que assumam a responsabilidade pela execução final dos contratos.

O que os governos dos países afetados pela crise devem fazer?
Respondendo às adversidades econômicas, os governos deveriam lançar programas de modernização da infra-estrutura comparáveis ao New Deal de Roosevelt nos anos 30, para consolidar a estabilidade política no momento em que os tempos difíceis se aproximam, mostrando preocupação com os setores que enfrentam adversidade e projetando esperança para o futuro. O New Deal não foi capaz de pôr fim à Grande Depressão, mas seus projetos de obras públicas ajudaram a sustentar o sistema político. As grandes economias, como Estados Unidos, Brasil, Rússia e Índia, e muitas menores também, precisam urgentemente de melhorias em infra-estrutura.

Cultura da preguiça e da indolência

É o time da indolência, do ócio, da vagabundagem, da preguiça, do desleixo, da negligência, do descuido.

Como isso não muda nunca, é fácil concluir que não é algo particular desse grupo de jogadores. Trata-se de uma cultura única no mundo do futebol.

Cultura do vagar, da lentidão. Não se vê isso em outros times de futebol.

Os jogadores não chegam no Santos assim. A cultura do desleixo, da incúria, da indolência, do relaxo, da grosseria, da desatenção é tão marcante que basta um mes para os caras se transformarem.

São raros os times de futebol que tomam dois gols em 2 minutos, e 3 gols em 10 ou 15 minutos. Mas no Santos isso é frequente. A cada intervalo de 2 ou 3 meses isso acontece. A última vez tinha sido contra o Palmeiras, com aquele goleiro infeliz cooperando para a vergonha. Ontem foi geral.

Vagabundagem, sonolência, soneira, é quase que uma exclusividade do Santos.

O jogador chega no clube um leão. Lembro quando o meia Cuca, esse técnico incompetente que a gente conhece, chegou ao Santos. Era uma fera. Jogador de pegada, garra, raça...Bastou um mes e ele se transformou nisso que a gente viu em campo ontem.

Não adianta: faz parte da cultura desse clube frouxo.

Podem esperar que os dois próximos jogos serão de muita garra e vontade. Sobretudo porque serão na Vila e contra adversários fracos. Todos vão deitar e rolar.

As contas se vamos chegar na Sul Americana ou Libertadores recomeçarão.

Mas, em mais 4 ou 5 rodadas, levarão uma goleada histórica como a de ontem. Porque é cultura. Porque eles nasceram pra perder. Porque o objetivo desse time é só escapar do rebaixamento mesmo. Do presidente ao massagista, passando pelos jogadores e comissão técnica, no fundo vão brigar mesmo é para não cair.

Frieza, insensibilidade, indiferença, preguiça, indolência, ociosidade, inércia, negligência, descaso, incúria, relaxo, grosseria, desatenção são alguns adjetivos para qualificar esse time.

Vou parar por aqui pois não quero me estressar.

 

 



Escrito por Mauro Elias às 13h30
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