Antes da folga de dois dias, os atletas participaram de um rachão, ontem, no CT Rei Pelé. A novidade foi Fábio Costa, recuperado da lesão que, há quase três meses, o impede de jogar. O goleiro participou de toda a atividade, chutou bolas (o que não vinha fazendo) e não reclamou de dores na coxa. Sua volta está prevista para o próximo sábado, contra o Botafogo, no Rio de Janeiro.
Saiu na Folha...
Pânico
De bate-pronto, cartolas dos principais clubes do Brasil temem dois reflexos da crise internacional dos mercados: a dificuldade de obterem crédito e o risco de levarem calotes de estrangeiros. A maioria paga contas e salários graças a empréstimos e já viu que será difícil levantar dinheiro. Quem vendeu atletas para o exterior e tem verba para receber busca freneticamente notícias sobre os bancos internacionais. Como garantia, receberam cartas de crédito de bancos. Se essas instituições quebrarem, os papéis viram pó.
Balança. O Internacional tem 10 milhões para receber por vendas de atletas. Se não levar calote, pode comemorar a alta da moeda provocada pela crise. O clube gaúcho, porém, ainda precisa pagar 4,5 milhões de contratações, como a de D'Alessandro.
Autógrafo. Para calar conselheiros do Santos que o criticam por tratar de Fábio Costa, o médico Joaquim Grava, do Corinthians, diz ter carta assinada por Carlos Braga, seu colega santista. É o pedido para que examine o goleiro.
Menos. A FBA, que esperava triplicar receitas com o Corinthians na Série B deste ano, agora faz contas mais modestas. Avalia que no máximo dobrará a arrecadação.
Curto-circuito. O anúncio do corintiano Andres Sanchez de que solicitou urnas eletrônicas para a eleição de janeiro não acalmou a oposição. O candidato Paulo Garcia diz que a medida será inócua se não forem esclarecidas as suspeitas de que há sócios-eleitores em situação irregular.
Estrela. Corintiana, Daiane dos Santos acompanhará hoje pela primeira vez o time no estádio. Aceitou convite de Andres para ir ao Pacaembu no jogo contra o Santo André.
Remendo. Affonso della Monica avisará a Ingresso Fácil que não renovará automaticamente o contrato do Palmeiras com ela. Mas deixará aberta a chance de novo acordo que agrade aos descontentes com a fórmula atual.
Barganha. A decisão satisfaz o grupo do vice Gilberto Cipullo, que fechou apoio à prorrogação do mandato de Della Monica. Mas exigiu o cancelamento do contrato com a Ingresso Fácil até a véspera da votação do tema.
A favorita. A Globo venceu a disputa com o portal Terra pelos direitos de telefonia dos três próximos Brasileiros. Pagará cerca de R$ 18 milhões ao Clube dos 13.
Canhão. A oferta da Globo foi inferior à do Terra, que pagaria cerca de R$ 21 milhões. Os cartolas preferiram a emissora porque ela investirá R$ 10 milhões para divulgar os produtos. Os clubes têm participação nas vendas.
Outra. A Corte de Arbitragem do Esporte reabriu ação do Kashiwa Reysol contra o Botafogo. Os japoneses alegam que os brasileiros não pagaram R$ 1,5 milhão pela compra de Carlos Alberto.
Exemplo que vem do sul: Internacional quer Libertadores por receitas
A classificação do Campeonato Brasileiro não dá tantas possibilidades, mas o Internacional ainda espera terminar o torneio entre os quatro colocados e engordar o seu centenário de 2009 com a participação na Copa Libertadores da América. Segundo o vice-presidente de marketing, Jorge Avancini, jogar a competição sul-americana representaria algo em torno de 50% de receitas a mais na próxima temporada.
"Isso traria um enorme impacto às nossas ações, com maior faturamento, receitas, cotas de televisão muito mais interessantes, renovação de patrocínios, venda de produtos licenciados e também para motivar uma maior associação de torcedores ao nosso programa de sócios. Claro que depende do desempenho do time dentro da Libertadores, também, mas cresceríamos em tudo, além de abrir oportunidades como foi, por exemplo, o Torneio de Dubai".
O dirigente do clube gaúcho, aliás, ressaltou a meta de atingir, em 2009, o número marcante de 100 mil associados. Segundo ele, neste momento, o Internacional tem 76.600 sócios, entre os sócios patrimoniais e os "sócios campeões do mundo".
"Em abril desse ano, tínhamos 42 mil. E ainda houve uma queda grande em adesões após a eliminação na Copa do Brasil. De qualquer forma, o clube acredita que pode ultrapassar o River Plate e se tornar o maior clube da América em quadro social", afirmou. Atualmente, os números argentinos beiram os 83 mil.
Jorge Avancini estima que as receitas mensais do Inter com os programas de sócios cheguem a 2,3 milhões de reais. Segundo ele, esse valor faz com que só as cotas de televisão, eliminando as vendas de jogadores, fiquem atrás da arrecadação com os sócios. "É impossível mensurar negociações de atletas, pois varia muito, e eventualmente surge algum nome como o Alexandre Pato, por exemplo", comparou.
Outra vantagem do programa de sócios, na concepção de Avancini, é o valioso banco de dados que o Internacional possui sobre seus torcedores, graças aos cadastros. "É fantástico, pois podemos entender o que o torcedor quer, posso fazer estatísticas, ver o perfil de cada um, o produto que mais vai interessar e, até, a hora em que chega e sai do estádio. Isso nos dá um alto poder de negociação com patrocinadores".
Em 4 de abril de 2009, o Internacional comemorará 100 anos de vida. E espera, entre outras ações, realizar um amistoso com o Benfica, que inaugurou o Beira Rio em 1969 - justamente no aniversário de 60 anos. Jorge Avancini ainda revelou diversas iniciativas, como lançamentos de um vídeo produzido pela G-7 e de um selo dos Correios.
Probabilidade de rebaixamento; Santos envia protesto à CBF
Pontuação Final
Conquista do Título
Classificação para a Libertadores
Classificação para a Sul-Americana
Rebaixamento para a Série B
45
0.00 %
0.00 %
77.4 %
menor que 0.01 %
44
0.00 %
0.00 %
57.0 %
0.04 %
43
0.00 %
0.00 %
31.4 %
0.4 %
42
0.00 %
0.00 %
12.3 %
2.4 %
41
0.00 %
0.00 %
2.9 %
9.4 %
40
0.00 %
0.00 %
0.4 %
27.8 %
39
0.00 %
0.00 %
0.03 %
56.2 %
38
0.00 %
0.00 %
menor que 0.01 %
81.6 %
37
0.00 %
0.00 %
menor que 0.01 %
95.1 %
36
0.00 %
0.00 %
menor que 0.01 %
99.2 %
35
0.00 %
0.00 %
0.00 %
99.9 %
34
0.00 %
0.00 %
0.00 %
maior que 99.99 %
É humilhante ter que se preocupar com isso a cada rodada.
Teixeirinha é o pior presidente da história do clube. Ele não tem concorrente.
Nunca trabalhou em sua vida. Suas atividades profissionais estão resumidas abaixo:
-Pró-Reitor Administrativo da Universidade Santa Cecília - UNISANTA -Diretor-Presidente do Sistema Santa Cecília de Rádio e TV Educativas -Presidente da Associação Santa Cecília Esportes - Presidente do Santos Futebol Clube
Sua experiência profissional é nula.
O resultado só poderia ter sido esse estrago administrativo monumental que ele conduziu o Santos.
Conseguiu transformar um lucro de 150 milhões de reais em um prejuízo de quase 100 milhões de reais em pouquíssimo tempo.
E montar um time que luta às duras penas para escapar da segunda divisão.
E não se sabe ainda qual o destino do Santos: permanecerá na primeira divisão ou será rebaixado?
Caso permaneça na divisão de elite, qual será o nosso futuro, se o grande feito de Teixeirinha será contratar Wendel e Bida definitivamente?
Qual o futuro de Kléber Pereira? Tenho ouvido insistentes comentários que a gambazada vai tirá-lo da Vila. E não teremos a concorrência só da gambazada. Dizem que o Palmeiras com a Traffic quer reeditar a dupla Alex Mineiro - Kléber Pereira na Libertadores 2009.
É muito triste ver o Santos no estado que está.
Eu acompanho o Santos desde 1962 e nunca vi nada pior.
Nas décadas de 80 e 90 não corremos perigo de rebaixamento. Nem com os times ridiculos que esse mesmo incompetente montou no inicio da década de 90 o Santos brigou para não cair.
Uma nova derrota contra o Botafogo e estaremos de novo com a corda no pescoço.
Como jogamos bem contra o Grêmio, é provável que contra o Botafogo re-editaremos o fiasco de Goiás.
Sem Kléber Pereira e Fabiano Eller, nossos dois melhores jogadores. Com o emo Fabão na zaga. E com Lima ou Wesley no ataque ao lado de Cuevas. Ah esqueci, tem o tal de Reginaldo e o ganso Tiago Luis. É brincadeira! Esse é o Santos de Teixeirinha. Se alguém se lembrar de um pior é só dizer. O time do Teixeirinha de 2005 era melhor que esse em termos de resultados. Pelo menos o risco de rebaixamento foi pouco menor.
De 60 para cá, os presidentes foram esses:
Athiê Jorge Coury – 1945/1971 Vasco José Fae – 1971/1975 Modesto Roma – 1975/1978 Rubens Quintas Ovalle – 1978/1982 Ernesto Vieira da Silva – 1982/1983 Milton Teixeira – 1983/1987 Manuel dos Santos Sá – 1987/1988 Otávio Adegas – 1988 Miguel Assad Macool Filho – 1988/1989 Antônio Aguiar Filho – 1989/1991 Marcelo Pirilo Teixeira – 1991/1993 Miguel Kodja Neto – 1994 Samir Jorge Abdul-Hak – 1994/1999 Marcelo Teixeira - 2000
Qual deles causou mais prejuízos ao clube? Coitados do Manuel dos Santos Sá, do Kodja Neto, do Samir....
Foram todos horrorosos, mas nenhum deles chegou perto da capacidade de transformar 150 milhões de lucro em prejuízo e dívidas de 100 milhões, no curto espaço de tempo de 2 anos. Isso é impensável.
Santos envia protesto à CBF
A viagem de duas horas de avião e a noite de sono não foram suficientes para diminuir a indignação santista com Marcelo de Lima Henrique, árbitro no revés para o Grêmio, anteontem, em Porto Alegre.
No desembarque da equipe em São Paulo, os jogadores voltaram a criticar o juiz e pediram punição. "Não vou mudar meu discurso. Ele nos prejudicou, nos tirou três pontos e estava intencionado a favor do Grêmio", disse o zagueiro Fabiano Eller, que foi expulso pelo juiz e era um dos mais exaltados ao término da partida.
O clube enviou ontem mesmo um vídeo à CBF com lances da partida. O Santos diz que não pedirá para que o árbitro não apite mais seus jogos, mas espera que ele seja punido.
A diretoria crê que o vídeo com os erros de arbitragem pode amenizar uma possível punição a Fabiano Eller no STJD.
Marcelo de Lima Henrique relatou na súmula que foi chamado de "safado", "pilantra" e que foi ameaçado de agressão por Eller. "Ao encerrar a partida, o citado atleta invadiu o campo de jogo vindo em minha direção e proferindo as seguintes palavras: vou te pegar em Itaboraí."
Antes do jogo, em tom de amizade, o juiz comentara com o beque que, assim como ele, tem casa no município fluminense e que são quase vizinhos.
Além de um pênalti não anotado, os santistas reclamam de inversão de faltas e do cartão amarelo dado a Kléber Pereira, que o tira da próxima partida.
A cada dia que passa acho esse esporte mais injusto. E tem hora que me dá
nojo. Como na expulsão injusta do Fabiano Eller que nem tocou no jogadorzinho
safado do Grêmio.
O Santos jogou bem, não merecia perder. E se o placar de 1 a 0 já era
injusto, imaginem 2 a 0. Aliás, o segundo gol foi uma infelicidade total do
Douglas que fez uma boa partida.
Prá variar levamos um gol antes dos cinco minutos, o que dá uma
desestabilizada geral em qualquer time de futebol.
Mas o Santos jogou muito bem no primeiro tempo, perdeu gols, dominou o
Grêmio, que adiantava a marcação no campo de ataque.
Esse tipo de jogo requer a presença de bons meias capazes de ligar
rapidamente, e com precisão, os contra-ataques fatais. Mas o Santos tinha apenas
o Molina, que é um grande jogador mas é lento.
Douglas foi bem. Não dá para culpá-lo pela derrota. Defendeu bolas
importantes, nota 6.
Wendel bem pela direita, atacou e defendeu bem, nota 6.
Domingão não deixou o grandalhão grosso do Grêmio jogar, nota 6,5.
Fabiano Eller é para mim o melhor zagueiro em atividade no Brasil. Foi
injustamente expulso por um árbitro ladrão e safado. Eller leva 7.
Fábio Santos o mais fraco da defesa e do time, leva 3.
Brum fez boa partida, luta bravamente, sabe sair jogando, é um bom volante,
para mim nota 6.
Bida não vem jogando bem, leva 4. Pará entrou e nada fez, nota 4. Souto fez
uma partida apenas regular, nota 5. Molina é bom jogador e vinha bem no meio
campo. Márcio Fernandes, ao tirar Molina e substituí-lo pelo ganso Tiago Luis,
cometeu um erro primário. Molina leva 6, e o ganso fica com 0.
Kléber Pereira por pouco não fez o gol de empate no final, reclamou e tomou o
3o. amarelo e não vai enfrentar o Botafogo. Kleber fica com 5.
Cuevas jogou bem de novo. Fez duas boas finalizações, em uma delas a bola foi
tirada em cima da linha pelo zagueiro do Grêmio. Cuevas fica com 6.
Carleto jogou em 5 minutos mais que o Fabio Santos em 89. Carleto fica com
5,5.
Márcio Fernandes errou ao subsituir Molina pelo tal de Tiago Luis, que não
joga absolutamente nada.
Mas dá pena do Márcio Fernandes. Ele olha para o banco e tem lá Lima, Tiago
Luis e Wesley. O que fazer se Teixeirinha é incompetente e irresponsável?
Uma pena. Tipo de derrota que dói.
Se tivéssemos um presidente menos ruim, que tivesse um minimo de competencia,
o Santos não estaria na posição que está. Nosso time não é pior que o Grêmio,
que é o líder do campeonato. E jogamos sem Fábio Costa e Kléber, dois
grandes jogadores e titulares absolutos em qualquer time do Brasil.
É nítido, é evidente, é muito claro que o time precisa de um bom
meia e mais um atacante. Com dois bons jogadores nessas duas posições o
Santos tem time para brigar por títulos, sem loucuras de pagar R$ 1 milhão
por mes para comissão técnica. Peguem esses R$ 12 milhões e contratem o Tinga e
o Sóbis. Ou tragam o Zé Roberto de volta. Pronto!
FHC acusa governo brasileiro de "brincar de Polyana" com crise financeira; Santos tenta repetir, no Sul, único triunfo fora; oposição quer Grava longe; Bovespa cai 4,66%. Perda no mês já chega a 19,4%
FHC acusa governo brasileiro de "brincar de Polyana" com crise financeira
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta terça-feira que o PSDB vai cobrar uma atitude de responsabilidade por parte do governo brasileiro com relação à crise financeira internacional. Segundo FHC, o governo adota uma postura de Polyana ao minimizar os efeitos na economia nacional --a expressão que representa otimismo e certa ingenuidade faz referência à personagem que sempre vê o lado bom das coisas (felizmente os leitores deste blog já conhecem essa expressão faz um bom tempo).
"Vamos cobrar do governo que deixe de brincar de Polyana, dizer que está tudo bem. Não pode continuar dizendo que está tudo bem. Hoje mesmo o diretor do Fundo Monetário dá uma declaração dizendo que a crise apenas começou. Não é possível manter uma postura de alheamento só com o propósito de anestesiar o povo", afirmou
O ex-presidente afirmou que não é sua intenção fazer especulações sobre o momento atual da economia, mas que o seu partido vai cobrar mais detalhes sobre medidas tomadas pelo governo federal para conter a crise. "Queremos apenas saber com mais detalhes porque se tomam certas medidas, precisamos debater essas medidas para defender com mais empenho o interesse popular."
A declaração de FHC foi feita durante ato do PSDB que oficializou o apoio do partido ao prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM), que tenta a reeleição.
O ex-presidente ainda lembrou que durante sua gestão criou o Proer --programa de socorro a instituições financeiras realizado em 1995--, que agora é reconhecido internacionalmente como uma boa solução para resolver crises financeiras. "Os Estados Unidos tiveram a oportunidade de fazer um Proer. Não fizeram. Fizeram um sistema muito mais confuso, muito menos nítido", disse.
Cassino
Também nesta terça o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a crise está chegando na Europa porque os bancos de lá também participaram do "cassino imobiliário dos Estados Unidos". Lula criticou o fato de os países mais ricos não terem debatido a crise na última reunião do G8. Ele alegou que tentou fazer isso, mas que os outros representantes preferiam discutir a Amazônia.
Em discurso a metalúrgicos do estaleiro BrasFels, Lula reafirmou que não haverá pacote econômico, mas não descartou tomar novas medidas para conter os efeitos da crise no Brasil.
Já o vice-presidente José Alencar minimizou a crise ao afirmar que, apesar de grave, o Brasil vai conseguir atravessar "sem fortes impactos" a turbulência no mercado. Alencar disse que o país não pode fazer "juízo precipitado" da crise porque o crédito vai fluir "naturalmente" no Brasil.
Disparada do dólar paralisa negócios entre empresas
Forte variação do câmbio dificulta definição de preços nos mercados interno e externo
Desvalorização do real em relação ao dólar, de mais de 20% em 3 semanas, leva empresas a reavaliar planos e a suspender novos contratos
A abrupta desvalorização do real provocou paralisação nos negócios entre fornecedores de matérias-primas, indústrias e comércio e atingiu as exportações, as importações e as vendas no mercado interno.
Fabricantes de produtos eletroeletrônicos, como TVs, DVDs e computadores, de bens de capital e de alimentos estão com dificuldades para definir preços por conta da forte variação da taxa de câmbio -nas últimas três semanas, a desvalorização do real em relação ao dólar chegou a 21%.
"Ninguém consegue fazer preço neste momento, e o setor vive uma espécie de estagnação. A desvalorização do real foi muito violenta, e fica difícil estabelecer preços de venda", afirma Lourival Kiçula, presidente da Eletros, associação da indústria eletroeletrônica.
A atitude da Semp Toshiba de parar temporariamente de vender seus produtos, segundo Kiçula, foi sensata. "É preciso parar para reavaliar os negócios. Vale ou não a pena importar tal produto ou tal componente? É isso que as empresas avaliam neste momento", diz.
Humberto Barbato, presidente da Abinee, associação da indústria elétrica e eletrônica, diz que, além de ter dificuldade para estabelecer preços de venda para o mercado interno, as empresas não conseguem exportar porque não sabem que taxa de câmbio devem utilizar.
E quem quer exportar tem dificuldade para enviar os produtos para o exterior por conta da restrição de linhas de crédito para realizar os chamados ACCs (Adiantamentos de Contrato de Câmbio).
"As linhas de crédito secaram. Quem tem dinheiro para continuar operando está bem. Quem não tem pode ter de parar a produção", afirma José Augusto de Castro, vice-presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil).
Os produtos manufaturados, segundo Castro, são os que mais sofrem neste momento com a variação da taxa de câmbio. "Estamos próximos do Natal, um período em que as exportações de manufaturados se intensificam", afirma.
O presidente da Abinee diz que as empresas só estão vendendo neste momento o que já está produzido. "Os novos negócios estão paralisados. Os empresários não sabem que taxa de câmbio devem utilizar."
A Marcopolo, multinacional fabricante de carrocerias de ônibus, é uma das empresas que enfrentam dificuldades agora para definir preços.
"A taxa de câmbio é um problema para a formação de preço de qualquer produto que se compra ou que se vende neste momento", afirma Ruben De la Rosa, diretor-presidente da Marcopolo. Para ele, a desvalorização do real favorece o exportador, mas não quando ocorre de forma tão brusca.
"A primeira preocupação é a de que evidentemente qualquer flutuação do câmbio exagerada, para cima ou para baixo, deixa aquele que lida com câmbio tonto. Tudo fica desmontado com uma oscilação muito forte desse tipo", diz. Para o empresário Lawrence Pih, presidente do grupo Moinho Pacífico S.A., a súbita alta do dólar pode criar um forte desequilíbrio no setor. Boa parte dos moinhos negociou a produção de farinha no mercado interno com base nos preços de R$ 1,60 por dólar. Em poucos meses, o dólar subiu cerca de 50% ante o real. "Isso é uma maxidesvalorização do real. Provocará um impacto muito forte nos moinhos."
O setor, segundo ele, não consegue importar trigo porque os financiamentos de importação sumiram do mercado.
Preços
O vice-presidente da Abimed (Associação Brasileira de Importadores de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares), Abrão Melnik, chega a prever alta nos custos dos procedimentos médicos devido à taxa de câmbio. Isso porque 40% dos materiais médicos são importados.
Para este ano, a Abimed previa importações de US$ 2,5 bilhões, mas, com a desvalorização do real, a estimativa deverá ser revista. Os implantes ortopédicos e os marca-passos, por exemplo, são alguns dos equipamentos médicos mais importados.
Santos tenta repetir, no Sul, único triunfo fora
Contra o Grêmio, time usará fórmula da solitária conquista como visitante
No Olímpico, equipe deve atuar fechada e explorar os contra-ataques, como na vitória por 1 a 0 sobre o Inter, também em Porto Alegre
O Santos tenta repetir hoje à noite, contra o Grêmio, sua única alegria plena como visitante no Brasileiro-08. Foi em Porto Alegre, no dia 30 de julho, que o time conseguiu seu solitário triunfo fora de casa no torneio.
Em 13 jogos longe da Vila Belmiro, o clube foi derrotado oito vezes, empatou quatro, e venceu o Internacional (1 a 0).
A tentativa de repetir o resultado em terras gaúchas fará o Santos adotar a mesma tática usada contra o maior rival do Grêmio: jogará fechado e apostará nos contra-ataques.
"A forma de jogar depende de cada partida. Normalmente as equipes enfrentam o Grêmio assim [defensivamente]. E não vai ser diferente conosco", disse o técnico Márcio Fernandes.
Do triunfo no Beira-Rio para hoje bastante coisa mudou no Santos. O treinador daquela época (Cuca) deu lugar a Márcio Fernandes, e o autor do gol solitário que garantiu os três pontos, Maikon Leite, não irá a campo. O atacante sofreu grave lesão no joelho e só volta a jogar no meio do ano que vem.
Para o treinador santista, pela posição na tabela, embora o Grêmio seja favorito hoje, sua equipe pode "complicar" para o vice-líder do Nacional.
"Temos que fazer o que temos feito na Vila Belmiro. Sabemos que o Grêmio é uma força, mas vamos para o Sul jogar futebol", falou Fernandes.
A única mudança no Santos em relação ao time que bateu o Atlético-PR (4 a 0) no sábado será na lateral esquerda. Kléber, na seleção, será substituído por Fábio Santos ou Carleto. Sem definir o time, Fernandes disse que a questão do contrato de Carleto, que termina no final do mês e ainda não foi renovado, pode pesar em sua decisão. Fábio Santos deu entrevista como escalado.
"Considero o jogo de amanhã [hoje] como estréia. É a oportunidade de mostrar ao grupo e à diretoria que eles podem ter confiança no meu trabalho", disse o lateral, que jogou poucos minutos na partida contra o Fluminense, há três rodadas.
O meia Molina, que fez um dos gols do time no fim de semana, será titular. Michael, ainda com inflamação no joelho esquerdo, nem foi ao RS.
No Grêmio, o zagueiro Léo e o meia Tcheco, suspensos, e o meia Souza e o atacante Perea, contundidos, são os desfalques.
Jean deve entrar na zaga. Soares segue no ataque ao lado de Morales. Douglas Costa, que estreou nos 2 a 1 contra o Botafogo, será mantido no time. Durante a semana, o Grêmio treinou com portões fechados.
CRUZAMENTOS E ATACANTE DE QUASE 2 METROS PREOCUPAM EQUIPE
Time que mais marcou de cabeça no Nacional (15 gols) e que mais faz cruzamentos (média de 26 por jogo, segundo o Datafolha), o Grêmio deve abusar do "chuveirinho" hoje à noite. O atacante Morales (1,96 m), que fez sua estréia como titular na última rodada, está mantido no time. "A preocupação é o Grêmio todo, mas a bola aérea é uma delas. Treinamos para não sermos surpreendidos", disse Márcio Fernandes. Os santistas já sofreram dez gols de cabeça no Brasileiro -quarta pior defesa nesse quesito.
Saiu no Painel FC...
Opositores do Santos preparam requerimento para o conselho pedindo que Joaquim Grava seja tido como "persona non grata" na Vila Belmiro. São antigos desafetos do médico que voltaram a destilar veneno após o agora corintiano tratar Fábio Costa.
"Se o Corinthians tiver R$ 200 milhões, não vai usá-los para comprar tijolos. Vai gastar comprando Kakás" De LUIZ PAULO ROSENBERG, vice de marketing do clube, ao descartar pagar essa quantia para reformar o Pacaembu
Bovespa cai 4,66%. Perda no mês já chega a 19,4%
Os investidores no Brasil ainda estão cautelosos em relação ao futuro da saúde financeira dos Estados Unidos, o que resultou em mais um dia de queda na Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa fechou nesta terça-feira com baixa de 4,66%, aos 40.139 pontos – o menor índice desde 1º de novembro de 2006, quando atingiu 39.930 pontos. No mês, as perdas acumuladas são de 19,4% e quase 40% no ano.
As oscilações foram fortes durante todo o dia. O anúncio de uma ação coordenada entre os bancos centrais pelo mundo pesou na abertura das bolsas. Mas à tarde as declarações do presidente do Federal Reserve, Bem Bernanke, sobre as perspectivas de debilidade econômica americana frustraram o mercado.
Apenas sete das 66 ações que compõem o Ibovespa fecharam no azul. A Petrobras PN caiu 5,67% e Petrobras ON recuou 5,92%. A alta dos metais também não evitou a desvalorização de 3,67% das ações PNA da Vale e a queda de 4,07% dos papéis ON da mineradora. As maiores quedas foram registradas por B2W ON (-15,17%), Duratex PN (-14,35%) e Cyrela ON (-13,79%). Na outra ponta: Telesp PN subiu 5,48%, JBS ON aumentou 5,05% e TIM Participações S.A. PN avançou 1,40%.
Santos não consegue liberar Kléber; Globo perde com aposta na Série B; o que sobrou de bom da bolha; os planos A e B de um dos melhores gestores de dinheiro do Brasil; apertem os cintos
Santos não consegue liberar Kléber
O Santos tentou desde a semana passada, mas não conseguiu a liberação do lateral Kléber para a partida de amanhã contra o Grêmio, em Porto Alegre.
O jogador se apresenta hoje no Rio para as partidas da seleção brasileira pelas eliminatórias.
"Tentamos, mas não recebemos nenhuma resposta da CBF", disse Luiz Ruas Capella, diretor de futebol do clube.
O assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva, disse ontem à noite que não havia uma resposta oficial sobre o pedido, mas que achava muito pouco provável a liberação do jogador.
Segundo ele, o Fluminense também fez um pedido para a liberação do zagueiro Thiago Silva.
O substituto de Kléber amanhã deve ser Carleto. Molina, que agradou na vitória (4 a 0) sobre Atlético-PR, deve ser titular. Michael ficará no banco.
Saiu no Painel da Folha
Mosqueteiro. A cúpula corintiana festejou a vitória de Gilberto Kassab sobre Marta Suplicy no primeiro turno em São Paulo. Os cartolas não gostam da idéia da petista de erguer um estádio no Campo de Marte. E consideram o prefeito defensor do plano de deixar o Pacaembu com o clube.
Adeus. Se depender dos cartolas, Dagoberto será um dos primeiros a deixar o São Paulo em 2009. É visto como individualista, além de não render o esperado.
Surdez. Políticos e cartolas que rondam Ricardo Teixeira ficaram descontentes com o anúncio dos primeiros membros do comitê da Copa de 2014. Tinham afilhados para indicar, mas o presidente da CBF fez tudo sozinho.
Coração de mãe. São Paulo, Corinthians, Flamengo e Botafogo contam com o Atlético-PR no grupo que criarão para tomar decisões em conjunto no Clube dos 13. Assim, o G4 passará a ser o G5. Os cartolas planejam se reunir na semana que vem para formalizar a união.
Caçula. O Atlético-PR ouvirá de seus novos parceiros que terá de aceitar cotas menores nas reivindicações feitas pelo grupo junto ao C13.
Oficial. Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista, e seu filho, ambos conselheiros do Palmeiras, assinaram o abaixo-assinado que apóia a prorrogação de mandato de Affonso della Monica por mais um ano.
Vida dupla. O envolvimento de Del Nero incomoda opositores palmeirenses. Lembram que ele prega isenção do pessoal da FPF na política das equipes. Segundo conselheiros, Del Nero foi quem convenceu o palmeirense a tentar a prorrogação.
Pipoca. Quem trabalhou com Caio Jr. no Palmeiras não vê o Flamengo como ameaça no Brasileiro. O comentário é que seus times fracassam na reta final.
Efeito moral. Para motivar os jogadores do Vasco contra o rebaixamento, Roberto Dinamite lembrou os atletas de que eles já venceram o Palmeiras, atual líder do Brasileiro, neste ano.
Limpeza. A diretoria do Vasco afastou pelo menos um bilheteiro e um fiscal suspeitos de desviarem ingressos do jogo com o Figueirense para um cambista, detido no sábado. A investigação continua.
"O único caminho que o Roberto Dinamite conhece no Vasco, além do campo, é o da sala da tesouraria" De EURICO MIRANDA, presidente do Vasco, sobre seu sucessor demitir a tesoureira do clube, que tinha 48 anos de casa
Na minha opinião, Roberto Dinamite está completamente perdido no Vasco.
Globo perde com aposta na Série B
O último fim de semana deixou a Globo numa espécie de "encruzilhada" em relação à transmissão do futebol. Com as eleições, todos os principais jogos das Séries A e B do Campeonato Brasileiro foram marcados para o sábado à tarde.
A emissora carioca, com isso, optou por exibir a partida entre Corinthians e Marília, pela Série B, em detrimento do jogo Ipatinga x São Paulo, na Série A, que foi assim exibido pela Band. A escolha, porém, fez com que a Globo perdesse audiência no horário.
Durante a partida, a emissora registrou média de 15 pontos no Ibope contra 6,5 da Band. A marca foi a segunda maior do canal paulista, mas representou aos globais uma queda na audiência média da Série B.
Até o mês passado, o canal carioca registrava os números de 17,7 pontos em média com a Segundona. Já a Band teve um aumento em sua audiência e alcançou a vice-liderança durante 20 minutos. Na mesma época de setembro, a emissora paulista possuía média de 4,9 pontos com a Série A.
A decisão da Globo, porém, tem por trás também a concorrência da RedeTV!, sua parceira na transmissão da Série B. Caso desse a exclusividade da partida corintiana à rival, ela poderia amargar uma derrota ainda maior no Ibope.
A partida entre São Paulo e Ipatinga só não foi a maior audiência da Band com a Primeira Divisão no ano devido a um jogo entre o time paulista e o Grêmio no dia 17 de agosto. Na ocasião, mesmo dividindo com a Globo a transmissão, a média foi de 7,4 pontos.
Mesmo sem confirmar oficialmente, a Globo deverá seguir a opção por exibir as partidas da Série B nesta reta final até o provável acesso do Corinthians. Anteriormente, a emissora carioca já havia mudado a data das duas partidas contra o Bragantino para televisionar o confronto, ambos na quarta-feira à noite.
Cada ponto registrado pelo Ibope equivale a 54 mil domicílios na região da Grande São Paulo.
A riqueza deixada pela bolha
Os planos A e B de um dos melhores gestores de dinheiro do Brasil
Armínio Fraga, o principal sócio da Gávea Investimentos
Nas últimas duas semanas, enquanto a crise mundial recrudescia, derrubando bolsas e secando o crédito, a Gávea Investimentos, gestora de recursos administrada pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, foi às compras. No começo da semana, comprou, juntamente com outro fundo, 30% da rede de farmácias Droga Raia. Na quinta-feira, anunciou que, por 130 milhões de dólares, levará uma fatia da Cosan, líder mundial no mercado de álcool. Embora com grande potencial de crescimento, Droga Raia e Cosan tiveram seus planos de expansão atrapalhados pela recente aversão ao risco de investidores e banqueiros. A primeira teve de suspender seu projeto de lançar ações na bolsa. A Cosan, por seu turno, faz parte de um setor extremamente dependente de empréstimos. Armínio farejou as dificuldades de ambas e ofereceu a solução – usou, para isso, os 7,6 bilhões de dólares de patrimônio de seus fundos. Ele contou como pretende atravessar este período de crise:
"A turbulência global assusta e recomenda cautela. Para quem tem horizonte de longo prazo e estômago para as oscilações, há coisas boas para comprar, sem alavancagem e sem pressa. Para quem não tem, o melhor é aguardar um momento mais tranqüilo e, durante a espera, investir em renda fixa de curto prazo e baixo risco. Resumo: o momento é realmente mais arriscado, mas há muitos ativos a bons preços para os mais ousados. Há um ano, o risco já era razoável, mas os preços não tão bons. Hoje, embora o risco seja maior, os preços estão deprimidos. De qualquer forma, como a incerteza é grande, um porcentual grande em investimentos mais conservadores é recomendável".
Apertem os cintos
A análise que se segue é de um dos mais argutos banqueiros de investimentos do país, que prefere manter-se anônimo no meio do terremoto. O cenário visto de agora (momento em que a Bovespa cai 11,74%), não pode ser pior, mas merece ser lido:
*"A crise de crédito é gravíssima e entrou com tudo no Brasil. O mercado sofre uma conjunção de fatores negativos que raramente ocorre. Em termos de fundamentos, a queda de commodities ataca os exportadores (CSN está caindo 25%, a Vale 20%). O aumento de juros e a conseqüente desaceleração do consumo afetam as empresas locais (Lojas Americanas cai 15%; Pão de Açúcar, 12%; Itaú e Bradesco 15%). Em termos de fluxo de capitais, o cenário é bem mais complicado no curto prazo, influenciado por três fatores: muitos hedge funds estão queimando suas posições de Brasil para cobrir resgates; empresas sólidas se aventuraram em derivativos malucos, gerando enorme desconfiança (Sadia, Aracruz e CSN são apenas o começo) e há fortes rumores de que vários bancos pequenos estariam no redesconto do Banco Central.”
*"Apesar de muitas blue chipsestarem muito baratas na Bovespa, o mercado ainda pode chegar pertos dos 30 000 pontos (agora está em 39 293 pontos) antes de ensaiar uma recuperação mais consistente".
*"O consolo é que, como em toda crise de crédito, aqueles que sobreviverem poderão gozar de uma recuperação relativamente rápida, assumindo que uma crise econômica não virá com o mesmo vigor da crise de crédito”.
Santista Faustão não renovou com a Globo ainda
Hoje à tarde, Fausto Silva se reúne com Octávio Florisbal, o diretor-geral da Globo. Vai tratar da renovação do seu contrato. É o início de uma segunda rodada de negociações. A primeira deu em nada. Faustão não gostou nem um pouco da proposta que ouviu. O Domingão do Faustão (apesar de ser um lixo, na minha opinião) representa 7% do faturamento total da Globo.
Detalhe: o contrato de Faustão com a Globo só termina em dezembro de 2009.
Tombos gigantes
O prejuízo total da Aracruz Celulose com as operações de câmbio nesta crise foi de 1,95 bilhão de reais.
O terremoto na Bovespa do dia 02.10.2008 arrastou todo mundo. Todo mundo e a Vale, cujos papéis caíram 9,49%. No ano, a queda é de 41,37% (até 5a. feira da semana passada). Sai de baixo.
Oi entrando na briga
A Oi começou sua operação em São Paulo - entrar no maior mercado do país é, obviamente, uma cartada fundamental para a empresa.
As linhas só começam a operar de fato no dia 24, mas as vendas iniciam amanhã em 100 000 pontos de venda no estado. A estratégia de marketing para capturar os clientes será centrada é retumbante: a operadora oferece três meses de ligações gratuitas, num total de até 600 reais em ligações.
Agora, aguarda-se a reação das concorrentes. Por enquanto, nenhuma apresentou suas armas.
Hoje, a Oi é dona de 15,62% do mercado brasileiro. É a quarta maior do país em telefonia celular. À sua frente, estão, a Vivo (30,12%), a Claro e a TIM, ambas com 25,09% cada uma.
Luxemburgo; chances; Domingão; Athayde Moraes; estrago na economia
Peço desculpas aos amigos que acessam este blog pela falta de atualização nos últimos dois dias. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde a sua criação em 16.12.2006. Por motivos particulares, alheios à minha vontade, tive que me ausentar no sábado à tarde e só retornei no domingo à noite. Pela primeira vez, em vários anos, não pude ver um jogo do Santos.Mas cá estamos, de volta, tentando levar aos amigos um pouco de informação do nosso Alvinegro e um pouco de cultura.
Luxemburgo
O presidente do Palmeiras, Affonso della Monica, declara ter ganhado apoio de peso em sua proposta de estender o mandato até janeiro de 2010. Segundo ele, o técnico Vanderlei Luxemburgo tem dito insistentemente que quer a permanência do cartola. ""Ele me diz que tenho de ficar, que ficaremos mais fortes no ano que vem, que tenho que seguir meu trabalho", fala Della Monica. O cartola afirma que Luxemburgo não sairá do clube nem se for chamado para a seleção brasileira. ""Se isso ocorrer, ele poderá acumular funções."
Della Monica desdenhou do interesse do Santos em ter Luxemburgo para a próxima temporada. Conselheiros santistas dizem que a liberdade que teria na Vila poderia seduzir o treinador a voltar. ""Aqui ele tem total liberdade para trabalhar", disse o cartola palmeirense.
Chances de rebaixamento permanecem, praticamente, as mesmas
Diante do cenário atual
Pontuação Final
Conquista do Título
Classificação para a Libertadores
Classificação para a Sul-Americana
Rebaixamento para a Série B
45
0.00 %
0.00 %
70.5 %
menor que 0.01 %
44
0.00 %
0.00 %
49.2 %
0.07 %
43
0.00 %
0.00 %
25.9 %
0.6 %
42
0.00 %
0.00 %
9.4 %
3.2 %
41
0.00 %
0.00 %
2.2 %
11.3 %
40
0.00 %
0.00 %
0.3 %
30.1 %
39
0.00 %
0.00 %
0.03 %
57.8 %
38
0.00 %
0.00 %
menor que 0.01 %
82.2 %
37
0.00 %
0.00 %
menor que 0.01 %
94.9 %
36
0.00 %
0.00 %
menor que 0.01 %
99.0 %
35
0.00 %
0.00 %
0.00 %
99.9 %
34
0.00 %
0.00 %
0.00 %
maior que 99.99 %
33
0.00 %
0.00 %
0.00 %
maior que 99.99 %
32
0.00 %
0.00 %
0.00 %
maior que 99.99 %
31
0.00 %
0.00 %
0.00 %
maior que 99.99 %
30
0.00 %
0.00 %
0.00 %
100.00 %
Parabéns, Domingão, pelos 150 jogos com a camisa do Santos
Domingos completou 150 partidas pelo Santos. Após a partida, o atleta foi do estádio para a igreja. Casou-se com Vanuce, com quem namora há dois anos. Parabéns, Domingão.
Sr. Athayde Moraes necessita de doação de sangue
O conselheiro eleito Athayde Moraes, que já ocupou diversos cargos no clube (entre eles a Diretoria de Administração e Finanças), está internado devido a sérias complicações de saúde e necessita de doação de sangue Tipo O+. Quem puder e quiser colaborar pode procurar a Casa de Saúde de Santos (Av. Conselheiro Nébias, 644, no Boqueirão), em Santos (Litoral de São Paulo), para fazer a doação.
Sr. Athayde foi, equivocadamente, responsabilizado pelas folclóricas aplicações financeiras. O clube tomava dinheiro emprestado à juros mais altos do que aplicava seu capital. Justiça seja feita: Sr. Athayde não era o responsável pelas aplicações. Ele cumpria ordens. Nem é preciso dizer de quem.
O tamanho do estrago
Depois de um esforço inicial desastroso, os Estados Unidos começaram a consertar a engrenagem de crédito de sua economia e, em conseqüência, a da economia mundial. Na sexta-feira passada, a Câmara dos Deputados aprovou o pacote de 700 bilhões de dólares destinado, principalmente, a absorver, e depois revender no mercado, papéis podres que entopem os canais normais de empréstimos para empresas e consumidores. O plano inclui também uma série de incentivos fiscais no valor de 150 bilhões de dólares. Foi um grande salto para a Casa Branca, que, ao falhar na votação inicial, na segunda-feira, disseminou pânico, fez as bolsas desabar e colocou o país mais perto do precipício da recessão, mas apenas um pequeno passo para os mercados mundiais, cujos desafios estão longe de ser resolvidos somente com o desfecho do processo legislativo americano – as bolsas caíram mesmo com a aprovação do projeto pela Câmara e sua ratificação, horas depois, pelo presidente George W. Bush.
Com a aprovação do pacote de ajuda, Tio Sam salvou o mundo do colapso e será possível, primeiro, medir o tamanho do estrago e, em seguida, empreender a caminhada de volta na reconstrução dos mecanismos americanos e globais de produção de riqueza. Isso vai depender primordialmente de ter sido mantido mais ou menos intacto o ímpeto de crescimento da economia chinesa e dos demais países emergentes – o que vai garantir preços compensadores para as matérias-primas básicas, as commodities, que ainda são o sangue e a carne das economia do Hemisfério Sul. Vai depender também da coragem do consumidor americano de voltar às compras nas lojas e nas bolsas de valores. Acessoriamente, será preciso que os mercados financeiros e a economia real da Europa recuperem pelo menos parte de seu vigor pré-crise.
Nesse processo, alguns países sofrerão mais. Outros menos. Mas nenhum escapará ileso aos efeitos desse cataclismo. Com sua intuição descomunal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva percebeu que é preciso reconhecer que a nave verde-amarela vai pelo menos balançar com as ondas de choque da tormenta externa. "A crise é muito séria e tão profunda que não sabemos o seu tamanho. Talvez seja uma das maiores crises que o mundo já viu", afirmou o presidente na terça-feira passada, com um semblante mais circunspecto e grave do que o habitual, como a demonstrar que aquilo que acabara de dizer, e não o que vinha dizendo até então, era para ser ouvido com atenção. E prosseguiu: "A diferença é que, desta vez, os Estados Unidos estão na crise e nós estamos sólidos e precavidos. O Brasil fez as lições de casa e eles não fizeram". Tomara que o presidente esteja correto, e o país consiga atravessar com danos moderados o abalo nas finanças americanas, que já é considerado o mais profundo em oito décadas. A economia interna tem resistido, de fato, com robustez. Em grande parte devido aos escudos protetores que lhe permitem hoje navegar com mais segurança e capacidade em momentos de tormenta externa, como agora.
O problema é que o vírus das crises, assim como o da gripe, sofre mutações. E, embora o país tenha feito um esforço admirável para aprender com experiências traumáticas, é temerário imaginar que o conhecimento adquirido nas crises passadas será suficiente para curar o que Barry Eichengreen, professor de economia da Universidade da Califórnia, em Berkeley, apelidou de "um novo bicho, a pior crise da era recente da securitização em massa". Os reflexos no Brasil já são sentidos. Primeiro, na queda acentuada do preço das ações e na alta do dólar, cuja cotação voltou a superar 2 reais pela primeira vez desde agosto de 2007. Mas uma nova onda de contágio – e mais perigosa, se agravada – é a contração drástica do crédito externo. A torneira fechada dos bancos americanos e europeus já reduziu a liquidez no sistema bancário do país. Os empréstimos para as empresas e para as pessoas já ficaram mais caros em relação ao começo do ano, e os prazos diminuíram. Há um ano, companhias brasileiras de médio porte conseguiam financiar-se pelo prazo de doze meses a taxas médias anuais de juros de 15%. Hoje, os prazos foram reduzidos para dois meses, e as taxas dobraram. Bancos também começam a apertar o crédito ao consumidor. Há um ano, o prazo médio para financiar um carro zero-quilômetro era de 84 meses. Hoje, são 72 meses e, se a crise não se dissipar logo, pode haver um novo aperto. As vendas de automóveis, que cresceram 30% em 2007, já dão sinais de desaquecimento para 2008. As estimativas variam de 10% a 20%. Também já perde força o apetite do investidor externo na Bovespa, um dos mais importantes combustíveis que ajudaram a acelerar o ritmo de crescimento do país nos últimos anos. No ano passado, 80% das ofertas públicas de ações (IPO, na sigla em inglês) foram absorvidas por estrangeiros. Neste ano, com a deterioração da crise e a redução de emissões de ações, esse patamar caiu para 50%.
O governo, com certo atraso, deu-se conta do perigo apresentado pelos fatos acima. E já elaborou um contra-ataque – na verdade, uma versão local e diminuta da monumental ação conjunta dos bancos centrais mundiais para impedir o congelamento do crédito. Até aqui, a linha de frente da reação brasileira ficou a cargo do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Nas duas últimas semanas, a autoridade monetária adotou uma série de medidas destinadas a aumentar a liquidez no sistema financeiro. Em linhas gerais, o BC reduziu os depósitos compulsórios que precisam ser recolhidos pelos bancos, elevando a oferta de crédito na economia. A maior preocupação envolve as instituições de pequeno porte. Com uma base menor de clientes, elas possuem fontes mais limitadas de captação de recursos. Até o ano passado, viviam da fartura do crédito externo barato. Agora, sentem de maneira mais aguda os efeitos da tormenta financeira. Outra ação do BC foi vender dólares no mercado futuro. Essa medida foi necessária porque o setor privado nacional ainda tem um débito externo líquido – ao contrário do governo, que eliminou a dívida externa e dispõe de reservas superiores a 200 bilhões de dólares. Isso significa que, em momentos de incerteza acentuada, como o atual, os bancos e empresas que dispõem de excesso de moeda estrangeira em caixa evitam vendê-la no mercado. Assim, faltam dólares para aqueles que têm de honrar seus compromissos comerciais, e o BC tem de oferecer os recursos. Não se trata de queimar reservas, como nas crises passadas. O Banco Central vende dólares com o compromisso de recomprá-los em trinta dias, com efeito nulo sobre as reservas. O governo também decidiu elevar as linhas de financiamento à exportação – modalidade conhecida como adiantamento de contrato de câmbio (ACC). Metade dos recursos destinados a essas linhas vinha de bancos estrangeiros, entre eles duas instituições que lutam para sobreviver – o americano Wachovia, comprado na semana passada pelo Wells Fargo, e o europeu Fortis. O crédito de origem exclusivamente doméstica não foi suficiente para substituí-lo.
Até meados de setembro, o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, compartilhavam da mesma opinião: a crise da economia americana era localizada, passageira e, no máximo, atingiria o mercado financeiro, punindo os especuladores. Na semana passada, com a crise já em estado de septicemia, o governo percebeu que a previsível contaminação em série cruzou rapidamente o hemisfério e mostrou que a propalada imunidade brasileira não era tão absoluta como se tentava fazer crer. A imensa popularidade do presidente Lula está indissociavelmente ligada ao sucesso da economia. Pesquisa do Ibope divulgada na semana passada mostrou que a avaliação positiva do governo atingiu seu maior índice desde 2003 (69% da população considera o governo bom ou ótimo). É a segunda maior marca na série histórica da pesquisa, iniciada em 1985. Só fica abaixo da do governo de José Sarney, que, em 1986, durante o Plano Cruzado, obteve 72% de aprovação. Nos dois casos, a chave do sucesso foi o otimismo da população com relação ao ambiente econômico, medido pelo bem-estar proporcionado pelo aumento do consumo. Paira sobre os petistas a sombra do naufrágio do Cruzado, que devorou em pouco tempo a imensa popularidade de Sarney.
O governo tem demonstrado estar de posse da informação e dos meios para arrefecer os efeitos mais desastrosos da crise. O mundo econômico e financeiro atual é de tal forma interconectado que seria insano imaginar que o Brasil pudesse ser uma ilha imune à epidemia mundial de aversão ao risco. Os países viáveis fazem parte da ordem capitalista mundial que produz prosperidade crescente para todos mas, de tempos em tempos, esvai-se em crises também globais. É tola utopia querer participar apenas da prosperidade. Mas é sinal de sabedoria se preparar para sofrer o menos possível com as inevitáveis e sazonais crises do sistema.