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Blog do Mauro Elias


Vitória da inteligência e, é claro, de Fábio Muralha Costa; tragédia de incompetência

 

Fábio Muralha Costa disse que não queria atrapalhar os companheiros. E resolveu brincar de muralha de novo. Azar do Botafogo. Com Muralha ali atrás a coisa é um pouquinho diferente para os adversários.

Mas a excelente vitória no Rio não foi apenas pela presença marcante do goleirão Fábio Costa.

Hoje o time jogou com extrema inteligência. E teve sorte. Por pouco não tomamos um gol aos 3 minutos de jogo hoje, quando a defesa toda deu bobeira e o atacante do Botafogo cabeceou livre da marca do penalti. Só que hoje a sorte estava de nosso lado, e a bola saiu rente à trave. Se aquele aquela bola tivesse entrado poderíamos ter tido problemas no jogo (time que sai perdendo perde a tranquilidade e a confiança, e se desgasta em dobro).

Mas a bola não entrou.

E, após um primeiro tempo equilibrado, o Santos arrasou no segundo tempo.

Hoje Márcio Fernandes não cometeu a loucura de tirar Molina do time. Molina, parado, machucado, doente, joga mais que todos os jogadores de meio campo do Santos. E olha: Domingos, Molina, Fábio Costa, Kléber, Fabiano Eller e Kléber Pereira são titulares absolutos desse time e só deveriam ser substituídos em caso de contusão. E do jeito que o Souto jogou hoje, eu também incluiria nosso volante.

Lima perdeu 4 gols cara a cara com o goleiro. Na jogada do primeiro tempo ele chegou driblar o goleiro e finalizou por cima do gol. Mas finalizou bem uma jogada ainda no primeiro tempo que quase resultou em gol. E no segundo tempo perdeu gols impressionantes, todos cara a cara com o goleiro. Mas sabem que eu até gostei do Lima hoje?! Sim, pois se perdeu tantos gols é porque criamos muitas chances e ele sempre esteve presente para finalizar.

Bom, não gosto de dar notas a ninguém (quem sou eu?), mas é um a maneira de resumir o que eu achei da atuação dos meus jogadores.

Fábio Muralha Costa: simplesmente perfeito. Nota 10.

Wendel, outra partida sem comprometer, firme na efesa e mediocre no apoio. Nota 6,5.

Domingão: nem é preciso dizer que teve raça e amor à camisa. Nota 9.

Adaílton, uma grata surpresa, jogou firme, muito bem, substituiu Eller à altura, com uma vantagem: ele não sai jogando, o que sempre abre espaços perigosos na nossa defesa. Nota 9.

Kléber, podem falar à vontade, é craque, e está voltando a jogar futebol com  fineza. Nota 7,5.

Souto, quase perfeito hoje. fez uma jogada sensacional no finalzinho (Lima perdeu um gol feito nessa jogada). Nota 8,5.

Roberto Brum fez uma ótima partida hoje, e mostrou muita raça. Quando Muralha fez o maior milagre da noite na cabeçada do Washington Paulista, ele correu e deu um abraço no goleirão. Nota 7,5.

Bida não apareceu muito, mas foi importante na marcação. Arriscou alguma coisa no ataque. Bom jogador. Nota 7.

Molina é craque. Seu corpo não acompanha o ritmo de sua cabeça e de seu futebol finissimo. Na hora do gol eu disse pro meu filho que ele bateria direto pois ele sentiu que o jovem goleiro do Botafogo estava super-nervoso. Molina é fera. Se esse jogador tivesse a mesma saúde do Domingão, seria um dos grandes astros do futebol mundial, pois sabe jogar futebol como poucos. E quem conhece futebol viu isso em 2003. Nota 10.

Cuevas vinha bem até se machucar. Nota 6.

Robinho entrou e fez uma grande partida. Nem parecia que estava parado há quase tres meses. Nota 7.

Fabão e Pará sem nota.

Márcio Fernandes hoje não fez a bobagem de tirar o Molina. Craque a gente não tira. Se tivesse tirado, não teríamos conquistado esses 3 pontos importantíssimos para nosso Santos.

Com a vitória, o Santos chegou aos 36 pontos, na 13.ª posição, ficando cada vez mais distante da zona de rebaixamento.

PRÓXIMO CONFRONTO

Sem contar com Wendel, que cumprirá suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo, mas com Kléber Pereira de volta, o Santos enfrenta o Figueirense no próximo sábado, às 18h20, na Vila Belmiro.

Esse fim de semana será maravilhoso. E amanhã torcerei pelo Palmeiras, sem dúvida! 

Tragédia de incompetência

Um jovem desequilibrado e uma sucessão de erros da polícia causam uma tragédia em Santo André

No fim da tarde da última sexta-feira, o mais longo caso de cárcere privado do estado de São Paulo terminou de maneira trágica. Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, foi baleada na cabeça por seu ex-namorado, Lindemberg Fernandes Alves, de 22, depois de 100 horas e 38 minutos de tensão. O caso ocorreu em um bairro pobre da periferia de Santo André, no ABC paulista. O namoro dos dois havia começado cerca de três anos atrás. Há um mês, Lindemberg decidiu terminar a relação. Logo depois, no entanto, se arrependeu. Tentou reatar, mas Eloá não concordou. Segundo a irmã do rapaz, Francimar, ele começou então a ameaçar a ex-namorada de morte. Decidiu monitorar os seus passos e, diariamente, circulava de moto em frente ao colégio em que ela cursava o 1º ano do ensino médio, para saber se a menina estava acompanhada por outras pessoas. Colegas de Eloá ficaram amedrontados.

Na segunda-feira passada, Lindemberg teve uma atitude extrema. Arranjou um revólver – ainda não se sabe com quem – e foi para a casa de Eloá, às 13h30. Ela estava estudando com três colegas de escola – dois garotos e outra menina, Nayara Rodrigues da Silva. Todos foram feitos reféns, e Lindemberg proibiu qualquer pessoa de se aproximar do apartamento, que fica no 3º andar de um prédio de conjunto habitacional. A polícia cercou o edifício. No fim da noite de segunda, ele libertou os dois rapazes. Na noite de terça-feira, soltou também Nayara e ficou apenas com a ex-namorada. Nayara contou aos policiais que Lindemberg apresentava um comportamento extremamente violento. Mantinha Eloá amarrada, xingava, espancava e ameaçava a menina de morte. As negociações ficaram mais complicadas. Aparentemente inebriado pela fama que alcançou – o prédio passou a ser vigiado diuturnamente pela imprensa –, Lindemberg deu entrevistas por telefone a programas populares de televisão, exibiu a camisa de seu time de futebol na janela e demonstrou estar se divertindo com a situação.

Apesar desse quadro de insanidade, a Polícia Militar tomou uma decisão incompreensível: na manhã de quinta-feira, permitiu que Nayara, a moça que havia sido libertada, voltasse ao local do cárcere para ajudar a convencer Lindemberg a se entregar. A idéia revelou-se uma estultice. Quando ela chegou ao local, o rapaz simplesmente decidiu retomá-la como refém, agravando ainda mais o quadro e levando ao desespero o pai de Nayara, que não havia sido consultado pelos policiais sobre a volta da menina ao apartamento de Eloá. Os policiais não conseguem explicar por que tiveram uma idéia tão atrapalhada.

A sexta-feira amanheceu rodeada de expectativas. Desde o dia anterior, Lindemberg dava sinais de cansaço, o que poderia indicar o fim da agonia. Pela manhã, os policiais que atuavam no caso ouviram disparo dentro do apartamento. Logo depois, o rapaz falou por telefone com a polícia. Disse que tudo estava bem, mas se recusou a entregar-se. Dizia ter medo de ser baleado caso fizesse isso.

A polícia colocou uma equipe de plantão no apartamento vizinho ao de Eloá. Às 18 horas da sexta-feira, os agentes informaram ao comandante da operação ter ouvido um novo disparo. Imediatamente, receberam a ordem para invadir o local. Com explosivo plástico, arrombaram a porta e entraram. Pelo menos três disparos foram ouvidos. O que se viu na seqüência foi um cortejo de horrores. Primeiro surgiu Nayara, que caminhava sozinha, mas sangrava muito no rosto. Depois, uma pessoa que não podia ser identificada foi retirada em uma maca e seguiu direto para uma ambulância. Por fim, surgiu o seqüestrador algemado e com o rosto machucado. Aos poucos, os fatos começaram a ser esclarecidos. Eloá estava com uma bala alojada no cérebro e também havia sido atingida na virilha. Foi levada para a UTI em estado gravíssimo. Até a noite de sexta-feira, sua vida estava por um fio. Nayara foi alvejada no rosto, mas não corria risco de morte. Lindemberg foi para uma cela de delegacia.

Quatro especialistas com experiência em negociação de reféns apontaram o que consideram ser erros cometidos pela polícia: 1) Permitir a reintrodução de uma vítima na cena de risco. "A devolução de Nayara afrontou os padrões mais básicos de comportamento do negociador em casos com refém", disse Rodrigo Pimentel, ex-comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da PM do Rio. "Era uma situação típica de seqüestrador emocionalmente instável. Eles deveriam tê-la colocado em contato apenas pelo telefone", afirma o coronel José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública. 2) Não isolar o seqüestrador, permitindo inclusive que ele desse entrevistas; e 3) Não cortar o fornecimento de água e luz no local. Segundo os especialistas, a polícia tem de criar necessidades para o criminoso, e não facilidades. A soma de tantos erros resultou numa tragédia de incompetência.

Tanta incompetência causou a morte de uma menina de 15 anos. Pior é que tem gente eximindo esse trapalhões incompetentes de culpa.

 

 

 

 



Escrito por Mauro Elias às 20h52
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"Meio time" desfalca Santos no Engenhão

"Meio time" desfalca Santos no Engenhão

Com apenas uma vitória fora, time terá volta de Fábio Costa contra o Botafogo

Gols de Kléber Pereira, que cumpre suspensão, foram responsáveis por 16 dos 33 pontos do clube do litoral paulista neste Brasileiro


O Santos pega hoje, às 18h20, o Botafogo, no Rio, pelo Brasileiro, sem o responsável por metade dos pontos do time: Kléber Pereira.

Com o artilheiro do Nacional, o Santos, que ocupa a 13ª posição na classificação, soma 33 pontos. Kléber Pereira, que cumpre suspensão, foi responsável por 16 dos pontos.

Se fossem desconsiderados os seus gols, vitórias se tornariam empates ou derrotas e alguns empates deixariam de existir. Nesse cenário, a equipe somaria somente 17 pontos.

Kléber Pereira fez gols em 11 jogos neste Brasileiro. Em oito deles, eles foram fundamentais para confirmar o resultado.

Em seu lugar, contra o Botafogo, o treinador Márcio Fernandes escalará Lima, que ainda não marcou neste Nacional e cujo contrato com o clube vence no dia 31 de dezembro.

""Tenho confiança no Lima, ele bate muito bem na bola. Tenho passado confiança para ele, para fazer como nas equipes em que já atuou [como o Juventus]", argumenta o treinador.

""Uma pessoa pressionada quer fazer as coisas de qualquer jeito. Mas eu quero que o Lima tenha tranqüilidade para fazer o que sabe. Potencial ele tem."

""Faltam nove jogos para o fim do Brasileiro e não jogo há muito tempo. Se fizer gol, isso vai elevar meu moral, pois ainda não marquei. E me dará mais tranqüilidade", diz Lima.

Porém Fernandes reconhece que Kléber Pereira, que marcou 20 dos 36 gols do Santos, fará falta não somente por balançar as redes adversárias mas pelo fato de atrair a marcação.

""Quando ele está em campo, todos pensam nele. Nós e os adversários", diz Adaílton, outra novidade no time, porém no miolo da zaga. Ele substitui Fabiano Eller, suspenso.

""O time não jogava em função do Kléber Pereira. Mas, quando você tem na equipe um jogador da qualidade dele, as coisas acontecem naturalmente. A preocupação dos rivais é tão grande que atrai a marcação para ele", afirma Fernandes.

Sobre a campanha fora de casa, o treinador pretende que o jogo com o Botafogo sirva como divisor de águas. O Santos venceu só um jogo como visitante.

""Não tivemos tantas partidas fora, acho que apenas quatro. Mas a equipe sente um pouco essa diferença, e fora não pressiona tanto como quando está na Vila. Eu pedi atitude fora, espero que comece contra o Botafogo", reconhece Fernandes.

Se o Santos enfrenta o Botafogo sem Kléber Pereira, o goleiro Fábio Costa, capitão do time, volta de contusão. Sua última partida foi em julho.



Escrito por Mauro Elias às 07h14
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Robinho pode reforçar o ataque do Santos; Peixe representado em tradicional festival nos Estados Unidos; querem acabar com a F1

Som inédito no Brasil da banda inglesa Oasis

Robinho pode reforçar o ataque do Santos contra o Botafogo

Márcio Fernandes confirmou nesta quinta-feira que pensa na escalação de Robinho para aumentar a força ofensiva do Santos contra o Botafogo, no jogo de sábado, às 18h20, no Engenhão, no Rio. A entrada do terceiro atacante é também a tentativa do técnico de amenizar a falta do artilheiro Kléber Pereira, que cumprirá suspensão pelo terceiro cartão amarelo, e para que Lima, que ainda não fez gol no Campeonato Brasileiro, tenha mais um companheiro na frente.

"Robinho tanto pode começar como titular como entrar durante a partida. Essa é uma das minhas dúvidas", explicou o técnico, após o treino realizado na manhã desta quinta-feira no CT Rei Pelé. Ele considerou "bom" o rendimento de Robinho, que entrou no lugar de Bida aos 20 minutos do primeiro tempo do jogo-treino com o Paulista, de Jundiaí, na quarta-feira, e acha que nas três vezes em que atuou o jogador deu maior dinamismo ao time.

Caso Fernandes decida pela entrada de Robinho desde o início, o time vai trocar um volante de marcação - Bida - por um atacante que volta para compor o meio-de-campo. O que vai pesar na sua decisão é se o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva não acolher o pedido de efeito suspensivo do Botafogo para o meia Carlos Alberto e o atacante Jorge Henrique, dois importantes desfalques do time carioca.

Até mesmo suspenso, Kléber Pereira é um dos assuntos preferidos do técnico santista. Nesta quinta, ele disse que não há como negar que a sua ausência significa uma grande perda. "A certeza de gol não vai estar presente", lamentou. Em seguida, procurou demonstrar confiança no futebol de Lima. "Ele tem características semelhantes às de Kléber Pereira e bate bem na bola. Condições para jogar bem, Lima tem. Basta que ele tenha confiança no seu futebol", disse.

Ao tomar conhecimento que o atacante considera o jogo de sábado a sua última chance de permanecer no Santos, o treinador chegou a demonstrar preocupação. "É importante quando o jogador pensa assim, mas também tem o outro lado. Ele tem potencial, não pode colocar sobre si uma pressão muito grande porque pode atrapalhar. É melhor que tenha tranqüilidade para que as coisas aconteçam naturalmente."

Quanto ao substituto de Fabiano Eller, Fernandes deixou para decidir apenas nos vestiários do Engenhão, pouco antes do jogo. Ele disse que, mesmo que o Paulista não tenha forçado a defesa santista no jogo-treino de quarta-feira, gostou das atuações dos dois candidatos à vaga. "Adaílton vem treinando bem pelo lado esquerdo e Fabão rendeu bem na segunda etapa contra o Paulista. Por isso, estou pensando ainda. Acredito que ambos têm condições para entrar e jogar bem."

Depois de três meses de recuperação de uma lesão muscular na coxa esquerda, Fábio Costa volta ao time no sábado. Um dos motivos para Fernandes pedir a marcação do jogo-treino com o Paulista foi para ver como o goleiro iria se comportar em uma situação parecida com a de uma partida oficial.

"Ele participou o tempo todo, fez boas defesas e mostrou que voltou ao seu normal", analisou o treinador. "E conforme já havia anunciado, quando Fábio Costa tivesse condição retornaria, pelo jogador que é e pela liderança que exerce sobre os companheiros. Fábio é mais do que um ídolo, porque tem uma história no clube e títulos importantes conquistados", completou.

A farsa do tribunal durou 24 horas

Carlos Alberto e Jorge Henrique do Botafogo, e os gremistas Leo, Réver e Richard Morales conseguiram um efeito suspensivo do STJD e não terão de esperar o segundo julgamento para poderem voltar a jogar.

Com isso, Carlos Alberto e Jorge Henrique poderão enfrentar o Santos, neste sábado, no Engenhão.

Eu achei estranho mesmo.

Agora sim as coisas voltaramao normal.

Ah se fosse o Fabiano Eller, o Domingão....

Peixe representado em tradicional festival nos Estados Unidos

Vocalistas do grupo punk-cigano Gogol Bordello, que se apresenta no Brasil no fim do mês, vestiram camisas do Santos no Lollapalooza, em Chicago

Saiu no Globo..

O Santos esteve representado no badalado festival Lollapalooza, organizado anualmente nos Estados Unidos. A edição de 2008 foi realizada em agosto, em Chicago, e a banda americana Gogol Bordello (de punk-cigano, de acordo com descrição do perfil do grupo no My Space) homenageou o Alvinegro Praiano. As duas backing vocals se apresentaram com uniformes do Peixe.



Liderada pelo ucraniano Eugene Hütz, que é de família cigana e já morou no Rio de Janeiro, o Gogol Bordello estará no Brasil no fim deste mês, em São Paulo e no Rio, para participar do Tim Festival. Na lista de exigências que passou à produção quando confirmou sua participação, a banda pediu uniformes do Peixe.
Nazista quer acabar com a Fórmula 1

A FIA iniciou a concorrência para o fornecimento de motores na Fórmula 1 a partir de 2010, o que deve afastar diversas montadoras da categoria. Mosley escreveu às equipes na última semana sobre a necessidade uma reunião para discutir o corte de custos urgentes na categoria.

Acredita-se que a atitude de Mosley tenha sido tomada para forçar um acordo acelerado entre a entidade e as equipes.

Em um comunicado lançado nesta sexta-feira em Xangai, onde está sendo realizado o GP da China neste fim de semana, a FIA anuncia a abertura do processo de concorrência para um fornecedor único de motores – sugerindo que o plano está em andamento.

“A FIA abrirá hoje o processo de concorrência para apontar um fornecedor terceirizado de motores e sistemas de transmissão a serem usados pelos competidores nos campeonatos da Fórmula 1 entre 2010 e 2012. Maiores detalhes sobre o processo de concorrência serão publicados no website da FIA em breve.”, informa o comunicado.

Várias montadoras já deixaram claro que são contra a terceirização dos motores – e algumas sugeriram que podem deixar a categoria se forem introduzidos.
Esta noticia é grave para todos os amantes de F1! A F1 é uma modalidade em que a vontade de vencer dos pilotos é aliada à ambição das equipas em ter carros cada vez melhores!
Não são os pilotos que levam as pessoas a gostar de F1 mas são as equipes que mantém a competição no top.
Ninguém quer ver 20 carros iguais na pista. Quem quer ver 20 pilotos competindo com carros iguais que vá ver Stock Car.
Os amantes de F1 querem ver carros. Será que esse nazista que preside a FIA não sabe disso?
Está na hora dos construtores darem um basta nisso e assumirem a administração da F1. Se isso não acontecer, a F1 corre risco de extinção.
Como tem incompetente nesse mundo! 


Escrito por Mauro Elias às 00h19
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Agora vai; Robinho continua ajudando Teixeirinha

 

Pequeno passo para o homem, grande salto para humanidade

O que é, o que é? Tem asas e turbinas. Um avião? Não. Tem cabeça, coração e voa. Um pássaro? Não. Então é o Ícaro, da mitologia grega. Está esquentando. O Super-homem? Quase. Trata-se de Yves Rossy, piloto suíço de 49 anos, que ganha vida levando e trazendo passageiros entre Londres e Zurique, em um jato Airbus A320 da companhia Swiss International Air Lines. No dia 26 de setembro, ele lembrou personagens do filme Those Magnificent Men in Their Flying Machines, (Estes Homens Maravilhosos e suas Máquinas Voadoras), realizado pelo diretor britânico Ken Annakin, em 1965. Na verdade, Rossy com seu traje de astronauta ficou mais parecido com o intrépido boneco Buzz Lightyear do desenho animado Toy Story. Rossy atravessou os 35 quilômetros do Canal da Mancha, levando nas costas a engenhoca de 55 quilos quando os quatro tanques — 8 litros de querosene cada — estão cheios: uma asa de fibra de carbono cuja envergadura tem 2,50 metros e quatro mini turbinas revestidas de Kevlar com propulsão de 20 quilos, capazes de voar a 190 km/h.

Rossy  percorreu o mesmo trajeto escolhido pelo pioneiro da aviação, o francês
Louis Blériot, em 1909. Mas desta vez, em apenas 13 minutos — o bigodudo Blérliot entrou para história, 99 anos atrás, sobrevoando pela primeira o canal em 37 minutos, sem instrumentos de navegação a bordo de um monomotor. Uma dificuldade suplementar: os vôos de  Calais a Dover acontecem, normalmente, contra o vento. Se o vento estivesse muito forte, Rossy correria o risco de não ter combustível bastante para realizar o percurso. Rossy precisava  de um céu com visibilidade até 4.000 metros de altura e de preferência, sem chuva. A raça humana, embora já pode voar dentro de maquinas, nunca esteve tão próxima do mito de Ícaro, do Super-homem ou dos pássaros. Dentro do seu capacete equipado com um altímetro ultra sônico, Rossy diz que se conduz segundo conselhos de “abelhinhas”. “Quando estou com medo não vôo.”

De uma escarpa a outra, 35 quilômetros de água salgada. Vento frio e céu encoberto durante a maior parte do ano. Este foi o palco — e pista de provas — de momentos históricos ao longo dos séculos, no mar, no ar, na terra e debaixo dela, o corredor marítimo que divide França e a Inglaterra. E no dia 26 de Setembro 2006, quatorze anos depois da inauguração do Eurotúnel, sessenta e quatro anos após o desembarque das tropas aliadas na Normandia e quase há um século do primeiro vôo internacional, pilotado pelo aviador francês Louis Blériot, mais uma página do percurso glorioso da raça humana foi escrita no Canal da Mancha. Um homem voou como pássaro, lembrando a legenda grega de Ícaro.

Para realizar a façanha, o suíço Yves Rossy, de 49 anos de idade, usou os movimentos da cabeça como leme, o corpo serviu de fuselagem e  nas costas, uma asa de fibra de carbono de 2,5 metros de envergadura com quatro miniturbinas a jato. Às 14h10, horário local, ele saltou do monomotor Pilatus, nos céus de Calais, na França. Treze minutos depois desceu de pára-quedas aos pés do farol da baía de Saint Mary, próximo à cidade de Dover, na Inglaterra,. O lugar estava repleto de jornalistas, fotógrafos, câmeras e microfones a  espera do homem a jato. “Eu me senti em um outro mundo,” disse Rossy depois de pousar. Na semana que vem, ele retornará para o seu mundo. Volta a pilotar um enfadonho Airbus A320 da companhia Swiss International Air Lines cuja única vantagem, segundo Rossy, é ter champagne à bordo.

 

Os santistas Tiago Luís e Wesley marcaram os gols dos 2 a 0 sobre o Paulista em jogo-treino, ontem à tarde. Porém o substituto do artilheiro Kléber Pereira sábado, no Rio, deve ser Lima, que foi titular no primeiro tempo (os reservas entraram no segundo).
"É uma grande responsabilidade substituir o Kléber Pereira. Vou encarar como a última chance de mostrar meu valor com a camisa do Santos", afirmou Lima, cujo contrato expira em 31 de dezembro.

Esse time do Teixeirinha nos enche de orgulho e esperança.

Saiu na Folha...

Baque. Para a oposição do Santos, Marcelo Teixeira sofreu golpe desmoralizante com a decisão de Luiz Ruas Capella, supervisor e ex-diretor, de ir para o Santa Cruz, futuro parceiro da Traffic. O cartola bancou Capella, amigo de Luxemburgo, contra Leão e deu-lhe cargo remunerado.

Promoção. Adilson Durante Filho, das categorias de base, será o novo diretor de futebol do Santos, cargo que estava vago. Ninguém será nomeado supervisor. O ex-jogador Zito, gerente de futebol, acumulará funções.

Sinal verde. A diretoria do Santos comemorou vitória em primeira instância contra o opositor Orlando Rollo. Ele contestara na Justiça o fato de o clube usar camisa azul, cor do logo da universidade da família de Marcelo Teixeira, sem ordem do conselho.

Isso é o Santos. É o clube do Teixeirinha, comandado por ele e mais dois ou tres amigos.

Diretoria com presença marcante, escolhida a dedo, só tem feras. Muito parecida com a do Inter, Grêmio e Palmeiras. São homens que se mexem muito e dão grande peso politico ao clube. Também possuem excelente trânsito junto ao mercado da bola. E, é claro, possuem excelente trânsito junto ao mercado financeiro. Enfim, é o profissionalismo batendo às portas do clube. Sinto muito orgulho dessa gente. Parabéns, Teixeirinha!

Robinho continua ajudando Teixeirinha a sair do buraco

Saiu no Globo...

O Santos já tem a assinatura do atacante Robinho e vai encaminhar à Fifa a documentação para garantir o recebimento integral dos cerca de R$ 5 milhões, referentes a 4,5% da venda do atacante do Real Madrid para o Manchester City. Como clube formador, o Peixe tem direito a lucrar com a primeira transferência internacional do atleta.

O Alvinegro corria o risco de perder R$ 900 mil porque o órgão que comanda o futebol mundial não reconhecia a passagem do jogador pela categoria sub-13 do Peixe. Dessa forma, o clube perderia o valor referente a dois anos de formação. Robinho chegou à Vila aos 11 anos, mas a documentação apresentada pelos santistas, de acordo com a Fifa, não comprova o vínculo do jogador com o Santos nos dois primeiros anos (dos 11 aos 13).

O gerente jurídico do Santos, Mário Mello, aproveitou a passagem de Robinho pelo Rio, para jogo da seleção brasileira, na última quarta-feira, para colher a assinatura do jogador, que reconheceu ter chegado ao Peixe aos 11 anos. Dessa forma, o clube alvinegro espera receber o valor integral.

Robinho ajudou o clube dentro e fora das 4 linhas, e, pelo jeito, desde os 11 anos.

Se não fosse ele, Teixeirinha não teria tido dinheiro para os puxadinhos que fez na Vila. As obras de verdade de modernização da Vila foram feitas por Samir - troca do pasto pelo excelente gramado e sistema de drenagem impecáveis e sistema de iluminação de acordo com as normas internacionais de luminosidade. O resto é puxadinho. Antes que as marceletes me venham com o papo de estrutura, já adianto. Hotel? R$ 5 milhões. CTs? R$ 3 milhões. CEPRAF? R$ 1 milhão, incluindo equipamentos.

E tem torcedor que não reconhece. Por isso tenho tanta consideração por esse bando. Vaiavam Diego e Robinho, e aplaudiam Basílio. É a torcida mais burra dentre todas do futebol brasileiro, talvez do mundo. Aliás, nas bandeiras tem o Bob Marley, excelente, concordo, vestiu a camisa do Santos em algumas peladas e shows pelo mundo, mas acho que Pelé  deveria estar estampado em todas as bandeiras da torcida, pois ele deu  uma pequena contribuição para esse clube não ter se tornado uma Ponte Preta da vida, vestindo essa camisa um pouco mais que o rei do reggae.

Mas não se pode esperar nada melhor vindo dessa torcidinha. Teixeirinha e torcidinha: tudo a ver!

 


 



Escrito por Mauro Elias às 11h00
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Jogo-treino deve definir Santos; Kléber de saída?; Capella; Palmeiras: 9 milhões por ano da Adidas; CEPRAF; mestres brilhantes

Jogo-treino deve definir Santos para jogo contra Botafogo

O Santos que enfrentará o Botafogo neste sábado no Engenhão, no Rio de Janeiro, deve ser definido no jogo-treino contra o Paulista, nesta quarta-feira, no CT Rei Pelé. O técnico Márcio Fernandes deve fazer experiências com Fabão e Adaílton no lugar de Fabiano Eller, que cumprirá suspensão pela expulsão contra o Grêmio, e não está descartada a possibilidade de Rodrigo Souto ser improvisado como terceiro zagueiro para dar qualidade à saída de bola da defesa para o ataque.

"O professor ainda não conversou com o grupo sobre o que pretende fazer para substituir os jogadores ausentes. Se ele achar que é necessário que eu atue mais recuado, estou à disposição", avisou o volante, após o treino técnico desta terça, no CT Rei Pelé.

O técnico santista pediu a marcação do jogo-treino contra o Paulista porque seria temerário escalar a equipe com base em testes com Fabão, Adaílton, Lima, Wesley, Tiago Luís em um coletivo em que os jogadores se conhecem e evitam divididas. A princípio, ele deve escalar Adaílton ao lado de Domingos, deixando Fabão, que não foi bem diante do Goiás, como segunda opção. Se não sentir confiança nos dois, deve escalar um deles, por exclusão, e acrescentar Rodrigo Souto à zaga.

Substituir o centroavante e artilheiro Kléber Pereira não é tarefa fácil. Se Fernandes optar pelo caminho mais simples escala Lima, que ainda não fez um gol sequer no Campeonato Brasileiro. Também são candidatos à vaga o atacante Tiago Luís - foi promovido por Emerson Leão no começo do Campeonato Paulista, participou de 20 jogos e marcou apenas dois gols - e os meias Robinho e Wesley.

Outro que vai ser testado no jogo-treino é o goleiro Fábio Costa, que está sem jogar há 18 jogos porque se contundiu no dia seguinte ao jogo contra o Botafogo, na Vila Belmiro, no dia 13 de julho.

KLEBER DE SAÍDA

Desta vez, parece que vai mesmo. Uma fonte ligada a Robinho disse nesta terça, em Santos, que o lateral-esquerdo Kleber foi recomendado pelo atacante ao Manchester City, da Inglaterra, e poderá ser contratado nos próximos dias e se apresentar ao novo clube na reabertura da janela internacional no fim do ano.

Depois de longa má fase, Kleber foi um dos destaques da goleada por 4 a 0 do Santos contra o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro, no último dia 4. Além de ter feito a sua primeira assistência no Campeonato Brasileiro, cruzando para o gol de Fabiano Eller, sofreu o pênalti convertido por Kléber Pereira. E na vitória da seleção brasileira contra a Venezuela, no domingo passado, fez o lançamento preciso para o segundo gol de Robinho - o quarto do Brasil.

Kleber preenche os requisitos para ser contratado por um clube inglês porque foi convocado para 75% dos jogos da seleção principal, além de ser um jogador com reconhecimento internacional. Na janela para transferências ao exterior no meio do ano, ele chegou a ser considerado negociado com o Hamburgo, da Alemanha, por 3,5 milhões de euros (R$ 7,35 milhões no câmbio oficial desta terça), mas as negociações foram suspensas inexplicavelmente. O Mônaco, da França, também demonstrou interesse pelo lateral, cujo contrato com o Santos vai até o dezembro de 2010.

Capella foi para o Santa Cruz

A diretoria do Santa Cruz deu seus primeiros passos para a montagem do grupo para a disputa da série D do Brasileiro de 2009. O clube pernambucano anunciou o técnico Márcio Bittencourt, atualmente no Ipatinga, e o diretor de futebol Luiz Antônio Capella, que se desligou do Santos.

Márcio Bittencourt assinará por dois anos, mas só será oficialmente apresentado após a disputa do Brasileirão da Série A. Para não interferir no rendimento do Ipatinga nesta reta final de torneio, Bittencourt prefere não confirmar o acerto, apesar do anúncio do presidente do Santa, Fernando Bezerra Coelho.

Já o diretor Luiz Antonio Capella deve se apresentar como novo diretor do Santa Cruz nesta quinta-feira.

Provisoriamente, o cargo de diretor de futebol do Santos será exercido por Reinaldo Alvarez, ex-conselheiro do clube e que ocupava o cargo de sub-diretor de Futebol alvinegro. O Santos deverá trazer um novo gerente de futebol, função deixada por Ilton José da Costa.

Santa Cruz e o fundo de investimento Traffic formalizaram acordo para desenvolvimento de projeto na área de futebol no time pernambucano. Capella teve seu nome referendado pelo técnico do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo.

Palmeiras confirma contrato com a Adidas

A Adidas continuará como fornecedora de material esportivo do Palmeiras. A informação, veiculada pela imprensa no fim de semana, foi confirmada oficialmente pelo clube do Palestra Itália nesta segunda-feira.

"Chegamos sim a um acordo. Por enquanto, porém, não revelaremos os detalhes do contrato, bem como valores e tempo de duração", afirmou Rogério Dezembro, diretor de marketing do Palmeiras. Ele garantiu que as informações devem ser liberadas nos próximos dias.

Rogério criticou alguns números que foram veiculados nos últimos dias. "Tem saído muita besteira na imprensa, mas posso dizer que o clube ficou bastante satisfeito com o acordo, que prevê uma série de detalhes interessantes que não tínhamos anteriormente. Isto, que ainda divulgaremos, nos deixou muito satisfeitos", informou.

Segundo especulado, a Adidas permanece na camisa palmeirense por mais três anos, vencendo concorrentes como Puma, Penalty e Olympikus. Os supostos valores girariam em torno de R$ 9,2 milhões por temporada.

O acerto põe fim ao longo processo de licitação aberto pelo clube ainda em julho, quando o relacionamento com a marca alemã não era dos melhores. Com muitas críticas à atuação da parceira, o Palmeiras interessou, em um primeiro momento, à Penalty, Puma, Olympikus, Champs, Fila e Umbro, além da própria Adidas.

Cepraf é questionado e Teixeirinha já admite preocupação

Saiu no Lance

O Santos estuda alternativas para mudar os rumos do Cepraf (Centro de excelência em prevenção e recuperação de atletas de futebol). Inaugurado no ano passado para se tornar referência nacional na recuperação de atletas, o local, mas principalmente seus profissionais, passaram a receber críticas de alguns atletas do elenco santista.

Recentemente, um jogador do Santos se queixou ao LANCENET! do tratamento recebido no Cepraf. Segundo ele, o local está “abandonado”, não é mais como antes e os jogadores em tratamento não fazem idéia de quando vão sair de lá.

O comentário foi levado até o presidente Marcelo Teixeira, que não gostou do vazamento dos problemas. Apesar disso, em contato com a reportagem do LNET!, o mandatário admitiu preocupação e disse ter se reunido nas últimas semanas com os profissionais que lá trabalham, para tentar aparar arestas.

As reclamações começaram por conta do largo período de recuperação de alguns atletas. O caso do meia Robinho é o que causa maior estranheza. O jogador chegou ao Santos no dia 6 de junho e disputou apenas três jogos. Outra situação que causou desconforto foram as declarações de Molina, que disse estar jogando com dores há cinco meses.

– Depois de cinco meses com dores na coxa, e após tratamento, descobri que a dor era de um desequilíbrio na postura – disse o jogador.

Membros da cúpula santista acreditam que o problema passa pela saída do fisioterapeuta Nilton Petroni, o Filé. No início do ano ele foi para o Palmeiras junto com Vanderlei Luxemburgo e levou consigo a aparelhagem que havia conseguido junto à empresa italiana Globus System.

A lesão de Molina, inclusive, é igual a do meia Pedrinho, que se tratou com Filé no Santos e em pouquíssimas semanas voltou a atuar, completamente recuperado das dores. O médico santista Carlos Braga se defende e diz que nunca recebeu queixas de qualquer jogador:

– Reclamações são normais no meio de trabalho. Mas nunca ninguém falou diretamente comigo.

Com a decadência do Cepraf, está provado que o Santos precisa arrumar a casa dentro e fora de campo.

Os incompetentes imaginaram que o Cepraf não precisava de meterial humano.

Presidente e torcidinha detonaram o Filé, um excelente profissional que o Luxemburgo trouxe.

O pior presidente da história do clube e a torcidinha nhem nhem nhem que escurraça jogadores (vaiava Diego e Robinho, mas nunca vaiou Basílio) e profissionais do clube se merecem.

Torcidinha nhem nhem nhem e presidente do clube são inúteis, repugnantes, insuportáveis e imprestáveis.

Mestres brilhantes

Alunos de Harvard disputando vagas em escolas públicas? Esse é o feito de um ótimo programa americano

O GOOGLE QUE ESPERE      Jenny Tsai recusou ótimas ofertas de trabalho: opção pela sala de aula

Pois é, eu falo tanto de Harvard quando me refiro ao Teixeirinha, e agora vamos falar dessa magnifica universidade. Para jovens como a americana Jenny Tsai, 23 anos, não faltam boas oportunidades de trabalho. Ao contrário. Há excesso delas. Aluna brilhante do curso de ciências sociais em Harvard, uma das melhores universidades do mundo, ela recebeu três propostas de emprego antes mesmo da formatura, uma delas do Google. Recusou todas. Curiosamente, Jenny preferiu tornar-se professora de uma das piores escolas públicas de Nova York, onde vai enfrentar as condições mais adversas e ganhar menos. Chama ainda mais atenção saber que a moça faz parte de um grupo bem maior. Neste ano, outros 3 700 jovens, entre engenheiros, advogados e físicos formados em algumas das melhores universidades dos Estados Unidos, fizeram a mesma opção. Ao desprezarem convites de grandes empresas e aceitarem propostas de trabalho em escolas públicas de mau ensino, eles não estão motivados por idealismo juvenil. Também não lhes falta a ambição de avançar na vida profissional. A escolha pela sala de aula se deve, na verdade, a um programa que tem conseguido alavancar a carreira dos recém-formados, segundo mostra uma nova pesquisa publicada pela revista Business Week. Trata-se do Teach for America, que recruta e treina os melhores na faculdade para trabalhar em escolas. Ligado a uma fundação sem fins lucrativos, de mesmo nome, o programa aparece entre as vinte melhores portas de entrada para o mercado de trabalho americano, à frente de outras tradicionalmente mais cobiçadas pelos jovens, como Microsoft e Nasa.

A pesquisa merece atenção por lançar luz sobre uma iniciativa bem-sucedida numa área em que países como o Brasil só têm colecionado fracassos: atrair os profissionais mais talentosos para dar aulas – ainda que por apenas dois anos, tempo de duração do programa. Conseguiu-se tal feito com um conjunto eficiente de medidas. A mais relevante delas diz respeito à formação de uma rede entre o Teach for America e algumas das instituições nas quais os recém-formados mais ambicionam trabalhar, como o banco JP Morgan, a consultoria McKinsey e as universidades Harvard e Yale. Depois de uma temporada no comando de uma classe de crianças, os jovens costumam ser automaticamente recrutados por tais instituições. Não só ocupam boas vagas como também negociam contratos mais vantajosos, que incluem, nas empresas, a presença de um tutor no início da carreira e, nas universidades, bolsas de estudo, entre outras regalias.

Courtney não cogitava ser professora. Depois de uma temporada na escola, não quis mais sair

Todas essas instituições decidiram apostar no Teach for America por uma razão simples: elas estão atrás dos bons alunos que vão parar lá. O programa, afinal, só aceita inscrições dos melhores da turma e, ainda assim, apenas 15% dos candidatos sobrevivem à peneira. É justamente a seleção rigorosa, feita por gente bem treinada para rastrear e até para convencer os estudantes mais talentosos a aderir à sala de aula, que explica boa parte do seu sucesso em atrair alunos de Harvard, Yale ou Princeton. Diz Amy Black, uma das diretoras da fundação, espalhada por 29 cidades americanas: "Quem decide entrar para o programa sabe que ganhará um carimbo precioso no currículo e, mais tarde, será muito bem acolhido pelas empresas". A princípio desvantajosa do ponto de vista financeiro, uma vez que esses jovens recebem o mesmo salário que qualquer professor, a opção temporária pela docência acaba se revertendo em favor de quem segue o caminho da sala de aula.

É bem verdade que a maioria dos jovens permanece como professor apenas pelos dois anos previstos no programa, para então seguir outros rumos. Sua influência positiva sobre os estudantes nesse breve período, no entanto, já justifica a experiência – e faz refletir sobre a necessidade de contar com mais desses profissionais nas escolas. Um estudo americano recente mostra que, em relação a um docente de padrão mediano à frente da classe, tais professores conseguem melhorar em até três vezes o desempenho de um mau aluno. Isso mesmo sem nenhuma experiência prévia em sala de aula, tampouco um diploma na área de pedagogia. Engenheiros e advogados precisam apenas de algum treinamento para desempenhar bem a função. E fazem isso melhor do que os demais professores. Resume o físico alemão Andreas Schleicher, no comando das avaliações conduzidas pela OCDE (organização que reúne os países mais industrializados): "Estamos diante de uma prova de que atrair os melhores cérebros para as escolas é decisivo para a melhoria do ensino".

Pesquisas mostram que escolas no mundo todo falham nessa missão básica, a de recrutar profissionais de alto nível, basicamente por não fazer da sala de aula "um ambiente desafiador". Entenda-se por isso estabelecer e cobrar metas, distinguir os professores segundo sua capacidade de ajudar os alunos a avançar e lhes descortinar horizontes na carreira. O atual programa americano, que envia os novatos às escolas públicas, trata a todos como "CEOs do ensino". Eles passam a ter objetivos bem definidos e precisam se explicar (e melhorar) caso não atinjam o resultado esperado. Por tudo isso, cerca de 30% das pessoas que estão lá e jamais haviam cogitado virar professor decidem seguir na carreira. Foi o que ocorreu com a cientista política Courtney Dowd, 26 anos. Ela, que mirava a vida acadêmica em Harvard, "amou" a experiência de dar aulas e, com a ajuda do Teach for America, foi parar numa escola de formação de diretores de escola. Diz Courtney: "Recebi todos os incentivos para ambicionar uma carreira na área de educação". O Teach For America já foi copiado na Inglaterra e, em breve, chegará ao Chile e à Alemanha. No Brasil, onde 22% dos professores sequer pisaram numa universidade, algo parecido poderia contribuir para o necessário avanço da educação.



 



Escrito por Mauro Elias às 23h45
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Para não cair, Santos vai precisar ganhar pontos fora

Nove derrotas, quatro empates e apenas uma vitória. São esses os números do Santos de Teixeirinha como visitante. Campanha que dificilmente manteria o time na divisão principal do futebol brasileiro não fosse o bom aproveitamento na Vila Belmiro. Numa demonstração de que o fantasma do rebaixamento ainda incomoda, Márcio Fernandes reuniu os jogadores na volta da folga de dois dias, nesta segunda-feira, no CT Rei Pelé, e avisou que entre as prioridades nos nove últimos jogos do Campeonato Brasileiro a primeira é vencer fora de casa.

Como o técnico santista não usa a palavra rebaixamento, na sua preleção preferiu desviar o foco afirmando que a vaga para a Copa Sul-Americana não será possível só com vitórias na Vila Belmiro, onde a equipe jogará mais quatro vezes.

"Não há como negar que essa situação incomoda. Vamos tomar como desafio vencer fora e tenho fé de que no sábado (contra o Botafogo, no Rio) vamos conseguir a segunda vitória como visitante", disse Wendel. Para ele não é apenas a classificação para a Sul-Americana que está em jogo. "Saímos da parte de baixo da tabela e a situação está mais tranqüila, porém o estado ainda é de alerta", reconheceu.

A promessa do lateral-direito é quase igual a da maioria dos jogadores nos dias que antecederam os 14 jogos do time longe da Vila Belmiro até agora. A diferença é que ele não atribui à falta de sorte os maus resultados. "Em primeiro lugar temos que nos comportar em outros estádios como se estivéssemos na Vila. É fundamental a atenção redobrada nos primeiros 15 minutos para o time não sofrer gol. Isso é o básico do futebol. E também abafar o adversário, não permitindo que ele saia jogando de sua defesa".

Wendel concorda com Fernandes, que afirmou, após a derrota diante do Grêmio na semana passada, que o time vem evoluindo e tem deixado de ganhar em jogos fora por questão de detalhes. "Foi o que aconteceu no Olímpico. Não gosto de falar de arbitragens, mas o juiz teve participação direta no resultado porque deixou de marcar o pênalti a nosso favor. Se tivesse dado o pênalti, com certeza Kléber Pereira empataria o jogo, não aconteceria a falta de Fabiano Eller e a história seria outra".

Domingos é outro que acredita que o Santos tem condições de ganhar do Botafogo, no Engenhão. "Só é preciso o time entrar determinado em campo e buscar sempre o resultado, esquecendo o que aconteceu até aqui", recomendou. "Não há explicação para a nossa campanha ser tão fraca fora da Vila. O time vem crescendo e jogado bem, apesar de não ganhar. Vai chegar uma hora em que vamos vencer, mesmo jogando mal".

O zagueiro procurou minimizar a falta que Kléber Pereira e Fabiano Eller vão fazer diante do Botafogo e disse que não tem preferência entre Adailton e Fabão. "São dois excelentes jogadores que já provaram ter condições para ser titular do Santos. Tenho certeza de que o escolhido vai substituir bem Eller", finalizou.

Na várzea também é assim: é dificilimo vencer no campo do adversário. Pior é que é sempre a mesma coisa: tomam um, dois, ou até tres gols de cara. Depois estufam o peito, ficam valentes, se enchem de brios é vão à luta. Correm, correm, correm, para diminuir a derrota. Aí uns saem falando que faltou hombridade, outros que não podem dar bobeira, e outros discursos de derrotados. Esse é o time do Teixeirinha. Em 6 meses, apenas uma vitória fora de casa, e meio que sem querer. Coisa de time pequeno, medroso, sem estrutura. Timinho sem-vergonha.

CARLETO

A renovação do contrato de Carleto com o Santos - o atual termina no próximo dia 24 - , que parecia fácil na semana passada, está complicada. Os dirigentes dizem que faltam apenas pequenos detalhes, mas há informações de que o lateral-esquerdo pretende ganhar como Wesley e Tiago Luís.

O meia conseguiu o que queria porque era considerado insubstituível pelo técnico Emerson Leão, antecessor de Márcio Fernandes. E o atacante contou com encenação especial do seu empresário Wagner Ribeiro, que o rotulou de "Messi brasileiro’ na Espanha, para convencer o Santos a lhe dar salário de craque.

A idéia do Santos é renovar o contrato de Carleto por três temporadas. No entanto, o clube não está disposto a aceitar as exigências do lateral-esquerdo, que perdeu espaço após a chegada de Fábio Santos, que se tornou reserva imediato de Kleber.



Escrito por Mauro Elias às 09h53
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Nunca foram rebaixados; Teixeirinha pode perder mais um; Marcio Fernandes tem dura missão para substituir Eller; proposta do Fla para Ronaldo; pidolato de piridoxina (metadoxil); The Passenger

Vasco pode deixar o seleto grupo dos que nunca foram rebaixados

Globo

Ao longo dos 37 anos de Campeonato Brasileiro, 127 equipes diferentes tiveram o privilégio de participar da divisão principal da competição. Vários formatos diferentes de disputa foram experimentados, até o modelo de pontos corridos ser oficialmente adotado em 2003. Em meio a todas essas mudanças, apenas seis times conseguiram a façanha de nunca serem rebaixados para as divisões secundárias do futebol nacional: Flamengo, São Paulo, Internacional, Cruzeiro, Santos e Vasco. O andamento do Brasileirão deste ano, porém, leva a crer que os vascaínos correm o sério risco de sair desse seleto grupo.

A apenas nove rodadas do fim da edição de 2008, o time carioca ocupa as últimas colocações da tabela. Os resultados recentes e os cálculos matemáticos apontam para um possível rebaixamento inédito. Além disso, o Vasco deixaria também um conjunto ainda mais seleto, o dos times que participaram de todas as 37 edições do Brasileirão. Além dele, Flamengo, Cruzeiro e Internacional também tiveram o privilégio de vivenciar a história completa da competição.

A última vez em que o time da Colina esteve tão perto de ficar fora da competição foi em 1984. Neste período, os times se classificavam para o Brasileiro de acordo com suas posições nos campeonatos estaduais. O Vasco não conseguiu a vaga direta (os classificados foram América, Bangu, Botafogo, Flamengo e Fluminense), mas foi convidado pela CBF mediante um ranking de pontos elaborado pela entidade.

Outros casos importantes: Brasileiro de 1979

Na explicação acima, diferenciamos os times em dois grupos: os que nunca desceram e os que disputaram todos os campeonatos. A razão disso é que apesar de São Paulo e Santos nunca terem sido rebaixados para a Série B, ficaram ausentes da edição de 1979 por discordarem do modelo implementado pela CBF, que organizou o campeonato com 80 clubes.

Cariocas e paulistas teriam o privilégio de enviar os seis primeiros colocados de seus torneios para entrar de forma direta na segunda etapa do campeonato. Entretanto, São Paulo, Santos, Corinthians e Portuguesa exigiram entrar somente na terceira fase (última antes das semifinais) por serem contra a maratona de jogos (a segunda fase previa 56 times divididos em sete grupos, a terceira previa 14 classificados divididos em 4 quatro grupos). Os únicos representantes paulistas em 1979 foram Palmeiras e Guarani, que por terem sido 1º e 2º colocados no Brasileiro de 1978 tinham esse privilégio frente aos outros times do campeonato.

Santos se livra da 2ª divisão graças a convite

O Santos pode ser incluído no grupo dos times que nunca foram rebaixados, mas por pouco não teve de disputar a Segunda Divisão do Brasileiro em 1983 (conhecida como Taça de Prata na época). Seguindo o regulamento de os melhores colocados nos Estaduais obtinham vaga na Primeira Divisão (Taça de Ouro), o Peixe ficaria fora por ter terminado o Paulista em oitavo lugar. Porém recebeu o convite da CBF para disputar o grupo de elite graças ao seu "retrospecto técnico". Critério confuso divulgado pelo presidente da entidade na época: Giulite Coutinho.

Mas o próprio Santos tratou de calar os críticos da polêmica escolha e terminou o Campeonato Brasileiro de 1983 na segunda colocação, perdendo a final apenas para o Flamengo. Na época, o Rubro-Negro contava com um timaço com nomes como Zico, Adílio e Júnior, o que serviu para valorizar ainda mais o vice-campeonato santista.

Rebaixamento de times tradicionais

Corinthians - em 1979 optou por não disputar o Brasileiro por divergir do regulamento da CBF. Em 1982 não conseguiu se classificar para a Taça de Ouro e teve de disputar a Taça de Prata, mas subiu logo em seguida. Em 2007 foi rebaixado para a Série B.

Palmeiras - em 1982 teve de disputar a Taça de Prata por não se sair bem no Paulista. Foi rebaixado em 2002 para a Série B.

Fluminense - foi "bi-rebaixado". Deveria ter caído em 1996, mas a CBF manteve o time na Série A ao lado do Bragantino. No ano seguinte, caiu de novo, mas dessa vez teve de disputar a 2ª Divisão. Foi parar na Terceira Divisão em 1999.

Atlético-MG - graças ao regulamento de 1993 que protegia certos times do rebaixamento, foi salvo, mesmo terminando na última colocação. Em 2005, no entanto, não teve jeito e teve disputar a Série B.

Grêmio - foi rebaixado em 1991 e foi muito mal na Série B em 1992, não conseguindo voltar por meios "normais". Mas uma revisão da CBF nas divisões em 1993 recolocou o time na Série A. Em 2004 foi novamente rebaixado.

 

Teixeirinha-Gaveteiro pode perder mais patrimônio do clube

O lateral-esquerdo Thiago Carleto, 19, recusou proposta de renovação contratual com o Santos e aguarda uma nova oferta do clube. Vinculado ao time da Vila Belmiro até 24 de outubro, o jogador tem contrato de gaveta firmado por mais dois anos, embora Carleto desconsidere o documento.

Santos e Carleto iniciaram contatos para renovação em setembro, mas ainda não chegaram a um acordo. O plano santista é que um novo vínculo seja firmado por mais três temporadas.

No profissional do Santos desde o ano passado, Carleto evita expor publicamente, mas uma das razões para a demora na renovação foi a pouca atenção dada pela diretoria durante a temporada.

O lateral não teve seu salário reajustado neste ano, ao contrário dos demais atletas alçados ao grupo principal após atuação na Copa São Paulo de juniores. Tiago Luís e Paulo Henrique reformularam seus contratos, tendo seus ordenados elevados depois da competição sub-18.

Utilizado no final da partida contra o Grêmio, na semana passada, Carleto agradou o técnico Márcio Fernandes, que pretende definir o jogador como substituto imediato de Kleber, regularmente chamado para a seleção brasileira. Carleto também tem a concorrência de Fábio Santos no setor esquerdo.

Carleto, assim como todos os jogadores vindos da base, possui acordo de gaveta, prática condenada pelo Sindicato dos Atletas de São Paulo.

Recentemente, o Santos tem sofrido sucessivas derrotas em disputas jurídicas em casos envolvendo atletas presos ao acordo de gaveta. Denis, Renatinho e Marcelo obtiveram permissão judicial para deixar o clube mesmo com um contrato de gaveta sob posse do Santos.

Esse é o Teixeirinha-Gaveteiro, zelando pelo patrimônio do clube. Esse não vai aprender nunca.


Marcio Fernandes tem dura missão para substituir Eller

Fabão e Adaílton sofreram graves lesões, passaram por cirurgias, ficaram muito tempo parados e ainda não recuperaram o ritmo de jogo, e Vinícius é inexperiente e baixo. Um dos três vai ser o companheiro de Domingos na zaga do Santos contra o Botafogo, sábado à noite, no estádio Engenhão, no Rio de Janeiro, em razão da suspensão de Fabiano Eller - além de receber o terceiro amarelo foi expulso contra o Grêmio, quarta-feira passada, em Porto Alegre.

Em situação difícil para escalar a defesa, o técnico Márcio Fernandes antecipou que não vai improvisar Rodrigo Souto no setor. "Só se houver necessidade durante a partida posso procurar outra saída", admitiu o treinador.

No desastre de Goiânia, quando com 15 minutos o Santos perdia por 3 a 0 do Goiás, foi preciso apelar para o volante para impedir que o estrago fosse maior ainda. Aos 35 minutos do primeiro tempo, ele tirou Fabão, recuou Rodrigo Souto para a zaga e colocou Pará no meio. A sua explicação foi que o ex-são-paulino encontrou dificuldade para marcar o rápido ataque do Goiás e que Souto tem maior mobilidade.

Após a goleada por 4 a 1 que o time sofreu diante do Goiás, vários jogadores santistas saíram em defesa de Fabão. Roberto Brum disse que ele não pode ser responsabilizado sozinho pela derrota porque o time inteiro jogou mal. Porém, o próprio Fabão deu razão ao técnico. "Estava há tempo sem jogar e senti falta de ritmo. Preciso de uma seqüência de três ou quatro jogos para readquirir o condicionamento."

Fabão fraturou o tornozelo direito em agosto do ano passado, quando jogava pelo Kashima Antlers, do Japão. Ele foi indicado por Leão ao Santos pelo futebol que jogou, sob o seu comando, no São Paulo, em 2005. Após ser provado nos exames médicos no Santos, em janeiro, o zagueiro foi para Goiânia, onde se submeteu a um tratamento de recuperação com um fisioterapeuta de sua confiança. Voltou 15 dias depois e assinou com contrato e dos 21 jogos em que esteve em campo jamais foi o jogador combativo, rápido e decisivo nas cobranças de faltas dos tempos do Morumbi.

Adaílton também não está pronto. Ele participou de oito jogos pelo Campeonato Paulista deste ano, da partida de estréia do Santos na Libertadores (Cúcuta 0 x Santos 0, na Colômbia) e depois rompeu o ligamento cruzado do joelho direito em fevereiro e teve que ser operado.

Em junho, quando se preparava para voltar a atuar, sofreu uma pancada no joelho operado e teve que passar por uma artroscopia. Ele rescindiu contrato com o Santos em 24 de julho por não concordar em não receber salário enquanto estivesse sem jogar, fez o tratamento de recuperação no Palmeiras e, em agosto, foi chamado de volta pelo Santos, em razão da venda de Betão ao Dínamo de Kiev (Ucrânia). Se Márcio optar por ele, será a sua estréia no Campeonato Brasileiro.

Vinicius Simon, 21 anos, 1m84 de altura, faz parte do elenco de profissionais desde o segundo semestre do ano passado e jogou duas vezes, uma neste ano, quando Leão mandou os titulares para o México para enfrentar o América, pela Libertadores, e escalou só reservas contra o Flamengo. É o que está em melhores condições físicas, mas também é o que menos tem chance de jogar.

Proposta inusitada do Flamengo para ter Ronaldo

O grande trunfo do contrato que o Flamengo ofereceu a Ronaldo Fenômeno é uma manga de camisa. É com ela que o time carioca tentará barrar a proposta do clube inglês Manchester City. Não é uma proposta maluca. É até bastante engenhosa: o Flamengo disse a Ronaldo que daria uma parte de seu salário em dinheiro – que seria, é claro, um valor inferior ao que qualquer clube europeu pode lhe pagar. A outra parte o Fenômeno conseguiria arranjando patrocínio para botar em uma das mangas da camisa rubro-negra: 100% do dinheiro que viesse dali iria para o bolso do jogador.

Medicamento tomado para driblar bafômetro não garante zero de álcool

Quem costumava beber e dirigir e agora tem receio de ser pego pela fiscalização mais rígida conta com duas opções: 1) não beber e dirigir; 2) procurar um jeito de burlar a lei. Muita gente neste último grupo deve achar que seus problemas acabaram. Circula na internet o nome de um comprimido milagroso que, em questão de minutos, deixaria o bêbado sóbrio o suficiente para enganar qualquer bafômetro em blitz de trânsito. O medicamento é o pidolato de piridoxina, vendido por 36 reais com o nome comercial de Metadoxil. Lançado no Brasil em setembro pelo laboratório italiano Baldacci, o remédio é um derivado da vitamina B6 que acelera o processamento do álcool pelo fígado, indicado para o tratamento de alcoólatras e de portadores de doenças hepáticas decorrentes do consumo excessivo de álcool. Beber e depois tomar um remédio para supostamente enganar o bafômetro é de uma estupidez fenomenal – e, pelo que dizem os especialistas, inútil. "Dependendo da quantidade ingerida e do metabolismo individual, o álcool leva entre três horas e meia e cinco horas para ser metabolizado. Com o Metadoxil, esse tempo pode ser reduzido para uma hora e quinze minutos. Mas não existe experiência nenhuma que demonstre que o remédio vai zerar o bafômetro", informa o diretor médico do Baldacci no Brasil, Ronaldo Abud. "E ele só deveria ser vendido nas farmácias com receita médica, o que não tem acontecido", acrescenta.

Mesmo o uso correto do Metadoxil ainda não tem unanimidade. Nos Estados Unidos, o laboratório não apresentou pedido ao FDA, o órgão que examina novos medicamentos. Como é freqüente com remédios novos, ainda existem poucos estudos sobre seus efeitos a longo prazo. "O Metadoxil está longe de ser um consenso na literatura médica inclusive para tratamento de dependentes do álcool", diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeiras, professor da Universidade Federal de São Paulo. "Ele reduz um pouco os efeitos do álcool, mas não o suficiente para que a pessoa possa sair dirigindo tranqüilamente uma hora depois", alerta o médico André Malbergier, coordenador do Grupo de Estudos de Álcool e Drogas do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. Nos dois meses seguintes à entrada em vigor da Lei Seca, em 20 de junho, o medo da multa de 957 reais, da cassação da habilitação por um ano e até da prisão levou a uma redução de 13,6% nos acidentes fatais de trânsito. No terceiro mês, a queda foi menor (balanço de três meses: menos 8%), principalmente porque a fiscalização diminuiu. Em Brasília, uma das raras cidades onde a atividade da polícia é intensa e acontece não só nos fins de semana, a mudança de comportamento aparece mais. "As mesas que antes eram ocupadas por um casal que bebia hoje têm quatro pessoas – três bebem e uma não", diz David Lechtig, dono de seis restaurantes na capital. E o não-bebedor já segue um padrão: "Tem sempre uma mulher que só fica no refrigerante".

 

Uma  dica do blog para quem gosta de filme cult:  Passageiro - Profissão: Repórter

HOMENAGEM A MICHELANGELO ANTONIONI, O CINEASTA DA INCOMUNICABILIDADE E DO DESENCONTRO, QUE MORREU EM 30 DE JULHO DE 2007...

O PASSAGEIRO – PROFISSÃO: REPÓRTER (Professione: Reporter) Itália, Espanha e França, 1975 – Direção de Michelangelo Antonioni - É um dos filmes mais inquietantes de Antonioni.

Obra que conta a historia de um homem que abandona sua identidade. O ator convidado por Antonioni era o então emergente Jack Nicholson  com um ícone de beleza, Maria Schneider (O Último Tango em Paris).

Antonioni partiu de uma sugestão dramática forte - um homem que abandona sua identidade - e a submeteu a um tratamento autoral. Nesse caso, à autoria se acrescenta um experimentalismo técnico que, mesmo 30 anos depois, mantém o espectador boquiaberto. A nova identidade de David Locke (Nicholson) é perigosa, pois ele assume o lugar de um traficante de armas de um país africano. Com Antonioni, esse lado anedótico é quase suprimido. E isso significa ganho para o espectador. O que se oferece é uma vocação metafísica. Ou seja: que questiona a naturalidade com que encaramos o mundo. O princípio é simples. A profissão de repórter impõe uma despersonalização em proveito da objetividade. Ao abandonar sua função - investigar e relatar -, Locke perde a crença na objetividade. Essa experiência se transfere para o espectador ao assistir o filme. A confiança de qualquer um em sua percepção e a certeza de estar testemunhando uma situação "verdadeira" vão para o além. Na última sequência do filme, uma cena integral filmada sem cortes - célebre sequência que dura sete minutos -, Antonioni leva a cabo esse projeto antiilusionista. De dentro de um quarto de hotel, a câmera filma tudo aquilo que "não interessa" numa cena de ação. O espectador suspeita que alguma coisa está acontecendo, mas "nada" lhe é dado ver. Nada? Ou será que testemunhou um caso raro de revelação? Vi esse filme duas vezes. Recomendo. Para mim é um filme nota 10. Espero que gostem.

 

 



Escrito por Mauro Elias às 23h29
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Opções que Teixeirinha dá à Márcio Fernandes; apesar do discurso contrário, economia brasileira pode ser seriamente afetada; GM à beira da concordata? Morumbi: 300 milhões de dólares?

Teixeirinha põe quatro à disposição de Márcio Fernandes

Lima é o mais cotado. Tiago Luís, Reginaldo e Wesley correm por fora. Mas seja quem for o substituto de Kléber Pereira, artilheiro do Nacional com 20 gols, o Santos terá em campo um atacante quase "zerado" em termos de gols pelo clube.

Ele terá chance única contra o Botafogo, no próximo domingo, no Rio de Janeiro, já que o camisa 9 santista está suspenso.

Contratado pelo clube em abril, Lima teve um bom início -marcou dois gols em quatro jogos pela Libertadores. Depois, lesões e más atuações o afastaram do time. Agora, espera aproveitar a chance de substituir o artilheiro.

"Como tenho a mesma característica dele [Kléber Pereira], de um atacante de área, fico na expectativa de ser o escolhido", disse Lima, que esteve em 16 partidas neste Nacional e não conseguiu marcar.

O reserva santista tem um motivo a mais para substituir bem o artilheiro do campeonato: seu contrato com o Santos termina em dezembro e ainda não foi renovado.

Além de Lima, as opções de Márcio Fernandes são, em termos de gols pelo Santos, parecidas. Tiago Luis, revelado pelo clube, atuou em 12 partidas no Nacional e fez um gol. Ao todo, o jogador marcou duas vezes pelo time.

Wesley, outro prata da casa, tem aproveitamento ainda mais tímido. Só fez um gol com a camisa do clube em 43 atuações. Em quatro jogos no Nacional-2008, não marcou.

A última e menos provável opção para o ataque é Reginaldo, que só atuou atuou uma vez pelo Santos e passou em branco.

Grande, Teixeirinha!

Paralisia. A crise nos mercados atrasará o início de um fundo com dinheiro de santistas que será administrado pela Traffic, parceira palmeirense. A ordem agora é esperar os próximos capítulos.

Banido. Cartola santista próximo a Marcelo Teixeira diz que a carta à CBF contra Marcelo de Lima Henrique, juiz do jogo contra o Grêmio, é nada perto do trabalho nos bastidores para vetá-lo. Será?

Economia brasileira em risco

Apesar do discurso contrário do presidente e autoridades monetárias, a economia brasileira já foi contaminada pela crise

Henrique Meirelles, o presidente do BC: a economia brasileira no meio do caminho entre o céu e o inferno

Na manhã da última quarta-feira, seis dos principais bancos centrais do planeta executaram uma ação inédita. Liderados pelo Federal Reserve (o Fed, banco central americano), eles fizeram uma redução coordenada em suas taxas de juro. Foi o mais recente esforço dos Estados Unidos e da Europa na tentativa de reavivar os mercados financeiros e desbloquear as linhas de crédito entre os bancos, artérias fundamentais no sistema que irriga empréstimos em todo o planeta. Mais uma vez, no entanto, as intervenções cavalares não bastaram para restabelecer a confiança. Para muitas bolsas, foi a pior semana de todos os tempos – caso da Bolsa de Nova York, cujo índice Dow Jones acumulou uma perda de 18%, a maior sangria em uma única semana nos 112 anos de sua história. No Brasil, coube ao presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, a missão de proteger o país dos efeitos mais nefastos da crise. Naquela mesma quarta-feira de pânico global, o mercado de câmbio brasileiro amanheceu travado. Na abertura dos negócios, às 9 horas, não havia nenhuma pessoa, empresa ou instituição financeira disposta a vender ou comprar dólares. Ninguém. A cotação da moeda começou a subir rapidamente e atingiu 2,48 reais, o valor mais elevado desde 2006.

Para desemperrar o mercado, o Banco Central brasileiro determinou a venda de 4 bilhões de dólares no mercado à vista, por meio de três leilões realizados ao longo do dia. À tarde, enquanto o remédio começava a fazer efeito, Meirelles encontrava-se no gabinete da presidência do BC em São Paulo. Um interlocutor mostrou a ele uma folha de papel em que, separadas por uma linha horizontal, estavam escritas as palavras "céu" e "inferno". Instado a mostrar em que ponto naquela linha se situava a economia brasileira, se mais perto do céu ou do inferno, o presidente do BC desenhou um X na metade do caminho. Insatisfeito com a resposta, diplomática demais, o interlocutor perguntou, então, para que lado os ventos empurravam o Brasil. Meirelles desenhou uma flecha em direção ao inferno. Esperou alguns segundos. Desenhou, então, uma segunda flecha, em sentido oposto, em direção ao céu. E riu. Foi sua maneira de ilustrar o que já vem dizendo há tempos: ao contrário da ciclotimia dominante, a verdade é que a economia brasileira não está à beira de ser varrida pela crise externa e nem 100% blindada contra ela. Tudo vai depender do sucesso de como será usado todo o arsenal de medidas preventivas e, claro, da serenidade das autoridades monetárias.

Na tarde daquela quarta-feira, Meirelles fazia duas coisas ao mesmo tempo. Negociava a edição de uma nova medida provisória que lhe daria mais liberdade e agilidade para usar a munição necessária para enfrentar a crise. E acompanhava, em tempo real, o impacto das três intervenções que o BC fizera no mercado de câmbio. O dólar inicialmente cedeu. Em um segundo momento, voltou a subir. A alta, entretanto, não se sustentou. No início da tarde, o preço da moeda americana passou a cair com mais intensidade. Encerrou o dia valendo 2,28 reais. "Derrete, dólar!", disse Meirelles em tom de vitória. O desabafo, explicou o presidente do BC, tinha uma razão específica. Meirelles satisfez-se ao impedir que os grandes fundos internacionais aproveitassem a disparada do dólar para rapinar as empresas nacionais pegas de calças curtas com a mudança brusca do câmbio – mais de 50% desde agosto. São muitas as companhias nessa situação. Elas não aprendem. Eu, em toda a minha vida, nunca brinquei com o dólar. Elas fizeram apostas na estabilidade da moeda brasileira em alguns casos não apenas para se proteger da flutuação do câmbio, mas para ganhar dinheiro com a certeza de que o real ficaria ali por volta de 1,80 por dólar. É muita ingenuidade desses empresários brasileiros. Quando essa cotação foi pulverizada, as empresas entraram em pânico. Suas apostas são os chamados "derivativos", e eles exigem que alguém perca para que outro ganhe. Quando se está do lado perdedor – caso das companhias brasileiras pegas nadando peladas quando baixou a maré do real – e a aposta foi feita com dinheiro emprestado, é preciso cobrir o prejuízo diariamente. É uma sangria dolorosa, que obriga o empresário a bater à porta dos bancos à procura de mais e mais dinheiro. A intervenção do Banco Central no mercado havia baixado o preço do dólar e aliviado um pouco a romaria das empresas à banca. Foi isso que Henrique Meirelles comemorou em voz alta.

Até pouco antes de a crise se agravar, em meados de setembro, empresas como Sadia, Aracruz e Votorantim viam como impossível a subida do dólar no Brasil, uma vez que, com a política monetária rigorosa adotada por Meirelles, a moeda nacional tendia a manter-se valorizada. Por quê? Porque investidores internacionais continuariam trazendo dinheiro tomado a juros menores no exterior para lucrar com os juros altos e as aplicações em bolsa no Brasil – essas operações são chamadas no jargão financeiro de carry trade. Usando instrumentos financeiros complexos, apostaram que o dólar continuaria caindo até o fim do ano. Quando o dólar começou a subir, elas precisaram cobrir o prejuízo que tiveram com as apostas erradas – até a semana passada, o buraco somava 5 bilhões de reais. Algumas empresas culpam o governo, em especial o Banco Central, por tê-las "induzido" a concluir que a cotação do real em relação ao dólar permaneceria estável. Os diretores do BC dizem que eles e o próprio presidente Meirelles se cansaram de avisá-las de que as circunstâncias mundiais estavam mudando para pior e logo o carry trade perderia sua atratividade, trazendo como conseqüência a perda de valor do real. "Como as organizações de empresários no Brasil preferem o lobby à análise macroeconômica confiável, eles não enxergaram os sinais de perigo e apostaram fortemente no real", diz um diretor do BC que não pode ser identificado. Concordo com ele. Os analistas financeiros de algumas grandes empresas lembram o MT.

Formalmente, o Banco Central não persegue metas para o câmbio. Seu compromisso é manter a inflação dentro do alvo. Mas ele intervém no mercado sempre que considera que há problemas de liquidez ou volatilidade excessiva. Ao mesmo tempo, cabe à instituição assegurar a solidez do sistema financeiro. Munição para atuar nessas diversas frentes não falta. Mas, desde que a turbulência entrou em um novo patamar de instabilidade, o crédito internacional secou. Meirelles precisou agir rapidamente para impedir que o colapso externo, sentido aqui nas linhas de financiamento à exportação, contaminasse os bancos do país. O BC colocou aproximadamente 70 bilhões de reais nos bancos para remediar a falta de dinheiro que vinha de fora. Essa estratégia ocorreu em duas frentes: na diminuição dos depósitos compulsórios que os bancos precisam deixar parados no BC e na venda de dólares nos mercados à vista e futuro. O governo anunciou também medidas de incentivo para que os grandes bancos comprem as carteiras de crédito das instituições pequenas, principalmente aquelas voltadas para o crédito consignado e para o financiamento do varejo.

Esse contra-ataque inicial surtiria algum efeito, mas não bastaria para suprir todo o crédito interbancário que se evaporou nas últimas semanas nem para atender plenamente às necessidades do financiamento à exportação. Era preciso reforçar o ataque. Chegara o momento de utilizar, com mais inteligência, as reservas internacionais, a poupança em moeda forte que o país acumulou nos últimos cinco anos e que hoje supera 200 bilhões de dólares, além de aprimorar os mecanismos de defesa da solidez dos bancos nacionais. Na tarde de quinta-feira, durante uma reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional, foi regulamentada a Medida Provisória 442. Com essa legislação, o Banco Central ganhou mais poder de fogo. Um de seus dispositivos permite que o BC faça empréstimos em dólares para empresas brasileiras. O objetivo é auxiliar no desentupimento dos canais do crédito à exportação. Mas o alcance mais abrangente dessa MP está na possibilidade de o BC fazer empréstimos emergenciais para bancos que estejam em apuros. Como contrapartida, essas instituições terão de dar ao BC, como garantia, suas próprias carteiras de crédito. Já perceberam o que pode acontecer? Quebradeira de empresas.

Esse tipo de operação existe há décadas em todo o mundo. No Brasil, é previsto desde 1964. Por que então a necessidade de fazer uma nova MP para dispor sobre o assunto? Os consultores jurídicos do governo consideravam que a lei existente era suficiente. Aí entrou a precaução de Meirelles, sabedor dos problemas jurídicos que atormentam até hoje a vida de ex-presidentes de bancos centrais. Um grupo de juristas externos foi chamado a lançar uma lupa na questão, e descobriu uma brecha: havia uma indefinição legal sobre o mecanismo para determinar o preço a ser atribuído a um ativo (no caso, as carteiras de crédito). Incrivelmente, o rascunho da MP existia já em janeiro deste ano, e desde então Meirelles tentava convencer seus colegas do governo da necessidade de aprová-la. "Sem a MP, eu não faço", dizia Meirelles, referindo-se ao resgate de bancos pequenos em dificuldades.

Lula acordou para o problema apenas após o agravamento da turbulência e da intensificação de seu contágio ao redor do globo. Dez dias atrás, quando as campanhas eleitorais ainda pegavam fogo em todo o país, ele, em conversa com Meirelles, topou aprovar a MP. Mas só depois de fechadas as urnas. Os dois passaram a se falar diariamente, diante da preocupação mútua com o desenrolar da turbulência e o início das notícias de que ela começava, finalmente, a ser sentida na chamada economia real do país – aquela que afeta o dia-a-dia das famílias e das empresas. Lula convocou uma reunião de seu conselho político para a manhã da segunda-feira 6 de outubro, no Planalto. Meirelles foi convidado a participar e expor seu pleito. Se convencesse os líderes, a MP seguiria em frente. Na reunião, Meirelles ouviu indagações curiosas. Uma delas: "Por que o senhor insiste em apresentar sua proposta por meio de uma medida provisória, em vez de projeto de lei? Qual é a urgência?". Meirelles foi direto ao ponto: disse que, sem a possibilidade de socorrer os bancos menores com os empréstimos de redesconto, essas instituições correriam o risco de quebrar, contaminando todo o sistema financeiro do país durante os meses (se não anos) em que o projeto fosse debatido no Congresso. As perguntas pararam aí. Presentes ao encontro, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, referendaram a urgência de atuar para impedir que o crédito empoçasse no país. Esse cenário de pesadelo foi suficiente para Meirelles convencer os presentes de que a MP precisava ser aprovada. Na quarta-feira, ele se reuniu com os líderes da oposição. Quase ninguém se opôs. E assim se editou a MP, regulamentada na quinta-feira.

Esse reforço na artilharia chega em boa hora, mas, mais uma vez, pode não se mostrar suficiente. O nível de volatilidade nas bolsas mundiais atingiu os maiores valores jamais registrados. No fim de semana, os líderes das principais economias do planeta estariam reunidos em Washington, empenhados em discutir uma saída para esse túnel escuro e extenso que parece não ter fim. Até a sexta-feira passada, o pânico irracional era a única descrição cabível para o que se via nos mercados financeiros. Toda essa turbulência arrastará o mundo para a recessão? Os países emergentes, como a China e o Brasil, conseguirão permanecer de pé mesmo diante do colapso americano e europeu? Em um momento como esse, o meio do caminho entre o céu e o inferno pode ser um bom lugar para estacionar.

General Motors à beira da concordata?

A montadora americana General Motors (GM) afirmou hoje que não estuda pedir concordata, apesar das quedas de suas vendas e da crise no mercado de crédito, que derrubaram as ações da montadora para os menores níveis em quase seis décadas. "Claramente estamos diante de desafios sem precedentes relacionados à incerteza nos mercados financeiros globais e ao enfraquecimento dos fundamentos econômicos em muitos mercados importantes", disse a GM, em comunicado. "Mas um pedido de concordata não é uma opção que a GM esteja estudando." Segundo a companhia, a concordata "não seria do interesse dos nossos empregados, acionistas, fornecedores e clientes". No comunicado, a GM afirma que as especulações em torno de um pedido de concordata são "exageradas e não construtivas". Analistas dizem que uma decisão como essa não seria uma opção atraente para a montadora, porque poderia resultar em uma queda ainda maior de suas vendas, já que mais clientes evitariam comprar carros de uma empresa concordatária. Ontem as ações da GM fecharam em queda de 31%, cotadas a US$ 4,76, o menor nível desde 1950. A queda ocorreu após a agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) ter afirmado que a classificação para a companhia pode cair ainda mais, restringindo mais o acesso da empresa aos mercados de capitais. As informações são da Dow Jones.


 

Salvem o Morumbi

Crescem as pressões para que o SPFC apresente seu plano de adequação do Morumbi às normas da Fifa, a fim de que o estádio possa sediar a abertura da Copa de 2014. Até agora, porém, a diretoria do clube parece ter avançado pouco. Tudo está ainda no campo das intenções. O clube proporá a criação de uma parceria público-privada para construir um estacionamento com 3 200 vagas na frente da arena – a Fifa exige 18 000. Em seus planos, essa obra ficaria a cargo da Camargo Corrêa, que constrói uma linha do metrô paulistano. Também cogita dividir a reforma do estádio em lotes, a ser oferecidos a patrocinadores como a Visa e montadoras (Volkswagen, Mercedes ou GM). Bambis acreditam que a remodelação total do Morumbi custará 300 milhões de reais. No mercado, fala-se no mesmo valor, mas em dólares. A diretoria do clube pediu socorro ao presidente da Fiesp, Paulo Skaf, para levantar o dinheiro. Skaf fará uma reunião nesta semana com os são-paulinos, empresários e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. 



Escrito por Mauro Elias às 09h47
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