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Ex bambi desprezou o Santos;
COMENTÁRIOS QUE DANIFICAREM O ESPAÇO RESERVADO PARA OS MESMOS SERÃO AUTOMATICAMENTE DELETADOS Ex-bambi desprezou o Santos FC 
Para não desmentir Muricy Ramalho, o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, preferiu se contradizer. No dia 9 de julho, o cartola escreveu em seu Twitter: "Infelizmente não chegamos a um acordo financeiro com o técnico Muricy Ramalho". Ontem, ao responder à primeira pergunta da entrevista coletiva, o técnico deu outra justificativa para a primeira negociação não ter dado certo. "Eu precisava de mais algum tempo para reunir forças", disse Muricy. "Não teve a ver com parte financeira." Instado a falar sobre a contradição, Belluzzo explicou-se: "Eu não posso revelar coisas íntimas. Ele tinha o tempo dele. Em certas dimensões, você tem que dar uma explicação razoável, e que [naquele momento] não foi toda a explicação." Muricy disse ter recebido várias propostas durante o mês desempregado. Confirmou, sem citar o clube, que o convite do Santos era mais vantajoso financeiramente. E justificou sua escolha final. "Não adianta ter um grande salário e não se sentir em casa", afirmou. "Aqui eu senti uma grande confiança nas pessoas e sei que o time tem possibilidade de ganhar títulos." Houve um espaço de duas semanas entre a "desistência" do Palmeiras e a assinatura do novo acordo. "Nós sabíamos que o Muricy queria trabalhar aqui", disse Belluzzo. Cúpula corintiana decreta o fim de um ciclo do elenco Diretor de futebol Mário Gobbi afirma que objetivo de seu departamento é conseguir retorno financeiro para o clube
Com a meta de arrecadar R$ 18 milhões com vendas de atletas, cartola condena o "discurso hipócrita do torcedor de arquibancada"
A diretoria do curintia já achou sua explicação para as negociações de jogadores após a conquista da Copa do Brasil. Elas representam o "fim de um ciclo". A definição é do diretor de futebol Mário Gobbi. "Tudo tem um começo, um meio e um fim. E este é o fim de um ciclo muito vencedor. Vamos começar de novo", afirmou o dirigente alvinegro. O diretor foi além. Ao definir o que considera como a meta a ser atingida por um clube que mantém um time profissional, Gobbi apontou para o cofre, em vez da sala de troféus. "O objetivo final do futebol é dar retorno financeiro ao clube", afirmou o cartola. Gobbi também foi duro ao comentar a respeito da possibilidade de o Corinthians tentar fazer frente ao assédio de clubes do exterior aos atletas. "Não podemos cair nesse discurso medíocre e hipócrita de torcedor de arquibancada", afirmou o diretor de futebol, logo após o jogo com o Vitória. A partida, durante o intervalo entre o primeiro e o segundo tempo, fora palco de protesto de torcedores organizados contra as saídas de jogadores considerados importantes sem que tenham ocorrido reposições. O discurso de Gobbi é afinado com o do presidente Andres Sanchez, que não esconde a intenção de reforçar o caixa. Segundo projeção da diretoria, a meta é juntar ao menos R$ 18 milhões com as negociações nesta temporada. Andres, no entanto, promete destinar parte do dinheiro para a aquisição de reforços, sobretudo para a disputa da Taça Libertadores do ano que vem. "Vamos ter um time para disputar a competição com muita dignidade", disse o presidente corintiano, ontem, durante o programa "Arena Sportv", quando elencou nomes como Lucas (volante Liverpool) e Riquelme (meia argentino do Boca Juniors) na lista de sonhos do clube para montar o time na temporada de 2010, ano do centenário corintiano. Desde a conquista da Copa do Brasil, o Corinthians já perdeu cinco jogadores. Além de Cristian e André Santos, que foram para o Fenerbahce, o clube negociou três atletas que a comissão técnica considerou dispensáveis: Otacílio Neto (Barueri), Wellington Saci (Atlético-MG) e Lulinha (Estoril), todos por empréstimo. A saída de Douglas para o Al Wahda (Emirados Árabes) é dada como certa pelo próprio jogador, que já esperava nem atuar no clássico de amanhã. Outros dois jogadores que podem deixar o clube ainda nesta janela de transações na Europa são o goleiro Felipe, que já recebeu sondagens de Benfica e CSKA, e o volante Elias, que tem seus direitos pertencentes à Traffic. Já há pessoas fora do país negociando Felipe. Internacional negocia Nilmar com o Villarreal Principal atacante do Internacional, Nilmar teve seus direitos negociados com o espanhol Villarreal. A transferência custou cerca de 15 milhões (R$ 40 milhões), segundo jornais do país europeu. O valor não foi confirmado pelos dois clubes. Foi o próprio atleta quem pediu para sair, segundo a diretoria do Inter. "Tem que respeitar a vontade do jogador. Ele quer continuar na seleção e entende que o Villarreal é o melhor palco neste momento", afirmou ontem o presidente do clube colorado, Vitório Píffero. A equipe gaúcha ficará com a maior parte do dinheiro da transferência: um valor em torno de 10 milhões (R$ 27 milhões). O empresário Delcyr Sonda e o agente do jogador, Orlando da Hora, devem dividir o restante. Nilmar também era disputado pelo alemão Wolfsburg, que desistiu da transação. Neste ano, o Inter já tinha negociado os direitos do meia Alex. O atacante já não enfrenta o Botafogo, hoje, no Rio -o Inter é o terceiro colocado no Brasileiro, quatro pontos atrás do líder, o Atlético-MG (24 a 28). A diretoria promete contratar um substituto. Teixeirinha fica se perguntando: o curintia vende cinco, vai vender mais uma meia dúzia, o Inter vende Nilmar, e eu, o maior exterminador de patrimonio que um clube de futebol já teve, não vendo ninguém além do Molina (este foi dado)? Que inveja, né Teixeirinha? Luxemburgo quer novos parceiros no Santos Jogadores trazidos pelo grupo Sonda, atual investidor, não foram bem-sucedidos no clube, mas diretoria cogita ampliar parcerias
Se depender do técnico Vanderlei Luxemburgo, o Santos se agarrará a parceiros econômicos para reforçar o elenco. O treinador, que assumiu o time nesta semana, simpatiza com esse tipo de acordo que envolve investidores e disse que, com seu currículo, é mais fácil levá-los para a Vila Belmiro. "Não estou trazendo parceiro, mas posso trazer quinhentos. Porque, quando eu vou para um local, eu trago profissionais. Eles valorizam, ganham titulo, e os parceiros ganham dinheiro. Foi o que aconteceu no Palmeiras", disse o treinador, em sua chegada ao Santos. Na teoria, a união entre clube e parceiro é garantia de sucesso. Na prática, nem tanto. Em fevereiro do ano passado, a DIS, braço esportivo do grupo Sonda, deu início a uma parceria com o Santos. De uma vez, quatro estrangeiros chegaram ao clube: Molina, Trípodi, Quiñonez e Sebastián Pinto. Além de usar o clube como vitrine para seus atletas, a DIS investiu nas categorias de base. Paulo Henrique e Neymar são dois dos atletas que tiveram parte de seus direitos comprados pela parceira. Em menos de um ano, subiram para o profissional e se tornaram essenciais. Enquanto as promessas santistas apareciam, os jogadores levados pela parceira sumiam. Molina, que deixou a equipe na semana passada, era o único remanescente dos atletas da DIS, que passaram longe de se tornarem ídolos no Santos. À lista se somou, no começo deste ano, o atacante equatoriano Bolaños. Foi contratado como grande reforço, quase não jogou e foi levado pela parceira para o Internacional. Mas a experiência com a parceria é vista como positiva. "Acho muito válida a parceria. E não nos impede de termos outros parceiros", disse Adilson Durante, diretor de futebol. A DIS declara não se opor à chegada de novos investidores à Vila Belmiro. "Quando mais forte estiver o clube, melhor. Ganham todos", afirmou Thiago Ferro, diretor da DIS.
TÉCNICO ENSAIA TIME COM PAULO HENRIQUE ENTRE TITULARES
Após a vitória contra o Atlético-PR, na quarta, o meia Paulo Henrique ganhou vaga no time de Vanderlei Luxemburgo. Ontem, o jogador, apelidado Ganso, treinou entre os titulares no coletivo dirigido pelo técnico. Róbson foi para a reserva. "Voltei a ser titular. Pelo menos treinei assim. Quero agarrar a oportunidade." Neymar, autor do gol da vitória ante os paranaenses, deve seguir no banco contra o Flamengo, amanhã, na Vila. Na lateral direita, Luxemburgo deve escalar Pará no lugar de Luizinho.
 
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Escrito por Mauro Elias às 09h57
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Vanderlei Luxemburgo altera os planos com Neymar; Peixe receberá por transação de R. Oliveira; Luxa quer Santos cadenciando o jogo
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Vanderlei Luxemburgo teve que rever rapidamente a ideia de utilizar Neymar com cuidado, para não comprometer a formação do jovem atacante. Neste retorno ao Santos, onde trabalha pela quarta vez na carreira, o treinador pensava em colocar o garoto em campo apenas em situações favoráveis, com o time em vantagem no placar e sem grande pressão. Mas, por necessidade, ele foi obrigado a alterar o roteiro na noite da última quarta-feira, quando apelou ao jogador de 17 anos para conseguir a apertada vitória sobre o Atlético-PR, por 1 a 0, na Vila Belmiro, pela 13.ª rodada do Brasileirão. Depois de Neymar entrar em campo no segundo tempo da partida e fazer o bonito gol da vitória santista sobre o Atlético-PR, Luxemburgo já admite escalá-lo como titular no próximo compromisso do Santos, domingo, contra o Flamengo, novamente na Vila Belmiro. Para isso, o meia Robson deve perder a sua vaga no time. "Não tenho dúvida de que Neymar vai ser um dos grandes jogadores do mundo. Só não pode ter a responsabilidade de resolver todos os problemas do Santos. O gol que ele fez foi muito bonito. Ao fintar o zagueiro, tirou também o goleiro e finalizou com categoria. É muito talentoso e vai dar certo", disse Luxemburgo. Neymar não é novidade para Luxemburgo. O garoto foi um dos fatores de desequilíbrio nas duas vitórias do Santos sobre o Palmeiras, então comandado pelo atual treinador santista, nas semifinais do último Campeonato Paulista. Ele fez um gol no jogo na Vila Belmiro e teve participação direta nos dois no Palestra Itália. Quando Luxemburgo foi contratado, a diretoria santista chegou a temer pelo futuro de Neymar no time. Mas os elogios do treinador ao garoto depois da vitória de quarta-feira deixaram todos aliviados na Vila Belmiro. A maior aposta do elenco do Santos já ganhou seu espaço com o novo comandante e poderá continuar brilhando. O Santos aposta muito em Neymar. Tanto para conduzir o time em campo quanto para render alguns milhões de dólares numa futura negociação para o futebol europeu. Por isso, a aprovação de Luxemburgo diante da primeira impressão deixada pelo garoto animou os santistas: é sinal de que o caminho do sucesso pode ter sido encontrado. Peixe vai receber por transferência de Oliveira Depois de receber pouco mais de R$ 4 milhões pela ida de Robinho para o Manchester City, a diretoria do Santos espera já para os próximos meses o dinheiro da transação do atacante Ricardo Oliveira para o Al Jazeera (EAU), avaliada em cerca de R$ 38 milhões. Mário Mello, enviou solicitação sobre a porcentagem que o clube tem direito a receber ao advogado Marcos Motta, especialista em direito esportivo internacional e que representa o Alvinegro. Segundo os cálculos do profissional, o Peixe terá direito a receber cerca de R$ 800 mil pela transação. O montante corresponde ao período em que Ricardo Oliveira defendeu a camisa santista. Ele jogou pouco mais de seis meses no clube, e se transferiu para o Valencia (ESP). O atacante disputou a Copa Libertadores de 2003 pelo Santos, e logo depois se transferiu. Naquela época, o Alvinegro recebeu cerca de R$ 500 mil pela transação. O advogado vai dar entrada na documentação junto à Fifa, mas o recebimento da quantia não é imediato. O processo demora alguns meses. Nos próximos dias, o Santos vai fazer outra solicitação a Marcos Motta. O clube quer saber se tem direito a receber pela transferência do atacante Weldon, ex-Sport, para o Benfica (POR). Ele foi formado pelo Peixe, e jogou entre 2000 e 2002 na equipe profissional. Weldon foi vendido aos portugueses por R$ 700 mil. Luxa quer evitar desgate desnecessário Luxa não quer saber daquela correria desenfreada, caracterizada por jogadores como Luizinho e Madson. Ele quer um jogo mais cadenciado e que os meias acionem os pontas de lança quando houver espaços. Isso evita desgastes desnecessários. O Santos há muito peca no último passe e na conclusão das jogadas. Às vezes parece faltar pernas. Um jogador como Madson, que corre 60 ou 70 metros com a bola, fica fragilizado fisicamente, fica extenuado na hora de concluir. Por falar em técnico, o Flamengo percorre rota perigosa que nós santistas conhecemos bem. Dispensou Cuca e pretende contratar Mancini. Que desagradável! Um à menos para brigar pela ponta do campeonato. Um pouco de cultura... Não contém glúten 
Diversos produtos alimentícios, principalmente salgadinhos e massas, apresentam no verso de suas embalagens o seguinte aviso: “Contém glúten”. Mas o que isso significa? Será que o glúten é tão perigoso assim?
O glúten é uma proteína presente no trigo e seus derivados. É importante na fabricação de pães, pois é a proteína que dá liga à massa, além de ajudar o pão a crescer. A farinha de trigo é a maior fonte de glúten para a nossa alimentação.
O fato de a embalagem de um produto alertar o consumidor sobre a presença ou não de glúten está ligado à doença celíaca. Os celíacos não produzem a peptidase, enzima responsável pela “quebra” do glúten. Assim, quando as pessoas com essa doença ingerem a proteína, as vilosidades do intestino delgado, que absorvem os nutrientes da alimentação, se enfraquecem.
O enfraquecimento dessas vilosidades provoca irritabilidade, barriga dilatada, diarréia, anemia crônica, além de o doente perder bastante peso. Em razão dessa situação, foi aprovada no Brasil, em 1992, uma lei que obriga as empresas fabricantes de produtos que contêm glúten, a especificar em suas embalagens a presença da proteína. 

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Escrito por Mauro Elias às 21h06
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Santos 1 X 0 CAP
COMENTÁRIOS QUE DANIFICAREM O ESPAÇO RESERVADO PARA OS MESMOS SERÃO AUTOMATICAMENTE DELETADOS Time foi mais compacto e não se expôs na defesa Foram apenas dois treinamentos, no máximo, de Luxemburgo e já deu para notar alguma evolução. O time foi bem compacto. Não deu chance ao CAP. Não tomamos contra-ataques. Não houve aqueles 5 contra 3 em nossa defesa que sempre resultavam em gols. Luxemburgo entrou com tres volantes, Brum, Souto e Germano, e um meia atacante, o Robson. Madson voltava para buscar o jogo o que tornou nosso meio de campo forte, embora o Rony tenha jogado isolado durante todo o primeiro tempo. O dominio do time de Luxemburgo foi tamanho que o CAP não deu um único chute a gol para testar o Felipe, durante os 90 minutos. No segundo tempo Luxa tirou o Robson e colocou o Neymar, e tirou o Brum e colocou o meia paulo Henrique. O time ficou ofensivo, e, em uma linda jogada feita por Neymar e Rony, saiu o golaço do garoto. Depois o Santos tocou bem a bola e mandou no jogo até o final. Não precisa ser genio. Basta não ser burro. O que Luxemburgo fez de diferente foi agrupar o time e não deixar a defesa exposta. Luxemburgo fechou a peneira fazendo o jogadores marcarem atrás da linha da bola, como se diz por aí. E, se voce mantem mais gente defendendo que o numero de atacantes adversários, é dificil tomar gols bobos. É isso aí. Vamos ver como esse time se comportará fora da Vila. 

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Escrito por Mauro Elias às 23h17
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Muricy Ramalho é o novo treinador do Palmeiras
COMENTÁRIOS QUE DANIFICAREM O ESPAÇO RESERVADO PARA OS MESMOS SERÃO AUTOMATICAMENTE DELETADOS Muricy Ramalho é o novo treinador do Palmeiras Ex-técnico do São Paulo acerta com o clube até o fim de 2010 e estreia após o clássico contra o Corinthians 
Uma reviravolta na noite desta terça-feira e Muricy Ramalho, ex-São Paulo, é o novo técnico do Palmeiras - assinou até o final de 2010 por R$ 450 mil por mês. O clube confirmou oficialmente a notícia através do Twitter do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo. O treinador será apresentado nesta sexta-feira - Jorginho será auxiliar técnico ao lado de Tata. Muricy assume oficialmente na segunda, após o clássico de domingo contra o Corinthians, em Presidente Prudente (SP). "As negociações seguiram as regras financeiras do Palmeiras. Estamos todos felizes com a chegada do Muricy que assinou contrato até dezembro de 2010", explica Belluzzo. Muricy foi demitido do clube do J Leonor em 19 de junho, logo após a derrota do São Paulo para o Cruzeiro nas quartas de final da Copa Libertadores, que tirou o time tricolor da competição continental.
As negociações de Muricy com o Palmeiras começaram no dia 26, logo depois de o clube de Palestra Itália demitir Vanderlei Luxemburgo. Inicialmente, ele pediu um salário muito alto (cerca de R$ 700 mil por mês) e o time alviverde desistiu oficialmente da negociação. No entanto, tudo mudou na noite desta terça, quando ninguém mais esperava. Os valores do contrato não foram revelados.
Após deixar o São Paulo, Muricy Ramalho também chegou a ser sondado para assumir Fluminense e Santos, mas as conversas não evoluíram. Atual tricampeão brasileiro pelo time tricolor, ele é um dos treinadores mais cobiçados do País.
A chegada de Muricy acaba com o sonho do interino Jorginho de ser efetivado no comando do Palmeiras. Em cinco jogos, ele conseguiu quatro vitórias (contra Avaí, Náutico, Flamengo e Santo André) e um empate (diante do Santos), deixando a equipe na vice-liderança do Campeonato Brasileiro. VEJA O ANÚNCIO DE BELLUZZO NO TWITTER "Torcida Palmeirense: O novo técnico da Sociedade Esportiva Palmeiras é Muricy Ramalho. Leiam mais em nosso site oficial (do Palmeiras). Abraços." Luxemburgo volta à Vila e aguarda clima amistoso Uma Vila Belmiro amigável é o que Vanderlei Luxemburgo espera encontrar hoje à noite, em sua estreia no comando do Santos, contra o Atlético-PR. Nos últimos meses, a casa santista deixou de ser temida pelos adversários. Em maio, em seu estádio, o Santos foi eliminado da Copa do Brasil pelo modesto CSA (derrota por 1 a 0) e perdeu a primeira partida da decisão do Paulista para o Corinthians (3 a 1). "O adversário terá que pedir licença para jogar aqui. É a nossa casa", disse Luxemburgo. No Nacional, o desempenho santista atuando em seu domínio também deixa a desejar. Foram duas vitórias, dois empates e uma derrota -aproveitamento de 53,3%. Quem tem sofrido na Vila são os próprios jogadores santistas. Na semana passada, eles foram recebidos com ovos e pipoca antes do jogo contra o Barueri, que terminou empatado (3 a 3). "Tem que ter calma, a torcida vai ter que entender nosso lado, não adianta vaiar. Temos que criar uma ambiente propício. Tem que ser uma equipe aguerrida, porque o torcedor gosta disso", receitou o treinador. A necessidade de o time fazer a Vila Belmiro voltar a ser temida pelos oponentes foi assunto da primeira conversa do técnico com os jogadores. "Estávamos sofrendo em jogar aqui. Temos que recuperar isso. A força maior do Santos é jogar aqui. Eles [os rivais] é que vão ter que sofrer", declarou o volante Rodrigo Souto. Ontem, o treinador comandou um coletivo e promoveu mudanças na equipe que foi derrotada no domingo por 2 a 1 pelo São Paulo, no Morumbi. A primeira delas foi a saída do goleiro Douglas, titular desde que Fábio Costa se machucou, há cinco rodadas. Felipe, 21, que recentemente voltou ao clube após ter sido emprestado para a Portuguesa Santista, será o titular. Ele era só a quarta opção de Mancini. "Felipe foi meu jogador quando estava aqui. Acho ele meio parecido com o Lenny [atacante do Palmeiras], acho que ele tem que se divorciar do pai e saber que tem a vida pela frente. Eu me divorciei com 14 anos da minha mãe", falou Luxemburgo, que no começo do ano, no comando do Palmeiras, disse que Lenny precisava deixar de ser tratado pelos avós para crescer como atleta. Ontem, a equipe titular que iniciou o treino tinha três volantes (Rodrigo Souto, Roberto Brum e Germano), dois meias (Madson e Róbson) e só Roni no ataque. Na metade do treino, Luxemburgo colocou Paulo Henrique, o Ganso, e Neymar. Sacou Brum e Róbson. "Ainda não decidi o time. Estou trabalhando para a equipe não ficar vulnerável. Tem que estar compacta. A marcação começa no ataque, Madson, Róbson e Roni vão ter que marcar", falou o treinador. Santos e Náutico têm a pior defesa do torneio, com 26 gols sofridos. Na tentativa de lotar a Vila, a diretoria santista fez uma promoção. Mulheres e crianças até 12 anos pagarão meia-entrada. Treino na Vila tem bronca e público O primeiro treino de Luxemburgo com a participação dos titulares do time foi na Vila Belmiro, a pedido do treinador. A atividade, aberta ao público, foi acompanhada por cerca de 80 torcedores santistas, que viram o técnico parar o treino inúmeras vezes -cobrou posicionamento da defesa, ensaiou cobranças de escanteio e conversou em separado com alguns atletas. Também não faltou bronca. Logo no início do treino, o lateral Wagner Diniz, do time reserva, recebeu a bola, cruzou o meio-campo e avançou sem receber combate. O treinador parou a jogada e cobrou com palavrões o meia Madson por não seguir o adversário. A defesa também foi advertida. Luxemburgo chamou a atenção de Léo e de Fabão, mas foi em Domingos a bronca maior. O zagueiro não conseguiu impedir Tiago Luís, dos reservas, de receber uma bola e girar. Mais bronca. "É minha característica. Sempre cobro quando há erros... Mas eles [atletas] estão sempre propensos a melhorar", afirmou. Eleições Apesar de Pelé ter criticado o Santos pela demissão de Vagner Mancini, interlocutores do presidente Marcelo Teixeira creem que vale ainda o apoio dele à reeleição do cartola feito um dia antes. Pelé dissera que não mudaria nada no Santos, que terá eleições neste ano.
A "oposição" santista, que se manifestará no jogo de hoje contra dirigentes do clube, estuda incluir Luxemburgo como outro alvo.  
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Escrito por Mauro Elias às 00h00
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Luxa chega com uma missão: Libertadores
COMENTÁRIOS QUE DANIFICAREM O ESPAÇO RESERVADO PARA OS MESMOS SERÃO AUTOMATICAMENTE DELETADOS Luxa chega com uma missão: Libertadores 
Desculpem pela foto, marceletes, sei que machuca Na manhã desta segunda-feira, Vanderlei Luxemburgo foi apresentado oficialmente como o novo treinador do Santos. Em sua apresentação, o técnico, que está em sua quarta passagem pelo clube, deixou claro o objetivo de sua nova jornada no comando do time da baixada: - Fui contratado para uma missão. Colocar o Santos na Libertadores. O resto vem naturalmente - disse o treinador. - O importante agora é ganhar os jogos. Temos que buscar uma sequência boa para subir na tabela - completou. Luxemburgo chega para sua quarta passagem pela equipe de Vila Belmiro. O treinador teve passagens vitoriosas pelo Peixe, vencendo um Campeonato Brasileiro, dois Campeonatos Paulistas e um Torneio Rio-São Paulo. Atualmente o Santos soma 14 pontos e está na 13ª colocação no Campeonato Brasileiro. Carreira política pode começar já na próxima eleição O Santos pode ser o último clube comandado por Vanderlei Luxemburgo. O técnico tem planos de fazer carreira política, o que poderia acontecer já nas eleições do ano que vem. "Pode acontecer [uma candidatura ao Senado], pode não acontecer. A gente não sabe da vida da gente. A gente nunca sabe o que vai acontecer amanhã, a gente vai ficando velho...Mas eu ainda tenho muita lenha para queimar", declarou o treinador, que elogiou o Tocantins, onde esteve na semana passada, de férias e com políticos. "Quero dizer que o Tocantins é maravilhoso, vocês deveriam conhecer, a gente fica muito em São Paulo e esquece das coisa bonitas que tem no Brasil." "Tenho um trabalho social para fazer algo para o futebol, porque o futebol me deu muita coisa. O projeto é a Copa Vanderlei Luxemburgo, para colocar as pessoas menos favorecidas para jogar bola", declarou. "É um projeto que foi encampado pelo pessoal lá do Estado. São Paulo, Rio, tem muita gente com projeto. Quero ver fazer projeto onde precisa se fazer." Perguntado se era um sujeito de política, Luxemburgo disse que "apolítico ninguém é". "A gente tem que discutir, mas eu sou um homem do futebol." O treinador não falou de inclinações partidárias, mas, entre os três profissionais da comissão técnica que levou a Santos, está o preparador físico Luis Cláudio da Silva, filho do presidente Lula (PT). DEFESA E ATAQUE FICAM DESFALCADOS
Atento para as últimas manifestações da torcida, Luxemburgo pediu apoio aos torcedores amanhã, na Vila Belmiro, contra o Atlético-PR. "É preciso esquecer o que passou e ver o que está à frente. A torcida precisa ser o atacante", falou o treinador, que ontem comandou o primeiro treino na sua volta ao Santos. Para o jogo, Luxemburgo não terá Kléber Pereira e Fábio Costa, que se recuperam de lesão. "Temos que voltar a ser respeitados na Vila. Para entrar, vai ser preciso pedir licença." Do Painel Roto e esfarrapado Cartolas santistas rebatem as acusações de Vagner Mancini de que o clube concede excesso de privilégios a Fábio Costa e devolvem a batata quente para o ex-treinador. Apontam que o primeiro a privilegiar o goleiro foi o próprio Mancini, ao indicar o goleiro para usar a braçadeira de capitão do time. Eles questionam qual o motivo de fazê-lo se o treinador diz que ninguém no grupo gostava de Fábio Costa. Diretores afirmam que Mancini jamais procurou algum dirigente do clube para fazer reclamações sobre o goleiro.
Faça o que eu falo. Cartolas do Santos perguntam por que Mancini, que procurava ""laranja podre" no elenco, saiu disparando publicamente sobre tema que internamente não questionara.
Primeira impressão. Diretores elogiaram Luxemburgo após sua apresentação: o discurso de usar a base e ter levado estafe de só três pessoas, incluindo Lulinha. Temia-se que o caixa fosse dilapidado com muitos salários.
Sombra. Apesar de o contrato de Luxemburgo ir só até o fim do ano, no clube o comentário de que o presidente Marcelo Teixeira quer Scolari no centenário é minimizado. Mas até semana passada, essa tese era recorrente na Vila.


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Escrito por Mauro Elias às 19h47
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São Paulo 2 X 1 Santos
COMENTÁRIOS QUE DANIFICAREM O ESPAÇO RESERVADO PARA OS MESMOS SERÃO AUTOMATICAMENTE DELETADOS Coluna do Birner 15 Jul Birnadas De Vitor Birner Vou tocar em assuntos delicados no mundo do futebol. A rivalidade entre os três grandes paulistanos é maior do que a deles com o Santos. Os 4 são gigantes do futebol nacional. Destaco duas razões para isso. A primeira e principal é o erro recorrente da administração santista de não expandir o time. A imagem do Santos é de equipe da cidade de Santos. E não deveria ser assim. O Santos ganhou o mundial no Maracanã. Lota estádios na capital paulista. Leva, aliás, mais público que na baixada santista. Desde os tempos de Pelé o Santos deveria ter sido administrado como um time do Brasil. Nos tempos do namoro intenso e apaixonado do torcedor com a seleção brasileira, a imagem do esquadrão canarinho era santista e botafoguense. O camisa 10 (os mais jovens talvez não entendam, mas vestir a camisa 10 do Brasil tinha PESO) era do Santos. O país tinha orgulho de ser a terra de Pelé. Tanto é que o Santos decidiu o Mundial contra o Milan e Benfica no Maracanã. Jogou 3 vezes lá. Levou 150 mil num dos jogos contra o Milan. Mas não deu sequência. O Santos deveria ter flertado com cariocas, paulistanos e quem mais estivesse disposto a manter os braços abertos para a equipe mais encantadora da era de ouro do maior futebol do mundo. A outra razão segue na mesma linha. Todos os grandes vencem campeonatos jogando mal, com times mais ou menos. O Santos não. Quase sempre quando foi campeão deu show. A geração Pelé, os meninos da Vila, os veteranos de 1984, e Robinho e Diego jogavam realmente bem. Tirante a de 84, as 3 outras ganharam com futebol técnico, de altíssima qualidade no trato da bola. Até o vice de 1995 deu espetáculo na reta decisiva. Quando está mais ou menos, dificilmente O alvinegro comemora títulos. E as pessoas, mesmo que não admitam, respeitam mais quem vence jogando bem. Por isso acredito que a política de administração da imagem santista deveria ter sido diferente. Quem mora em Santos não deve ser preocupar. O Peixe carrega o nome da cidade. A raiz, a essência santista está na baixada. A identidade é muito forte com o local. O Santos não deve parar de treinar, viver, existir e jogar lá. Teria que jogar não apenas lá. Poderia fazer bem mais partidas em São Paulo. E na próxima geração especial, viajar pelo Brasil para mostrar a alma santista no campo de futebol. O vídeo abaixo é uma homenagem aos santistas, brasileiros e amantes do futebol romântico, técnico e refinado. Tres observações deste blog. Primeiro: é bacana esse reconhecimento por parte do Birner. Segundo: esse presidente deve ser um inutil para ele também. Terceiro: esse tipo de coisa parece elogio, mas não é; faz mal. É um incentivo à cultura de perdedor do clube. Não foi a intenção do Birner, mas essa é uma armadilha perigosa que a torcidinha e o clube caem como patinhos. Dispenso esse rótulo de time que ganha jogando sempre bonito. O negócio é ganhar sempre. Santos aposta em reação com Luxemburgo As esperanças santistas de reação estão depositadas em Vanderlei Luxemburgo. "Agora começa uma nova fase. O Luxemburgo está acostumado a vencer, e não temos mais tempo para errar", disse o lateral-esquerdo Léo. "Vanderlei já assume amanhã [hoje]. Acho que tem muita possibilidade de o time voltar a vencer. Tenho certeza que a reação vai vir logo", fez coro o interino Serginho Chulapa. O novo treinador santista não esteve no Morumbi ontem, mas seu auxiliar técnico Nei Pandolfo e o preparador físico Antônio Mello, membros de sua comissão, estiveram. Embora tenha elogiado o time, Chulapa disse que é preciso contratar jogadores para que o time faça uma boa campanha. "Ele vai encontrar um elenco machucado pelos últimos resultados que tivemos. Mas vai encontrar um grande grupo, um grupo bom de trabalhar." Ex-técnico do Santos, Vagner Mancini, criticou supostas regalias dadas ao goleiro Fábio Costa, e disse que isso atrapalha o ambiente no clube. Questionado sobre isso, o gerente de futebol santista, o ex-jogador Clodoaldo Silva, despistou. "Ele é um grande goleiro. Só tenho isso a dizer." São Pulo 2 X 1 Santos Dois times bem meia-boca. Os bambis tiveram até medo do Santos, super-mal escalado por essa anta estúpida chamada Serginho. Douglas não teve culpa nos gols e jogou até bem. Luizinho correu uns 20 km e nada de produtivo. É completamente irresponsável. Não marca bem. Apoia bem, mas falha no passe final. Domingão falhou no segundo gol. Se ele, ao invés de procurar o corpo do adversário, tentasse a bola, teria evitado o lance que originou no segundo gol. Astorga poderia tambem ter tirado a bola, mas bateu de leve e acabou mandando prá dentro do seu proprio gol. Foi uma falha coletiva. Léo: coitado....não vou comentar em respeito a ele. Germano também correu muito. Armou alguns contra-ataques pros bambis que ele mesmo tratou de corrigir. Foi o segundo melhorzinho do time. Brum foi um zero à esquerda. Paulo Henrique Ganso: uma ameba em campo, um completo inútil, jogadorzinho sem fibra, sem sangue, não conseguiu acertar um unico passe, o pior do time disparado. Mas tem salvo-conduto da torcidinha, e desse dublê de treinador: pode errar à vontade, não pega nada. Madson foi o melhor do time. Correu, criou muitas jogadas, muito bem mesmo. Mas sozinho não dá. Rony aproveitou bem a unica chance que teve e mais nada. É só um reserva. Felipe Azevedo fez uma estréia apagada. Teve uma chance e cabeceou em cima do goleiro. Precisa ser melhor avaliado. Neymar também foi um zero à esquerda. Sem comentários. Molina, que esses vagabundos venderam por 350 contos seria titular em qualquer posição desse time, até no gol. Esse Serginho é um péssimo dublê de treinador. Deixou o tal de Ganso desfilar sua apatia e ruindade até os 20 do segundo tempo. Deu aflição. Enfim, Luxemburgo não sabe o que lhe espera. Mas certamente ele saberá o que fazer. 

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Escrito por Mauro Elias às 18h12
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Folha entrevista Mancini
COMENTÁRIOS QUE DANIFICAREM O ESPAÇO RESERVADO PARA OS MESMOS SERÃO AUTOMATICAMENTE DELETADOS Demitido, Mancini critica regalias ao goleiro Fábio Costa Vagner Mancini, 42, deixou o Santos na segunda-feira, depois de uma goleada por 6 a 2 aplicada pelo Vitória e a recepção da torcida com ovos e pipoca. Em entrevista exclusiva à Folha, o treinador falou sobre sua passagem pelo clube, os problemas internos e mirou Fábio Costa. (RICARDO VIEL)
 FOLHA - Com você, o time começou bem e depois caiu. Por quê? MANCINI - Quando cheguei, achava que precisava arrumar o time taticamente. Chegou à final do Paulista. Mas aquele time aguentaria o Brasileiro? Não. Eu disse várias vezes. FOLHA - E as brigas, atrapalharam? MANCINI - Não há desgaste no elenco. Vou bater nessa tecla. Acho que a grande dificuldade é emocional. É um grupo que foi mal em 2008. Conseguimos motivar, e o time rendeu. Mas, para o Brasileiro, tinha que ter uma estrutura melhor. FOLHA - Qual o papel de Neymar e Paulo Henrique nesse sobe e desce? MANCINI - Na queda, acho que em razão de não terem vivido ainda dentro do futebol o suficiente. Ajudaram, porque deram uma cara nova. Era uma equipe extremamente madura, não vou usar outro termo. FOLHA - E por que o time, que vinha bem, não se sustentou? MANCINI - A bola de neve vai aumentando, e, emocionalmente, os pilares do grupo não suportam. E não é Neymar, Paulo Henrique quem vai segurar. São os mais velhos. FOLHA - A proximidade do Luxemburgo com o clube atrapalhou? MANCINI - Difícil falar. É óbvio que lá tem gente da época dele. Se falar, posso colocar o caráter de alguém em dúvida. Eu sabia que enfrentaria algumas coisas. Tentei tirar o máximo de cada funcionário, independentemente de quem seja e por quem tenha sido trazido. FOLHA - E o Fábio Costa? A ausência dele pesou na queda do time? MANCINI - Ele se machucou, saiu e ficou distante. Acho que, se quisesse, estaria mais perto. FOLHA - Ele quis se preservar? MANCINI - O Santos tem os melhores equipamentos, bons profissionais, e o cara se machuca e vai se tratar fora? Ele fez o tratamento e não estava em período integral no clube. A gente queria ter informações. FOLHA - Ele tem privilégios? MANCINI - Acho que o Fábio deveria ser tratado como atleta no clube. Se fosse, o Santos ganharia, ele ganharia, e não existiria esse tipo de coisa. No contrato há direitos e deveres. FOLHA - Ele tem mais direitos? MANCINI - Muito mais. Mas comigo ele andou na linha. FOLHA - Quando você chegou, ele tinha brigado com o Fabiano Eller... MANCINI - Não tive nenhum problema no grupo. Nenhum. Lá era tudo às claras. Essas discussões são normais no futebol, mas será que não era interessante vazar isso para a imprensa para minar o trabalho? FOLHA - E a briga dele com o Eduardo Bahia [preparador de goleiros]? MANCINI - Vou contar o que houve. O Bahia estava aquecendo o Fábio, no vestiário, e achou que ele não estava se empenhando. Chamou a atenção dele. Ele achou ruim, tirou a luva, foi na minha sala e disse que não ia jogar, que havia sido desrespeitado e que não tinha condições emocionais. Falei: "Você vai botar sua luva, vai pro jogo. O problema com ele [Bahia] você resolve depois. Não vai botar um trabalho a perder". O Eduardo aqueceu o Douglas [reserva]. O Fábio não acabou o aquecimento. Quando o aquecimento geral acabou, ele botou a luva, fez a oração e entrou. FOLHA - E se machucou. Você acha que tem alguma relação? MANCINI - Não. Foi fatalidade. No campo, se aqueceu de novo. FOLHA - Como a briga vazou? MANCINI - Um deve ter falado pra um amigo, que falou pra outro... Mas também vazou porque tem um monte de gente no Santos que não gosta dele. FOLHA - Os jogadores acham que o Fábio Costa é mais valorizado? MANCINI - Não acham, têm certeza. Todo mundo que vive o Santos sabe que o Fábio não é tratado como atleta. Isso atrapalha, embora eu volte a dizer que no meu grupo ele foi 100%. Não dei chance para ele. FOLHA - Se arrepende de ter dito que havia um dedo-duro no clube? MANCINI - [pausa] Acho que eu falaria de novo. Porque minha intenção naquela hora foi intimidar as pessoas, ou as pessoas que estavam fazendo aquilo. FOLHA - E funcionou? MANCINI - Melhorou. FOLHA - E você sabe quem é? MANCINI - Vou sempre ter uma desconfiança, porque, se eu soubesse, eu teria tirado... FOLHA - E essa pessoa estava fazendo isso para derrubá-lo? MANCINI - Acho que não. O cara acha que, se ele estiver de bem com a imprensa, vai ser defendido. Era mais para se manter do que para me derrubar. FOLHA - Você acha que os jogadores contribuíram na sua queda? MANCINI - De maneira alguma. Falo de boca cheia. Em momento algum vi corpo mole. Luxemburgo será o responsável por comandar a reformulação no time 
O Santos deve passar por uma grande reformulação nas próximas semanas. E Vanderlei Luxemburgo foi o escolhido para chefiar essas mudanças. Durante a semana, antes de fechar com o treinador, o presidente santista, Marcelo Teixeira, avisou que o clube planeja uma reformulação e que o novo comandante teria que estar de acordo com isso. Com Luxemburgo não deve vir apenas a sua comissão técnica. O treinador, adepto do conceito de "manager", costuma participar pessoalmente da contratação de jogadores. Foi assim com Mozart e Obina, recentemente, no Palmeiras. Não deve ser diferente em sua quarta passagem pela Vila Belmiro. O técnico deve preparar uma lista de dispensa de jogadores. O meia Molina é o primeiro a deixar o clube. Foi negociado com o Seongnam Ilhwa, da Coréia do Sul. Não estará sequer no banco no jogo de hoje. Alguns atletas trazidos nos últimos meses por indicação de Mancini, como o volante Alan, o zagueiro Eli Sabiá e o atacante Felipe Azevedo, podem ir embora sem terem feito sequer uma partida pelo clube. De volta à Vila, Luxemburgo, 57, encontrará um ambiente bastante familiar. Além da proximidade com Teixeira, há no clube funcionários indicados por ele em 2007 e 2008 -deixou o clube no início desse ano. O treinador também fez muitas amizades na Baixada Santista desde 1997, quando dirigiu a equipe pela primeira vez. Os primeiros a deixar o clube devem ser o preparador de goleiros Eduardo Bahia e o preparador físico Flávio Oliveira -ambos da comissão do demitido Vagner Mancini. Luxemburgo, que assume o time amanhã, levará consigo seu auxiliar técnico, Nei Pandolfo, e o preparador físico Antônio Melo. Ambos trabalharam com ele no Palmeiras. Os auxiliares Serginho Chulapa, que hoje comanda o Santos como interino, e Edinho devem permanecer na Vila. Ambos fazem parte da comissão técnica permanente do clube, mas deverão perder poderes com a chegada do novo comandante santista.


www.twitter.com/maurobelias
Escrito por Mauro Elias às 04h40
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