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Blog do Mauro Elias


Volta da confiança

Jogadores comemoram volta da confiança no Santos

Equipe da Vila ainda sonha com a Libertadores - está oito atrás do Atlético Mineiro, o quarto colocado

A vitória contra o Sport na Ilha do Retiro, quarta-feira, trouxe de volta a confiança para os jogadores do Santos. Nesta sexta-feira, o atacante Felipe Azevedo comemorou o clima de tranquilidade e pediu esforço para a equipe vencer o Vitória no Pacaembu, segunda-feira.

"A confiança está voltando ao nosso time. O Luxemburgo nos deu tranquilidade e agora é fazer de tudo para vencer", afirmou o atacante, autor do gol da vitória contra o Sport.

Para o zagueiro André Astorga, o bom resultado permite ao Santos sonhar com a classificação à Copa Libertadores. "A Libertadores nunca deixou de estar nos nossos planos. Falaram em rebaixamento, mas isso não passa em um time com essa qualidade. O Luxemburgo sempre transmitiu confiança para nós", disse.

O Santos está na 11.ª colocação do Campeonato Brasileiro com 39 pontos, oito atrás do Atlético Mineiro, o quarto colocado.



Escrito por Mauro Elias às 02h42
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Santos concentrado em Atibaia; ingressos mais baratos

Santos fica concentrado em Atibaia

Reanimado pela vitória por 1 a 0 contra o Sport, no Recife, quarta-feira passada, o Santos projeta uma arrancada rumo à conquista da vaga para Libertadores da América de 2010 nas 10 rodadas finais do Brasileirão.

Mas o técnico Vanderlei Luxemburgo não descuida de nenhum detalhe e manteve a decisão de isolar o time num hotel de Atibaia. Sua intenção é manter os jogadores unidos, sob a sua severa vigilância e, principalmente, longe da pressão que vinham sofrendo na Baixada Santista. A delegação voltou da capital pernambucana ontem à tarde, seguindo direto do Aeroporto Internacional de São Paulo (Guarulhos) para Atibaia. Até o retorno a Santos, após o jogo contra o Vitória, segunda-feira à tarde, no Pacaembu, serão oito dias longe de casa.

Ainda é lembrada na Vila Belmiro a humilhação que os jogadores sofreram na volta ao CT, após a derrota por 6 a 2 diante do Vitória, em Salvador, em julho, pelo primeiro turno do Brasileirão. Torcedores atiraram ovos e acusaram de “mercenário e pipoqueiro” até quem não havia atuado. Ao assumir, há quase três meses, o treinador usou todo seu prestigio com a principal torcida organizada para pedir a suspensão das hostilidades em nome da classificação do time para a Libertadores.

Parecia ter sido atendido, até que a sequencia de maus resultados na Vila fez o clima ficar tenso. Por isso, Luxemburgo se sentiu aliviado com a transferência do jogo contra o Vitória, inicialmente marcado para amanhã, na Vila, para segunda-feira, no Pacaembu.

“A troca de casa talvez nos traga mais torcida, com um comportamento diferente”, cutucou o treinador, irritado com as vaias que o time recebeu na derrota por 3 a 1 para o Palmeiras, domingo, na Vila Belmiro.

Luxemburgo disse que não era possível pedir paciência ao torcedor, mas fez um apelo. “É preciso que o torcedor entenda que não resolve nada sair por aí quebrando tudo. Isso só piora das coisas. Esse é o elenco que temos para terminar o ano.”

A vitória em cima do Sport no Recife reforçou a tese de que o time sente demais a pressão da torcida nos jogos em casa e não consegue vencer nem quando sai na frente no marcador, como contra o Avaí e o Internacional (nos dois jogos chegou a ter estar ganhando por 2 a 0) e no clássico diante do Palmeiras.

O Santos fica no interior paulista até segunda de manhã. À tarde, viaja a São Paulo, onde pega o Vitória, no Pacaembu. Ontem, Kléber Pereira falou que o 1 a 0 contra o Sport devolveu a confiança ao elenco.

Sedução. Aliados de Marcelo Teixeira contam que o presidente santista está cada vez mais empolgado com a proposta de parceria de grupo do empresário João Dória Jr.

Ingressos mais baratos

Ingressos a R$ 5 para jogo no Pacaembu

O Santos baixou o preço dos ingressos “entrada para o tobogã (R$ 5)”, arquibancada (R$ 10) e cadeiras (R$ 20) com o objetivo de fazer uma grande festa no Pacaembu, no jogo contra o Vitória, segunda-feira, às 16h.

O presidente Marcelo Teixeira afirmou que a mudança da partida para a capital atende aos pedidos de milhares de torcedores.

Entusiasmado com a vitória contra o Sport, o dirigente convoca a torcida e até promete mandar mais um jogo do Campeonato Brasileiro em São Paulo. Deverá ser contra o Náutico, dia 8 de novembro.

Os ingressos estão à venda nas bilheterias do Pacaembu, e na Vila Belmiro.



Escrito por Mauro Elias às 07h21
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Terceira via; Sport 0 X 1 Santos

Terceira via?

No final do ano passado escrevi aqui no blog sobre uma eventual terceira via para disputar a presidencia do clube em dezembro de 2009.

Nunca mencionei quem seria o candidato pela chapa da terceira via.

Seria o santista José Carlos Peres.

O tempo passou, algumas pessoas me cobraram.

Hoje, por volta das 17:00h, o Peres me ligou.

E me confidenciou que ainda poderá sair candidato.

Seria a terceira via criando corpo.

Fiquei muito feliz.

Eu sempre sonhei com uma dobradinha Peres-Luis Álvaro ou vice versa.

Mas é impossivel.

Gostaria muito de ver o Peres entrar nessa disputa.

Marcelo Teixeira não quer ser candidato.

Quer indicar alguém de sua confiança.

Disse ao Peres que se MT insistir nessa idéia, a oposição teria grande chance.

O Luis Álvaro (não a Resgate) vem conquistando a simpatia de muitos santistas.

Até as marceletes já não estão mais tão convictas sobre a capacidade administrativa do MT.

O estrago que ele fez ao Santos extrapolou até a complacencia das marceletes.

O que aconteceria se o Peres fosse candidato por uma eventual terceira via?

Na minha opinião ele tiraria votos dos dois candidatos: do Luis Álvaro e do candidato da situação.

Eu disse ao Peres que se o MT não sair candidato, o Luis Álvaro leva essa.

Porque marcelete é marcelete.

Eles não querem saber de candidato indicado pelo ídolo.

Eles querem o próprio ídolo, Marcelo, independente de qualquer estrago administrativo que ele possa estar causando ao clube.

Marcelete é mais ou menos como lulista: não vota no PT, vota no Lula.

Marcelete não vota na situação, vota no MT. Devoção pura.

Se o Peres entrar na disputa, o Luis Álvaro seria o maior prejudicado, na minha opinião.

O Peres tiraria muitos votos dele.

Dividiria a oposição.

Se o Peres entrar, acho que o MT leva.

À menos que não se candidate e indique alguém.

Aí embolaria a disputa.

G4

O G4 é uma conquista pessoal do Peres.

Os 4 grandes de São Paulo faturarão R$ 50 milhões em 2,5 anos, o que daria um incremento de R$ 5 milhões por ano em suas receitas.

O contrato não é com a Ambev.

A carta ao curintia

Perguntei ao Peres sobre a carta.

O que ele me disse eu não posso publicar aqui.

Mas um dia voces ficarão sabendo da verdade.

Sport 0 X 1 Santos

Ótima vitória.

Sempre é dificilimo vencer o Sport na Ilha.

O time foi muito bem escalado e conduzido por Luxemburgo hoje.

Felipe hoje não falhou. Aliás, foi perfeito.

Gostei da zaga, gostei do meio campo.

Luxemburgo fez um rodizio entre Neymar, Felipe Azevedo e Kléber Pereira. Dois deles sempre voltavam para encorpar o meio campo.

Faltou um pouco de confiança ainda.

Mas o time soube segurar a onda.

Felipe salvou 2 gols feitos. Nota 10.

Luxemburgo foi bem.

Gil entrou e mostrou certa intimidade

Mas é bom a gente desencanar com Libertadores. 

 

 



Escrito por Mauro Elias às 22h49
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João Dória Jr. avisou que não vai por dinheiro nas mãos do inútil; Santos foge da torcida; se Marcelo for candidato...

JT

Sem cheque em branco para a diretoria 


Alex Sabino

O presidente Marcelo Teixeira esteve em São Paulo domingo à noite para participar de jantar com João Dória Júnior e outros empresários que poderiam ser alternativa de investimento para o Santos em 2010. Saiu sem as garantias que desejava.

No encontro, Dória disse ao dirigente que, se o acordo fosse fechado, teria de existir uma gestão corporativa na Vila. Isso significa: participar das decisões e não dar um cheque em branco para Teixeira, que saiu visivelmente decepcionado.

Dória, ao lado do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e publicitários, como Celso Lodduca, traçava planos de eventos para o centenário do Santos, em 2012. Diante da necessidade de dinheiro para o clube, surgiu a possibilidade de acelerar o processo e montar um fundo de investimento.

Segundo fracasso

O jantar ocorreu quatro dias após o naufrágio das negociações com outro grupo empresarial, liderado pelos banqueiros Álvaro de Souza e José Berenguer. Ligados à oposição, queriam lançar candidato de consenso para unir o Santos.

A princípio, o presidente topou a conversa, mas não gostou das condições impostas: que o próprio Teixeira não poderia ser o candidato; mudança no estatuto que hoje não restringe o número de reeleições; abertura das contas do clube; e vagas para a oposição no Conselho Deliberativo. Em troca, o grupo acenava com a formação de fundo de investimento.

Por pressentir que os empresários poderiam apoiar Luiz Álvaro de Oliveira Ribeiro, candidato da oposição na eleição do fim do ano, Teixeira tentou ganhar tempo. Pediu a formação de um grupo de estudos que analisaria as propostas por dez dias. O grupo que propunha o fundo não topou e as conversações foram encerradas.

 

 

Santos foge da torcida

No início do segundo turno, o Santos queria fazer da Vila Belmiro um caldeirão. E almejava contar com o apoio da torcida para que isso acontecesse.
Hoje, após oito rodadas, o time de Vanderlei Luxemburgo já não tem mais essa pretensão.
Com 8.367 torcedores por jogo, média inferior ao Guarani, na série B, o clube tem a terceira pior média de público do Brasileiro. E, com seis vitórias nos 14 duelos em seu estádio, perdeu a condição de favorito em casa.
Depois de tropeços na Vila Belmiro e de ver a classificação à Taça Libertadores ficar cada vez mais distante, o técnico santista resolveu separar o time dos torcedores. Agora, a estratégia para subir na tabela do Brasileiro é fazer exatamente o oposto do que fora planejado.
Tanto que o Santos viajou na segunda-feira para o Recife, onde enfrenta hoje o Sport, às 19h30. Normalmente, o time faria pelo menos um treino no CT Rei Pelé, em Santos.
Além disso, após a derrota por 3 a 1 para o Palmeiras, no último domingo, Luxemburgo resolveu levar o time amanhã para Atibaia, no interior de São Paulo. Para completar a "rota de fuga" da torcida de sua cidade, o time santista enfrentará o Vitória, na próxima rodada, no Pacaembu, na capital paulista.
"Sei que é difícil ter paciência e que o torcedor fica meio hostil nesses momentos, mas não é a primeira vez que passo por isso no futebol", disse o técnico.
Já o Sport, que esteve na zona do rebaixamento em 18 das 27 rodadas disputadas, vive um cenário diferente. Mesmo em situação difícil no campeonato, a média de público do time pernambucano é de 18.825 torcedores, a sexta maior. Está à frente até da média do Palmeiras (17.511), que é o líder do Brasileiro há 13 rodadas.
O zagueiro santista André Astorga, que deverá ser titular na partida de hoje, acredita que o Santos possa anular esse apoio, jogando os pernambucanos contra a própria equipe.
"O Sport é um time de torcida. E, se a gente deixar, ela vai apoiar mesmo. Se jogarmos o nosso jogo, vamos deixá-la contra o time da casa. Só precisamos fazer um bom trabalho desde o começo", afirmou.
No duelo de hoje, além de Madson, suspenso, Léo, Emerson, George Lucas, Fabão e Jean, que estão machucados, irão desfalcar o Santos.

Saiu no Painel da Folha...

Bolada. Conselheiros santistas afirmam acreditar que Vanderlei Luxemburgo faz força para ser demitido. O motivo: poderia pôr a mão em mais de R$ 1 milhão, referente aos três meses de salários que lhe restam por contrato.

Ele fica. O diretor de futebol santista, Adilson Durante, porém, diz que Luxemburgo seguirá no Santos em 2010 caso o presidente Marcelo Teixeira decida concorrer nas próximas eleições do clube (reparem que ele disse que se o incompetente concorrer será re-eleito).

 



Escrito por Mauro Elias às 05h59
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Dez anos de um inútil

Amigos do blog,

Estou reproduzindo, na íntegra, matéria do Jornal da Tarde, de hoje, assinada pelo jornalista Alex Sabino.

Não tem, em sua  essência, nenhuma novidade.

Escrevo sobre isso desde os tempos de Super Santos.

Mas é interessante quando a matéria é assinada por um jornalista de um veículo sério, como é o Estado de São Paulo.

Dificilmente eu reproduzo matérias que não sejam do Estadão ou da Folha, que fazem jornalismo sério.

Mas chamo atenção para um fato: quem primeiro chamou esse infeliz inútil de "dono" do clube fui eu.

A hora dele vai chegar.

Espero que haja uma devassa nas contas do clube.

Dez anos do imperador

Entre ‘salvador’ e ‘ditador’, Marcelo Teixeira está prestes a completar uma década na presidência do Santos. E reluta em sair do trono

Alex Sabino

Marcelo Pirilo Teixeira, 45 anos, foi criado para ser presidente do Santos. Há quase dez anos no cargo, o clube pode não ser dele de direito. Mas é de fato. “Não é mais Santos Futebol Clube. É só Santos Futebol. Clube não é. É propriedade privada”, constata Celso Leite,antigo aliado defenestrado do Conselho Deliberativo por contestar o cartola.

Entre os dirigentes dos grandes clubes do Estado, Teixeira é quem está há mais tempo no poder. Foi eleito em dezembro de 1999 com o compromisso de conquistar títulos e democratizar o Peixe. Por caminhos tortuosos, cumpriu a primeira promessa. Sob sua administração, foi colocado ponto final no jejum de 18 anos sem troféus. Foram dois brasileiros e dois estaduais. Mas fez o inverso no que se refere à democracia. Deu golpe no estatuto que permitiu se perpetuar no cargo. Tirou o limite para reeleições, entre outras medidas.

“Não se trata de continuísmo. Nós sempre gostamos de dizer que é a continuidade de um trabalho”, contesta o próprio presidente, sempre que perguntado.

É jogo de palavras que mostra muito de sua personalidade. Afável no trato pessoal, é incapaz de dizer não. Quando rejeita algo, adia a decisão e ganha tempo até que isso não seja mais possível. Para o público externo, adota discurso conciliador. Nos bastidores, é um rolo compressor.

“Quando aparece dissidência ele apela para o consenso. Mas não porque deseja consenso. Marcelo quer saber quem são seus adversários para identificar o elemento mais fraco do grupo. É uma pessoa carismática pessoalmente. Mas essa é uma característica dos ditadores”, apela Orlando Rollo, associado que foi à Justiça pedir transparência nas contas do clube.

‘Esse clube é dele’

Herdeiro de uma das famílias mais ricas da Baixada Santista, Teixeira nos últimos anos conseguiu se descolar do dinheiro da família. De acordo com pessoas próximas, não se desligou totalmente, mas está menos envolvido com o dia a dia da Universidade Santa Cecília. E conseguiu sua fortuna pessoal.


“Acho que ninguém pode negar ao Marcelo o mérito de ser santista. A paixão pelo time está no sangue da família. Creio que isso acaba sendo também um problema para ele como presidente. É primeiro torcedor, depois dirigente”, analisa Francisco Lopes, diretor de futebol entre 2001 e 2005.

Mas é um torcedor que detesta ser contrariado. Certa ou errada, é a sua opinião que prevalece sempre. Talvez por isso todas as pessoas que o criticaram ou (mais grave, para ele) o enfrentaram foram afastadas da vida do clube. “Ele sempre foi assim. Marcelo é meio mimado mesmo porque foi o primeiro filho homem do (ex-presidente) Milton (Teixeira). Aos 18 anos ganhou uma BMW no tempo em que ninguém tinha BMW”, revela um amigo da família.

Envolvente, sabe bem se aproveitar do fato de Santos ser uma cidade onde todos se conhecem e se relacionam socialmente. Sua força econômica faz com que muitos o temam. “Ele utiliza a política do terror”, ressalta Rollo. Não por acaso, um dos seus mais fiéis escudeiros, Alberto Francisco de Oliveira, o Alemão, ao ouvir críticas ao presidente na porta da Vila há cerca de um ano, começou a berrar: “Você pensa o quê? Esse clube aqui é do Marcelo.”

R$ 22 milhões por nada

A reunião aconteceu no final de 2001. Era uma ordem disfarçada de pedido: o dinheiro da família não poderia mais ser colocado no Santos. Não porque os Teixeira não quisessem ajudar o clube. A situação estava insustentável.

No seu primeiro mandato, o presidente eleito com promessa de títulos colocou cerca de R$ 22 milhões no Peixe. Quase toda a fortuna para financiar contratações caras e fracassadas.

“A política do Marcelo sempre foi comprar para ganhar. Mas o Santos só se deu bem quando abriu mão dessa estratégia”, declara Paulo Maeda, ex-diretor das categorias de base.

Quando assumiu, o presidente recém-eleito negociou parceria com o grupo mexicano Octagon. O intermediário foi Fernando Silva, candidato derrotado pelo próprio Teixeira na eleição seguinte, em 2001. E um dos seus mais ferrenhos opositores. “Negociar com ele foi muito difícil porque cada hora colocava um empecilho. O Santos precisava da parceria, mas parecia que o Marcelo não queria. Foi inexplicável”, relembra Silva.

O contrato não foi fechado. O time necessitava de reforços e o presidente, dar satisfação aos torcedores. Essa foi uma característica de seu período no poder. Todas as vezes em que teve de optar entre uma aquisição útil para o elenco ou outra de impacto, escolheu a segunda opção.

“Era preciso fazer alguma coisa. Quando assumimos o elenco tinha poucos jogadores e não de qualidade para honrar a camisa do Santos”, disse Teixeira.

Eram 13, para ser mais exatos. O cartola meteu a mão no bolso e foi às compras. Nos primeiros dois anos, o clube contratou alguns dos atletas mais caros do País. Rincón, Carlos Germano, Fábio Costa, Galván, Márcio Santos, Robert, Valdo, Valdir, Edmundo e Marcelinho Carioca e Cléber. Entre outros.

Apesar dos empréstimos, os títulos não chegaram.

No segundo semestre de 2000, a realidade já batia à porta. Contas de luz tiveram de ser pagas às pressas para que a energia da Vila Belmiro não fosse cortada. O Santos atrasava salários e, quando pagava, os cheques não tinham fundos ou eram sustados. O caminho de 10 jogadores foi entrar na Justiça contra o clube. Faltava até sensibilidade com os dramas alheios. Narciso, então se recuperando de transplante de medula, ouviu como justificativa para o não pagamento de seus salários que a ‘prioridade era de quem estava jogando.’

“Fui para o Santos porque pensei que era um clube sério”, disse o zagueiro Galván. O reinado de Teixeira por pouco não acaba antes de começar.

Eles salvaram o Peixe

Quando parecia que o clube estava no fundo do poço, veio a redenção

O ano era 2005 e a decisão estava tomada: por consenso entre Marcelo Teixeira e a totalidade do Conselho Deliberativo, Robinho não seria vendido. Para selar a aliança, o presidente pediu que todos dessem as mãos e rezassem um Pai Nosso e uma Ave Maria. As orações foram feitas em coro de mais de 300 vozes. Teve conselheiro que chorou.

Uma semana depois, o Santos vendeu Robinho para o Real Madrid por US$ 30 milhões (R$ 53 milhões, em valores atuais).

Era o final do sonho. Justamente quando abriu mão da política de contratações caras, o Peixe chegou aos títulos. Mas não fez isso por opção. Apenas não havia outro caminho. “Não deixa de ser irônico. Marcelo só se socorreu da base quando não teve jeito. Foi aí que ganhou”, declara Paulo Maeda, o esquecido responsável pela formação do time campeão brasileiro de 2002.

Não havia dinheiro nem para o treinador. A contratação de Emerson Leão foi intermediada pelo ex-presidente da Federação Paulista, Eduardo José Farah. Em contraste com os R$ 500 mil que em 2006 pagaria a Luxemburgo, o Santos levou o técnico por R$ 45 mil mensais.

Comparado com o elenco atual, que tem dificuldade para chegar perto da zona de Libertadores, a equipe de 2002 foi formada quase de graça. Na semana da decisão contra o Corinthians, Robinho teve o salário reajustado para R$ 3,5 mil. Diego ganhava R$ 7 mil. Alex, R$ 5 mil, mesmo salário do capitão Paulo Almeida. Somado, o valor não chega perto dos R$ 90 mil recebidos hoje por Neymar.

Elano

O que poucos sabem é que aquele time quase não saiu do papel. Robinho esteve perto de ser levado para o São Paulo. Só não deixou o clube pela intervenção de última hora de Zito, assessor da presidência.

“E ainda teve o episódio do Elano. Ele quase foi devolvido para o Guarani”, revela um diretor que ainda está no clube.

O meia, hoje no Galatasaray, da Turquia, brigou para deixar o Bugre, que o queria de volta. Teixeira chamou Maeda e ordenou que o Peixe entregasse o garoto para o clube de Campinas.

“Perfeitamente. O senhor faça uma carta e assine, por favor.”

“Não. Assine você”, desconversou Teixeira.

“Não, presidente. Amanhã esse menino vai jogar na Seleção e o senhor não vai assumir que o dispensou”, rebateu Maeda.

O cartola voltou atrás na decisão e Elano ficou.

O título de 2002 foi a redenção de Teixeira. Mas seus assessores mais diretos notaram mudança em seu comportamento. Se antes era centralizador, mas condescendente, o cartola passou a não ouvir mais ninguém. (A.S)

A conta que não fecha

'Gastos gerais', artimanhas contábeis e tropa de choque nos balanços do Santos

“O dinheiro de Robinho.” A frase já foi dita muitas vezes na Vila. Refere-se não só aos milhões arrecadados com a venda do atacante, mas também de toda a geração revelada em 2002. Invariavelmente, é acompanhada da preocupação com a situação financeira atual do Peixe.

Seus opositores dizem que os números do Santos são um buraco negro. Teixeira garante não haver motivo para preocupação. Mas é verdade que, a cada eleição, ele não mede esforços não apenas para permanecer no cargo, mas para colocar um nome de confiança na presidência do Conselho Deliberativo. Assim como em postos chaves da comissão fiscal, que deveria fiscalizar as contas da diretoria.

Em 2005, o cartola fez de tudo para impedir que Odílio Rodrigues Filho, secretário municipal de saúde, derrotasse seu candidato, Florival Amado Barletta. Até telefonou para o prefeito da cidade, João Paulo Tavares Papa, pedindo intervenção.

A preocupação é porque os balanços do Santos costumam apresentar dados que são de difícil explicação. Como no ano passado, quando mostrou R$ 8 milhões na rubrica ‘gastos gerais’.

“O que são gastos gerais? Ninguém consegue responder isso”, pergunta o associado Fabio Viana, que se especializou em vasculhar os números do clube.

A geração Diego e Robinho rendeu cerca de R$ 155 milhões para os cofres alvinegros. “O Santos não é banco para dar lucro. Investimos no CT e reformamos a Vila”, irrita-se o presidente, quando confrontado.

Mas a conta não bate. De acordo com os balanços, desde 2001 foram colocados R$ 16 milhões nas categorias de base e no patrimônio do clube. O presidente não admite que o gasto excessivo com o futebol seja justificativa. Mas apenas entre 2006 e 2008 os departamentos de esportes, especialmente o futebol, consumiram R$ 204 milhões.

A constatação frustra os que achavam que a fortuna arrecadada seria a redenção financeira. Entre os quais se inclui o próprio Teixeira. Após a negociação de Robinho com o Real, ele disse que a grana asseguraria estabilidade para o Santos por “muito tempo”. No ano passado, o déficit foi de R$ 24 milhões. E o valor só foi esse porque o presidente pediu R$ 10 milhões de adiantamento das cotas de televisão.

Tropa de choque

Na hora de votar o balanço no Conselho, Teixeira coloca em campo a tropa de choque. Quem pede a palavra para questionar o cartola é recebido com vaias. O objetivo é intimidar.

Suas contas sempre foram aprovadas. Mesmo as de 2001, aceitas com ressalvas porque o clube lançou mão de expediente ilegal segundo o Conselho Federal de Contabilidade. Usou o valor de multas rescisórias de atletas como ativo. “O Santos inflou o balanço em mais de R$ 200 milhões”, denuncia Viana.

O próprio Peixe reconheceu o erro e vem corrigindo contabilmente ano a ano. Nos tempos de bonança, retificava R$ 40 milhões. Desde 2007, são apenas R$ 2 milhões.

O Conselho Deliberativo nunca levou em consideração nem erros crassos. Como a dívida de R$ 455.175 com a Conmebol nas contas de 2005. O conselheiro Orlando Rollo apresentou documento da entidade provando que o Peixe não devia nada e que os números do clube estavam errados. Resultado: três votos contra e mais de 300 a favor da aprovação do balanço.

Folha de SP...

Mina seca

A DIS, braço do grupo Sonda que cuida dos investimentos no futebol, fechou as torneiras na Vila Belmiro. A empresa, que despejou mais de R$ 20 milhões no clube do litoral, agora fará apenas aportes pontuais e após análise rigorosa de retorno. A decisão da parceira contribui para o fato de o técnico Vanderlei Luxemburgo ter entrado em rota de colisão com o presidente santista, Marcelo Teixeira. Luxemburgo está irritado por não ter conseguido fazer com que o cartola atendesse seus pedidos para remontar o elenco.

 

Procura-se. Cartolas santistas estranham o fato de Luxemburgo cobrar mais injeção de dinheiro no elenco. Lembram que, antes de acertar sua volta à Vila Belmiro, ele disse a Teixeira que traria parceiros para o clube.

Valorização. No Santos, ninguém estranhou o fato de Luxemburgo ter tornado pública oferta do Internacional. Dizem que é praxe dele quando se vê em situação delicada no cargo. Gente do clube crê que o técnico acertará com o time de Porto Alegre.



Escrito por Mauro Elias às 22h55
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Santos 1 X 3 Palmeiras

Santos 1 X 3 Palmeiras

Probabilidade de rebaixamento:  3%

Chance de Libertadores: 1%

Mais do que previsivel.

O Santos é zebra contra São Paulo, Palmeiras, Curintia,  Internacional, Grêmio, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, etc...

Time de futebol de clube grande (R$ 150 milhões) quase sempre leva vantagem contra time de futebol de clube intermediário (R$ 50 milhões).

Fez um bom primeiro tempo e um ótimo inicio de segundo.

Quando fez 1 a 0, acalmei o pessoal aqui em casa.

Qualquer time vira em cima do Santos hoje. O Santos é o time da virada, como canta a torcidinha.

É um time mal preparado fisicamente e psicológicamente.

Tecnicamente é também muito fraco.

Não sustenta resultado nem contra o CSA.

Quanto mais contra o Palmeiras, de Diego Souza, Love, C. Xavier.

E Luxemburgo, de novo, foi extremamente infeliz.

Quando ele trocou Pará pelo tal de Felipe Azevedo disse para turma aqui que viriam muitas emoções.

Um time fraco com um banco que tem Felipe Azevedo não pode ganhar nada mesmo.

Está explicado porque o Mancini, responsavel por ter trazido esse jogador, jamais o escalou.

Entendi o que o Luxa quis fazer: ao tirar um volante e colocar um atacante, ele mostrou que não queria o empate, que o empate nada acrescentaria ao time.

Só que tirar o Pará, um jogador que vinha até bem, para colocar esse tal de Felipe, é como trocar 6 por 1.

O outro Felipe, o goleiro, coitado, fez até algumas partidas razoáveis.

Mas a média é de uma barbaridade por jogo.

Não me inspira a menor confiança. Vou repetir o que sempre escrevo aqui: não seria titular da Penapolense.

Aos idiotas que se acham olheiros, os amigos de Teixeirinha, eu recomendo darem uma olhada no goleiro do Vila Nova de Goiás.

Aliás, o Atlético Mineiro, que já tinha o Aranha, foi buscar o Carini e o cara está fechando o gol.

Contratar goleiros não é nenhum bicho de sete cabeças.

Mas para os incompetentes do Santos, esse Felipe é goleiro.

Seria um terceiro reserva, nada mais que isso. É hiper-irregular.

Outro detalhe: time de velhos é sinal de departamento médico cheio.

Tem uns 4 ou 5 com problema muscular. Isso no final do ano.

Um absurdo.

Fabão e George Lucas se juntaram a Robson, Emerson, Léo, e deve ter mais um ou dois nessa mesma condição.

Não gostam do Fabão? O reserva dele é o Astorga! E o Domingão é que era "violento" para a torcidinha de merda que aprovou sua saída para dar seu lugar a Edu Dracena, que deve jogar em 2010.

Saiu o Léo? Entra Triguinho! Os dois não tiram o chinelinho.

O tal de Eli Sabiá já encheu também. Falhou no gol de empate.

Não tem Emerson? Vamos de Germano e suas incriveis caneladas e tropicões. Esse cara é grosso demais. Quando vejo esse cidadão dar caneladas na bola é que me arrependo de não ter jogado futebol profissionalmente.

Ou que tal Rodrigo Mancha?

Madson correu uma barbaridade de novo, mas na hora do último passe é um desastre.

Pará faz o que sua competencia lhe permite. É um cara esforçado, batalhador, joga em várias posições (muito mal em todas) e só.

George Lucas ou Luizinho?

Kléber Pereira foi apagadíssimo.

O problema é que o time não cria.

Hoje chegou apenas uma bola na área para que ele finalizasse, e ele não alcançou.

Neymar ainda vai ser jogador de futebol em um ou dois anos. Não sei se vai chegar a ser um V. Love, um Diego Souza ou um Clayton Xavier.

Eu faria como fez o Guarani aqui de Campinas: mandaria o time todo embora. No Guarani, todos foram demitidos. Contrataram o Vadão e lhe deram carta branca para montar um time. Trinta jogadores foram contratados. Montou-se um time. Mais que um time, dizem que é uma família. Os jogadores se gostam. Os resultados vieram rapidamente. E o Guarani deve subir.

Esse é o legado de Teixeirinha.

Mas ele e suas marceletes não estão nem aí.

Hoje ouvi um boçal mandar uma mensagem para o Milton Neves dizendo que em dezembro o Santos colocará a 3a. estrela na camisa.

Essa é a mentalidade.

O presidente é um inútil; o time é mediocre; a torcidinha é a mais burra do futebol mundial; e a oposição vibra com time feminino, vibra com o time do Teixeirinha, pede Léo, parece que aprova tudo.

Espero que, se a oposição vencer,  não troque apenas de amigos.

Chega de amiguinhos para dirigir o Santos.

Ou alguém duvida que se a oposição vencer a eleição o clube não será dirigido por aquela turma  do site, os mascates pachecões desocupados?

Quero estar errado, mas já sei quem ocuparia algumas funções no clube.

Espero sinceramente estar errado.

Vou estar muito atento se acontecer o continuismo do amadorismo e dos amiguinhos. 

Só faltava essa: sair um gang para entrar outra.

Continuismo, para mim, não se refere apenas a pessoas, mas sim ao modelo administrativo. Outra coisa: a volta do estatuto antigo é condição mandatória.

Mas o Santos vai bem...obrigado, como dizem as marceletes baba-ovos. Divirtam-se! 

 

 



Escrito por Mauro Elias às 18h24
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